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fonte: Trip

De acordo com o levantamento Beyond Binary, os jovens estão consumindo bebidas alcoólicas de forma mais consciente. O número de americanos e ingleses de 13 a 15 anos que experimentaram álcool pela primeira vez caiu de 72%, em 2000, para 36%, em 2016. O número entre os consumidores de álcool de 14 a 18 anos também caiu bastante nos Estados Unidos: de 81% entre os milllenials, em 1999, foi para 60% nos últimos anos.

A pesquisa analisa dados do exterior, mas aqui no Brasil já vemos exemplos da mudança de comportamento. O estudante universitário Matheus Sanches, 19 anos, preocupado com o consumo consciente, é um deles. “Se vou jantar mas sei que há a chance de eu ingerir álcool, não dirijo”, diz ele. “Não quero acabar com a minha vida ou a de outra pessoa, nem com a festa de ninguém. Prefiro pegar um táxi.”

Ainda segundo o estudo Beyond Binary, mais de 70% da Geração Z no Reino Unido, como são os adolescentes de hoje, acham que beber sem limites traz graves riscos – entre os millennials, o número era de 56% em 2004. Além disso, 28% das pessoas nessa faixa etária acreditam que tomar qualquer bebida alcoólica é muito arriscado. “Beber álcool simplesmente não é mais tão comum entre os adolescentes”, informa a pesquisa. Outro levantamento, chamado de Adolescent Alcohol-related Behaviours: Trends and Inequalities in the WHO European Region, reforça o cenário de queda entre os jovens. Segundo ele, os casos de embriaguez reduziram em 23 de 36 países da Europa – a maior queda foi observada na Ucrânia, onde os casos caíram de 45% em 2002 para 16% em 2014 entre as meninas de 11, 13 e 15 anos, e de 61% a 20% entre os garotos da mesma idade no mesmo período.

Os Estados Unidos e a Europa são regiões que trabalham a questão do consumo de álcool há décadas, e de forma mais incisiva que no Brasil. Por aqui, o consumo de álcool por pessoa caiu, mas ainda é mais alto que a média global, são 6,4 litros por pessoa ao ano. Segundo a OMS, o brasileiro acima de 15 anos consumia, em 2016, 7,8 litros anuais, enquanto que, em 2010, o número era de 8,7. De acordo com especialistas, é necessário que haja uma transformação urgente no Brasil, principalmente, na cultura, que, por vezes incentiva o jovem a beber.

Pensando nessa necessária mudança de comportamento, a Ambev tem feito ações que incentivam o consumo consciente. No mês passado, por exemplo, a empresa celebrou o Dia de Responsa, quando funcionários param a companhia e visitam bares de todo o país para falar sobre o tema. “O mundo mudou, estamos na época da transparência, em que as marcas estão querendo realizar ações positivas para a sociedade”, afirma Bernardo Paiva, presidente da Ambev. De acordo com ele, que conversou sobre os perigos do álcool em excesso com proprietários de estabelecimentos próximos a uma universidade paulistana, “a conscientização é o melhor caminho”. “A cerveja é um produto que agrega pessoas há séculos, não tem necessidade de ter o consumo desenfreado”, completa Paiva.

Além do Dia de Responsa, a Ambev possui ações permanentes, parte do Programa Ambev de Consumo Responsável, lançado em 2003. Mais de 500 mil profissionais de todo o país receberam treinamento sobre consumo inteligente, e ONGs recebem apoio para cuidar de crianças e jovens por meio da arte e do esporte, por exemplo. Foi lançada por uma propaganda da Skol a expressão “Motorista da rodada”. O programa inclui, também, ações para evitar a combinação de álcool e direção em eventos como o Skol Sensation e o Rodeio de Barretos. Recentemente, monitores contratados pela companhia distribuíram água em uma festa universitária, ação que fez sucesso e se repetirá outras vezes. “Um dos nossos objetivos é replicar a importância do consumo inteligente”, diz Carla Crippa, diretora de Sustentabilidade da Ambev. Essas ações fazem com que a Ambev contribua com as metas globais estabelecidas pela Anheuser-Busch InBev para o consumo inteligente – uma delas é reduzir o consumo nocivo de álcool em 10% até 2025.

“É importante quando pesquisas revelam que os jovens estão se preocupando mais com o consumo de bebida alcoólica lá fora e a OMS mostra que, no Brasil, o consumo caiu . Porém, ainda falta muito para melhorarmos o cenário”, diz o doutor Jorge Jaber, psiquiatra especializado em dependência de drogas. “É um bom sinal quando fabricantes de cerveja começam a se preocupar e se manifestar contra o consumo desenfreado. Qualquer mensagem que informe sobre os males do abuso de álcool é bem-vinda”, acredita.

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