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Cristine Pereira Rebouças

26/11/2018

 

 

ÍNDICE

 

Resumo……………………………………………………………………………………………………………………….03

Introdução………………………………………………………………………………………………………………03-04

Dependência Química…………………………………………………………………………………………………..04

Comunidade terapêutica e exercício físico………………………………………………………………….04-05

Conclusão……………………………………………………………………………………………………………………05

Referências Bibliográficas…………………………………………………………………………………………05-06

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO NA REABILITAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS

 

RESUMO

As substâncias psicoativas estão cada vez mais sendo usadas na sociedade, devido a seus efeitos. Estas substâncias são aquelas que causam alteração no humor do usuário, retardando ou acelerando o funcionamento do cérebro e consequentemente causam certo “vício”, que pode levar a morte. Simões (2008) diz, psicoativo é um dos termos utilizados para substâncias que afetam aspectos relacionados à consciência, humor e sentimento de quem as usa.

Várias terapias são utilizadas para diminuir a dependência dos usuários. Uma delas é o exercício físico, que auxilia no tratamento e quando realizado regularmente traz certos estímulos ao organismo. A hipótese desta pesquisa é que o exercício físico pode ser considerado como uma terapia complementar, sendo uma forma de tratamento para o dependente químico, reduzindo sua vontade de buscar a substância e assim melhorar sua saúde.

Palavras-chave: Substâncias psicoativas; Dependência química; Exercício físico.

 

INTRODUÇÃO

O uso de substâncias psicoativas possui  indícios desde a antiguidade e de acordo com Simões (2008), este fenômeno é recorrente em vários momentos históricos, em diversas sociedades humanas.

Sobre drogas, ou substâncias psicoativas, o mesmo autor afirma: “Sua existência e seus usos envolvem questões complexas de liberdade e disciplina, sofrimento e prazer, devoção e aventura, transcendência e conhecimento, […] moralidade e violência”.

Todas estas questões são exemplos de emoções momentâneas que podem levar a utilização de substâncias psicoativas, devido ao momento que o indivíduo está passando.

Muitas vezes o início do uso destas substâncias começa dentro de casa, por influência familiar que de acordo com Benchaya e Bisch (2013) o ambiente familiar é um dos principais fatores que levam o indivíduo a utilizar substâncias psicoativas e afirmam que, “o uso de drogas pelos pais e o histórico familiar de consumo de substâncias têm sido investigados como fatores associados ao uso de drogas na infância e na adolescência.”

O consumo destas substâncias psicoativas, frequentemente leva o indivíduo a desenvolver um quadro de dependência química, que segundo Diehl (2011), a dependência química é um assunto muito discutido, desde pais inconsolados a profissionais da saúde, tendo um grande impacto social

 

Quando o indivíduo fica dependente de certa substância, ele sente necessidade de usá-la, então seu organismo cria certa “tolerância” à droga, que segundo Fonseca e Lemos (2011), esta tolerância acontece quando a droga não faz mais efeito para o usuário necessitando de doses maiores da mesma.

O importante é que o usuário busque formas de evitar que esta dependência progrida, devendo procurar diversas terapias que trabalhem para melhorar sua saúde.

 

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Segundo Campbell (2009), a dependência se define como uma psicofarmacologia, onde o usuário necessita de doses da droga, pois sem ela causa a abstinência. Certa hora o usuário começa a prejudicar sua vida social, sua saúde, seus investimentos financeiros, ultrapassando limites. Nesta etapa o uso da substância se torna um abuso, que de acordo com Barros e Dalprá (2013) abuso se define como, “padrão mal-adaptado de uso de drogas, recorrente e com consequências adversas, problemáticas do ponto de vista interpessoal, familiar, social, legal, no trabalho e no plano físico.”

 

COMUNIDADE TERAPÊUTICA E EXERCÍCIO FÍSICO

A Comunidade Terapêutica (CT) tem grande relevância na reabilitação de um dependente químico. De acordo com De Leon (2003), ele afirma que, “a CT é uma abordagem de auto-ajuda, fora das correntes psiquiátricas, psicológicas e médica […]”, ainda cita que o ambiente terapêutico é muito importante, sendo um processo de longo prazo que deve ajudar na mudança de estilo de vida do indivíduo.

Segundo Souza, Martinez e Diehl (2011), existem várias terapias complementares que ajudam no tratamento e prevenção da dependência química, sendo exemplos métodos de alongamento como o yoga e thai chi chuan, acupuntura, atividade física.

O método que está crescente cada vez mais é a atividade física (AF), que é definida pelos autores como qualquer movimento realizado pela musculatura esquelética tendo um gasto energético.

Quando esta AF começa a desenvolver caráter organizado e específico, aí podemos chamá-la de exercício físico, que de acordo com Polito e Casonatto (2013), exercício é o controle da atividade física, onde neste momento entram aspectos como intensidade (nível de esforço) e volume (duração) de treino. Entre várias formas para a recuperação ou reabilitação, no caso reparar a ligação corpo e mente, da dependência química, se destacam: terapias, medicações e a prática de exercício físico. Sendo importante avaliar o usuário e prescrever os métodos adequados por profissionais capacitados.

Grande parte dos indivíduos que  participaam de atividade física relatam  no primeiro momento  a   qualidade de vida, que se encontravam com problemas emocionais e isto acabava afetando a rotina deles. E também não se achavam saudáveis, devido a vida de que levavam anteriormente.

Os indivíduos que realizam os exercícios funcionais de acordo com suas limitações e isso tem o intuito de ajudar a cada um deles a melhorar suas habilidades motoras e diminuir o estresse diário, que muitas vezes é o causador do uso de drogas.

De acordo com cada indivíduo envolvido na atividade física percebe-se, uma melhora no desempenho diário de cada um.Os exercícios físicos  melhora  as capacidades funcionais bem como os aspectos psicomotores dos envolvidos, contribuindo para uma possível melhora em sua autoestima e, possivelmente, contribui  para que os envolvidos possam largar o uso de substâncias psicoativas.

 

CONCLUSÃO

Com base nas pesquisas realizadas, concluí-se a importância da atividade física no processo de tratamento da dependência química  pois, as atividades físicas contribuem no desenvolvimento da personalidade, oferecendo a seus praticantes saúde, bem-estar, autodeterminação e responsabilidade social (com o grupo e a comunidade em que se encontram, seja social, escolar ou familiar).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS, Helena Maria Tannhauser, DALPRÁ, Waleska Lissa. Medicina e Drogas de Abuso. In: FERNANDES, Simone et al. Abordagem multidisciplinar da dependência química. São Paulo: Santos, 2013. p 73-87.

BENCHAYA, Mariana Canellas; BISCH, Nádia Krubskaya. Fatores Preditores e Uso de Substâncias Psicoativas. In: FERNANDES, Simone et al. Abordagem multidisciplinar da dependência química. São Paulo: Santos, 2013. p 11-122. CAMPBELL, Robert J. Dicionário de psiquiatria. Trad. Cristina Monteiro. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

CICONELLI, Rosana Mesquita et al. Tradução para língua portuguesa e validação do questionário genérico de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rv. Bras Reumatol, v. 39 , n. 3. p. 143-150, 1999.

DE LEON, G. A comunidade terapêutica: teoria, modelo e método. São Paulo: Loyola, 2003.

DIEHL, Alessandra; CORDEIRO, Daniel Cruz; LARANJEIRA, Ronaldo. Dependência Química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. 528 p.

FONSECA, Vilma Aparecida da Silva, LEMOS, Tadeu. Farmacologia na Dependência Química. In: DIEHL, Alessandra, CORDEIRO, Daniel Cruz, LARANJEIRA, Ronaldo (Coords). Dependência Química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. p 25-34.

POLITO, Marcos Doederlein; CASONATTO, Juliano. Fundamentos em prescrição de exercícios físicos. In: RASO, Vagner; GREVE, Julia Maria D’Andrea; POLITO, Marcos Doederlein. Pollock: Fisiologia clínica do exercício. São Paulo: Manole, 2013. p 1- 10.

SOUZA, Ivelise Machado; MARTINEZ, Humberto Carlos Siles; DIEHL, Alessandra. Terapias complementares ne dependência química. In: DIEHL, Alessandra, CORDEIRO, Daniel Cruz,

LARANJEIRA, Ronaldo. Dependência Química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011

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