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Aluno: Fábio Oliveira Lima

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado completo de bem estar físico, mental e social do ser humano, ao contrário do senso comum, que infere ao termo a idéia de ausência de doenças. À esta abordagem, que cuida das instâncias biológicas, mentais e sociais, chamamos de modelo biopsicossocial, que atende diretamente ao conceito de saúde estabelecido pela OMS, em 1948, pois “os conceitos de saúde e de doença são analisados em sua evolução histórica e em seu relacionamento com o contexto cultural, social, político e econômico, evidenciando a evolução das idéias nessa área da experiência humana” (SCLIAR, 2007).

A proposta de serviços multidisciplinares em saúde, juntamente com a perspectiva biopsicossocial mencionada, tem sido considerada desde 1948, uma meta da medicina neste

ultimo século.
A atenção integral considera o ser humano e seus componentes envolvendo um cuidado geral, e aspectos tanto do indivíduo quanto da patologia, desde a prevenção até a reabilitação, o que implica no processo de tratamento da doença, requerer uma equipe de saúde que pontue aspectos biológicos, psicológicos e sociais que influenciam um paciente.

Aspecto Biológico: procura compreender como a causa da doença decorre no funcionamento do corpo do indivíduo.

Aspecto Psicológico: procura potenciais, causas psicológicas para um problema de saúde, como a falta de auto-controle, perturbações emocionais e pensamento negativo. O modelo biopsicossocial afirma que o funcionamento do corpo pode afetar a mente e o funcionamento da mente pode afetar o corpo.

Aspecto Social: investiga como os diferentes fatores sociais, como o status socioeconômico, cultura e as relações sociais podem influenciar a saúde.

A integração desses 3 fatores implica em ações que envolvam as equipes multiprofissionais e a utilização otimizada de todos os recursos disponíveis, garantindo o melhor aproveitamento dos recursos e uma continuidade dos cuidados.

A partir desse conceito, a saúde passou a ser mais uma questão coletiva (da comunidade) do que somente do próprio indivíduo, além de um direito humano fundamental, que deve ser assegurado sem distinção  de raça, de religião, ideologia política ou condição  sócio-econômica, usufruído individualmente, e por todos. Entretanto, tal definição reflete uma meta, um objetivo a ser alcançado, uma vez que todo bem estar físico, mental e social, sofre oscilações cotidianamente, fazendo com que ‘saúde’ não configure ausência de doença mas que seja o bem estar de todas as áreas, apesar de tais oscilações e  enfermidades.

Na década de 60, a saúde era a perfeição morfológica, acompanhada da harmonia funcional, da integridade dos órgãos e aparelhos, do bom desempenho das funções vitais; era o vigor físico e o equilíbrio mental, apenas considerados em termos do indivíduo e ao nível da pessoa humana. Hoje, ela passou a ser considerada sob outro plano ou dimensão; saiu do indivíduo para ser vista, também, em relação  do indivíduo com o trabalho e com a comunidade.

Atualmente, é notória a tentativa de melhoria em diversas áreas da vida do indivíduo. Instituições psiquiátricas que desenvolvem a prática de atividades físicas, arteterapia, sessões de terapia em grupo e família, e outros tratamentos que transcendem os limites do consultório e que dialogam simultaneamente com especialidades médicas, como é desenvolvido na Clínica Jorge Jaber, especializada em dependência química e nos serviços multidisciplinares de saúde mental no território brasilerio: “É necessário criar ações que ajudem o enfermo mental a se inserir na sociedade, através desses valores que são universalmente aceitos como elevados (JABER, 2018).

Trata-se de uma visão ampla, que visa estudar a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, etc).

A visão biopsicossocial ao contrário do modelo biomédico, o qual atribui a doença apenas a fatores biológicos como vírus, genes ou anormalidades somáticas, abrange disciplinas que vão desde a medicina à psicologia e à sociologia. Por ser um conceito recente, sua prevalência varia entre as disciplinas. Entretanto, a Política Nacional de Humanização tem como objetivo provocar inovações na produção de saúde, gestão e no cuidado, com ênfase na educação permanente dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde e na formação dos acadêmicos da área de saúde” (BARBOSA, 2013).

BIBLIOGRAFIA:

-BARBOSA. C. Revista Brasileria de Enfermagem. Política Nacional de Humanização e formação dos profissionais de saúde: revisão integrativa . Brasília 2013 jan-fev; 66(1): 123-7. On line. Diponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v66n1/v66n1a19.pdf

-CURSO CCJ. Aula 1, MOD 1. Transtornos mentais e comportamentais pelo uso de múltiplas substâncias. Dependência Química: conceitos e critérios diagnósticos e neurobiologia. On line. Disponível em: http://clinicajorgejaber.com.br/novo/curso-para-formacao-de-terapeutas/

-JABER, J. Como Funciona A Clínica Jorge Jaber, 2018. On line. Disponível em: https://youtu.be/K-VBzcbVySQ

 

-SCLIAR. M. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):29-41, 2007. On line. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v17n1/v17n1a03.pdf

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