{"id":1768,"date":"2017-11-25T08:57:09","date_gmt":"2017-11-25T11:57:09","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=1768"},"modified":"2017-11-25T08:57:09","modified_gmt":"2017-11-25T11:57:09","slug":"drogas-e-trabalho-uma-proposta-de-intervencao-nas-organizacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/11\/drogas-e-trabalho-uma-proposta-de-intervencao-nas-organizacoes\/","title":{"rendered":"Drogas e Trabalho: Uma Proposta de Interven\u00e7\u00e3o nas Organiza\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Aluna: Eliana Dias Perp\u00e9tuo<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>Neste artigo, trazemos \u00e0 discuss\u00e3o uma proposta de abordagem ao uso de drogas (legais e ilegais) no local de trabalho. O relato da interven\u00e7\u00e3o e das respectivas considera\u00e7\u00f5es partiu de uma assessoria prestada a uma empresa p\u00fablica, de grande porte, que demandava um projeto terap\u00eautico e preventivo para tratar do problema. Como resposta, foi desenvolvida uma pol\u00edtica institucional espec\u00edfica, alicer\u00e7ada no seguinte trip\u00e9: a implanta\u00e7\u00e3o de uma rotina norteadora para a abordagem dos funcion\u00e1rios quanto ao uso de drogas no trabalho; o credenciamento de locais para tratamento e a cria\u00e7\u00e3o de comit\u00eas, liderados por funcion\u00e1rios, que passaram a ser respons\u00e1veis pela condu\u00e7\u00e3o do programa ap\u00f3s o t\u00e9rmino do trabalho da assessoria. Ressaltamos a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o do maior n\u00famero poss\u00edvel de funcion\u00e1rios, principalmente daqueles com poder decis\u00f3rio para a sustenta\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de um Programa, bem como a necessidade de criar uma pol\u00edtica que intervenha no institu\u00eddo e que considere os \u00e2mbitos administrativos, operacional e de sa\u00fade. Assim, marca-se uma diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como, at\u00e9 a poucos anos, vinha sendo tratado o problema, oscilando entre o descaso e a puni\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAlgum tempo se passou desde que as empresas subestimavam os efeitos das ocorr\u00eancias ligadas ao uso de drogas no local de trabalho, negando-os ou minimizando-os. Atualmente, observa-se que as empresas p\u00fablicas e privadas t\u00eam se preocupado com o aumento da incid\u00eancia dessas situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA maior investiga\u00e7\u00e3o feita em torno do uso de \u00e1lcool e de drogas no local de trabalho foi a pesquisa realizada pelo SESI (Fridman e Pellegrini, 1995) em 23 empresas ga\u00fachas, p\u00fablicas e privadas, envolvendo 51600 funcion\u00e1rios. Essa pesquisa concluiu que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental, tendo em vista que 35% do total dos funcion\u00e1rios apresentavam problemas decorrentes do uso de \u00e1lcool, segundo o teste CAGE e, ainda, que 54,7% dos trabalhadores das empresas tinham menos de 34 anos, o que justifica o investimento na preven\u00e7\u00e3o de novos casos de depend\u00eancia. De acordo com os autores, os \u00edndices de recupera\u00e7\u00e3o mostraram-se animadores, girando em torno de 80%.<br \/>\nO n\u00famero de empresas que desenvolvem qualquer atividade relacionada \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao tratamento ao uso abusivo de drogas ainda \u00e9 pequeno, e a maioria delas conta com atividades isoladas, por iniciativa e interesse de poucos t\u00e9cnicos. Essas iniciativas come\u00e7aram a surgir nas empresas em meados da d\u00e9cada de 80. Entretanto, concebemos que esses s\u00e3o entraves que precisam ser ultrapassados para que n\u00e3o se trabalhe como bombeiros em a\u00e7\u00e3o, apagando inc\u00eandios. Assim, pensamos que programas de preven\u00e7\u00e3o, para serem consistentes e se manterem, dependem de uma oficializa\u00e7\u00e3o (recursos destinados, envolvimento das chefias imediatas e da dire\u00e7\u00e3o), da estrutura\u00e7\u00e3o organizada das a\u00e7\u00f5es e da efetiva forma\u00e7\u00e3o coletiva para trabalhar em conjunto, estabelecendo sua formaliza\u00e7\u00e3o na empresa (introje\u00e7\u00e3o de ideias atrav\u00e9s da sistematiza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o na vida cotidiana da empresa). Al\u00e9m disso, consideramos fundamental intervir na cultura institucional a fim de promover mudan\u00e7as significativas, levando em conta os aspectos que predisp\u00f5em ao uso\/abuso de drogas, advindos das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e tamb\u00e9m como uma op\u00e7\u00e3o pessoal.<br \/>\nA realidade da empresa na qual se desenvolveu a assessoria caracterizava-se por um elevado n\u00famero de acidentes de trabalho, sobrecarga dos servi\u00e7os m\u00e9dicos, faltas, atrasos, excessivas solicita\u00e7\u00f5es de licen\u00e7as-sa\u00fade, perda de t\u00e9cnicos habilitados, in\u00fameros conflitos interpessoais e, por fim, um clima de sobressaltos, causado pelas situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia, envolvendo o uso de drogas, que mobilizavam todo o setor de trabalho e paralisavam parcialmente as atividades da empresa. Todos esses indicadores guardavam uma rela\u00e7\u00e3o direta com o consumo de drogas e com a diminui\u00e7\u00e3o da qualidade de vida do trabalhador, confirmando as postula\u00e7\u00f5es de Campana (1997).<\/p>\n<p>Esclarecendo Pressupostos que Justificam Nossa Proposta de Trabalho<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o da assessoria \u00e9 pautada pelos fatores inter-relacionados na determina\u00e7\u00e3o do uso\/abuso de drogas, quais sejam: o funcion\u00e1rio, com sua hist\u00f3ria singular e din\u00e2mica familiar; o contexto cultural da organiza\u00e7\u00e3o, inserindo-se a\u00ed a hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o, associada \u00e0 disponibilidade do produto, isto \u00e9, a presen\u00e7a da droga no local de trabalho.<br \/>\nPela influ\u00eancia desses tr\u00eas fatores, observa-se que as organiza\u00e7\u00f5es, ao longo de sua hist\u00f3ria, estruturam-se a partir de padr\u00f5es de relacionamento nos quais o uso de drogas vai arraigando-se e cristalizando-se de tal forma que pode adquirir a significa\u00e7\u00e3o de congregar, proteger, liberar e fortalecer.<br \/>\nCabe ressaltar que a refer\u00eancia \u00e0 psican\u00e1lise orientou a escuta no desenvolvimento das t\u00e9cnicas de interven\u00e7\u00e3o escolhidas. A concep\u00e7\u00e3o de sintoma social permeou nossa interven\u00e7\u00e3o, desde a compreens\u00e3o dos aspectos institucionais e sociais que contribuem para a determina\u00e7\u00e3o do uso de drogas no trabalho at\u00e9 a forma de abordagem, buscando uma implica\u00e7\u00e3o subjetiva dos funcion\u00e1rios em geral. Assim, tamb\u00e9m do ponto de vista terap\u00eautico, \u00e9 de interesse a constru\u00e7\u00e3o de alternativas singulares para o enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas uma adapta\u00e7\u00e3o comportamental visando somente \u00e0 produtividade.<\/p>\n<p>Escolhendo Estrat\u00e9gias<\/p>\n<p>Buscou-se, nos grupos de trabalho, uma escuta que permitisse intervir adequadamente, viabilizando a comunica\u00e7\u00e3o entre os participantes e produzindo, a partir de d\u00favidas e sugest\u00f5es, uma constru\u00e7\u00e3o coletiva, orientada por conhecimentos t\u00e9cnicos.<br \/>\nDe maneira geral, foram utilizadas as seguintes t\u00e9cnicas:<br \/>\n\u2022 grupos terap\u00eauticos;<br \/>\n\u2022 entrevistas preliminares;<br \/>\n\u2022 oficinas;<br \/>\n\u2022 grupos operativos;<br \/>\n\u2022 planejamento estrat\u00e9gico;<br \/>\n\u2022 din\u00e2mica de grupo.<\/p>\n<p>Propondo Eixos Estruturantes em Torno dos Quais uma Pol\u00edtica de Preven\u00e7\u00e3o Pode se Articular<\/p>\n<p>Considerando que a implanta\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica institucional para a abordagem do uso e abuso de drogas precisa estar articulada \u00e0 hist\u00f3ria e ao contexto da organiza\u00e7\u00e3o, envolvendo um n\u00famero significativo de funcion\u00e1rios para lhe dar sustenta\u00e7\u00e3o e continuidade, a pol\u00edtica desdobrou-se em tr\u00eas eixos fundamentais:<br \/>\n\u2022 A cria\u00e7\u00e3o e a implanta\u00e7\u00e3o da rotina para a abordagem dos funcion\u00e1rios usu\u00e1rios de drogas. Essa sistem\u00e1tica teve car\u00e1ter preventivo. Nasceu da necessidade de unificar os procedimentos em rela\u00e7\u00e3o ao uso de drogas no local de trabalho. Constitu\u00edda por cinco est\u00e1gios, previa diferentes situa\u00e7\u00f5es do uso de drogas, incluindo reincid\u00eancias, para as quais eram propostas formas de interven\u00e7\u00e3o e medidas administrativas, refor\u00e7ando, sempre, o encaminhamento para tratamento;<br \/>\n\u2022 A cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura de comit\u00eas, na qual se incluiu um comit\u00ea coordenador e um comit\u00ea em cada setor de trabalho com a responsabilidade de dar continuidade ao programa. Essa estrutura foi proposta a fim de atender \u00e0 necessidade de proceder uma modifica\u00e7\u00e3o da cultura da organiza\u00e7\u00e3o quanto ao uso de drogas no ambiente de trabalho e quanto \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o de procedimentos, intensificando estrat\u00e9gias preventivas;<br \/>\n\u2022 O credenciamento de cl\u00ednicas para tratamentos ambulatoriais e interna\u00e7\u00f5es. Esse processo iniciou-se antes da contrata\u00e7\u00e3o da assessoria e efetivou-se durante o per\u00edodo de desenvolvimento do trabalho, facilitando o acesso dos funcion\u00e1rios ao tratamento.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o de Estrat\u00e9gias Preventivas &#8211;<br \/>\nAs estrat\u00e9gias preventivas desenvolvidas inclu\u00edram:<\/p>\n<p>\u2022 A elabora\u00e7\u00e3o de materiais informativos sobre o programa e sobre o uso de drogas (duas campanhas mais amplas foram planejadas e realizadas atrav\u00e9s de material informativo &#8211; cartazes distribu\u00eddos em todos os setores e no contracheque).<br \/>\n\u2022 A cria\u00e7\u00e3o de medidas de valoriza\u00e7\u00e3o tanto do trabalho quanto do trabalhador, atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es nos setores de trabalho que permitissem a comunica\u00e7\u00e3o entre funcion\u00e1rios e chefias, atrav\u00e9s de reuni\u00f5es coordenadas pelos funcion\u00e1rios que participavam diretamente do Programa.<br \/>\n\u2022 A cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de lazer e cultura, destacando-se a mostra de filmes escolhidos pelos funcion\u00e1rios na maior parte dos setores da empresa; e o levantamento de recursos para atividades recreativas nos hor\u00e1rios de intervalo.<\/p>\n<p>O Processo<\/p>\n<p>Durante o transcorrer do programa, ocorreu uma oscila\u00e7\u00e3o entre momentos de resist\u00eancia e de valoriza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que era empreendido. A assessoria interveio na coordena\u00e7\u00e3o do trabalho e na media\u00e7\u00e3o dos conflitos, potencializando o engajamento dos participantes nas a\u00e7\u00f5es planejadas. Verificou-se tamb\u00e9m, como efeito da interven\u00e7\u00e3o proposta, o envolvimento da dire\u00e7\u00e3o no Programa e um maior engajamento da equipe m\u00e9dica.<br \/>\nAp\u00f3s o t\u00e9rmino da primeira fase de assessoria, evidenciou-se a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios que compunham os diversos espa\u00e7os do Programa. Esse resultado ficou evidenciado pela continuidade dos grupos de a\u00e7\u00e3o e pela estrutura\u00e7\u00e3o do comit\u00ea coordenador, respons\u00e1vel pelo gerenciamento do programa, quando da sa\u00edda da assessoria dessa fun\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, concomitante \u00e0 sa\u00edda da assessoria, outro aspecto favor\u00e1vel ao engajamento p\u00f4de ser observado com a cria\u00e7\u00e3o dos comit\u00eas de setor (no m\u00ednimo um em cada local de trabalho), encarregados da aplica\u00e7\u00e3o da rotina, da discuss\u00e3o de casos emergentes, da elabora\u00e7\u00e3o e da execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas.<br \/>\nApesar da resist\u00eancia, comum a qualquer processo de implementa\u00e7\u00e3o de novos programas, conseguiu-se dar andamento \u00e0s a\u00e7\u00f5es previstas e avan\u00e7ar nos objetivos tra\u00e7ados inicialmente para o trabalho.<br \/>\nDesse modo, o Programa realizou seu intento, fazendo circular um entendimento que superou uma perspectiva estritamente moral e contribuindo na qualifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, objetivada numa pol\u00edtica produzida coletivamente e adotada pela organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>No trabalho desenvolvido, propomos uma dupla vertente para a leitura do problema do uso de drogas no local de trabalho: de um lado, como algo particular, na medida em que cada sujeito tem uma hist\u00f3ria pessoal que o predisp\u00f5e a escolhas singulares, e, de outro, identificando o que, na organiza\u00e7\u00e3o, favorece e incrementa o uso de drogas, considerando o contexto social como um dos elementos determinantes na constitui\u00e7\u00e3o do problema.<br \/>\nAssim, quando o uso de drogas aparece no local de trabalho (que geralmente \u00e9 o reduto mais preservado entre os que vivem essa situa\u00e7\u00e3o) deve-se estar atento e escutar o que ele denuncia. Ainda que n\u00e3o seja poss\u00edvel reduzir as causas de seu aparecimento unicamente \u00e0s quest\u00f5es internas de uma organiza\u00e7\u00e3o, torna-se imprescind\u00edvel que se analise suas origens e as formas mais adequadas de interven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nLevando em conta as considera\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 aqui, \u00e9 importante identificar o que favorece esse sintoma. Na empresa em quest\u00e3o observou-se que, durante muito tempo, o uso de drogas no local de trabalho foi aceito, cumprindo uma fun\u00e7\u00e3o a partir da qual se funda o que convencionamos chamar de uma cultura do uso\/abuso de drogas no trabalho.<br \/>\nA proposi\u00e7\u00e3o do termo cultura do uso\/abuso de drogas no trabalho refere-se a um padr\u00e3o de comportamento historicamente constitu\u00eddo em que o uso ou o abuso \u00e9 aceito, arraigando-se e cristalizando-se de tal forma, que pode adquirir a significa\u00e7\u00e3o de congregar, liberar e fortalecer, e tamb\u00e9m como forma de se proteger frente \u00e0s dificuldades encontradas no trabalho ou nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Os argumentos que nos permitiram a leitura a partir desse conceito, na institui\u00e7\u00e3o aqui mencionada, s\u00e3o ilustrados com os seguintes recortes, retirados das falas dos funcion\u00e1rios sobre o assunto: a dureza do trabalho (riscos, dificuldades na execu\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, baixa valoriza\u00e7\u00e3o da atividade desenvolvida e da fun\u00e7\u00e3o que desempenha); e o que poder\u00edamos qualificar como companheirismo (confraternizar, sentir-se aceito pelo grupo, n\u00e3o entregar o colega por estar fazendo algo proibido).<br \/>\nPara haver modifica\u00e7\u00f5es na cultura estabelecida (deixar de conceber o uso de drogas como algo natural no ambiente de trabalho), as interven\u00e7\u00f5es devem ser dirigidas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o como um todo, o que pode ocorrer atrav\u00e9s de um programa sistem\u00e1tico decorrente de uma pol\u00edtica institucional, integrando interven\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e medidas administrativas, reconhecidas formalmente pela organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPartimos do pressuposto de que o impacto de um programa de sa\u00fade depende, fundamentalmente, da sistematicidade de suas a\u00e7\u00f5es e do engajamento de um consider\u00e1vel n\u00famero de funcion\u00e1rios de diferentes n\u00edveis hier\u00e1rquicos, representantes de distintos segmentos da empresa onde est\u00e3o inseridos. Dessa forma, a pol\u00edtica criada na organiza\u00e7\u00e3o em estudo, baseada no trip\u00e9 formado pelos eixos Rotina &#8211; Comit\u00eas &#8211; Credenciamentos, resultou na estrutura\u00e7\u00e3o de um Programa incorporado \u00e0 rotina da empresa, formalizado atrav\u00e9s de dispositivo oficial, assegurando a continuidade do mesmo por interm\u00e9dio dos comit\u00eas e dos grupos de a\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, a formula\u00e7\u00e3o de uma rotina de abordagem do funcion\u00e1rio, a partir das caracter\u00edsticas da empresa, foi necess\u00e1ria para orientar tanto chefias quanto funcion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s possibilidades de interven\u00e7\u00e3o, ou seja, o que fazer em cada etapa da manifesta\u00e7\u00e3o do problema, favorecendo uma refer\u00eancia m\u00ednima e uma dire\u00e7\u00e3o quanto ao encaminhamento das situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPara sustentar a implementa\u00e7\u00e3o e a perman\u00eancia do Programa, escolheu-se uma metodologia baseada numa constru\u00e7\u00e3o conjunta que visava ao comprometimento de cada um dos funcion\u00e1rios, permitindo a apropria\u00e7\u00e3o do Programa pelos que o integraram, responsabilizando-os e possibilitando que se encarregassem de sua continuidade. Trabalhar o uso de drogas em uma organiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dessa via busca propiciar alguma autonomia, em que o \u0093saber fazer n\u00e3o fica restrito ao conhecimento m\u00e9dico, psicol\u00f3gico e social.<br \/>\nSublinhamos, ent\u00e3o, a import\u00e2ncia da capacita\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios em seu papel de multiplicadores do processo. Em consequ\u00eancia, passam a ter condi\u00e7\u00f5es de se encarregar da busca de solu\u00e7\u00f5es, de servir de refer\u00eancia a outras pessoas dentro da organiza\u00e7\u00e3o, assim como de terem autonomia decis\u00f3ria frente a situa\u00e7\u00f5es, estabelecendo novas alternativas de interven\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, a efic\u00e1cia do trabalho depende do fluxo interno da organiza\u00e7\u00e3o, compreendendo: o funcion\u00e1rio ou o grupo que apresenta o problema; a pessoa que percebe a situa\u00e7\u00e3o; aquele que interv\u00e9m e como o faz; o encaminhamento dado ao problema e o acompanhamento do funcion\u00e1rio na trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua reinser\u00e7\u00e3o no trabalho.<br \/>\nSabemos que, atualmente, o di\u00e1logo com v\u00e1rios setores da sociedade sobre o uso\/abuso de drogas vem aumentando, a partir do debate quanto \u00e0s diferentes interpreta\u00e7\u00f5es que se faz do problema, o que permite o avan\u00e7o na discuss\u00e3o.<br \/>\nPodemos sensibilizar e capacitar um grande n\u00famero de funcion\u00e1rios, mas veremos esse trabalho dificultado, ou at\u00e9 impossibilitado, se n\u00e3o houver disponibilidade para viabiliz\u00e1-lo por parte de quem tem poder decis\u00f3rio. Em se tratando de empresas com rotatividade nos cargos de dire\u00e7\u00e3o, corre-se o risco de, ao assumirem as novas chefias, o que se desenvolvia n\u00e3o seja mais tomado como prioridade, ou mesmo que os novos chefes queiram fazer de outra forma, desconsiderando a trajet\u00f3ria e as sementes lan\u00e7adas anteriormente. \u00c9 ineg\u00e1vel que esse limite pode se apresentar. Talvez, ent\u00e3o, seja preciso reinventar a roda, explicitar impasses, avaliar o processo com os envolvidos e intervir na dire\u00e7\u00e3o de ultrapassar o narcisismo das pequenas diferen\u00e7as.<br \/>\nAl\u00e9m do aspecto institucional, consideramos que qualquer programa relacionado a essa quest\u00e3o, seja preventivo e\/ou terap\u00eautico, necessita levar em conta tamb\u00e9m que o uso de drogas \u00e9 uma pr\u00e1tica cultural e que n\u00e3o podemos formular uma interven\u00e7\u00e3o nos moldes de uma campanha no sentido de tornar as pessoas livres das drogas. Nesse sentido, a contribui\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise sobre a toxicomania e as formula\u00e7\u00f5es sobre sintoma social s\u00e3o cruciais, pois ao mesmo tempo em que nos levam a entender que nem todos estabelecem a mesma rela\u00e7\u00e3o com a droga, permitem-nos fazer uma escuta dos determinantes socais e institucionais, compreendendo tamb\u00e9m que os ideais de consumo s\u00e3o transformados em imperativos a expensas dos preju\u00edzos subjetivos, org\u00e2nicos, profissionais e sociais.<br \/>\nEncontramos confirmada nesta experi\u00eancia espec\u00edfica nossa interpreta\u00e7\u00e3o de que o uso de drogas se presta a confus\u00f5es que podem configurar dois extremos a serem trabalhados: a ideia de que o uso de drogas \u00e9 uma liberdade individual e, portanto, n\u00e3o permitiria qualquer interven\u00e7\u00e3o. O outro extremo estaria representado pelo imperativo de livrar as pessoas do mal de qualquer forma. A supera\u00e7\u00e3o desta confus\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es extremadas est\u00e1 na possibilidade de exercer uma media\u00e7\u00e3o.<br \/>\nRessaltamos a necessidade de manter dist\u00e2ncia do cunho moral, onde se diz o que \u00e9 melhor para todos. Do mesmo modo, \u00e9 necess\u00e1rio o direcionamento a uma profunda reflex\u00e3o sobre quais as escolhas do indiv\u00edduo e que consequ\u00eancias ter\u00e3o em sua vida. \u00c9 certo que uma posi\u00e7\u00e3o que se ancore nesse princ\u00edpio tem suas dificuldades, pois trata-se de flexibilizar posi\u00e7\u00f5es e de reafirmar que, no trabalho, o uso de drogas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. H\u00e1 necessidade de que os limites sejam recolocados e de que o indiv\u00edduo possa escolher o que fazer.<br \/>\nEsses programas, com \u00eanfase na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, devem estar voltados para a totalidade dos funcion\u00e1rios com vistas a que cada um possa refletir sobre seus h\u00e1bitos de vida, entre eles sua rela\u00e7\u00e3o com o uso de drogas. Acreditamos que embora n\u00e3o seja poss\u00edvel evitar que uma pessoa use drogas, se assim est\u00e1 decidida, podemos faz\u00ea-la pensar por que o faz, a que isso responde, lan\u00e7ando maior flexibilidade quanto a suas escolhas.<br \/>\nEnfatizamos, tamb\u00e9m, que um programa de preven\u00e7\u00e3o ao uso de drogas no ambiente de trabalho deve, com o tempo, estar inserido em uma pol\u00edtica mais ampla de sa\u00fade, tendo como alvo a qualidade de vida do trabalhador e da organiza\u00e7\u00e3o, bem como estar referenciado a uma pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica ou governamental. Afinal, podemos fazer mais do que apagar inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Autores:<\/p>\n<p>Clarice Sampaio Roberto<br \/>\nGrupo Vindicas: Grupo de Trabalho e Estudos das Manifesta\u00e7\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/p>\n<p>Marta Conte<br \/>\nGrupo Vindicas: Grupo de Trabalho e Estudos das Manifesta\u00e7\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/p>\n<p>Rose Teresinha da Rocha Mayer<br \/>\nGrupo de Trabalho e Estudos das Manifesta\u00e7\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/p>\n<p>Sandra Djambolakdjian Torossian<br \/>\nGrupo de Trabalho e Estudos das Manifesta\u00e7\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/p>\n<p>Tatiane Reis Vianna<br \/>\nGrupo de Trabalho e Estudos das Manifesta\u00e7\u00f5es Sociais Contempor\u00e2neas<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-98932002000100004<\/p>\n<p>Publica\u00e7a\u00f5: Psicol. cienc. prof. vol.22 no.1 Bras\u00edlia Mar. 2002<\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>Campana, A. A. M. (1997). \u00c1lcool e Empresas. In: Ramos, S\u00e9rgio de Paula &amp; Bertole, Jos\u00e9 Manoel org. Alcoolismo Hoje. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas.<\/p>\n<p>Fridman, Ida S., Pellegrini, In\u00eas L (1995). Trabalho &amp; Drogas \u2013 Uso de subst\u00e2ncias psicoativas no trabalho. Porto Alegre: UNDCP\/SESI\/FIERGS\/EDIPUCRS.<\/p>\n<p>Melman, C. (1992). Alcoolismo, delinq\u00fc\u00eancia e toxicomania \u2013 uma outra forma de gozar. S\u00e3o Paulo: Escuta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluna: Eliana Dias Perp\u00e9tuo Resumo Neste artigo, trazemos \u00e0 discuss\u00e3o uma proposta de abordagem ao uso de drogas (legais e ilegais) no local de trabalho. 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#0 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php(375): mktime()
#1 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/anyfont.php(1508): anyfontAdmin-&gt;checkKey('return')
#2 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(341): anyfont_insert_free_account_footer('')
#3 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(365): WP_Hook-&gt;apply_filters(NULL, Array)
#4 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/plugin.php(522): WP_Hook-&gt;do_action(Array)
#5 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/load.php(1308): do_action('shutdown')
#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
