{"id":2641,"date":"2018-08-16T05:19:25","date_gmt":"2018-08-16T08:19:25","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=2641"},"modified":"2018-08-16T05:19:25","modified_gmt":"2018-08-16T08:19:25","slug":"dependencia-quimica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/08\/dependencia-quimica-2\/","title":{"rendered":"Depend\u00eancia Qu\u00edmica"},"content":{"rendered":"<p>Gl\u00f3ria Regina Elias de Oliveira<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>No Brasil, a classifica\u00e7\u00e3o aceita pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 a CID-10, que apresenta os seguintes crit\u00e9rios para diagn\u00f3stico de depend\u00eancia qu\u00edmica: A Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade, frequentemente designada pela sigla CID (em ingl\u00eas: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems &#8211; ICD) fornece c\u00f3digos relativos \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunst\u00e2ncias sociais e causas externas para ferimentos ou doen\u00e7as.<br \/>\nA identifica\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia psicoativa deve ser feita a partir de todas as fontes de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Estas compreendem: informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelo pr\u00f3prio sujeito, as an\u00e1lises de sangue e de outros l\u00edquidos corporais, os sintomas f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos caracter\u00edsticos, os sinais e os comportamentos cl\u00ednicos, e outras evid\u00eancias tais como as drogas achadas com o paciente e os relatos de terceiros bem informados. Numerosos usu\u00e1rios de drogas consomem mais de um tipo de subst\u00e2ncia psicoativa. O diagn\u00f3stico principal dever\u00e1 ser classificado, se poss\u00edvel, em fun\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia t\u00f3xica ou da categoria de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que \u00e9 a maior respons\u00e1vel pelo quadro cl\u00ednico ou que lhe determina as caracter\u00edsticas essenciais. Diagn\u00f3sticos suplementares devem ser codificados quando outras drogas ou categorias de drogas foram consumidas em quantidades suficientes para provocar uma intoxica\u00e7\u00e3o (quarto caractere comum.0), efeitos nocivos \u00e0 sa\u00fade (quarto caractere comum .1), depend\u00eancia (quarto caractere comum .2) ou outros transtornos (quarto caractere comum .3-.9).<br \/>\nEste agrupamento compreende numerosos transtornos que diferem entre si pela gravidade vari\u00e1vel e por sintomatologia diversa, mas que t\u00eam em comum o fato de serem todos atribu\u00eddos ao uso de uma ou de v\u00e1rias subst\u00e2ncias psicoativas, prescritas ou n\u00e3o por um m\u00e9dico. O terceiro caractere do c\u00f3digo identifica a subst\u00e2ncia implicada e o quarto caractere especifica o quadro cl\u00ednico. Os c\u00f3digos devem ser usados, como determinado, para cada subst\u00e2ncia especificada, mas deve-se notar que nem todos os c\u00f3digos de quarto caractere podem ser aplicados a todas as subst\u00e2ncias.<br \/>\nO diagn\u00f3stico de transtornos ligados \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas subst\u00e2ncias (F19.-) deve ser reservado somente aos casos onde a escolha das drogas \u00e9 feita de modo ca\u00f3tico e indiscriminado, ou naqueles casos onde as contribui\u00e7\u00f5es de diferentes drogas est\u00e3o misturadas.<br \/>\nPalavras chaves: Depend\u00eancia Qu\u00edmica, Transtorno Mental.<br \/>\nIntrodu\u00e7\u00e3o:<br \/>\nDe acordo com os estudos feitos para esse trabalho, os dependentes qu\u00edmicos apresentam comportamentos com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias entre estas, se destacam:<br \/>\n&#8211; Onipot\u00eancia: o indiv\u00edduo acredita estar sempre no controle;<br \/>\n&#8211; Megalomania: tend\u00eancia exagerada a crer na possibilidade de realizar um intento visualizando sempre o resultado;<br \/>\n&#8211; Manipula\u00e7\u00e3o: mentalidade de que tudo se faz pela realiza\u00e7\u00e3o de seus desejos, principalmente pela obten\u00e7\u00e3o e uso de subst\u00e2ncias psicoativas;<br \/>\n&#8211; Obsess\u00e3o: atitudes insanas pelo desejo de consumir drogas;<br \/>\n&#8211; Compuls\u00e3o: atitudes desconexas, incoerentes com a realidade provocadas pelo desejo intenso e necessidade de continuar a consumir a subst\u00e2ncia;<br \/>\n&#8211; Ansiedade: necessidade constante da realiza\u00e7\u00e3o dos desejos;<br \/>\n&#8211; Apatia: Falta de empenho para a realiza\u00e7\u00e3o de objetivos e metas;<br \/>\n&#8211; Autossufici\u00eancia: mecanismo de defesa usado para afastar da consci\u00eancia os sentimentos de<br \/>\n&#8211; inadequa\u00e7\u00e3o social gerando uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio;<br \/>\n&#8211; Autopiedade: um tipo espec\u00edfico de manipula\u00e7\u00e3o que o dependente usa para conseguir realizar algum prop\u00f3sito;<br \/>\n&#8211; Comportamentos antissociais: repert\u00f3rio comportamental gerado pela instabilidade emocional que o indiv\u00edduo desenvolve sem estabelecer v\u00ednculos tendo sua imagem marginalizada pelo meio social;<br \/>\n&#8211; Paranoia: desconfian\u00e7a e suspeita exagerada de pessoas ou objetos, de maneira que qualquer manifesta\u00e7\u00e3o comportamental de outras pessoas \u00e9 tida como intencional ou mal\u00e9vola.<br \/>\nDesenvolvimento<br \/>\nAs drogas acionam o sistema de recompensa do c\u00e9rebro, uma \u00e1rea encarregada de receber est\u00edmulos de prazer e transmitir essa sensa\u00e7\u00e3o para o corpo todo. Isso vale para todos os tipos de prazer \u2013 temperatura agrad\u00e1vel, emo\u00e7\u00e3o gratificante, alimenta\u00e7\u00e3o, sexo e desempenha fun\u00e7\u00e3o importante para a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<br \/>\nEfeitos das drogas no nosso c\u00e9rebro<br \/>\nExiste, no c\u00e9rebro, uma \u00e1rea respons\u00e1vel pelo prazer. O prazer, que sentimos ao comer, fazer sexo ou ao expor o corpo ao calor do sol, \u00e9 integrado numa \u00e1rea cerebral chamada sistema de recompensa. Esse sistema foi relevante para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. Quando os animais sentiam prazer na atividade sexual, a tend\u00eancia era repeti-la. Estar abrigado do frio n\u00e3o s\u00f3 dava prazer, mas tamb\u00e9m protegia a esp\u00e9cie. Desse modo, evolutivamente, criamos essa \u00e1rea de recompensa e \u00e9 nela que a a\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de diversas drogas interfere. Apesar de cada uma possuir mecanismo de a\u00e7\u00e3o e efeitos diferentes, a proposta final \u00e9 a mesma, n\u00e3o importa se tenha vindo do cigarro, \u00e1lcool, maconha, coca\u00edna ou hero\u00edna. Por isso, s\u00f3 produzem depend\u00eancia as drogas que de algum modo atuam nessa \u00e1rea. O LSD, por exemplo, embora tenha uma a\u00e7\u00e3o perturbadora no sistema nervoso central e altere a forma como a pessoa v\u00ea, ouve e sente, n\u00e3o d\u00e1 prazer e, portanto, n\u00e3o cria depend\u00eancia.<br \/>\nV\u00e1rios s\u00e3o os motivos que levam \u00e0 depend\u00eancia qu\u00edmica, mas o final \u00e9 sempre o mesmo. De alguma maneira, as drogas pervertem o sistema de recompensa. A pessoa passa a dar-lhes prefer\u00eancia quase absoluta, mesmo que isso atrapalhe todo o resto em sua vida. Para quem est\u00e1 de fora fica dif\u00edcil entender por que o usu\u00e1rio de coca\u00edna ou de crack, com a sa\u00fade deteriorada, n\u00e3o abandona a droga. Tal comportamento reflete uma disfun\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. A aten\u00e7\u00e3o do dependente se volta para o prazer imediato propiciado pelo uso da droga, fazendo com que percam significado todas as outras fontes de prazer.<br \/>\nO sistema de prazer \u00e9 muito primitivo. \u00c9 importante para as abelhas e para os seres humanos tamb\u00e9m. A droga produz efeito t\u00e3o intenso porque age nesses mecanismos biol\u00f3gicos bastante primitivos.<br \/>\nObjetivo<br \/>\nDistinguir, na droga, o efeito imediato do efeito cumulativo. No geral, sob a a\u00e7\u00e3o da maconha, a pessoa ansiosa relaxa um pouco, mas esse \u00e9 um efeito de curto prazo. O \u00e1lcool tamb\u00e9m relaxa num primeiro momento. No entanto, as evid\u00eancias demonstram que nas pessoas ansiosas seu uso cr\u00f4nico aumenta os n\u00edveis de ansiedade, porque o c\u00e9rebro reage tentando manter o sistema em equil\u00edbrio. \u00c9 o efeito de homeostase Se algu\u00e9m usa um estimulante, passado o efeito, o c\u00e9rebro n\u00e3o volta ao funcionamento<br \/>\nnormal imediatamente. Surge o efeito rebote. Isso ocorre com qualquer droga. Tanto com a maconha quanto com o \u00e1lcool, findo o efeito depressor, o efeito rebote elevar\u00e1 os n\u00edveis de ansiedade. A depend\u00eancia \u00e9 fruto, do mecanismo psicol\u00f3gico que a um s\u00f3 tempo induz o indiv\u00edduo a buscar o prazer e evitar o desprazer, e fruto das altera\u00e7\u00f5es cerebrais que a droga provoca. Essa intera\u00e7\u00e3o entre aspectos psicol\u00f3gicos e efeito farmacol\u00f3gico vai determinar o perfil dos sintomas de abstin\u00eancia de cada pessoa. A compuls\u00e3o \u00e9 menor naquelas que toleram a abstin\u00eancia um pouco mais, e maior nas que a inquieta\u00e7\u00e3o \u00e9 intensa diante do menor sinal da s\u00edndrome de abstin\u00eancia.<br \/>\nConclus\u00e3o<br \/>\nA maconha seu uso compulsivo hoje \u00e9 maior do que era h\u00e1 20, 30 anos e, de acordo com as evid\u00eancias, quanto mais cedo o indiv\u00edduo come\u00e7a a us\u00e1-la, maior \u00e9 a possibilidade de tornar-se dependente. Como garotos de 12, 13 anos e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mais novos, est\u00e3o usando maconha, atualmente o problema se agrava. Al\u00e9m disso, as concentra\u00e7\u00f5es de THC (princ\u00edpio ativo da maconha) aumentaram muito nos \u00faltimos tempos. Na d\u00e9cada de 1960, andavam por volta de 0,5% e agora alcan\u00e7am 5%. Portanto, a maconha Diante disso, a Escola Paulista de Medicina sentiu a necessidade de montar um ambulat\u00f3rio s\u00f3 para atender os usu\u00e1rios de maconha e h\u00e1 uma lista de espera composta por adolescentes e jovens adultos desmotivados, que fumam seis, sete baseados por dia e n\u00e3o conseguem fazer outra coisa na vida. Isso n\u00e3o acontecia quando a concentra\u00e7\u00e3o de THC era mais fraca e o acesso \u00e0 droga mais restrito.<br \/>\nde hoje \u00e9 10 vezes mais potente do que era naquela \u00e9poca.<br \/>\nN\u00e3o existem drogas leves, se produzirem est\u00edmulo no sistema de recompensa cerebral. Em geral, as pessoas perguntam: mas se a droga d\u00e1 prazer, qual \u00e9 o problema? O problema \u00e9 que ela n\u00e3o mexe apenas na \u00e1rea do prazer. Mexe tamb\u00e9m em outras \u00e1reas e o c\u00e9rebro fica alterado. Diante de uma fonte artificial de prazer, ele reage de modo impr\u00f3prio. Se existe a possibilidade de prazer imediato, por que investir em outro que demande maior esfor\u00e7o e empenho? A droga perverte o repert\u00f3rio de busca de prazer e empobrece a pessoa. Comer, conversar, estabelecer relacionamentos afetivos, trabalhar s\u00e3o fontes de prazer que valorizamos, mas n\u00e3o s\u00e3o imediatas.<br \/>\nA maconha diminui a concentra\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria e a aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 um efeito bastante r\u00e1pido. Estudos mostram que, se algu\u00e9m usar maconha num dia e medir os n\u00edveis de mem\u00f3ria e concentra\u00e7\u00e3o no outro, eles estar\u00e3o ligeiramente alterados. Isso tem um impacto bastante negativo na vida dos adolescentes.<br \/>\nNa verdade, n\u00e3o h\u00e1 droga que melhore o desempenho intelectual. N\u00f3s sabemos que pessoas criativas usam drogas e produzem coisas criativas. Se elas n\u00e3o fossem criativas por natureza, n\u00e3o haveria droga no mundo capaz de produzir esse resultado. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, o efeito mais grave da coca\u00edna s\u00e3o os problemas card\u00edacos e cardiovasculares. Quando associada ao \u00e1lcool, ent\u00e3o, ela \u00e9 uma das principais causas de infarto do mioc\u00e1rdio em adultos jovens.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, o efeito mais grave da coca\u00edna s\u00e3o os problemas card\u00edacos e cardiovasculares. Quando associada ao \u00e1lcool, ent\u00e3o, ela \u00e9 uma das principais causas de infarto do mioc\u00e1rdio em adultos jovens.<br \/>\nO usu\u00e1rio de coca\u00edna bebe muito, de alguma forma o \u00e1lcool faz com que a pessoa se sinta mais liberada e use coca\u00edna, um estimulante potente. Para diminuir a excita\u00e7\u00e3o, ela torna a beber e, como num c\u00edrculo vicioso, a usar coca\u00edna. A confus\u00e3o cerebral aumenta consideravelmente e a tend\u00eancia \u00e9 beber ou cheirar mais. Trata-se de uma rea\u00e7\u00e3o perturbadora em que o \u00e1lcool incentiva o consumo de coca\u00edna e vice-versa.<br \/>\nA coca\u00edna aumenta a resist\u00eancia ao \u00e1lcool, porque um pouco de seu efeito depressor \u00e9 atenuado pela coca\u00edna. Por outro lado, a pessoa tolera quantidades maiores de \u00e1lcool, porque precisa abrandar os efeitos altamente excitantes da coca\u00edna.<br \/>\nSempre \u00e9 v\u00e1lido repetir que \u00e1lcool e coca\u00edna representam uma das associa\u00e7\u00f5es de drogas mais perigosas que existem. Ao que parece, tal associa\u00e7\u00e3o d\u00e1 origem a uma terceira mol\u00e9cula extremamente t\u00f3xica para c\u00e9rebro e para o m\u00fasculo card\u00edaco.<br \/>\nS\u00cdNDROME DE ABSTIN\u00caNCIA \/ EFEITO REBOTE<br \/>\nO mecanismo de recompensa cerebral \u00e9 importante para a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e ningu\u00e9m \u00e9 contra o prazer. Ao contr\u00e1rio, dever\u00edamos estimular o surgimento de in\u00fameras fontes de prazer. A depend\u00eancia qu\u00edmica, entretanto, cria uma ilus\u00e3o de prazer que acaba perturbando outros mecanismos cerebrais. Se, fumando um baseado, a pessoa relaxa, findo o efeito, a ansiedade ganha for\u00e7a, pois a s\u00edndrome de abstin\u00eancia \u00e9 imediata. \u00c9 o chamado efeito rebote.<br \/>\nA coca\u00edna age de forma diferente. O efeito rebote est\u00e1 na impossibilidade de sentir prazer sem a droga. Passada a excita\u00e7\u00e3o que ela provoca a pessoa n\u00e3o volta ao normal. Fica deprimida, desanimada. Tudo perde a gra\u00e7a. Como s\u00f3 sente prazer sob a a\u00e7\u00e3o da droga, torna-se um usu\u00e1rio cr\u00f4nico. \u00c0s vezes, tenta suspender o uso e reassumir as atividades normais, mas nada lhe d\u00e1 prazer. Parece que, por vingan\u00e7a divina, o c\u00e9rebro perdeu a capacidade de experimentar outras fontes que n\u00e3o a desse prazer artificial que a droga proporciona. Essa \u00e9 uma das trag\u00e9dias a que se exp\u00f5em os dependentes qu\u00edmicos. No processo de reabilita\u00e7\u00e3o, quando a pessoa para de usar droga, \u00e9 fundamental ajud\u00e1-la a reencontrar fontes de prazer independentes da subst\u00e2ncia qu\u00edmica.<br \/>\nEssa pessoa est\u00e1 doente. Seu c\u00e9rebro est\u00e1 doente, com a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o existe outro prazer al\u00e9m da droga. Isso acontece tamb\u00e9m com o cigarro, uma fonte preciosa de prazer para os fumantes que adiam a decis\u00e3o de parar de fumar por medo de perd\u00ea-la. De fato, 30% dos fumantes, logo depois que se afastam da nicotina, apresentam sintomas expressivos de depress\u00e3o e precisam ser medicados com antidepressivos.<br \/>\nBUSCA DO PRAZER TOTAL<br \/>\nFica dif\u00edcil imaginar uma droga que aja s\u00f3 no centro de prazer sem perturbar os demais mecanismos bioqu\u00edmicos do c\u00e9rebro, que \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o complexo e evolutivamente preparado para vivenciar muitas formas de prazeres sutis. Para tais est\u00edmulos, est\u00e1 aparelhado. Para os advindos das drogas.<br \/>\nA busca do prazer \u00e9 uma caracter\u00edstica positiva do ser humano. No caso das drogas, por\u00e9m, ao querer superar a pr\u00f3pria biologia por um artif\u00edcio grosseiro, ele acaba se empobrecendo. O desejo de intensificar o prazer ao m\u00e1ximo empurra o homem para uma guerra que jamais ser\u00e1 vencida.<br \/>\nNa cria\u00e7\u00e3o de um modelo do que acontece com os usu\u00e1rios de droga, as campanhas est\u00e3o numa fase bastante embrion\u00e1ria, conforme Ronaldo Laranjeiras ao afirmar que drogas fazem mal. Ficar s\u00f3 nisso, por\u00e9m, \u00e9 passar uma informa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade ing\u00eanua e pobre. \u00c9 preciso dizer como e por que as drogas s\u00e3o altamente prejudiciais ao organismo para que a pessoa tome uma decis\u00e3o firme, bem alicer\u00e7ada, e disponha-se a abandon\u00e1-las.<br \/>\nAs evid\u00eancias mostram que, quando se trabalha com a preven\u00e7\u00e3o, a prioridade deve ser dada aos fatores de risco. Todavia, a partir do momento em que j\u00e1 est\u00e1 instalado o<br \/>\nconsumo (maconha, nos casos mais comuns), as estrat\u00e9gias teriam de ser bem diferentes.<br \/>\nA maconha \u00e9 a primeira droga il\u00edcita que a pessoa consome, mas antes disso, em geral, j\u00e1 experimentou o \u00e1lcool e o cigarro. J\u00e1 n\u00e3o se discute mais que, quanto mais cedo o adolescente entrar em contato com a droga, maior ser\u00e1 a probabilidade de \u201cescalar\u201d, isto \u00e9, de partir para outras drogas ou intensificar o uso da maconha. \u00c9 muito dif\u00edcil prever quem vai ou n\u00e3o embarcar nesse processo. Sabe-se, por\u00e9m, que quantos mais amigos envolvidos com drogas ele tiver, maior risco correr\u00e1 do uso tornar-se cr\u00f4nico.<br \/>\nO primeiro passo para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 os pais se informarem sobre o que est\u00e1 acontecendo na vida dos filhos e voltarem a exercer controle mais efetivo sobre suas atividades. Em geral, esse problema reflete uma certa crise familiar. Por raz\u00f5es diversas, pais e filhos se distanciaram. Por isso, a estrat\u00e9gia b\u00e1sica \u00e9 levar ao conhecimento dos pais o que est\u00e1 acontecendo com seus filhos e os riscos que eles correm.<br \/>\nQuanto ao adolescente, \u00e9 complicado conversar sobre esses riscos. A tend\u00eancia do jovem que j\u00e1 se envolveu com maconha \u00e9 minimiz\u00e1-los ao m\u00e1ximo. \u201cQue mal existe em fumar um baseado por semana?\u201d \u00e9 a pergunta que muitos fazem. Acontece que, na maioria das vezes, quem come\u00e7ou precocemente, no per\u00edodo de seis meses, estar\u00e1 fumando um baseado por dia.<br \/>\n\u00c9 preciso estar atento a tr\u00eas fatores que combinados s\u00e3o sinais de alerta e requerem algum tipo de acompanhamento. O primeiro \u00e9 atitude por demais tranquila do adolescente que considera a maconha inofensiva e destitu\u00edda de inconveni\u00eancias. Depois, \u00e9 importante considerar a rede social em que est\u00e1 inserido. Os amigos com quem convive s\u00e3o usu\u00e1rios da droga? Por \u00faltimo, deve-se avaliar seu desempenho nas atividades cotidianas. \u00c9 o caso do bom aluno at\u00e9 os 13 anos, que foi perdendo o interesse pela escola e n\u00e3o reage mesmo diante da amea\u00e7a de perder o ano.<br \/>\nEmbora o efeito da nicotina n\u00e3o seja t\u00e3o poderoso quanto o da maconha, \u00e9 muito mais constante. Imaginemos que o fumante d\u00ea dez tragadas em cada cigarro e fume vinte cigarros por dia. Feitas as contas, num \u00fanico dia seu c\u00e9rebro recebeu um refor\u00e7o positivo pelo menos duzentas vezes. Cada tragada \u00e9 igual a uma inje\u00e7\u00e3o de nicotina na veia. Esse est\u00edmulo, repetido atrav\u00e9s dos anos, faz com que a depend\u00eancia de nicotina seja mais poderosa do que as outras. A maconha, no momento, passa por processo semelhante. Mais dispon\u00edvel e mais barata, seu consumo aumentou e, consequentemente, o n\u00famero de cigarros fumados por dia e os est\u00edmulos cerebrais que provocam aumentaram tamb\u00e9m. Portanto, em termos de depend\u00eancia, as duas drogas n\u00e3o diferem muito. Pelo atual padr\u00e3o de consumo, mais f\u00e1cil, acess\u00edvel e intenso, maconha e nicotina t\u00eam muito em comum. Por isso, n\u00e3o compartilho a ideia de que maconha seja uma droga leve. Tratamento e Recupera\u00e7\u00e3o Conhecer o perfil do dependente qu\u00edmico que busca aux\u00edlio em unidade de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para a elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de tratamento buscando a integra\u00e7\u00e3o desses indiv\u00edduos \u00e0 fam\u00edlia e a sociedade. A falta de acolhimento e isolamento imposto pela fam\u00edlia e pela sociedade faz com que o dependente qu\u00edmico deixe de procurar atendimento. O tratamento consiste em parar de usar a droga e se manter em abstin\u00eancia. O processo terap\u00eautico depende da vontade do paciente e pode ser realizado em ambientes como cl\u00ednicas, comunidades terap\u00eauticas e hospitais especializados.<br \/>\nA recupera\u00e7\u00e3o envolve reabilita\u00e7\u00e3o, reaprendizagem ou restabelecimento da capacidade de manter um estilo de vida positivo. As metas de recupera\u00e7\u00e3o prevalecem \u00e0s mesmas para todos: Aprender ou reaprender a ter estilos de vida positivos em que as drogas n\u00e3o se fa\u00e7am presentes. A recupera\u00e7\u00e3o envolve ainda a mudan\u00e7a do modo como os indiv\u00edduos percebem a si mesmo no mundo, ou seja, sua identidade.<br \/>\nRefer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<br \/>\n1- Depend\u00eancia Qu\u00edmica \u2013 Preven\u00e7\u00e3o, Tratamento e Pol\u00edticas P\u00fablicas, Ronaldo Laranjeiras e Col 2011.<br \/>\n2- https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/drogas-licitas-e- ilicitas\/dependencia-quimica\/<br \/>\n3- DENARC-Divis\u00e3o Estadual de Narc\u00f3ticos. www.denarc.pr.gov.br<br \/>\n4- Cunha (2006, p.35)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gl\u00f3ria Regina Elias de Oliveira Resumo No Brasil, a classifica\u00e7\u00e3o aceita pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 a CID-10, que apresenta os seguintes crit\u00e9rios para diagn\u00f3stico de depend\u00eancia qu\u00edmica: A Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":398,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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