artigo3
CompartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Aluna: Kátia Cristina M. de Moraes A. da Conceição.

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar é comum, tem apresentações clínicas complexas, causa prejuízo funcional no paciente e sua família e cursa com sua elevada morbidade e mortalidade.

A adesão terapêutica é um importante problema para o tratamento das doenças crônicas. No transtorno bipolar, a não-adesão terapeutica contribui para o abismo entre a eficácia e efetividade do tratamento desses pacientes.

Segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (2003), 50% dos pacientes com doença crônica dos países desenvolvidos não fazem uso de sua medicações conforme as recomendações de seus médicos.

Com isso, a melhor definição para a ausência da adesão terapêutica está baseada na administração da medicação de maneira diferente da prescrita pelo médico.

Dentre as diferentes formas de alteração da administração pode-se destacar: a redução ou modificação na frequência das doses, o uso somente sintomatológico e não profilático dos medicamentos e as descontinuações temporárias ou permanentes do tratamento.

TRANSTORNO BIPOLAR E A NÃO-ADESÃO TERAPÊUTICA

O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada pela recorrência dos episódios maníacos, depressivos e mistos ( Sajatovic ,2005). A prevalência do transtorno bipolar ao longo da vida é  estimado em 1%, embora evidências recentes sugerem que essas taxas podem chegar a 5% quando se considera o espectro bipolar(Hirschfeld e cols, 2005; Kessler e cols, 2006). Além de ser a 6 principal causa de incapacidade médica entre pacientes entre 15
a 44 anos (Sajatovic, 2005).  Entre os principais tratamentos disponíveis atualmente, destacam – se o lítio, os agentes anticonvulsivantes e os antipsicóticos de segunda geração

Entretanto, como em várias condições crônicas, os sintomas no transtorno bipolar são intermitentes e a ausência de adesão terapêutica é frequente, estando associada com pior controle dos quadros (Gonzalez-Pinto e cols, 2006; Baldessarini e cols, 2006; Gianfrancesco e cols, 2008) e inúmeras recaidas.

FATORES ASSOCIADOS A NÃO-ADESÃO

Múltiplos fatores foram associados a não-adesão no transtorno bipolar. Dentre os fatores sócio-demográficos podemos destacar o gênero , a idade, a raça e o nível educacional, enquanto que dentre os fatores clínicos enumera-se a dependência do álcool , as comorbidades com outros transtornos mentais , o episódio maníaco e a gravidade do episódio depressivo .

Entretanto, a não-adesão é um comportamento relacionado as experiências e decisões específicas do paciente que devem ser levadas em questão. A satisfação do paciente com a medicação é um importante preditor , porém efeitos adversos como comprometimento cognitivo , sintomas extrapiramidais, sedação, disfunção sexual e ganho de peso estão associados com uma pior adesão.

MENSURAÇÃO DA NÃO-ADESÃO TERAPÊUTICA

A grande dificuldade existente no momento para a mensuração da não adesao terapêutica é a ausência de instrumentos que consigam discriminar com acurácia as dimensões desse fenômeno que variam desde de: a nao adesão parcial, até a não-adesão irregular a total.

Avaliações precisas da não-adesão terapêutica em pacientes bipolares é extremamente difícil e complexa. Não existe até o momento, nenhuma medida que seja considerada a ideal. Os métodos mais usados incluem instrumentos auto-
-aplicados, instrumentos que avaliam a percepção dos familiares ou de outras pessoas diretamente envolvidas no cuidados dos pacientes, testes biológicos (avaliação dos níveis plasmáticos dos fármacos ) e avaliações independentes dos padrões de não-adesão. Entretanto, todos esses instrumentos apresentam suas limitações.

CONCLUSÃO

Em virtude das limitações a maneira mais confiável e prática para avaliar a adesão terapêutica é a combinação dos vários métodos como avaliações auto-aplicativas, avalia.

CompartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn