{"id":1875,"date":"2017-12-21T13:37:24","date_gmt":"2017-12-21T16:37:24","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=1875"},"modified":"2017-12-21T13:37:24","modified_gmt":"2017-12-21T16:37:24","slug":"a-sociedade-e-o-alcoolismo-em-homens-e-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/12\/a-sociedade-e-o-alcoolismo-em-homens-e-mulheres\/","title":{"rendered":"A Sociedade e o Alcoolismo em Homens e Mulheres"},"content":{"rendered":"<p>O Alcoolismo n\u00e3o se apresenta da mesma forma entre os homens e as mulheres. No sexo masculino a doen\u00e7a tende a se manifestar em idade mais baixa, geralmente na adolesc\u00eancia ou em torno dos vinte anos de idade. O curso da doen\u00e7a \u00e9 insidioso, muitas vezes negando ao indiv\u00edduo a possibilidade de reconhecer a patologia antes dos 30 anos. Em nossa experi\u00eancia, alco\u00f3licos do sexo masculino v\u00eam a necessitar de tratamento com interna\u00e7\u00e3o entre os 30 e os 40 anos.<br \/>\nEm mulheres a doen\u00e7a irrompe mais tarde e tem curso mais vari\u00e1vel, com frequ\u00eancia associado a quadro depressivo. Al\u00e9m do que, mulheres apresentam maior tend\u00eancia a ocultar a doen\u00e7a, por motivos facilmente compreens\u00edveis.<br \/>\nQuanto a toler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o as consequ\u00eancias sociais do abuso do \u00e1lcool, \u00e9 muito grande a diferen\u00e7a entre homens e mulheres. O uso abusivo do \u00e1lcool leva, em ambos os sexos, a altera\u00e7\u00f5es do comportamento, consistindo muitas vezes em condutas consideradas imorais, que, longe de significar \u201cfalta de car\u00e1ter\u201d , constituem na verdade a manifesta\u00e7\u00e3o principal da doen\u00e7a, ou seja, o descontrole. Pessoas descontroladas, sejam elas homens ou mulheres, adotar\u00e3o atitudes descontroladas.<br \/>\nEsse descontrole normalmente assume a forma de uma busca da satisfa\u00e7\u00e3o do desejo, frequentemente do prazer. O que contraria uma tradi\u00e7\u00e3o cultural de que devemos ser comedidos na manifesta\u00e7\u00e3o do desejo e na procura do prazer. Para com o homem h\u00e1 maior toler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a essa manifesta\u00e7\u00e3o e procura, principalmente no que se refere \u00e0 conduta sexual. O homem, desde muito jovem, \u00e9 estimulado pela sociedade a demonstrar pot\u00eancia, virilidade e a se auto-afirmar relacionando-se com muitas parceiras. Em ambientes sociais que propiciam aproxima\u00e7\u00e3o entre os sexos \u00e9 bem aceito que o homem abuse um pouco do \u00e1lcool, partindo a seguir em busca de uma parceira sexual.<br \/>\nCom a mulher se d\u00e1 justamente o inverso; espera-se que seja mais comedida em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, e a varia\u00e7\u00e3o e procura de parceiros. Mas, embora sob o efeito do \u00e1lcool, homens e mulheres demonstrem o mesmo grau de descontrole sexual, as mulheres estar\u00e3o sujeitas a maiores censuras. Em ambos os casos a doen\u00e7a &#8211; isto \u00e9, o alcoolismo &#8211; \u00e9 negada, mas em se tratando de uma mulher essa nega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de uma doen\u00e7a leva a que sua conduta seja estigmatizada como imoralidade.<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica<\/p>\n<p>\u00c9, portanto, muito mais comum a constata\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no sexo masculino, e n\u00e3o apenas pela maior incid\u00eancia &#8211; por raz\u00f5es gen\u00e9ticas homens s\u00e3o mais propensos ao alcoolismo. Por raz\u00f5es culturais, o alcoolismo encontra maior facilidade de express\u00e3o entre os homens. O abuso alco\u00f3lico \u00e9 geralmente associado ao consumo de bebidas fortes, e a mulher tende a n\u00e3o demonstrar publicamente que ingere bebidas com forte concentra\u00e7\u00e3o et\u00edlica, dando prefer\u00eancia, ao menos em p\u00fablico, a bebidas adocicadas, como licores e coquet\u00e9is. Isso faz com que, entre o sexo feminino, o consumo dessas bebidas fortes se fa\u00e7a frequentemente \u00e0s escondidas, refor\u00e7ando em suas fam\u00edlias o comportamento de nega\u00e7\u00e3o, habitual em parentes de alco\u00f3lico. \u00c9 menos doloroso algu\u00e9m se convencer , por exemplo, de que tem um pai alco\u00f3latra; quanto a m\u00e3e alco\u00f3latra.<\/p>\n<p>Depend\u00eancia Cruzada<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos de chamar a aten\u00e7\u00e3o para outro problema que costuma afligir mulheres v\u00edtimas de alcoolismo. \u00c9 comum entre elas a presen\u00e7a da chamada \u201cdepend\u00eancia cruzada\u201d , envolvendo, al\u00e9m do uso do \u00e1lcool, a utiliza\u00e7\u00e3o de comprimidos, do grupo popularmente denominado \u201ccalmantes\u201d . O inverso, entretanto, n\u00e3o \u00e9 raro, envolvendo o uso de \u201cestimulantes\u201d , estes sob a forma de controladores de apetite. \u00c9 muito f\u00e1cil compreender o porque dessa atitude; como j\u00e1 foi visto, o \u00e1lcool \u00e9 uma subst\u00e2ncia rica em calorias, assim a ingest\u00e3o de \u00e1lcool aumenta a quantidade de calorias absorvidas. Agravando o problema, \u00e9 comum entre mulheres alco\u00f3licas disfar\u00e7ar a ingest\u00e3o bebendo durante as refei\u00e7\u00f5es, acompanhado-as de quantidades elevadas de vinho e cerveja, o que geralmente determina um aumento de peso corporal. Atingida na sua auto-estima e vaidade, a mulher recorre aos controladores de apetite que, em sua maioria, cont\u00e9m anfetaminas.<br \/>\nCom o tempo, o efeito embriagante do \u00e1lcool tende a ser contrabalan\u00e7ado pelo efeito do controlador de apetite, que, ao inv\u00e9s de embriagar , tende a \u201cligar\u201d a consumidora.<br \/>\nEncontramos, por outro lado, entre alco\u00f3latras, principalmente do sexo feminino, uma tend\u00eancia ao consumo de calmantes , geralmente os benzodiazep\u00ednicos. Essa tend\u00eancia come\u00e7a, muitas vezes, como uma tentativa de interromper o uso do \u00e1lcool, seja por iniciativa pessoal do paciente, seja a conselho de um m\u00e9dico n\u00e3o familiarizado com o diagn\u00f3stico de alcoolismo. Mas todo alco\u00f3latra, ao entrar em abstin\u00eancia, experimenta um forte mal estar; sendo a ansiedade o sintoma mais comumente encontrado nessa situa\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia nos mostra que a mulher alco\u00f3latra \u00e9 mais propensa do que o homem a recorrer aos calmantes para atenuar esse mal estar. Com o tempo, essa tentativa de substituir o \u00e1lcool por um \u201crem\u00e9dio\u201d , al\u00e9m de fadada ao fracasso, acaba por acrescentar uma desordem a mais a condi\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<br \/>\n\u00c9 significativo o n\u00famero de mulheres que procuram o especialista afirmando sua depend\u00eancia de comprimidos, incapazes de reconhecer que o alcoolismo est\u00e1 na raiz do problema. \u00c9 outra faceta d\u00e1 tantas vezes citada nega\u00e7\u00e3o, t\u00edpica do doente alco\u00f3lico: a paciente parece ignorar seu consumo crescente e abusivo de \u00e1lcool, percebendo apenas que seu consumo de comprimidos vem aumentando e que j\u00e1 n\u00e3o consegue dispens\u00e1-los.<br \/>\nE por que o consumo de comprimidos lhe chamaria mais a aten\u00e7\u00e3o? Muito simples, o consumo de comprimidos em grande quantidade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum quanto o consumo de \u00e1lcool em grande quantidade; assim, a paciente percebe mais facilmente que seu consumo de comprimidos \u00e9 maior que o comum das pessoas. O consumo abusivo de bebidas alco\u00f3licas se banalizou a tal ponto que passa despercebido; algu\u00e9m dizer que consumiu toda uma caixa de calmantes no decorrer do dia causa mais estranheza do que dizer que consumiu uma garrafa inteira de u\u00edsque no mesmo per\u00edodo. Tomar oito garrafas de vinho seria considerado mais \u201cnormal\u201d do que consumir duas caixas de comprimidos.<br \/>\nCabe aqui uma advert\u00eancia aos estudantes de Medicina e de Psicologia. \u00c9 uma tend\u00eancia cl\u00e1ssica entre os profissionais de sa\u00fade certa relut\u00e2ncia em perguntar a uma paciente se vem consumindo \u00e1lcool abusivamente &#8211; raramente o fazem. Isso \u00e9 parte de nossa cultura; a mulher \u00e9 vista como um ser fr\u00e1gil, o profissional sentiria escr\u00fapulos em fazer-lhe uma pergunta a seu ver t\u00e3o ofensiva. Com isso perde a ocasi\u00e3o de trazer \u00e0 tona um problema grave, oculto por tr\u00e1s das queixas que trouxeram a paciente \u00e0 consulta.<br \/>\nO profissional de sa\u00fade precisa ter em mente que, mesmo em in\u00edcio de carreira, possui autoridade aos olhos do\/a paciente. Podemos, sem medo de ofender, desde que usando de carinho e respeito, trazer \u00e0 baila o assunto. Assim estaremos cumprindo melhor nosso papel, que \u00e9 o de investigar tudo o que possa estar causando mal estar \u00e0 paciente.<br \/>\nN\u00e3o foram poucas, em nossa viv\u00eancia profissional, as vezes em que essas indaga\u00e7\u00f5es foram recebidas com grande al\u00edvio. A paciente, intimidada, com medo de ser censurada, n\u00e3o ousa mencionar o problema, mas a pergunta pode ser a t\u00e3o aguardada oportunidade para falar abertamente daquilo que a aflige.<br \/>\nComo vimos, embora menos comum do que o alcoolismo masculino, o alcoolismo feminino traz consigo problemas bem complexos. Assim, costuma, por exemplo, ser mais dif\u00edcil de diagnosticar . N\u00e3o s\u00f3 as v\u00edtimas tratam de escond\u00ea-lo enquanto podem, como os m\u00e9dicos e as fam\u00edlias s\u00e3o mais cegos \u00e0 sua exist\u00eancia. Quando se fala em alcoolismo, todos n\u00f3s, at\u00e9 mesmo os m\u00e9dicos, pensamos logo em um homem. Por esta raz\u00e3o, mulheres t\u00eam mais pudor em pedir ajuda e tamb\u00e9m demoram um pouco mais a receb\u00ea-la.<br \/>\nE gostar\u00edamos de acrescentar: Embora o papel feminino venha passando por mudan\u00e7as r\u00e1pidas e extensas nos \u00faltimos cinquenta anos, sem que essa mudan\u00e7a de padr\u00f5es de comportamento se tenha feito sentir sobre os h\u00e1bitos de consumo de \u00e1lcool &#8211; homens , segundo pesquisas recentes, continuam mais afeitos a bebida, a consomem com maior frequ\u00eancia, d\u00e3o prefer\u00eancia as bebidas fortes e s\u00e3o a maioria de bebedores-problema &#8211; , o alcoolismo feminino constitui um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica. Cinquenta e nove por cento das mulheres ingerem \u00e1lcool; dessas, 6% ingerem duas ou mais doses por dia; e 15% delas desenvolvem depend\u00eancia alco\u00f3lica nos termos definidos anteriormente, mas sua doen\u00e7a, por ser menos frequente e menos vis\u00edvel, n\u00e3o merece a mesma aten\u00e7\u00e3o das autoridades de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Metabolismo e Complica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe porque o alcoolismo \u00e9 mais comum no sexo masculino. A doen\u00e7a \u00e9, at\u00e9 certo ponto, fruto de fatores gen\u00e9ticos, mas \u00e9 prov\u00e1vel que h\u00e1bitos culturais levem as mulheres a beber menos.<br \/>\nNa tentativa de desvendar esses fatores ainda pouco estudados , algumas pesquisas vem se desenvolvendo. Elas revelam que, se o \u00e1lcool age de forma diversa sobre homens e mulheres, age tamb\u00e9m de maneira diversa sobre indiv\u00edduos de ra\u00e7a, volume corporal, h\u00e1bitos alimentares e temperamentos diferentes. A seguir falaremos dessa diversidade.<\/p>\n<p>\u2022 Para cada dose ingerida, a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool no sangue \u00e9 maior na mulher do que no homem. O que quer dizer que a mesma quantidade de \u00e1lcool ingerida por um homem ou por uma mulher exercer\u00e1 um efeito mais forte sobre esta. E, pior, mulheres s\u00e3o muito mais sens\u00edveis ao uso cr\u00f4nico do \u00e1lcool, que as torna mais propensas do que os alco\u00f3latras homens a complica\u00e7\u00f5es do Sistema Nervoso Central, do cora\u00e7\u00e3o e do f\u00edgado. N\u00e3o bastasse isso, est\u00e1 comprovado que essas complica\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas progridem mais rapidamente entre elas.<\/p>\n<p>\u2022 A rela\u00e7\u00e3o estimada de preval\u00eancia de problemas ligados a ingest\u00e3o de \u00e1lcool para homens e mulheres \u00e9 de 2,5 para 1 entre adultos jovens, e de 5 para 1 entre os mais velhos (isto \u00e9, entre alco\u00f3latras jovens h\u00e1 2,5 homens para cada mulher; e 5 homens para cada mulher entre os mais velhos). O que significa que entre indiv\u00edduos mais velhos aumenta a propor\u00e7\u00e3o de homens alco\u00f3latras em rela\u00e7\u00e3o a mulheres da mesma condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2022 Entre mulheres, a presen\u00e7a de outras doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas pode constituir fator indicativo da presen\u00e7a de alcoolismo, j\u00e1 que a vulnerabilidade a doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas \u00e9 um risco a mais que correm os que sofrem de alcoolismo; e sintomas depressivos, comuns em pacientes alco\u00f3latras, s\u00e3o mais encontrados em mulheres. Portanto, a presen\u00e7a, inexplic\u00e1vel por outros motivos, de sintomas depressivos numa mulher, nos faz pensar na possibilidade da presen\u00e7a de alcoolismo.<\/p>\n<p>\u2022 Mulheres exibem um n\u00edvel reduzido de \u00e1lcool-desidrogenase no est\u00f4mago, que influi na capacidade de metabolizar o \u00e1lcool, o que faz com que apresentem n\u00edveis mais altos de \u00e1lcool no sangue logo ap\u00f3s ingerir quantidades semelhantes \u00e0s ingeridas por homens.<\/p>\n<p>\u2022 Fatores de natureza psicol\u00f3gica levam as mulheres a consumirem menos \u00e1lcool, pois , ao beber, leva-se em considera\u00e7\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o entre um bem estar desejado e os efeitos colaterais desagrad\u00e1veis, tais como tonteira, enjoo e perda de controle, a que as mulheres est\u00e3o mais sujeitas por se intoxicarem mais rapidamente. Por causa desses efeitos desagrad\u00e1veis, as mulheres s\u00e3o levadas a interromper a ingest\u00e3o, assim consomem, em m\u00e9dia , 20% a menos de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>\u2022 Ap\u00f3s um consumo igual de \u00e1lcool por homens e mulheres, a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool no sangue ser\u00e1 maior entre estas, devido a v\u00e1rios fatores fisiol\u00f3gicos, como menor peso corporal e menor quantidade de \u00e1gua contida no organismo.<\/p>\n<p>\u2022 Al\u00e9m dos motivos ligados a diferen\u00e7a no volume de distribui\u00e7\u00e3o do etanol na mulher, h\u00e1 evid\u00eancias de que no sexo feminino o metabolismo do \u00e1lcool se faz de maneira diversa. Nelas, o \u00edndice de elimina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais veloz; as pesquisas n\u00e3o s\u00e3o un\u00e2nimes quanto a este quesito, mais alguns trabalhos indicam uma velocidade de elimina\u00e7\u00e3o 28% mais r\u00e1pida entre as mulheres.<\/p>\n<p>\u2022 Outros estudos se ocuparam com a influ\u00eancia do ciclo menstrual sobre a a\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool. Segundo esses estudos, do 23\u00ba ao 28\u00ba dia do ciclo, \u00e9 maior a velocidade de elimina\u00e7\u00e3o. Provavelmente porque, durante essa fase , os n\u00edveis de progesterona est\u00e3o altos, o que leva a crer na influ\u00eancia desse horm\u00f4nio no metabolismo do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>\u2022 Mulheres s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s complica\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas causadas ao f\u00edgado, ao cora\u00e7\u00e3o e ao c\u00e9rebro pelo consumo de \u00e1lcool, assim como apresentam maior incid\u00eancia de hipertens\u00e3o, obesidade, anemia, \u00falcera, hemorragias gastrointestinais e desnutri\u00e7\u00e3o. Se a mulher alco\u00f3latra desenvolve hepatite do tipo A, sua progress\u00e3o ser\u00e1 mais r\u00e1pida. Como geralmente &#8211; conforme j\u00e1 visto &#8211; o diagn\u00f3stico do alcoolismo feminino se faz mais tardiamente, o dano j\u00e1 estar\u00e1 em est\u00e1gio mais adiantado, com progn\u00f3stico mais pessimista. E, se a bebida n\u00e3o for abandonada , uma vez descoberta a cirrose hep\u00e1tica, somente 30% das mulheres tender\u00e3o a sobreviver por cinco anos, contra 72% entre os homens.<\/p>\n<p>Acrescentamos, \u00e0 guisa de advert\u00eancia &#8211; uma a mais &#8211; , que nas mulheres a hepatite alco\u00f3lica tende a progredir em 50% dos casos, mesmo depois de abandonado o uso da droga. Essa progress\u00e3o \u00e9 rara entre os homens. Quanto a expectativa de vida para alco\u00f3latras , ela \u00e9 de menos 11 anos para mulheres.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 puro preconceito cultural, portanto, dizer que mulheres s\u00e3o \u201cmais fracas para a bebida \u201c . Elas s\u00e3o mesmo, organicamente, menos resistentes ao \u00e1lcool. E numa \u00e9poca em que a sociedade se preocupa com um ideal de sa\u00fade, beleza e qualidade de vida, seria bom que as mulheres soubessem dos preju\u00edzos que o \u00e1lcool pode lhes trazer.<\/p>\n<p>Outros fatores, al\u00e9m do sexo(g\u00eanero) , contribuem para com que o \u00e1lcool tenha efeito mais ou menos pronunciado sobre indiv\u00edduos diferentes: tamanho corporal, n\u00edvel de enchimento do est\u00f4mago, composi\u00e7\u00e3o do alimento ingerido, tabagismo, fluxo sangu\u00edneo g\u00e1strico e hep\u00e1tico , presen\u00e7a em maior ou menor quantidade de enzimas que metabolizam o \u00e1lcool (como a acima citada \u00e1lcool-desidrogenase, por exemplo), quantidade de \u00e1gua no organismo&#8230;Podemos mencionar que o tipo de bebida que se consome e sua concentra\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica tamb\u00e9m influem sobre a maneira pela qual o \u00e1lcool age sobre determinados indiv\u00edduos e sobre a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As diferen\u00e7as de temperamento tamb\u00e9m fazem certo tipo de pessoas mais propensas a ela: impulsividade, maior susceptibilidades a fatores estressantes, e outras.<\/p>\n<p>Enfim, todos esses achados servem para nos mostrar qu\u00e3o variados s\u00e3o os fatores, tanto fisiol\u00f3gicos quanto comportamentais, que interferem no desenvolvimento do alcoolismo, e explicam por que o \u00e1lcool tem efeitos diferentes sobre as pessoas em circunst\u00e2ncias diferentes.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>Jorge Ant\u00f4nio Jaber Filho<br \/>\nDiretor da Cl\u00ednica Jorge Jaber<br \/>\nMembro Internacional da APA ( American Psychiatry Association)<br \/>\nMembro Fundador da ISAM ( International Society of Addiction Medicine)<br \/>\nMembro da World Federation for Mental Health<br \/>\nMBA &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas<br \/>\nMembro da ABEAD(Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos em Alcoolismo e Drogas)<br \/>\nCharles Andr\u00e9<br \/>\nMestre e Doutor em Medicina &#8211; Cl\u00ednica M\u00e9dica\/Neurologia &#8211; UFRJ<br \/>\nProfessor Adjunto de Neurologia &#8211; Hospital Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho &#8211; UFRJ<br \/>\nMembro da ISAM ( International Society of Addiction Medicine)<br \/>\nMembro da ABEAD ( Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos em Alcoolismo e Drogas)<br \/>\nRevisor do American Journal in Addiction Medicine<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Alcoolismo n\u00e3o se apresenta da mesma forma entre os homens e as mulheres. 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