Jessica Barbosa de Albuquerque

 

 

RESUMO

A prevenção ao suicídio passa a ser desde o tratamento médico adequado ao problema apresentado pelo indivíduo até o tratamento farmacológico e acompanhamento psicoterápico. Contudo, os suportes social e familiar são fundamentais para a recuperação da pessoa que precisa de ajuda. Amor e não julgamento são as ferramentas necessárias aos familiares, mas a ajuda profissional é imprescindível.

 

 

Palavra-chave: Suicídio – Prevenção – Depressão – Drogas

 

 

INTRODUÇÃO


O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.
Medo, angústia, desespero, solidão: o que leva uma pessoa a desistir de tudo? Quais fatores influenciam? Teria dado tempo se a família soubesse da intenção de quem pôs um fim ao próprio sofrimento? Essas são algumas das questões sobre suicídio que na maioria das vezes, ficam sem respostas.

 

Alguns estudos associam o suicídio a distúrbios mentais, transtornos de personalidade, isolamento e depressão – doença relacionada a 30% dos casos de morte de acordo com a OMS. A esquizofrenia também é responsável por 14% e a ingestão de álcool tende a ser um fator agravante, sendo associado em 18% nos números de mortes. Além disso, muitos suicídios são realizados por impulso em pessoas que se encontram em grandes colapsos como crise financeira, amorosa, doença ou situações de perda. Situações de violência ou discriminação racial e sexual também tendem a despertar comportamento suicida. Mas, mesmo com os números de suicídios cada vez mais altos, o assunto ainda é considerado um tabu para muitas pessoas. Das pessoas que fazem uso abusivo de substâncias e que chegam a procurar ajuda médica por estados depressivos, não o fazem por esse motivo, e muitas vezes não ligam seu sofrimento a este fator fortemente associado. Se o médico não perguntar se ele faz uso de substâncias, muitas vezes o paciente nem comenta.

A problemática da dependência de drogas reflete no indivíduo, perpassando suas questões de saúde e repercutindo em suas demandas sociais, psicológicas e familiares. No que tange à família, muitas são as possíveis influências do ambiente familiar na questão do uso e abuso de substâncias psicoativas, tais como: deficiência de suporte parental, superproteção dos filhos, presença de cultura implícita do uso de drogas, existência de conflitos e violências, desinformação e desconhecimento sobre o uso de droga.
As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

 

Droga é toda Substância Psicoativa que tem o poder de ser abusada e que altera a Consciência. Podem ser estimulantes, como a cocaína e anfetaminas, que aceleram o metabolismo; Depressivas, como o álcool, calmantes, diazepínicos, ópio e entorpecentes, que analgesia o usuário e Alucinógenas ou Perturbadoras, como a maconha, que atua na qualidade da cognição, alterando o espaço/tempo. Legalização da maconha, drogas sintéticas explodindo, facilidades em festas e baladas, jovens usando ácidos em pequenos comprimidos e até pingando nos olhos. A dependência química é uma doença crônica!!! O álcool causa mais danos e sofrimento do que todas as demais drogas juntas. 95% dos nossos jovens iniciam no álcool por volta de 14 anos e isso é aceito. São vítimas primárias de uma situação de ignorância social.
Enfim, as drogas causam dependência, porque liberam prazer, óbvio, e isso ativa o nosso sistema de recompensa cerebral.
 

 

CONCLUSÃO

No início da Dependência Química, ninguém vê prejuízos, eles vêm sem aviso, a doença começa sem dar sinais, o amortecedor químico se adapta no Sistema Nervoso Central, fígado e células. A Dependência Química é considerada um Transtorno Mental diagnosticado desde 1970.
O suicídio é considerado um problema de saúde pública e estima-se que dez a vinte milhões de pessoas tentarão se suicidar nos próximos anos. Com base nisso, a OMS criou o Plano de Ação de Saúde Mental com a meta de reduzir em 10% a taxa de suicídios até 2020. O Ministério da Saúde também possui a cartilha Diretrizes Nacionais de Prevenção, um manual com dados e orientações destinado aos profissionais de saúde para direcionar o atendimento em casos de indícios suicidas.

 

 

 

Referências Bibliográficas


http://www.evidencias.com.br/noticias/dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio-relatorio-da-oms-aponta-que-a-cada-40-segundos-uma-pessoa-comete-suicidio/ acesso em 13/11/2018

https://escoladainteligencia.com.br/setembro-amarelo-por-que-e-tao-relevante-falar-sobre-a-prevencao-do-suicidio/ acesso em 26/11/2018

https://www.eusemfronteiras.com.br/setembro-amarelo-suicidio-e-a-dependencia-quimica/ acesso em 13/11/2018

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio acesso em 29/11/2018