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A cantora Elza Soares é a madrinha do bloco Alegria Sem Ressaca 2019. E A delegada Valéria Aragão (12a DP) vai desfilar como rainha do bloco, que faz prevenção ao abuso de álcool e outras drogas e é promovido pelo psiquiatra especialista em dependência química Jorge Jaber, há 16 anos. Sai na orla de Copacabana, na esquina de Av. Atlântica com R. República do Peru, domingo, dia 17 de fevereiro, às 9h. Quem garante o samba é a Velha Guarda Musical da Vila Isabel.

O objetivo do Alegria Sem Ressaca, que já teve Zico como padrinho e a participação de outros masters do Flamengo, é também mostrar que ninguém precisa beber para se divertir. O campeão mundial Adílio e o ex- jogador Uri Gueller vão estar mais uma vez este ano no carnaval saudável do bloco com outros atletas do FlaMaster.

Elza Soares tem bons motivos para aderir à causa: viveu o drama de ser casada com o craque dos craques Garrincha, que tinha a doença do alcoolismo, e prefere beber água e, em datas festivas, champanhe sem álcool com suco de laranja.

A energia para tantos shows e gravações, com 8 décadas de vida, ela diz tirar de outro lugar. “Sou traumatizada porque meu pai, meu ídolo, era alcoólatra e eu brigava muito com ele para ele parar de beber. Depois, meu amado Garrincha, pessoa linda, adorável, um homem que sabia amar e fazer uma mulher feliz, foi consumido pelo álcool. A pessoa perde totalmente a identidade. É uma droga fácil de ser adquirida e pode ser até pior que as ilícitas. Tenho muito medo do álcool. Sem beber, a gente se diverte e vê tudo o que acontece a nossa volta!”, alerta, feliz por não ter nenhum filho, neto ou bisneto com problemas com álcool. Coerente com sua história de vida, Elza chegou a recusar cachê polpudo para fazer propaganda de uma cervejaria, mas empresta sua imagem gratuitamente à prevenção da dependência química ao ostentar o título de madrinha do bloco Alegria Sem Ressaca 2019. “Com álcool, não se brinca”, diz a diva.

Com uma rotina estafante por comandar a central de flagrantes da zona Sul, a delegada Valéria Aragão vai deixar de ir ao coral do qual participa aos domingos na igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para fortalecer a causa mais uma vez. Em 2013, a ‘delegata’ estava à frente da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), quando foi coroada pela primeira vez pelo psiquiatra Jorge Jaber e ostentou a faixa de rainha do bloco.

O Alegria Sem Ressaca sai desde 2004 com a participação de dependentes químicos em recuperação, familiares, profissionais de saúde, e adesões ilustres como as de Luiza Tomé, José Aldo, Eduardo Dussek, Teresa Cristina, Ellen de Lima, Edu Krieger, Elisa Addor, e outros. “Lembramos que é possível se divertir sem uso de drogas e moderando o uso de álcool.  Defendemos que, com música e arte, o ser humano é capaz de gerar muita alegria, e de forma saudável, sem depender de nenhuma substância química”, diz o psiquiatra Jorge Jaber, especializado em dependência química em Harvard. O Gabinete da Cidadania ligado à Prefeitura de Petrópolis promete levar para o Alegria Sem Ressaca uma ala chamada #Diversãosemagressão, capitaneada por Leandra Iglesias,  a presidente do Conselho Municipal de Políticas de Drogas do município, com forte atuação nos CAPs locais. A ABEAD – Ass Bras de Estudos do e Álcool e Outras Drogas também vai marcar presença.

Este ano, Elza Soares decidiu retomar sua alma carnavalesca e, além de amadrinhar o bloco, vai ser a rainha do baile Glam Gay, de Milton Cunha, e também será destaque no carro abre-alas da Mocidade Independente de Padre Miguel, depois de 8 anos fora da avenida. Nascida em Padre Miguel, quando o bairro ainda se chamava Moça Bonita, ela foi a primeira mulher a puxar samba na Marquês de Sapucaí (para o Salgueiro, campeão de 1969 com Baía de Todos os Deuses), já deu duas vitórias puxando samba para sua escola do coração, e agora volta de forma triunfal dentro da estrela neon do carro abre-alas, cantando a primeira estrofe do samba-enredo ‘Eu sou o tempo, tempo é vida’ – ‘Senhor da razão, a luz que me guia

Nos trilhos da vida escolhi amar

Estrela maior, paixão que inebria

Eu conto o tempo pra te ver passar’

Disposição não falta, apesar da coluna cheia de pinos que a obriga a sessões de fisioterapia e, no dia seguinte ao desfile, a cantora embarca para o Equador onde começa uma série de shows internacionais que seguirá para a Europa. Sempre na vanguarda, Elza avisa que a virada na carreira iniciada em 2015, com o trabalho ‘A Mulher do Fim do Mundo’ e a ajuda dos empresários Pedro Loureiro e Juliano Almeida, e que já rendeu dois discos, muitos shows, um musical, um Grammy, uma biografia e um documentário que vem por aí, ainda promete muitas surpresas: “Qualquer hora eu poso nua!”. Elza é deusa.

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