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Aluna:  Anna Laura Pompilio Schmidt

A prática de mindfulness passou a fazer parte da medicina comportamental a partir dos programas de redução de estresse de Kabat-Zinn ( 1982).

Kabat-Zinn (1990 ) define mindfulness  como uma forma específica de atenção plena – concentração no momento atual, intencional e sem julgamento. Concentrar – se no momento atual significa estar em contato com o presente e não estar envolvido com lembranças do passado ou com pensamentos no futuro.

A intenção da prática de mindfulness seria exatamente trazer a atenção plena para a ação no momento atual.

Intencional, significa que o praticante de mindfulness faz a escolha de estar plenamente atento e se esforça para alcançar esta meta.  Sem julgar, significa que o praticante aceita todos os sentimentos, pensamentos e sensações como legítimos.

Na vida urbana moderna, agimos muitas vezes sem estar emocionalmente envolvidos em nossas ações, ou fazemos várias coisas ao mesmo tempo, às vezes sem percebermos que as diferentes atividades têm diferentes objetivos e atrapalham entre si.  Em outros casos, permitimo-nos ficar tão emaranhados em nossos pensamentos e sentimentos sobre o passado ou futuro, ou em nossas racionalizações sobre a nossa vivência, que perdemos contato com o que está acontecendo no momento atual.

MINDFULNESS  NA PREVENÇÃO DE RECAÍDA DE DEPRESSÃO:

Teasdale et al (2000) e Ma e Teasdale (2002) mostraram que as pessoas que têm mais ganho com este treino mindfulness  são aquelas com episódios depressivos recorrentes.  Já que se ensina aos participantes  que o círculo vicioso depressivo  é iniciado não pelo sentimento ou pensamento negativo, mas pelas tentativas emocionais ou racionais de esquiva que levam a um aumento dos conteúdos que eles tentam suprimir.  Os participantes aprendem a aceitar plenamente o momento atual, incluindo seus aspectos negativos, e dedicar seus esforços para atividades relevantes.  Aprendem através dos exercícios mindfulness, a estar no momento presente, sem precisar acessar ideias a respeito do passado ou do futuro.

TERAPIA DE ACEITAÇÃO E COMPROMISSO (ACT):

A ACT promove uma atitude de aceitar pensamentos e emoções como realmente são, e não com parecem ser.  A aceitação de sentimentos e sensações facilita a disposição para agirmos num mundo que não está sob o nosso controle, mas em que podemos ter efeitos importantes, com a condição de nos envolvermos ativamente nele, ao invés de vivê-lo em nossa cabeça. Aprende a tomar posição de observador que permite um contato íntimo com os conteúdos e o fluxo dos momentos da vida, sem se confundir com estes, podendo enxergar o sentindo mais amplo dos momentos.

REFERÊNCIAS:

Revista Brasileira de terapias cognitivas, V2 N1, 2006.

Autores: Luc Vandenberghe; Ana Carolina Aquino de Souza

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