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O psiquiatra Jorge Jaber, especializado em Harvard e membro da Ass. Bras. de psiquiatria, fala sobre Transtornos no Uso de Drogas no II Fórum de Psiquiatria do CREMERJ​ (Praia de Botafogo, 228), neste sábado, dia 7 de julho.

As mudanças no diagnóstico da dependência química ao longo das últimas três décadas serão enfocadas pelo psiquiatra Jorge Jaber, sábado, no II Fórum de Psiquiatria do CREMERJ.

Ele lembrará que, inicialmente, há cerca de 30 anos, a OMS definia apenas o alcoolismo como doença (CID 10) e hoje observa-se o diagnóstico dual. “A psiquiatria não reconhecia como doença o uso de outras drogas, e os grupos de mútua ajuda diziam que  o dependente químico não deveria ser tratado em clínicas.

Agora vemos que a dependência química na maioria das vezes se manifesta associada a outra doenças – depressão, transtorno bipolar, ansiedade, transtorno de personalidade, entre outras”. Segundo ele, hoje há um consenso no meio sobre ser necessário tratar os dois problemas simultaneamente.”Tornou-se mais difícil para o psiquiatra, porque ele precisa medicar várias doenças ao mesmo tempo e ainda deve ser um grande terapeuta​. Por isso, o tratamento dos Transtornos por Uso de Drogas exige um grupo de profissionais”.

Outro ponto que Jorge Jaber abordará junto aos colegas é a eficiência comprovada cientificamente da espiritualidade, associada ou não à religiosidade, no tratamento dos doentes, especialmente os casos mais resistentes. “Técnicas como o Mindfullness obtêm resultados excelentes. É um tipo de meditação, prática prevista no 11o passo de Alcoólicos Anônimos que diz ‘Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade’

O médico vai lembrar ainda que ocorrências externas e internas agem sobre o DNA. “O fato de alguém se expor a determinadas substâncias faz com que possa ocorrer câncer – uma ação genética patológica. E pessoas com depressão podem ver desencadeadas doenças físicas – o fator emocional modifica proteínas que levam a alterações de comportamento”, explica.

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