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fonte: Meia Hora

O Carnaval é um dos períodos mais esperados do ano e em que a curtição parece não ter limite. A euforia muitas vezes dá margem para atitudes inconsequentes, que comprometem a diversão e a saúde da galera. Promovido pelo psiquiatra especialista em dependência química Jorge Jaber, há 16 anos, o bloco Alegria Sem Ressaca vai sair na orla de Copacabana neste domingo, às 9h, com a missão de conscientizar os foliões sobre o abuso de álcool e outras drogas.

Segundo Jaber, a dependência química atinge em média 15% da população e cada doente “contagia” outras cinco pessoas, formando um universo que pode não se sentir bem com a festa carnavalesca, quando os excessos são estimulados.

“Muitos ficam se sentindo inadequados, não conseguem brincar com os demais, e parecem frustrados por não poder usufruir desse ambiente que toma conta das ruas nos dias de folia. Um bloco que reunisse essas pessoas pra curtir em segurança, com fantasia e samba no pé, tinha mesmo que garantir seu espaço”, explica o psicanalista.

No entanto, o fundador do bloco diz que não é proibido beber, mas acredita que com “música e arte, o ser humano é capaz de gerar muita alegria, e de forma saudável, sem depender de nenhuma substância química”.

Este ano o Alegria Sem Ressaca terá como madrinha ninguém menos que Elza Soares, que sofreu com o alcoolismo do marido, o craque Garrincha, e também com a doença do próprio pai.

“Perdi o grande amor da minha vida para a bebida, a ‘marvada’ é poderosa, destrói vidas. É importante dizer pra essa moçada que está aí que é possível brincar o Carnaval com alegria e responsabilidade. Comemorar a vida é importante sim, mas não podemos esquecer que viver em equilíbrio é necessário para manter a harmonia em nossa volta. Vamos ficar atentos e não estragar a festa, vamos?”, pede a cantora.

A delegada Valéria de Aragão Sadio, da 12ª DP (Copacabana), se juntará ao desfile novamente. Em 2013, ela estava à frente da Delegacia de Combate às Drogas quando ostentou a faixa de rainha do bloco pela primeira vez. Para Valéria, que teve contato direto com narcotraficantes encarcerados e com dependentes químicos, a importância do bloco é a mensagem transmitida:

“Com essa iniciativa, podemos ver que a felicidade é possível com o uso moderado de álcool e sem o apelo às drogas ilícitas, que têm escravizado tantas pessoas, sobretudo jovens, retirando sua alegria de viver”.

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