{"id":2612,"date":"2018-07-31T11:28:58","date_gmt":"2018-07-31T14:28:58","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=2612"},"modified":"2018-07-31T11:28:58","modified_gmt":"2018-07-31T14:28:58","slug":"patologia-dual-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/","title":{"rendered":"Patologia Dual"},"content":{"rendered":"<p>Aluna: M\u00f4nica Silva de Assun\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>RESUMO<br \/>\nEntende-se por patologia dual (PD) a coexist\u00eancia de um diagn\u00f3stico<br \/>\npsiqui\u00e1trico e do abuso ou depend\u00eancia de substancias (\u00e1lcool e outras<br \/>\ndrogas), Este artigo apresenta as evidencias cientificas dispon\u00edveis acerca de<br \/>\nevolu\u00e7\u00e3o clinica , diagnostico e tratamento farmacoterapico e psicossocial da<br \/>\ncomorbidade e uso indevido de \u00e1lcool e outras drogas<\/p>\n<p>Palavra chave : Patologia dual , comorbidade , abuso de \u00e1lcool e outras drogas<br \/>\n, CID e DSMV , tratamento .<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7AO<\/p>\n<p>Patologia \u00e9 o nome aplicado no campo da sa\u00fade mental para aqueles<br \/>\nsujeitos que sofrem simultaneamente ao longo do ciclo da vida de um v\u00edcio ou<br \/>\noutro transtorno mental (Szermam &amp; Martinez \u2013 Raga , 2015 ).<br \/>\nV\u00edcios podem ser integrados em nossa cultura para subst\u00e2ncias como , a<br \/>\nxantina (caf\u00e9 por exemplo), \u00e1lcool, analg\u00e9sicos ou aqueles n\u00e3o integrados<br \/>\ncomo cannabis, os estimulantes (coca\u00edna, anfetaminas, etc&#8230;) e opi\u00f3ides.<br \/>\nV\u00edcios comportamentais como: ludopatia , depend\u00eancia da internet , comida ou<br \/>\nsexo tamb\u00e9m s\u00e3o incorporados .<br \/>\nNa \u00faltima d\u00e9cada a co-ocorr\u00eancia de transtornos mentais e transtornos<br \/>\ndevido ao uso de subst\u00e2ncias psicoativas tem sido largamente reconhecida na<br \/>\ncl\u00ednica psiqui\u00e1trica.<br \/>\nDiversos estudos, principalmente na Europa e nos Estados Unidos da Am\u00e9rica<br \/>\n(EUA), relatam os efeitos negativos do uso e depend\u00eancia de subst\u00e2ncias<br \/>\npsicoativas entre pacientes com transtornos mentais, tentando estabelecer as<br \/>\npotenciais diferen\u00e7as entre pacientes que abusam de \u00e1lcool ou subst\u00e2ncias<br \/>\npsicoativas principalmente nas implica\u00e7\u00f5es quanto a diagn\u00f3stico, tratamento e<br \/>\nprogn\u00f3stico. H\u00e1 evid\u00eancias de que mesmo o uso infrequente e de pequenas<br \/>\ndoses de drogas, legais ou ilegais podem levar o indiv\u00edduo com transtornos<br \/>\nmentais graves a consequ\u00eancias mais s\u00e9rias do que as vistas na popula\u00e7\u00e3o<br \/>\ngeral e est\u00e3o associados a mais efeitos negativos ligados aos transtornos<br \/>\nmentais.<br \/>\nPesquisa do Epidemiologic Catchament \u00c1rea Study (ECA) demonstram<br \/>\nque cerca de metade dos indiv\u00edduos diagnosticados com depend\u00eancia de<br \/>\n\u00e1lcool e outras subst\u00e2ncia (AOS) pelos crit\u00e9rios do DSM IV apresentam um<br \/>\ndiagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico adicional : 26% apresentam transtornos de humor ,<br \/>\n28% transtorno de ansiedade , 18% transtornos da personalidade anti -social e<br \/>\n7% esquizofrenia . A preval\u00eancia de depress\u00e3o maior entre dependentes<br \/>\nqu\u00edmicos varia de 30 a 50% .<br \/>\nExistem comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que indiv\u00edduos acabam por usar o<br \/>\n\u00e1lcool ou outras drogas como uma forma de automedica\u00e7\u00e3o, o que acaba por<br \/>\nagravar o transtorno prim\u00e1rio. Isto tem sido estudado e confirmado em alguns<br \/>\nexperimentos.<br \/>\nPortanto, transtornos ansiosos pr\u00e9 \u2013 m\u00f3rbidos s\u00e3o considerados fatores<br \/>\nde risco para o desenvolvimento de abuso e depend\u00eancia de subst\u00e2ncia assim<br \/>\ncomo a ansiedade \u00e9 um sintoma que faz parte da s\u00edndrome de abstin\u00eancia e da<br \/>\nintoxica\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica por subst\u00e2ncia.<br \/>\nAs depend\u00eancias por subst\u00e2ncias constituem , segundo as atuais<br \/>\nclassifica\u00e7\u00f5es internacionais da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade e da<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria (CID e DSM ) uma perturba\u00e7\u00e3o mental<br \/>\ncomo outras, e n\u00e3o um problema de vontade , falta de \u201ccar\u00e1ter\u201c ou v\u00edcio,<br \/>\ndaqueles que sofrem .<br \/>\nA comunidade cient\u00edfica identificou as evid\u00eancias que apoiam o seu<br \/>\nreconhecimento como uma perturba\u00e7\u00e3o de clara base cerebral , tal como as<br \/>\noutras doen\u00e7as mentais , tendo dado lugar ao chamado \u201cmodelo da<br \/>\ndepend\u00eancia como doen\u00e7a do c\u00e9rebro \u201c .<br \/>\nComo nas outras perturba\u00e7\u00f5es mentais, as atuais classifica\u00e7\u00f5es permitem<br \/>\numa valoriza\u00e7\u00e3o dimensional da depend\u00eancia de subst\u00e2ncias: leve, moderada<br \/>\nou grave.<br \/>\nNeste \u00faltimo caso, poder\u00e1 haver depend\u00eancia fisiol\u00f3gica e a sua evolu\u00e7\u00e3o pode<br \/>\nser cr\u00f4nica e com frequentes reca\u00eddas.<br \/>\nSomente 10% das pessoas em contato com subst\u00e2ncias ser\u00e3o<br \/>\ndependentes qu\u00edmicos. Essa percentagem da popula\u00e7\u00e3o exposta a subst\u00e2ncia<br \/>\nou situa\u00e7\u00f5es desenvolver\u00e3o uma perturba\u00e7\u00e3o por consumo de drogas.Essas<br \/>\npessoas apresentam suscetibilidade e vulnerabilidade devido a fatores<br \/>\nindividuais , gen\u00e9ticos , psicopatol\u00f3gicos e ambientais .<br \/>\nUma das maiores dificuldades na abordagem do paciente com patologia<br \/>\ndual est\u00e1 no diagnostico diferencial, pois ocorre uma superposi\u00e7\u00e3o de<br \/>\nsintomas. Um transtorno pode exacerbar ou mascarar o outro. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, no<br \/>\ninicio, estabelecer diferen\u00e7as entre a presen\u00e7a de comorbidade psiqui\u00e1trica e<br \/>\nabuso de subst\u00e2ncias psicoativas.<br \/>\nPor outro lado, tamb\u00e9m ainda n\u00e3o \u00e9 claro o efeito dessas subst\u00e2ncias na<br \/>\napresenta\u00e7\u00e3o dos sintomas em pacientes com transtornos mentais graves, n\u00e3o<br \/>\nsendo poss\u00edvel estabelecer a real influ\u00eancia das drogas psicoativas sobre a<br \/>\npsicologia: alucina\u00e7\u00f5es experimentadas por depend\u00eancias de \u00e1lcool podem<br \/>\nn\u00e3o diferir significativa-<br \/>\nMente das alucina\u00e7\u00f5es experimentadas por pacientes esquizofr\u00eanicos.<br \/>\nAspectos envolvendo g\u00eanero, etnia e status socioecon\u00f4mico tamb\u00e9m n\u00e3o<br \/>\ndevem ser esquecidos. Muitos autores concordam que tais fatores podem levar<br \/>\na pistas de situa\u00e7\u00f5es ambientais traum\u00e1ticas ou dificuldades variadas que<br \/>\ninfluenciem o desenvolvimento e \/ ou o agravamento, tanto das quest\u00f5es<br \/>\nrelacionadas ao abuso de substancias quanto \u00e0 comorbidade psiqui\u00e1trica. Em<br \/>\nraz\u00e3o do elevado \u00edndice de comorbidade com AOS entre mulheres que<br \/>\napresentam diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico, em rela\u00e7\u00e3o aos homens, uma aten\u00e7\u00e3o<br \/>\nespecial deve ser dada para o acessamento de AOS para o sexo feminino.<br \/>\nMuitos question\u00e1rios s\u00e3o frequentemente aplicados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de<br \/>\npacientes com transtornos mentais graves associados ao uso de drogas. A<br \/>\nescolha da entrevista a ser utilizada deve basear-se nos objetivos do estudo<br \/>\npois existem diferentes instrumentos desenvolvidos para cada tipo de avalia\u00e7\u00e3o<br \/>\nespecifica . Instrumentos de triagem servem para identificar indiv\u00edduos que<br \/>\nprovavelmente apresentem problemas relacionados ao abuso de subst\u00e2ncias:<br \/>\ndemandam maior sensibilidade que especificidade, como CAGE e o AUDIT<br \/>\n(Alcohol Use Disorders Identification Test ).<br \/>\nO correto diagn\u00f3stico atrav\u00e9s das entrevistas iniciais ou da observa\u00e7\u00e3o<br \/>\nda evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica pode facilitar a abordagem terap\u00eautica e as estrat\u00e9gias de<br \/>\npreven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda. Os est\u00e1gios de mudan\u00e7a sugeriram por Prochaska e Di<br \/>\nClemente \u00e9 amplamente empregado no tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica<br \/>\npodem ser influenciados, por exemplo, por estados depressivos ou psic\u00f3ticos.<\/p>\n<p>1- TRATAMENTO INTEGRADO E ORGANIZA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7OS<\/p>\n<p>Ha cerca de uma d\u00e9cada j\u00e1 existe um consenso entre os pesquisadores<br \/>\nquanto ao sinergismo de sintomas. Muitos dos sintomas associados ao per\u00edodo<br \/>\nde intoxica\u00e7\u00e3o ou abstin\u00eancia a uma ou mais subst\u00e2ncia.<br \/>\nOsher &amp; Kofoed propuseram abordagem integrada para pacientes<br \/>\ncom\u00f3rbidos que incluem os seguintes fatores: estrat\u00e9gias para aumentar a<br \/>\nader\u00eancia ao tratamento, persuas\u00e3o acerca da rela\u00e7\u00e3o entre abuso de<br \/>\nsubst\u00e2ncia e transtorno psiqui\u00e1trico e tratamento concomitante dos dois<br \/>\ndist\u00farbios para aliviar qualquer conflito entre as duas modalidades de<br \/>\ntratamento. Outros autores tamb\u00e9m sugerem que o tratamento integrado de<br \/>\npacientes com comorbidade psiqui\u00e1trica tem um melhor resultado do que o<br \/>\ntratamento sequencial ou paralelo, com uma abordagem abrangente, incluindo<br \/>\nmanejo da crise aguda por equipe multidisciplinar e por terap\u00eautica individual,<br \/>\naguardando a desintoxica\u00e7\u00e3o com abstin\u00eancia por no m\u00ednimo duas semanas. O<br \/>\npior progn\u00f3stico dos pacientes dependentes qu\u00edmicos que apresentam<br \/>\ncomorbidades psiqui\u00e1trica pode ser atribu\u00eddo, em grande parte a abordagem<br \/>\ntradicional que trata a depend\u00eancia em um servi\u00e7o e o transtorno psiqui\u00e1trico<br \/>\nassociado em outro.<br \/>\nServi\u00e7os voltados ao atendimento de pacientes dependentes psic\u00f3ticos,<br \/>\npacientes bipolares ou com graves transtornos de personalidade e acreditam<br \/>\nque seu tratamento est\u00e1 al\u00e9m das possibilidades por esta raz\u00e3o, existem<br \/>\npropostas para programas espec\u00edficos, que permitam as equipes de sa\u00fade<br \/>\nmental desenvolver formas efetivas de lidar com tais pacientes visando<br \/>\nconcientiliza-los da necessidade de se tornarem abstinentes, melhorar sua<br \/>\nader\u00eancia ao tratamento e reorganizar suas redes sociais. No Brasil, at\u00e9 o<br \/>\nmomento, s\u00e3o poucos os estudos que investigam essa quest\u00e3o, mas h\u00e1<br \/>\nindica\u00e7\u00f5es de que a comorbidade entre transtornos mentais graves e abuso ou<br \/>\ndepend\u00eancia de \u00e1lcool ou drogas seja um problema relevante. Alguns autores<br \/>\nenfatizam a necessidade de incluir no tratamento, al\u00e9m dos itens aqui citados,<br \/>\ntamb\u00e9m programas psicoeducacionais para atendimento familiar.<\/p>\n<p>2- TRANSTORNOS PSICOTER\u00c1PICOS<\/p>\n<p>A entrevista motivacional (EM), um importante instrumento no tratamento<br \/>\nde AOS, deve ser aplicada durante a fase inicial durante o curso do tratamento<br \/>\nde pacientes com\u00f3rbidos. Pacientes com depend\u00eancia qu\u00edmica demandam<br \/>\nmaior esfor\u00e7o por parte do terapeuta para estabelecer uma alian\u00e7a capaz de<br \/>\npromover mudan\u00e7as em seu comportamento e aumentar as possibilidades de<br \/>\nader\u00eancia \u00e0 terapia proposta. As psicoterapias t\u00eam se mostrado atualmente<br \/>\nconsistentes quando avaliadas em pesquisas cl\u00ednicas para AOS e transtornos<br \/>\nde ansiedade de humor, tanto depressivo quanto bipolar ,al\u00e9m de fortalecer a<br \/>\nalian\u00e7a terap\u00eautica nos portadores de demais transtornos .<br \/>\nEstas alian\u00e7as tem import\u00e2ncia especial para os portadores de<br \/>\ntranstorno da personalidade, que apresentam dificuldades para mudan\u00e7as de<br \/>\nest\u00e1gio, redu\u00e7\u00e3o da ader\u00eancia e altas taxas de abandono de tratamento tanto<br \/>\nquanto os que t\u00eam apenas diagn\u00f3stico em eixo e, apesar de apresentarem<br \/>\nreca\u00eddas mais precoces. Os transtornos de ansiedade e depress\u00e3o tamb\u00e9m<br \/>\nrespondem bem \u00e0s abordagens interpessoais, quando feitas por terapeutas<br \/>\nexperientes.<\/p>\n<p>Outra modalidade de psicoterapia, o tratamento psicossocial, deve ser<br \/>\naplicada imediatamente, pois pode determinar a utiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da<br \/>\nfamacoterpia em muitos casos e contribuir para diminuir as reca\u00eddas. V\u00e1rias<br \/>\ntipos de interven\u00e7\u00e3o s\u00e3o preconizadas, dentre elas tem se dado prefer\u00eancia \u00e0<br \/>\nterapia cognitivo -comportamental (TCC) e suas variantes , na forma de<br \/>\npreven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda , tanto individual como em grupo .<br \/>\n\u00c9 consenso entre os pesquisadores que a comorbidade entre depress\u00e3o<br \/>\ne AOS intensifica os estados depressivos, diminui a resposta terap\u00eautica e<br \/>\naumenta o risco de suic\u00eddio.<br \/>\nIndiv\u00edduos com esquizofrenia e com abuso de subst\u00e2ncias tem um<br \/>\nprogn\u00f3stico pior do que pacientes com apenas um desses transtornos e s\u00e3o de<br \/>\ndif\u00edcil tratamento. Recentemente, v\u00e1rios guidelines t\u00eam sido propostos para o<br \/>\ntratamento dos pacientes com essa comorbidade: o tratamento deve ser<br \/>\nindividualizado; o m\u00e9dico ou a equipe deve tentar diagnosticar a natureza da<br \/>\npsicose, proteger o paciente dos danos pr\u00f3prios e alheios, bem como<br \/>\ndesintoxic\u00e1-lo e medic\u00e1-lo a fim de resolver os sintomas agudos. Ao contr\u00e1rio<br \/>\ndos modelos de tratamento para depend\u00eancia qu\u00edmica, os grupos de autoajuda<br \/>\ne o aconselhamento devem ter menor intensidade e poucas confronta\u00e7\u00f5es.<br \/>\nS\u00e3o poucas as pesquisas sobre a efic\u00e1cia terap\u00eautica do tratamento<br \/>\nintegrado do transtorno alimentar com AOS. Em um dos poucos estudos em<br \/>\nque foram exclu\u00eddos pacientes dependentes com transtornos alimentares, El \u2013<br \/>\nGuebalye et al., com uma abordagem integrada em hospital -dia e focalizada<br \/>\nnas necessidades individuais, observaram melhoras que foram sustentadas por<br \/>\num per\u00edodo superior a um ano , tanto no uso do \u00e1lcool ou drogas quanto na<br \/>\nqualidade de vida. O tratamento de pacientes com comorbidade com<br \/>\ntranstornos alimentares tem como recursos, al\u00e9m do per\u00edodo de<br \/>\ndesintoxica\u00e7\u00e3o, uma combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas que inclui preven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda<br \/>\npara AOS, aconselhamento nutricional, interven\u00e7\u00e3o psicossocial e tratamento<br \/>\nfarmacol\u00f3gico .<br \/>\nHughes demonstrou que o tratamento para parar de fumar em<br \/>\nalcoolistas \u00e9 t\u00e3o bem sucedido quanto em n\u00e3o alcoolista. Em 1997, Stuyt<br \/>\ncomparou as taxas de recupera\u00e7\u00f5es entre fumantes e n\u00e3o fumantes ap\u00f3s o<br \/>\ntratamento para depend\u00eancia de \u00e1lcool e outras substancias em regime de<br \/>\ninterna\u00e7\u00e3o. Os resultados indicaram que n\u00e3o fumantes apresentam per\u00edodos<br \/>\nmais longo de abstin\u00eancia do que os fumantes. As diferen\u00e7as encontradas s\u00e3o<br \/>\nmais sigficativas em pacientes cuja droga de escolha atua como depressora do<br \/>\nsistema nervoso central (ex: \u00e1lcool). N\u00e3o houve diferen\u00e7as significativas das<br \/>\ntaxas de recupera\u00e7\u00e3o entre fumantes quando se tratava de depend\u00eancia de<br \/>\nsubst\u00e2ncias estimulantes (ex. coca\u00edna).<br \/>\nA condu\u00e7\u00e3o do tratamento do tabagismo pressup\u00f5e a modifica\u00e7\u00e3o do<br \/>\npadr\u00e3o de uso de outras drogas, especialmente o \u00e1lcool. N\u00e3o h\u00e1 suporte<br \/>\ncientifico para a no\u00e7\u00e3o tradicional de que a interrup\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de \u00e1lcool e<br \/>\nnicotina possa aumentar o risco de reca\u00edda para o \u00e1lcool. Na avalia\u00e7\u00e3o do<br \/>\npaciente tabagista \u00e9 fundamental observar o desejo de parar de fumar. Caso o<br \/>\npaciente n\u00e3o deseje interromper o uso do tabaco, deve-se tratar a comorbidade<br \/>\ne utilizar estrat\u00e9gias psicoter\u00e1picas para motiva l\u00f3 (entrevistas motivacionais).<\/p>\n<p>3 \u2013 TRATAMENTOS FAMACOLOGICO<\/p>\n<p>A regra geral \u00e9 aguardar o per\u00edodo de desintoxica\u00e7\u00e3o para iniciar o<br \/>\ntratamento da comorbidade, obviamente, se um paciente est\u00e1 ativamente<br \/>\npsic\u00f3tico, agressivo ou suicida, a interven\u00e7\u00e3o imediata espec\u00edfica deve ser<br \/>\nempreendida, ainda que se considere o transtorno afetivo relacionado \u00e0<br \/>\ndepend\u00eancia qu\u00edmica (ou seja, farmacoterapia suportiva.).<br \/>\nO tratamento deve seguir as orienta\u00e7\u00f5es para cada entidade<br \/>\npsiqui\u00e1trica, associado, quando necess\u00e1rio, o uso dos agentes anticraving<br \/>\nnaltrexona para reduzir da impulsividade, e do acamprosato para reduzir a<br \/>\nrea\u00e7\u00e3o ao estresse e sensibilidade a sintomas de ansiedade, agentes estes<br \/>\naprovados apenas para depend\u00eancia de \u00e1lcool.<br \/>\nNo entanto, diversos estudos sugerem cuidados especiais nas<br \/>\norienta\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas de algumas das comorbidades com transtornos<br \/>\npsiquiatricos aqui abordados, e que ser\u00e3o discutidos a seguir.<br \/>\nEm todos os casos de comorbidades psiqui\u00e1tricas com AOS h\u00e1<br \/>\nrestri\u00e7\u00f5es ao uso de benzodiazep\u00ednicos (BDZ), devido ao risco de toler\u00e2ncia e<br \/>\ndepend\u00eancia cruzada com AOS. A buspirona \u00e9 a subst\u00e2ncia ansiol\u00edtica mais<br \/>\nrecomendada, considerada t\u00e3o segura e efetiva como o BDZ.<br \/>\nPara o TDAH, autores divergem quanto ao uso seguro do metilfenilato,<br \/>\nem raz\u00e3o do potencial de abuso por sua a\u00e7\u00e3o dopamin\u00e9rgica. Estudos recentes<br \/>\ndemonstram que a bupropiona apresenta como uma op\u00e7\u00e3o mais segura e<br \/>\nigualmente eficaz, embora mais estudos sejam necess\u00e1rios para defini\u00e7\u00e3o<br \/>\ndesta subst\u00e2ncia como sendo de primeira escolha no tratamento da<br \/>\ncomorbidade com AOS.<br \/>\nPara comorbidade com depress\u00e3o (e tamb\u00e9m para com\u00f3rbidos com<br \/>\ntranstornos da personalidade e transtorno alimentar que apresentam sintomas<br \/>\ndepressivos.), estudos demonstram que os tric\u00edclicos causam melhoras nos<br \/>\nsintomas e diminuem as taxas de reca\u00edda, mas seus efeitos colaterais<br \/>\nproduzem altos \u00edndices de abandono. Diversos estudos demonstram a efic\u00e1cia<br \/>\nde antidepressivos tric\u00edclicos e dos inibidores de recapta\u00e7\u00e3o de serotonina para<br \/>\no tratamento destes pacientes, levando a redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia e severidade<br \/>\ndas reca\u00eddas. Embora inibidores da MAO possam ser utilizados, devem ser<br \/>\ncuidadosamente considerados os riscos de reca\u00edda a AOS e comportamento<br \/>\nde ingest\u00e3o alimentar descontrolado (risco de ingest\u00e3o de alimentos ricos em<br \/>\ntiramina.).<br \/>\nA pequena margem de seguran\u00e7a para o uso do l\u00edtio torna dif\u00edcil seu uso<br \/>\ncom seguran\u00e7a para os pacientes que apresenta THB e abuso de AOS (baixa<br \/>\nader\u00eancia, seguimento descontinuo, dificuldade de manter estado de<br \/>\nhidrata\u00e7\u00e3o continuamente satisfat\u00f3ria \u2013 O que aumenta o risco de intoxica\u00e7\u00e3o<br \/>\npor hemoconcentra\u00e7\u00e3o.). Assim, h\u00e1 uma maior prefer\u00eancia pelo uso de<br \/>\nanticonvulsivantes como o valproato e a carbamazepina.<br \/>\nAlgumas vezes os neurol\u00e9pticos podem exacerbar os sintomas<br \/>\npsic\u00f3ticos ou causar delirium, devendo ser priorizados nos est\u00e1gios mais<br \/>\navan\u00e7ados do tratamento, quando os efeitos das subst\u00e2ncias psicoativas<br \/>\ntiverem desaparecido. A farmacoterapia com neurol\u00e9pticos \u00e9 indicada na<br \/>\nmenor dose poss\u00edvel. Estudos recentes demonstraram uma prefer\u00eancia pelo<br \/>\nuso de neurol\u00e9pticos at\u00edpicos para comorbidos com transtornos psic\u00f3ticos. Isto<br \/>\nocorre tanto por sua a\u00e7\u00e3o mais eficaz sobre sintomas negativos, o que reduz a<br \/>\nabuso de drogas como tentativa de pseudo-tratar os sintomas deficit\u00e1rios dos<br \/>\nquadros psic\u00f3ticos cr\u00f4nicos, quanto pela a\u00e7\u00e3o anticraving de algumas destas<br \/>\nsubst\u00e2ncias, como a olanzapina, clozapina e quetiapina.<\/p>\n<p>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES GERAIS FINAIS<\/p>\n<p>Os seguintes itens a serem considerados, centrados em estrat\u00e9gias de<br \/>\nmanejos biopsicossocial:<br \/>\n1- Considerar a combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da comorbidade e o est\u00e1gio de<br \/>\nmotiva\u00e7\u00e3o ao escolher o melhor m\u00e9todo de tratamento.<br \/>\n2- Considerar o uso de farmacoterapia para o transtorno psiqui\u00e1trico,<br \/>\ndesintoxica\u00e7\u00e3o e fase inicial de recupera\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda.<br \/>\n3- Usar t\u00e9cnicas psicossociais para aumentar a motiva\u00e7\u00e3o, auxiliar na<br \/>\nresolu\u00e7\u00e3o de problemas ambientais e no manejo de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis.<br \/>\n4- Fornecer apoio familiar e informa\u00e7\u00e3o sobre tratamento adicional de<br \/>\napoio, como grupos baseados nos doze passos de alco\u00f3licos an\u00f4nimos e<br \/>\noutros grupos de autoajuda.<br \/>\n5- Apoio psiqui\u00e1trico para o controle de sintomas psic\u00f3ticos, abordagem<br \/>\nadequada ao paciente com diagnostico de transtorno psiqui\u00e1trico e<br \/>\ndepend\u00eancia de \u00e1lcool e outras drogas.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS :<br \/>\nDiagn\u00f3stico Dual na Depend\u00eancia Qu\u00edmica<br \/>\nGomes de Souza,<br \/>\nRaphael<br \/>\nDiretrizes da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos do \u00c1lcool e outras Drogas<br \/>\n(ABEAD) para o diagn\u00f3stico e tratamento de comorbidades psiqui\u00e1tricas e<br \/>\ndepend\u00eancia de \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias Guidelines of the Brazilian<br \/>\nAssociation of Studies on Alcohol and Other Drugs (ABEAD) for diagnoses and<br \/>\ntreatment of psychiatric comorbidity with alcohol and other drugs dependence<br \/>\nMarcos Zaleski,1,2 Ronaldo Ramos Laranjeira,3 Ana Cec\u00edlia Petta Roselli<br \/>\nMarques,3 L\u00edlian Ratto,4 Marcos Romano,3 Hamer Nastasy Palhares Alves,3<br \/>\nM\u00e1rcia Britto de Macedo Soares,5 Valter Abelardino,6 F\u00e9lix Kessler,7 S\u00edlvia<br \/>\nBrasiliano,8 S\u00e9rgio Nicastri,9 Patr\u00edcia Brunferntrinker Hochgraf,8 Analice de<br \/>\nPaula Gigliotti,10,11 Tadeu Lemos1,2<br \/>\nPatolog\u00eda dual<br \/>\nReferencias[editar]<br \/>\n\u2022 Volver arriba\u2191 Estroff, TW (1992(6)). Psychiatric disorders in substanceabusing<br \/>\nadolescent inpatients: a pilot study. J Am Acad Child Adolesc<br \/>\nPsychiatry. pp. 1036-40.<br \/>\nVolver arriba\u2191 Casas, M.<br \/>\n\u2022 (2000). En Vallejo Ruiloba J, Gast\u00f3 Ferrer c (eds), ed. Trastornos<br \/>\nDuales (Trastornos Afectivos: ansiedad y depresi\u00f3n (2\u00ba ed.) edici\u00f3n).<br \/>\nBarcelona: Masson. pp. 890-899.<br \/>\n\u2022 Volver arriba\u2191 http:\/\/www.drugabuse.gov\/<br \/>\n\u2022 Volver arriba\u2191 Fisher, M. (2005). Substance misuse and psychiatric illness:<br \/>\nprospective observational study using the general practice research<br \/>\ndatabase (J Epidemiol Community Health edici\u00f3n). pp. 59: 847-850<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluna: M\u00f4nica Silva de Assun\u00e7\u00e3o RESUMO Entende-se por patologia dual (PD) a coexist\u00eancia de um diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico e do abuso ou depend\u00eancia de substancias (\u00e1lcool e outras drogas), Este artigo apresenta as evidencias cientificas dispon\u00edveis acerca de evolu\u00e7\u00e3o clinica ,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":398,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Aluna: M\u00f4nica Silva de Assun\u00e7\u00e3o RESUMO Entende-se por patologia dual (PD) a coexist\u00eancia de um diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico e do abuso ou depend\u00eancia de substancias (\u00e1lcool e outras drogas), Este artigo apresenta as evidencias cientificas dispon\u00edveis acerca de evolu\u00e7\u00e3o clinica ,\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-07-31T14:28:58+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2560\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab\"},\"headline\":\"Patologia Dual\",\"datePublished\":\"2018-07-31T14:28:58+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/\"},\"wordCount\":2968,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo2-scaled.jpg\",\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/\",\"name\":\"Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo2-scaled.jpg\",\"datePublished\":\"2018-07-31T14:28:58+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo2-scaled.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo2-scaled.jpg\",\"width\":2560,\"height\":1920},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/07\\\/patologia-dual-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Patologia Dual\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\",\"name\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"description\":\"A Cl\u00ednica Jorge Jaber, filiada \u00e0 World Federation for Mental Health (WFMH), atua na preven\u00e7\u00e3o e tratamento da sa\u00fade mental\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\",\"name\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/logo_nova_site.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/logo_nova_site.png\",\"width\":283,\"height\":100,\"caption\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber","og_description":"Aluna: M\u00f4nica Silva de Assun\u00e7\u00e3o RESUMO Entende-se por patologia dual (PD) a coexist\u00eancia de um diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico e do abuso ou depend\u00eancia de substancias (\u00e1lcool e outras drogas), Este artigo apresenta as evidencias cientificas dispon\u00edveis acerca de evolu\u00e7\u00e3o clinica ,","og_url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/","og_site_name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","article_published_time":"2018-07-31T14:28:58+00:00","og_image":[{"width":2560,"height":1920,"url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/person\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab"},"headline":"Patologia Dual","datePublished":"2018-07-31T14:28:58+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/"},"wordCount":2968,"publisher":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg","articleSection":["Artigos"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/","name":"Patologia Dual - Cl\u00ednica Jorge Jaber","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg","datePublished":"2018-07-31T14:28:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg","contentUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo2-scaled.jpg","width":2560,"height":1920},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/patologia-dual-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Patologia Dual"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#website","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/","name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","description":"A Cl\u00ednica Jorge Jaber, filiada \u00e0 World Federation for Mental Health (WFMH), atua na preven\u00e7\u00e3o e tratamento da sa\u00fade mental","publisher":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization","name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/logo_nova_site.png","contentUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/logo_nova_site.png","width":283,"height":100,"caption":"Cl\u00ednica Jorge Jaber"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/person\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2612"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2613,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2612\/revisions\/2613"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<br />
<b>Fatal error</b>:  Uncaught ArgumentCountError: mktime() expects at least 1 argument, 0 given in /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php:375
Stack trace:
#0 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php(375): mktime()
#1 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/anyfont.php(1508): anyfontAdmin-&gt;checkKey('return')
#2 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(324): anyfont_insert_free_account_footer('')
#3 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(348): WP_Hook-&gt;apply_filters(NULL, Array)
#4 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/plugin.php(517): WP_Hook-&gt;do_action(Array)
#5 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/load.php(1304): do_action('shutdown')
#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
