{"id":1765,"date":"2017-11-23T06:03:38","date_gmt":"2017-11-23T09:03:38","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=1765"},"modified":"2017-11-23T06:03:38","modified_gmt":"2017-11-23T09:03:38","slug":"extase-mdma-efeitos-farmacologicos-e-toxicos-mecanismo-de-acao-e-abordagem-clinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/11\/extase-mdma-efeitos-farmacologicos-e-toxicos-mecanismo-de-acao-e-abordagem-clinica\/","title":{"rendered":"\u00caxtase (MDMA): Efeitos Farmacol\u00f3gicos e T\u00f3xicos, Mecanismo de A\u00e7\u00e3o e Abordagem Cl\u00ednica"},"content":{"rendered":"<p>Aluna: Eliana Dias Perp\u00e9tuo<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00caxtase \u00e9 o nome popular, dado \u00e0 subst\u00e2ncia quimicamente identificada como 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA). Muitos dos comprimidos de \u00eaxtase cont\u00eam uma enorme variedade de componentes, incluindo 3,4-metilenodioxietilanfetamina (MDEA), 3,4-metilenodioxianfetamina (MDA), mas o principal constituinte \u00e9 o 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), nome comumente usado nos estudos cient\u00edficos para se referir ao \u00eaxtase.<br \/>\nO MDMA \u00e9 um composto derivado da metanfetamina, que apresenta propriedades estimulantes, derivadas das anfetaminas, e alucin\u00f3genas, derivadas da mescalina. O MDMA interfere em v\u00e1rios neurotransmissores causando libera\u00e7\u00e3o de serotonina (5-hidroxitriptamina), dopamina e norepinefrina no sistema nervoso central, os quais est\u00e3o envolvidos no controle do humor, termorregula\u00e7\u00e3o, sono, apetite e no controle do sistema nervoso aut\u00f4nomo. Em 1985, o MDMA tornou-se restrito nos Estados Unidos, fazendo parte da Lista I do Conv\u00eanio de Subst\u00e2ncias Psicotr\u00f3picas, que inclui subst\u00e2ncias com elevado potencial de abuso, sem benef\u00edcio terap\u00eautico e de uso inseguro, mesmo com supervis\u00e3o m\u00e9dica.<br \/>\nNo Brasil \u00e9 considerada subst\u00e2ncia de uso proscrito, definida pela Portaria da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de n\u00famero 344, de 12 de maio de 1998.<br \/>\nNo Brasil, em um estudo que comparou as preval\u00eancias de uso de diversas drogas entre estudantes de gradua\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), no per\u00edodo compreendido entre 1996 e 2001, observou-se um aumento do uso experimental e regular de coca\u00edna, crack, anfetaminas e inalantes. As drogas que mostraram aumento significativo durante a vida foram \u00e1lcool, tabaco, maconha, inalantes, alucin\u00f3genos, anfetaminas, anticolin\u00e9rgicos, barbit\u00faricos e drogas il\u00edcitas em geral. Estudos sobre o uso do \u00eaxtase no Brasil ainda s\u00e3o escassos, mas alguns dados indicam que o consumo do MDMA no pa\u00eds tem aumentado, considerando, por exemplo, o elevado n\u00famero de apreens\u00f5es de comprimidos do \u00eaxtase, assim como a descoberta do primeiro laborat\u00f3rio clandestino para a s\u00edntese do MDMA, na cidade de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nEm outro estudo, procurou-se identificar os padr\u00f5es e efeitos do MDMA entre usu\u00e1rios da cidade de S\u00e3o Paulo. Demonstrou-se que, dos 52 indiv\u00edduos entrevistados, 61,6% usavam \u00eaxtase pelo menos uma vez por semana e que o uso ocorria frequentemente na companhia de v\u00e1rias pessoas (63%), em ambientes ligados ao prazer noturno, como raves (78,8%). Os efeitos atribu\u00eddos ao \u00eaxtase foram, principalmente, positivos (felicidade, empatia, sensa\u00e7\u00e3o de saciedade e energia).Embora os efeitos do \u00eaxtase percebidos pelos usu\u00e1rios sejam predominantemente positivos, h\u00e1 in\u00fameros relatos de rea\u00e7\u00f5es adversas e mortes relacionadas \u00e0 sua ingest\u00e3o. Com base nas considera\u00e7\u00f5es anteriores, o objetivo deste estudo \u00e9 realizar uma revis\u00e3o da literatura m\u00e9dico-cient\u00edfica sobre a farmacologia do \u00eaxtase (MDMA), mostrando seus principais efeitos t\u00f3xicos, mecanismo de a\u00e7\u00e3o e tratamento da intoxica\u00e7\u00e3o, bem como alertar para a possibilidade de ocorr\u00eancia de mortes relacionadas \u00e0 ingest\u00e3o do MDMA.<\/p>\n<p>Farmacocin\u00e9tica<\/p>\n<p>Os efeitos psicoestimulantes do MDMA s\u00e3o observados 20 a 60 minutos ap\u00f3s a ingest\u00e3o de doses moderadas do \u00eaxtase (75 a 100 mg), persistindo por 2 a 4 horas. O pico de concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica ocorre 2 horas ap\u00f3s administra\u00e7\u00e3o oral, e os n\u00edveis residuais (0,005 mg\/L) s\u00e3o encontrados 24 horas ap\u00f3s a \u00faltima dose. A \u00e1rea sobre a curva do MDMA sugere uma farmacocin\u00e9tica n\u00e3o linear, ou seja, o consumo de doses elevadas da subst\u00e2ncia pode produzir aumento desproporcional nos n\u00edveis plasm\u00e1ticos. A principal via de administra\u00e7\u00e3o do \u00eaxtase \u00e9 a oral, e as formas farmac\u00eauticas de administra\u00e7\u00e3o oral mais comuns s\u00e3o comprimidos, tabletes e c\u00e1psulas.<br \/>\nO MDMA \u00e9 amplamente distribu\u00eddo no organismo dos mam\u00edferos, atravessa facilmente as membranas biol\u00f3gicas e a barreira hematoencef\u00e1lica. O tempo de meia-vida plasm\u00e1tica do MDMA \u00e9 de 7,6 horas e, em casos de intoxica\u00e7\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rias 6 a 8 meias-vidas para a completa elimina\u00e7\u00e3o da droga. O n\u00edvel plasm\u00e1tico do MDMA, em torno de 8 mg\/L, \u00e9 considerado n\u00edvel de intoxica\u00e7\u00e3o grave, sendo necess\u00e1rias 24 horas para a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis plasm\u00e1ticos (1 mg\/L) que produziria menos efeitos t\u00f3xicos.<br \/>\nA elimina\u00e7\u00e3o da droga depende parcialmente do metabolismo hep\u00e1tico. Cerca de 65% da dose de \u00eaxtase \u00e9 eliminada sem metaboliza\u00e7\u00e3o, por excre\u00e7\u00e3o renal.<br \/>\nEfeitos agudos e cr\u00f4nicos<br \/>\nOs efeitos neuropsiqui\u00e1tricos agudos incluem altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o do tempo e na percep\u00e7\u00e3o visual, com autoconfian\u00e7a, empatia, diminui\u00e7\u00e3o da defesa e agress\u00e3o seguida de aumento da intera\u00e7\u00e3o social. H\u00e1 relatos de aumento da energia emocional e f\u00edsica, atribu\u00eddo a caracter\u00edsticas psicoestimulantes da droga. Os efeitos a curto prazo s\u00e3o euforia, ins\u00f4nia, fadiga, humor deprimido e diminui\u00e7\u00e3o da ansiedade. Outros efeitos no sistema nervoso central incluem altera\u00e7\u00f5es na cogni\u00e7\u00e3o, comportamento bizarro, psicoses e alucina\u00e7\u00f5es. Mudan\u00e7as na percep\u00e7\u00e3o e alucina\u00e7\u00f5es ocorrem em casos de intoxica\u00e7\u00e3o com altas doses (300 mg).<br \/>\nAl\u00e9m disso, os usu\u00e1rios do MDMA apresentam elevados riscos de desenvolver dist\u00farbios psicopatol\u00f3gicos, que s\u00e3o classificados como agudos (ocorrem nas primeiras 24 horas depois do uso da droga), subagudos (freq\u00fcentemente s\u00e3o observados 24 horas a 1 m\u00eas depois da ingest\u00e3o do MDMA) e cr\u00f4nicos (ocorrem ap\u00f3s meses). As mais freq\u00fcentes complica\u00e7\u00f5es agudas s\u00e3o ins\u00f4nias, flashbacks, transtornos de p\u00e2nico e psicoses, j\u00e1 as complica\u00e7\u00f5es subagudas incluem depress\u00e3o, n\u00e1useas, ansiedade e irritabilidade. Transtorno de p\u00e2nico, psicoses, depress\u00e3o e dist\u00farbios da mem\u00f3ria constituem as principais complica\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas. Efeitos neurol\u00f3gicos do uso em curto prazo do MDMA tamb\u00e9m s\u00e3o descritos e incluem hemorragia subaracn\u00f3idea, hemorragia intracranial ou infarto cerebral.<br \/>\nAl\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es comportamentais, outros efeitos adversos ocorrem durante um pequeno per\u00edodo ap\u00f3s a ingest\u00e3o do MDMA, sendo descritos eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e arritmias, n\u00e1useas, sudorese, tremores, bruxismo, trismo, hiper-reflexia, incontin\u00eancia, tens\u00e3o muscular, sensa\u00e7\u00e3o de frio e calor e nistagmos. Dificuldades de executar tarefas mentais e f\u00edsicas (70%), diminui\u00e7\u00e3o do apetite (65%) e trismo (65%) constituem os efeitos adversos mais freq\u00fcentes. Os efeitos a longo prazo constantemente aparecem ap\u00f3s 7 a 9 semanas ap\u00f3s o uso cr\u00f4nico do MDMA e incluem anemia apl\u00e1stica e altera\u00e7\u00f5es faciais que s\u00e3o secund\u00e1rias ao trismo e bruxismo (s\u00edndrome temporomandibular, eros\u00e3o dental e dor miofascial). Um dos efeitos mais marcantes da toxicidade aguda induzida pelo uso do MDMA \u00e9 a hipertermia ou s\u00edndrome da hiperpirexia, quadro cl\u00ednico no qual o usu\u00e1rio pode chegar \u00e0 temperatura corporal maior que 43\u00b0C e que constitui uma importante emerg\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Mecanismo de a\u00e7\u00e3o e neurotoxicidade<\/p>\n<p>O mecanismo de a\u00e7\u00e3o do MDMA sobre o sistema nervoso central ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente esclarecido. H\u00e1 descri\u00e7\u00e3o de que o MDMA interfere em diferentes neurotransmissores, sendo os neur\u00f4nios seroton\u00e9rgicos mais suscet\u00edveis. Os efeitos do MDMA sobre o humor s\u00e3o mediados por dois neurotransmissores, dopamina e serotonina, e os efeitos sobre a termorregula\u00e7\u00e3o s\u00e3o mediados pela noradrenalina. O MDMA promove libera\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de serotonina, seguida por um per\u00edodo de deple\u00e7\u00e3o, antes de retornar aos n\u00edveis normais.<br \/>\nEstudos in vitro demonstraram que a a\u00e7\u00e3o do MDMA sobre os neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos consiste no bloqueio da recapta\u00e7\u00e3o da DA, ao passo que os estudos in vivo mostram poucas evid\u00eancias, sugerindo que o MDMA cause libera\u00e7\u00e3o de DA na maioria das regi\u00f5es cerebrais. Embora a maioria dos estudos sobre os mecanismos dos derivados das anfetaminas focalize as a\u00e7\u00f5es sobre os sistemas seroton\u00e9rgico e dopamin\u00e9rgico, existem evid\u00eancias do envolvimento do sistema noradren\u00e9rgico, particularmente em n\u00edvel perif\u00e9rico.<br \/>\nUsu\u00e1rios de MDMA apresentam concentra\u00e7\u00f5es plasm\u00e1ticas elevadas de catecolaminas, que podem acarretar uma hiperatividade noradren\u00e9rgica, bem como explicar as complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares. A reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria envolvida na MDMA deve-se a a\u00e7\u00f5es mediadas por \u03b1-adrenorreceptores. As complica\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas agudas do MDMA, incluindo ataques de p\u00e2nico e mudan\u00e7as na temperatura, podem tamb\u00e9m envolver mecanismos noradren\u00e9rgicos.<br \/>\nProvavelmente o aspecto mais importante do uso do \u00eaxtase a longo prazo \u00e9 o risco de efeitos neuropsiqui\u00e1tricos irrevers\u00edveis. O MDMA \u00e9 t\u00f3xico para neur\u00f4nios seroton\u00e9rgicos em diferentes esp\u00e9cies animais, sendo o metab\u00f3lito MDA mais neurot\u00f3xico que o MDMA. De fato, alguns autores apresentaram evid\u00eancias de que o \u00eaxtase possa ser neurot\u00f3xico para humanos. Kish52 mostrou grave deple\u00e7\u00e3o da serotonina e do principal metab\u00f3lito da serotonina (\u00e1cido 5-hidroxiindolac\u00e9tico) no c\u00e9rebro de homens com 26 anos de idade que fizeram uso regular do MDMA durante 9 anos.<\/p>\n<p>Intoxica\u00e7\u00e3o e tratamento<\/p>\n<p>O MDMA tem elevado potencial t\u00f3xico e pode deixar seq\u00fcelas pelo seu efeito cumulativo. Os sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o aguda, as complica\u00e7\u00f5es e as principais causas de morte associadas ao uso do \u00eaxtase. Os efeitos simpatomim\u00e9ticos da droga podem acarretar disritmia, mesmo em indiv\u00edduos saud\u00e1veis. Miocardiopatia, hipertens\u00e3o, miocardite viral e prolongamento da onda QT tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados com a toxicidade do MDMA. Durante a intoxica\u00e7\u00e3o aguda podem ocorrer diaforese, midr\u00edase, perturba\u00e7\u00e3o psicomotora, al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es no aparelho cardiovascular descritas anteriormente. A morte pela overdose do MDMA normalmente \u00e9 provocada por arritmias ou hipertens\u00e3o e pode estar associada com broncoespasmos agudos, rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, hipertermia maligna, convuls\u00f5es, coagula\u00e7\u00e3o intravascular disseminada, rabdomi\u00f3lise e insufici\u00eancia renal aguda ou hepatotoxicidade. O intervalo entre o uso da droga e a ocorr\u00eancia de morte pode variar de 2 a 60 horas.<br \/>\nUm dos sintomas mais importantes da toxicidade aguda induzida pelo uso do MDMA \u00e9 a hipertermia ou s\u00edndrome da hiperpirexia. Na maioria dos casos, a hipertermia est\u00e1 associada a exerc\u00edcios excessivos e reposi\u00e7\u00e3o de l\u00edquido inadequada. Muitos desses efeitos s\u00e3o explicados pelas a\u00e7\u00f5es euforizantes da droga, somados aos ambientes com m\u00fasica repetitiva e grande quantidade de pessoas.<br \/>\nDiante do perigo da hipertermia, muitos usu\u00e1rios de MDMA ingerem grande quantidade de l\u00edquidos para prevenir os efeitos da desidrata\u00e7\u00e3o. Entretanto, a ingest\u00e3o de grande quantidade de l\u00edquidos associada aos n\u00edveis elevados do horm\u00f4nio antidiur\u00e9tico (ADH), comum aos usu\u00e1rios do MDMA, contribui para o aparecimento de outra complica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, uma altera\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica conhecida como hiponatremia. Os pacientes com hiponatremia geralmente apresentam confus\u00e3o, convuls\u00e3o, del\u00edrios, que podem rapidamente progredir para coma e morte. O MDMA tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado com o aparecimento da s\u00edndrome da serotonina, caracterizada por confus\u00e3o, diaforese, diarr\u00e9ia e instabilidade cardiovascular, bem como aumento do t\u00f4nus e rigidez muscular, tremores e mioclonia. As insufici\u00eancias hep\u00e1ticas e renais s\u00e3o descritas como parte da fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os atribu\u00edda a hiperpirexia. A an\u00e1lise histol\u00f3gica do f\u00edgado geralmente se caracteriza por necrose centrolobular e esteatose microvascular. Os pacientes comumente apresentam icter\u00edcia, dor abdominal, eleva\u00e7\u00e3o das transaminases s\u00e9ricas, hipoglicemia e eleva\u00e7\u00e3o do tempo de protrombina. Nos rins, observa-se ac\u00famulo de prote\u00ednas nos capilares glomerulares e interst\u00edcio renal, provocando glomerulonefrite e necrose tubular.<br \/>\nO sistema nervoso central \u00e9 o principal alvo do MDMA, com conseq\u00fcentes efeitos desej\u00e1veis e t\u00f3xicos. Muitos usu\u00e1rios desenvolvem rea\u00e7\u00f5es de p\u00e2nico e ansiedade, que podem persistir durante meses. Estudos realizados em ratos sugerem que a deple\u00e7\u00e3o da 5-HT em n\u00edvel central, induzida pelo MDMA, est\u00e1 associada com ansiedade e depress\u00e3o e que esses efeitos podem ser atenuados com a administra\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos que inibem a recapta\u00e7\u00e3o da serotonina, como a fluoxetina.<br \/>\nA intoxica\u00e7\u00e3o aguda provocada pelo MDMA exige tratamento de emerg\u00eancia e medidas de suporte. Labetalol \u00e9 o f\u00e1rmaco de escolha para o tratamento de taquicardia e hipertens\u00e3o secund\u00e1ria aos efeitos simpatomim\u00e9ticos do MDMA. Para o usu\u00e1rio de MDMA que apresente hipertermia, \u00e9 importante ressaltar a necessidade de reposi\u00e7\u00e3o da perda de fluidos e manuten\u00e7\u00e3o da termorregula\u00e7\u00e3o, sendo indicados resfriamento do corpo com gelo, uso do dantroleno, seguido de seda\u00e7\u00e3o com benzodiazep\u00ednicos, intuba\u00e7\u00e3o traqueal e ventila\u00e7\u00e3o pulmonar. O dantroleno precisa ser dissolvido. Cada ampola cont\u00e9m 20 mg de dantroleno puro com 3 g de manitol e hidr\u00f3xido de s\u00f3dio, resultando em um pH final de 9,5, ap\u00f3s a adi\u00e7\u00e3o de 60 mL de \u00e1gua est\u00e9ril. O manitol presente no dantroleno ajuda na manuten\u00e7\u00e3o da diurese e, somado \u00e0 alcaliniza\u00e7\u00e3o da urina, s\u00e3o adequados para proteger o usu\u00e1rio do MDMA da insufici\u00eancia renal provocada pela mioglobin\u00faria.<br \/>\nPacientes com hiponatremia apresentam temperatura corporal normal ou baixa e a restri\u00e7\u00e3o a l\u00edquidos normalmente \u00e9 suficiente para o tratamento. Entretanto, para os usu\u00e1rios de MDMA com hipertermia grave, \u00e9 fundamental o controle da temperatura, com dantroleno e reposi\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos. A hidrata\u00e7\u00e3o e a reposi\u00e7\u00e3o de eletr\u00f3litos devem ser realizadas com cautela em pacientes com suspeita de hiponatremia e intoxica\u00e7\u00e3o h\u00eddrica.<br \/>\nA interven\u00e7\u00e3o de escolha para a s\u00edndrome da serotonina, associada ao uso do MDMA, consiste na ventila\u00e7\u00e3o e paralisia do paciente com uso de bloqueadores neuromusculares, nos casos em que h\u00e1 rigidez muscular induzida pela libera\u00e7\u00e3o excessiva de serotonina no sistema nervoso central. Tamb\u00e9m deve ser considerada a introdu\u00e7\u00e3o de cateteres para hemodi\u00e1lise em casos de fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os e coagula\u00e7\u00e3o intravascular disseminada.<\/p>\n<p>Discuss\u00e3o<\/p>\n<p>No Brasil, ainda s\u00e3o poucos os estudos cient\u00edficos sobre o uso do \u00eaxtase e existem poucas publica\u00e7\u00f5es sobre os efeitos e padr\u00f5es de uso do MDMA em cidades brasileiras. O uso de \u00eaxtase no Brasil \u00e9, por enquanto, restrito a determinados grupos, estando principalmente associado \u00e0 m\u00fasica eletr\u00f4nica e a um contexto de festa e de dan\u00e7a. O consumo do \u00eaxtase segue o padr\u00e3o de muitas outras subst\u00e2ncias de abuso, e, mesmo n\u00e3o sendo uma droga nova, a grande maioria de profissionais da sa\u00fade desconhece seus efeitos ou complica\u00e7\u00f5es decorrentes do uso.<br \/>\nV\u00e1rios aspectos da farmacologia do \u00eaxtase ainda precisam ser investigados, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos mecanismos de a\u00e7\u00e3o e de neurotoxicidade. Sabe-se que o MDMA interfere em muitos neuro-horm\u00f4nios e promove uma libera\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de serotonina, seguida por um per\u00edodo de deple\u00e7\u00e3o, antes de retornar aos valores normais. Mas o mecanismo de a\u00e7\u00e3o incluindo outros neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e acetilcolina, n\u00e3o est\u00e1 totalmente esclarecido. Muitos dos efeitos t\u00f3xicos cr\u00f4nicos do MDMA envolvem primariamente o sistema seroton\u00e9rgico, com degenera\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios seroton\u00e9rgicos em v\u00e1rias esp\u00e9cies animais, incluindo primatas n\u00e3o humanos. Entretanto existem controv\u00e9rsias se realmente o MDMA promove neurodegenera\u00e7\u00e3o em humanos, e o mecanismo de neurotoxicidade n\u00e3o est\u00e1 totalmente esclarecido, sendo necess\u00e1rios novos estudos.<br \/>\nNo contexto social, o \u00eaxtase \u00e9 considerado uma subst\u00e2ncia segura, que n\u00e3o apresenta riscos para o usu\u00e1rio. Entretanto h\u00e1 in\u00fameros relatos de efeitos adversos, incluindo intoxica\u00e7\u00e3o aguda, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual \u00e9 necess\u00e1rio que o profissional m\u00e9dico conhe\u00e7a os principais sinais e sintomas, a fim de realizar o tratamento adequado. A intoxica\u00e7\u00e3o aguda associada ao uso do MDMA requer tratamento de emerg\u00eancia e medidas de suporte, com especial aten\u00e7\u00e3o aos sintomas originados dos sistemas nervoso central e cardiovascular.<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que o consumo do \u00eaxtase a longo prazo pode acarretar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade, inclusive aparecimento de complica\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com a vida. Diante das complica\u00e7\u00f5es associadas ao uso do MDMA, \u00e9 necess\u00e1ria a implanta\u00e7\u00e3o de um tratamento de emerg\u00eancia, com medidas de suporte e tratamento m\u00e9dico para cada uma das complica\u00e7\u00f5es. Para tanto, \u00e9 fundamental que o profissional de sa\u00fade conhe\u00e7a os efeitos psicol\u00f3gicos e toxicol\u00f3gicos provocados pelo uso do MDMA. Embora existam dados na literatura sobre os principais efeitos e sintomas das complica\u00e7\u00f5es associadas ao uso do MDMA, s\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos sobre a fisiopatologia e farmacologia do \u00eaxtase, principalmente para explicar o mecanismo de neurotoxicidade e melhorar o tratamento dos casos de intoxica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Autores:<\/p>\n<p>Caroline Addison Carvalho Xavier<br \/>\nProfessora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Leal Dantas Lobo<br \/>\nDoutoranda em Farmacologia do Curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Farmacologia do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Mestre em Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica pela UFC<\/p>\n<p>Marta Maria de Fran\u00e7a Fonteles<br \/>\nProfessora de Farmacologia Aplicada do Departamento de Farm\u00e1cia da UFC<\/p>\n<p>Silv\u00e2nia Maria Mendes de Vasconcelos<br \/>\nProfessora de Farmacologia do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da UFC<\/p>\n<p>Glauce Socorro de Barros Viana<br \/>\nProfessora de Farmacologia do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da UFC<\/p>\n<p>Francisca Cl\u00e9a Floren\u00e7o de Sousa<br \/>\nProfessora de Farmacologia do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da UFC<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-60832008000300002<\/p>\n<p>Publica\u00e7\u00e3o: Rev. psiquiatr. cl\u00edn. vol.35 no.3 S\u00e3o Paulo 2008<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Green AR, Mechan AO, Elliott JM, O&#8217;shea E, Colado MI. 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