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ISSN (versão eletrônica): 1678 -4669.

Estudo de Psicologia,(Natal,Online) 18(4)outubro– dezembro̸ 2013, 551 – 558.

Menção de Responsabilidade:Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

No.SECS(Bireme) 10179.

Autor: Paz, Fernanda Marques; Colossi, Patrícia Manozzo.

Palavras – Chave: dependência de substancias psicoativa: relações familiares: teoria familiar sistêmica.

Vários estudos têm apontado à importância do seio familiar no processo de reabilitação de pacientes envolvidos com dependência química, no tocante aos fatores de proteção e prevenção. Atualmente, a adição e seus efeitos, são um problema de saúde publica, e relevância social, implicando na participação de diversos atores e setores sócias?? para sua solução.

Entre os tratamentos mais utilizados estão: as internações terapêuticas, ou clinicas de desintoxicação, centros de atenção psicossocial, muito utilizados para álcool e drogas (CapsAd) e grupos de auto ajuda.

Estes locais não oferecem a devida inserção da família como instrumento de apoio na recuperação do dependente químico. Ressalta-se que a inclusão da família no tratamento, possibilita e oferece uma alteração nos padrões familiares, tornando o núcleo familiar mais funcional, pois a drogadição, modifica as relações,crenças, comportamentos e valores.

A crise no seio familiar acontece quando os papeis estam trocados e invertidos, nesse sentido é muito comum ocorrer conflitos no triangulo parental, Pai̸ Mãe̸ filho (a), no intuito de proteção e negação do dependente químico. O consumo de substancias psicoativas, geralmente ocorre na adolescência e é nesta fase, onde a busca da autonomia, da liberdade e independência ocorrem, surge em paralelo, a separação progressiva da família.

Algumas variáveis apontam para a família como um dos fatores de causa – efeito na utilização de drogas pelos mais jovens tais como: transmissão genética familiar, alcoolismo de um dos pais, dificuldade de comunicação, violência e uso de drogas por um dos progenitores.

Famílias que possuem um dependente químico, são núcleos psicotóxicos. Boa parte do seio familiar esta inserido na negação e no não enfrentamento de problemas, assim como no alivio da dor e do sofrimento.

Com o inicio do tratamento e possível notar hábitos mais saudáveis e o retorno da atenção familiar, assim como a diminuição do uso da droga. Entretanto os conflitos aparecem, e o dependente químico e sua família são obrigados a enfrentar a realidade que se apresenta. Este resumo de caso clinico tem o objetivo de relatar importância da dinâmica familiar no comportamento do dependente químico.

MÉTODO – Estudo de caso exploratório, realizado no CAPS-AD, no estado do Rio Grande Do Sul.
Critério de Inclusão – Frequência no atendimento psicológico (entrevista).

INSTRUMENTOS- Entrevistas psicológicas, realizadas com o paciente e família.
Genograma-Representa o mapeamento gráfico da historia e Padrão familiar.
Descrição das sessões de grupo de orientação familiar de dependentes químicos.

RESULTADOS-A realização do genograma destacou a dificuldade do exercício da parentalidade do casal.
O relato de caso revela as dificuldades familiares manifestadas no sintoma da dependência química.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – Tal estudo se debruçou nos questionamentos e reflexões sobre a dinâmica familiar e os efeitos da adição. Procurou-se observar como o funcionamento e modo familiar “falam” refletem na drogadição

A família participante neste estudo se mostrou como fator de risco a drogadição, expressando constante presença de duplas mensagens, comunicação inadequada, assim como afeto empobrecido e triangulação do filho no conflito conjugal.

Para Orth e More (2008), a família em que o dependente químico é do sexo masculino, a figura materna tem papel superprotetor e permissivo com o individuo em recuperação.

Assim sendo espera-se que este estudo de caso clinico, possa contribuir de maneira efetiva para suscitar maiores e melhores reflexões sobre os aspectos dinâmicos que envolvem o seio familiar e o paciente em recuperação em dependência química.

Resumo do Aluno Paulo Henrique Freire Bourdette Ferreira
Aluno do Curso CJJ
Acervo disponível em: www.scielo.br/episc

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