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Aluna: Eloisa de Almeida Araújo

Introdução
O consumo de bebidas alcoólicas é uma prática frequentemente realizada em nossa sociedade, principalmente em contextos sociais. Segundo o último Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil realizado pelo Cebrid/Unifesp (2005), 74,6% dos brasileiros já fizeram uso de álcool alguma vez na vida, 50% no último ano e 38,3% no mês anterior à entrevista. Os dados apresentados nesse levantamento, comparados com os do levantamento realizado em 2001, mostram que houve um aumento nos casos de dependência de álcool entre pessoas de 12 a 65 anos, visto que em 2001 o índice foi de 11,2% e em 2005 aumentou 1,1%, ou seja, 12,3%. Esse índice é maior que a média mundial.
O consumo de substância psicoativa é descrito na literatura, basicamente, por meio de três definições, sendo elas uso, abuso ou dependência. O uso é caracterizado por qualquer consumo que o sujeito tenha feito, seja ele episódico seja esporádico. O abuso é descrito como o uso repetido da substância, acarretando contínuo e significativo comprometimento físico e/ou social a si ou a terceiros. Já na dependência, além dessas características, também há sintomas de tolerância e/ou abstinência, além de expressa vontade, sem sucesso, de parar de consumi-la, bem como excesso de tempo gasto em atividades relacionadas ao consumo ou na recuperação dos seus efeitos (DSM-IV-TR, 2002).
A tolerância é descrita pela necessidade de consumir quantidades maiores da substância para adquirir a intoxicação (ou efeito desejado) e/ou pela acentuada redução do efeito com a mesma quantidade habitualmente consumida.
A síndrome de abstinência é caracterizada pelo consumo com o objetivo de aliviar ou evitar sintomas decorrentes da falta da substância no organismo (DSMIV-TR, 2002).
Entre essas definições, o consumo de bebidas alcoólicas é medido por meio da quantidade de doses ingeridas por ocasião, descrito mais especificamente como padrão de consumo. Uma dose é caracterizada pela presença de 8 a 13 gramas de etanol, isso é equivalente a um pouco menos que uma lata (285 mL) de cerveja ou um cálice (120 mL) de vinho ou, ainda, aproximadamente 30 mL de bebida destilada (uísque, vodca, aguardente (CISA, 2007).
Existem diversos padrões de consumo apresentados na literatura, como beber moderado, binge, beber pesado e beber esporádico. O consumo moderado é caracterizado pela ingestão de até 15 doses semanais para homens e 10 doses semanais para mulheres. Por esse padrão, os homens não devem ultrapassar o consumo de três doses diárias e as mulheres, de duas doses diárias. Ressalta-se que a característica central do beber moderado é não trazer risco para si ou terceiros (NIAAA, 1992; Gunzerath e tal. 2004).
O binge é definido pelo consumo equivalente a cinco doses de bebida alcoólica para homens e quatro para mulheres em um período determinado de tempo (Carey, 2001; Silveira et al., 2007). Já o beber pesado é referido como o consumo diário e excessivo da substância (WHO, 2007).
Para todas essas definições, devem-se considerar o tempo que o sujeito levou para consumir cada dose e o peso corporal do indivíduo.
As pessoas consomem álcool pelas mais diferentes razões, entretanto, sabe-se que, por ser uma droga psicotrópica depressora do sistema nervoso central, essa substância atua de modo a diminuir as atividades cerebrais. Assim, geralmente, está associada à redução da ansiedade. Junto a isso, também está relacionada à desinibição e ao aumento da loquacidade. Outrossim, a desinibição e a crença de que o consumo aumentaria o prazer sexual fazem com que bebidas alcoólicas sejam facilmente consumidas antes ou durante os atos sexuais. Essa associação tem sido relatada como um fator de risco para infecção das DSTs/HIV/Aids, visto que pessoas que consomem bebidas alcoólicas em contextos nos quais praticam sexo tendem a não utilizar preservativo nos atos sexuais, a trocar de parceiros com mais frequência, a ter parceiro casual e a praticar sexo em grupo e sexo anal (Seloilwe, 2005; McCusker et al., 1997; Kalichman et al., 2007a; Stoner et al., 2007)
A contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) está associada ao uso drogas injetáveis, relação sexual sem uso de preservativo (comportamento sexual de risco), transfusão de sangue, transmissão vertical e aleitamento materno (Stoner et al., 2007; Castilla et al., 1999).
A epidemia da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) é um grave problema de saúde pública em quase todos os países. Atualmente, no mundo existem cerca de 39,5 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV. Apenas em 2006 foram 4,3 milhões de novos infectados. O continente africano ainda é o local com maior número de novas infecções por ano.
Na América Latina existe cerca de 1,7 milhão de pessoas vivendo com HIV. Entre 2004 e 2006 foram registrados 200 mil novos casos, dos quais 140 mil apenas em 2006. No Brasil, o número de pessoas infectadas pelo vírus é de aproximadamente 620 mil. No país, a prevalência de HIV cresce 0,5% por ano desde 2000.
Na Rússia, o comportamento sexual associado ao uso de álcool é o fator responsável pela disseminação do vírus HIV, elevando as taxas de contaminação para uma das mais crescentes da Europa (Unaids, 2006; Benotsch et al., 2006). No Brasil, o aumento anual é atribuído predominantemente às relações sexuais sem preservativos (Unaids, 2006). Segundo o Ministério da Saúde (2002), entre o período de 1980 e 1994, as principais causas da disseminação do vírus foram prática de sexo sem preservativo, principalmente entre a população homossexual/bissexual (40%), e uso de drogas injetáveis (26,7%). Embora os índices de contágio sejam atribuídos às mesmas vias de transmissão, a característica atual da epidemia sofreu modificações de acordo com o levantamento apresentado em 2006, visto que 42% das infecções foram por contato sexual entre heterossexuais, 27,5% por homossexuais/bissexuais e 10% por uso de drogas injetáveis.
Existe uma extensa literatura que investiga o uso de drogas injetáveis como fator de risco para a infecção pelo HIV. Essa relação é facilmente compreendida, visto que o contato sanguíneo com uma agulha infectada tem uma relação direta na sua disseminação. No entanto, quando se pretende associar o uso de álcool como um fator de risco para as DSTs/HIV/Aids, a literatura encontrada é restrita. Ao contrário da direta relação atribuída entre DSTs/HIV/Aids e uso de drogas injetáveis, no uso de álcool existe uma dificuldade em virtude da mensuração dessa associação.
Geralmente, a maneira de mensurar a relação entre uso de álcool e comportamento sexual de risco é por meio de entrevistas e relatos. Não é possível restringir, apenas, essas duas variáveis do contexto em que o sujeito está inserido, assim, dificultando a afirmação de que o consumo de bebidas alcoólicas leva à contaminação pelo HIV.
Uma possível maneira de se medir e associar o consumo de álcool como um fator proeminente para o comportamento sexual de risco é por meio da religião. Sabe-se que pessoas inseridas em contextos religiosos que proíbem uso de bebidas alcoólicas têm, em menor taxa, DSTs, do que pessoas que não estão inseridas nesses contextos.
Este estudo teve por objetivo fazer uma revisão da literatura investigando a associação entre uso de álcool e comportamento sexual de risco.

Metodologia
Foi realizada uma busca bibliográfica por meio de periódicos indexados nas bases de dados MEDLINE e LILACS, nos períodos de 2000 a 2007, cruzando os unitermos comportamentos sexual de risco, HIV e Aids com os unitermos álcool, uso de álcool, abuso de álcool e dependência de álcool. Todos os termos foram buscados em dois idiomas, sendo eles português e inglês. Foram encontrados 230 artigos, dos quais 48 foram selecionados. O critério de inclusão dos artigos foi o de fazer menção sobre o consumo de álcool associado ao comportamento sexual de risco para infecção pelo HIV. Foram excluídos artigos que não eram de língua inglesa ou que não se tinha acesso no Brasil. Artigos anteriores a 2000 foram obtidos por meio das referências bibliográficas dos artigos selecionados.

 

Discussão
Consumo de álcool e comportamento sexual de risco
A relação entre uso de álcool antes ou durante o ato sexual na população geral é comumente justificada pela crença de que o consumo dessa substância poderia favorecer um desempenho sexual desejável e, consequentemente, aumentaria o prazer. O uso de álcool nesse contexto também é associado à diminuição da ansiedade ou da inibição, facilitando certos atos referidos como difíceis de serem realizados sem o efeito de uma bebida alcoólica (Stoner et al., 2007).
Todavia, a intoxicação pelo álcool no contexto supracitado favorece uma diminuição na capacidade de discernir os riscos associados à infecção pelo HIV, o que dificulta a negociação e, consequentemente, o uso do preservativo, facilitando, assim, a disseminação do vírus HIV e de outras DSTs (Kalichman et al., 2007a; Stoner et al., 2007; Castilla et al., 1999; Kalichman et al.,2007b; Maisto et al., 2004).
Sabe-se que indivíduos alcoolizados têm mais chance de praticar sexo sem preservativo do que indivíduos não alcoolizados (Stoner et al., 2007). Outro fator relevante nessa associação é a quantidade consumida antes ou durante o ato sexual. A característica do beber pesado, episódico ou não, parece ser um diferencial no engajamento de comportamento sexual de risco para infecção pelo HIV. Pessoas que bebem pesado têm mais chance de se envolver em comportamento sexual de risco do que pessoas que não apresentam esse padrão de consumo (Silveira et al., 2007; Kalichman et al., 2007b; Malow et al., 2006).
Entretanto, tanto o beber pesado quanto o beber moderado, antes ou durante o ato sexual, foram associados à prática de sexo sem preservativo, múltiplos parceiros, parceiro casual, prática sexual com profissionais do sexo e uso de drogas injetáveis (Bagnall et al., 1990; HalpernFelsher et al., 1996; Leigh et al., 1994; Madhivanan et al., 2005).
Além do padrão de consumo, outro fator associado à prática de sexo sob efeito de álcool é o local onde o indivíduo consome a bebida. Os locais apontados como facilitadores para o consumo de álcool associado com atividade sexual foram aqueles que estavam vinculados a atividades sociais, principalmente noturnas, como bares, boates, danceterias e clubes.
Também foi encontrada uma relação entre gênero e comportamento sexual de risco. Alguns pesquisadores relatam que homens se engajam mais frequentemente em comportamento sexual de risco quando estão alcoolizados do que mulheres, visto que, nesse contexto, tendem a praticar sexo sem preservativo, tanto com parceiras fixas quanto com parceiras casuais, inclusive com profissionais do sexo (Madhivanan et al., 2005; Busen et al., 2006; Essien et al., 2006; Sam et al., 2006).

No entanto, mulheres também tendem a emitir comportamento sexual de risco quando estão sob efeito do álcool, embora consumam bebidas alcoólicas com menor frequência do que homens. Outras pesquisas mostram dados semelhantes, como a realizada com mulheres universitárias que, quando estavam sob efeito de álcool, praticavam sexo sem preservativo e tinham parceiros sexuais mais frequentemente do que aquelas que não consumiam álcool (Roberts, 2006). Esses resultados também são encontrados em mulheres profissionais do sexo que, quando alcoolizadas, tendem a não utilizar preservativo nos atos sexuais com seus clientes (Msuya et al., 2006).
Além do gênero, a associação entre uso de álcool e comportamento sexual de risco não diferiu entre a população heterossexual e homossexual; ambas, quando consomem álcool, se engajam em práticas sexuais de risco, mesmo quando o parceiro sexual é soropositivo (Bimbi et al., 2006; Patterson et al., 2005).
No Brasil, a prática de sexo sob efeito de álcool em homossexuais decresceu significativamente em 1998, visto que apenas 32,6% o praticavam dessa maneira; no entanto, voltou a crescer em 2002 (54,6%) e, apesar de ter novamente decrescido em 2005, retornando a percentuais semelhantes aos de 1998 (31,4%), ainda é prevalente (Gondim, 2006).
Vale ressaltar que homens que fazem sexo com outros homens tendem mais frequentemente a associar atos sexuais desprotegidos com uso de outras drogas além do álcool, tais como anfetaminas, cocaína, ecstasy e maconha (Reback et al., 2007; Irwin et al., 2006; Hirshfield et al., 2004a; Hirshfield et al., 2004b; Mattison et al., 2001; Vanable et al., 2004; Ehrenstein et al., 2004).

Consumo de álcool e comportamento sexual em adolescentes
A literatura mostra que a porcentagem de adolescentes que tiveram múltiplos parceiros sexuais diminuiu e o uso de preservativo aumentou entre o período de 1991 e 2001. Entretanto, no mesmo período, a taxa de adolescentes que fizeram uso de álcool antes ou durante o ato sexual e que se engajaram em atos sexuais sem preservativo aumentou. Essa prevalência também foi observada em dados mais recentes (CDC, 2002).
Pesquisas mostram que o consumo de álcool vem sendo associado com o início precoce das atividades sexuais em adolescentes. Quanto mais precoce se dá o início do uso de álcool, maiores são as chances de o adolescente se engajar em comportamentos sexuais de risco. Nessa população, os comportamentos frequentemente associados ao uso do álcool antes ou durante o ato sexual são: sexo casual, múltiplos parceiros e sexo sem preservativo. Esses fatores estão associados aos índices de contaminação de DST/HIV/Aids (Griffin et al., 2006; Liu et al., 2006; Bachanas et al., 2002; Diclemente et al., 2002; Malow et al., 2001).
O uso de álcool antes ou durante o ato sexual e a falta de habilidades sociais foram apontados como fatores preponderantes para a prática de sexo sem preservativo em adolescentes com idade entre 13 e 19 anos (Saranrittichai et al., 2006; Dermen et al., 1998; McNair et al., 1998; Messiah et al., 1998).

Intervenção
Existem diversas maneiras de intervir com o objetivo de reduzir comportamento sexual de risco para o HIV. Sabe-se que, entre as que vêm mostrando eficiência quando medidas a longo prazo, estão aquelas que não isolam apenas um dos fenômenos, mas que abordam tanto o uso de substâncias quanto o comportamento sexual de risco para o HIV.
Desse modo, alguns pesquisadores focam a intervenção no uso de substâncias, a fim de reduzir o comportamento sexual de risco associado ao consumo de álcool. Essa relação pôde ser vista por meio de uma intervenção realizada com pessoas que faziam uso de álcool antes ou durante ato sexual. O tratamento enfocou treino de habilidades sociais. Os resultados mostraram que os sujeitos submetidos à intervenção aumentaram o relato do uso de preservativo de 25% para 65% e reduziram outros comportamentos sexuais de risco nos seis meses posteriores às sessões. Outro dado relevante foi à diminuição na crença de que o uso de álcool antes ou durante o ato sexual melhoraria o desempenho (Kalichman et al., 2007a).
De maneira inversa, outros autores focaram a intervenção para a prevenção de comportamento sexual de risco em usuários de álcool. Os resultados mostraram que, após o tratamento, os indivíduos relataram ter tido menos parceiros sexuais, ter usado mais frequentemente preservativo e ter diminuído a prática de sexo sob efeito de álcool (Griffin et al., 2006).
Em geral, as intervenções mais relatadas como eficientes foram cognitivo-comportamental, aconselhamento, entrevista motivacional e intervenção breve. A eficiência é vista por meio da apresentação da redução no uso de substâncias, tanto antes ou durante o ato sexual quanto em outros contextos, e do aumento de comportamento sexual seguro, quando esses dois fenômenos estão associados (Jones et al., 2005; Naar-King et al., 2006; McMahon et al., 2001).

Conclusão
Diante das evidências discutidas neste artigo, conclui se que:
O uso de álcool associado ao comportamento sexual mostra ser um fator de risco para disseminação das DSTs/HIV/Aids. Quando o sexo é praticado sob efeito de álcool, as pessoas tendem a ter múltiplos parceiros e a não utilizar preservativo.
Para mensurar e/ou analisar o risco existente na prática de sexo sob efeito de álcool, deve-se compreender o ambiente, inclusive contextos religiosos, no qual a bebida é utilizada. Também deve ser considerada a prevalência de infecção pelo HIV e outras DSTs em diferentes regiões do mundo.
A prática de sexo sob efeito de álcool é mais prevalente em homens, adolescentes, homens que fazem sexo com outros homens e profissionais do sexo. As mulheres também emitem esse comportamento sexual de risco, entretanto, com menor frequência.
Embora o beber pesado, episódico ou contínuo, antes ou durante o ato sexual esteja associado a maiores taxas de emissão de comportamento sexual de risco, o beber moderado, nesse contexto, também mostrou relação com a prática de sexo inseguro.

 

Referências:
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Fontes: www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-60832008000700015&script=sci_abstract

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