Aluna : FÁTIMA TORRES

A integração dos saberes é de suma importância para compreender, diagnosticar e tratar a dependência quimica, como nos diz Laranjeira & Ribeiro,

“Contemplando o caráter multifatorial da gênese e da manutenção do uso indevido de substâncias psicoativas, o conceito atual de dependência química considera que qualquer padrão de consumo é constantemente influenciado por uma série de fatores de proteção e risco, de natureza biológica, psicológica e social.”

Assim sendo, compreender a dinâmica familiar e a influência que essa relação tem na manutenção do sintoma e no processo de recuperação é fundamental e importante diretriz no tratamento da dependência química.

Segundo Tadeu Lemos, Analice Gigliotti e Ângela Guimarães, o trabalho com a família pode ser feito em sessões exclusivas (com uma familia) ou em grupo (com diversas famílias, ou familiares). Eles colocam que a indicação para um caso ou outro depende de avaliação prévia e se faz necessário abordar três pontos fundamentais:
1 – A falta de informação da família sobre a questão da dependência e sobre o adoecimento do sistema familiar;
2 – A necessidade da mudança imediata dos padrões relacionais disfuncionais;
3 – A necessidade de manutenção desta mudança, que viria com a aquisição de padrões mais saudáveis para o sistema.

A promoção dessa intervenção, paciente e seus familiares, e a conscientização de que todos foram de alguma forma afetados, ajudando na formação dos sintomas, deverá, em um trabalho de todos, estabelecer relações mais funcionais e saudáveis, facilitando a manutenção da abstinência.

REFERÊNCIA

GIGLIOTTI, Analice; GUIMARÃES, Ângela. DIRETRIZES GERAIS PARA TRATAMENTO DA Dependência Química. – Rio de Janeiro: Editora Rúnico, 2010.