{"id":2965,"date":"2018-10-11T09:32:33","date_gmt":"2018-10-11T12:32:33","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=2965"},"modified":"2018-10-11T09:32:33","modified_gmt":"2018-10-11T12:32:33","slug":"relacionamento-familiar-e-a-codependencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/10\/relacionamento-familiar-e-a-codependencia\/","title":{"rendered":"Relacionamento familiar e a codepend\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>por Ros\u00e2ngela Suisso<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presente artigo consiste no estudo sobre o relacionamento familiar e a codepend\u00eancia. O codependente \u00e9 aquele que deixou-se influenciar pelo comportamento de outra pessoa, e que vive obcecado em controlar o comportamento desse outro. \u00c9 uma doen\u00e7a emocional e comportamental que desencadeiam doen\u00e7as. A codepend\u00eancia consiste em viver em fun\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia do outro. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica e dolorosa, onde renunciar um v\u00ednculo perturbador pode ser ainda mais perturbador. A codepend\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico decisivo. Ela n\u00e3o \u00e9 algo que limita o ser a uma s\u00e9rie de comportamentos r\u00edgidos que n\u00e3o podem ser modificados ou a um destino predeterminado. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o na qual o individuo sofre nos aspectos emocional, psicol\u00f3gico e comportamental, na forma em que suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o dirigidas ao outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Palavras-chave: Relacionamento familiar. Codepend\u00eancia. Tratamento.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os relacionamentos est\u00e3o sempre ligados a uma percep\u00e7\u00e3o que voc\u00ea comp\u00f5e do outro e respectivamente que o outro comp\u00f5e de voc\u00ea. As pessoas tendem a formar conceitos uma das outras podendo, assim, gerar poss\u00edveis relacionamentos, sendo eles de amizade, de trabalho, familiar ou amoroso. As pessoas em geral, s\u00e3o constitu\u00eddas pelas rela\u00e7\u00f5es que estabelecem. Estar em contato, \u00e9 estar vivo, pois as pessoas s\u00e3o seres de rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os relacionamentos possuem m\u00faltiplas influ\u00eancias e apresentam uma dimens\u00e3o cultural, pois s\u00e3o perpassados pela vida social e pelos valores do homem. A rela\u00e7\u00e3o conjugal \u00e9 um todo ou um grupo que possui limites ou fronteiras, pelas quais se d\u00e1 o desmembramento ou a liga\u00e7\u00e3o com os outros sistemas da sociedade. Cada companheiro da rela\u00e7\u00e3o tem fronteiras em sua volta que o determina como sendo uma pessoa, contudo, essas fronteiras n\u00e3o devem ser nem muito perme\u00e1veis e nem muito inflex\u00edveis, sob pena de perturbar o equil\u00edbrio relacional. Consequentemente, essa pesquisa faz um levantamento dos relacionamentos entre casais na din\u00e2mica familiar, nomeadamente, ligados \u00e0 \u201ccodepend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.REFERENCIAL TE\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.1.Codepend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A codepend\u00eancia se apresenta como uma condi\u00e7\u00e3o emocional, psicol\u00f3gica e comportamental, que se manifesta a partir de uma longa exibi\u00e7\u00e3o a pr\u00e1ticas de regras dominadoras que impedem de manifestar abertamente sentimentos e de discutir diretamente problemas pessoais e interpessoais.<\/p>\n<p>Nesta l\u00f3gica, apesar de n\u00e3o existir atributos concretos ligados a um diagn\u00f3stico para o fen\u00f4meno da codepend\u00eancia, os referidos autores citados acima, destacam caracter\u00edsticas frequentes que remetem aos objetivos gerais e espec\u00edficos desta pesquisa. Busca-se compreender de acordo com a bibliografia concep\u00e7\u00f5es da codepend\u00eancia emocional na din\u00e2mica familiar conjugal, verificando os comportamentos e sentimentos pertencentes a codepend\u00eancia, descrevendo no funcionamento familiar os padr\u00f5es e pap\u00e9is assumidos na rela\u00e7\u00e3o conjugal e a conex\u00e3o com o mecanismo neur\u00f3tico.<\/p>\n<p>S\u00e3o muito pequenas ou quase inexistentes as estat\u00edsticas oficiais apresentadas sobre a codepend\u00eancia. Os reflexos, que come\u00e7am a aparecer aos poucos, s\u00e3o t\u00e3o graves quanto os da depend\u00eancia em si. Algumas pessoas s\u00e3o impactadas por uma extrema necessidade de ser \u00fatil a qualquer custo, sem medir nenhum esfor\u00e7o, estando assim sempre dispon\u00edvel para outro e bloqueado para si. Tais sintomas quando em excesso tornam-se patol\u00f3gicos e levam as pessoas a pedirem ajuda aos profissionais da sa\u00fade e recorrerem a v\u00e1rios tratamentos em busca de al\u00edvio a esse sofrimento.<\/p>\n<p>Ademais, para algumas pessoas, a codepend\u00eancia ainda se apresenta imperceb\u00edvel, ou desconhecida, j\u00e1 que \u201celos\u201d assim est\u00e3o cada vez mais costumeiros e n\u00e3o chamam muito a aten\u00e7\u00e3o, pois se sabe que as pessoas est\u00e3o emocionalmente comprometidas e n\u00e3o notam o fato de que elas t\u00eam sua pr\u00f3pria vida, que devem cuidar primeiro de si para depois cuidarem dos outros e assim propiciar qualidade de vida para todos.<\/p>\n<p>Em vista disso, a realiza\u00e7\u00e3o do presente estudo justifica-se frente a uma realidade que se apresenta cada vez mais atual no cotidiano, em casos cl\u00ednicos nos consult\u00f3rios psicol\u00f3gicos e em diversos contextos sociais, que despertam vastas inquieta\u00e7\u00f5es, levando a buscar compreender melhor o que de fato se passa por tr\u00e1s daquele relacionamento tido como codependente.<\/p>\n<p>A codepend\u00eancia \u00e9 um termo atual na \u00e1rea da terapia, ainda com explica\u00e7\u00f5es indefinitas e em constru\u00e7\u00e3o. De vez em quando \u00e9 at\u00e9 vista como um transtorno, e por outras vezes como uma doen\u00e7a, n\u00e3o utilizada no meio cient\u00edfico, mas totalmente comum. Quando falada, percebe-se ainda que a codepend\u00eancia causa estranheza ou \u00e9 temida, visto que se apresenta de formas distintas mediante algumas \u00e1reas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.2 Comportamentos e sentimentos comuns a um codependente<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas j\u00e1 realizada tem mostrado que o modelo de rela\u00e7\u00f5es codependentes est\u00e1 infiltrado na popula\u00e7\u00e3o de forma acentuada, por\u00e9m, muitas vezes ainda \u00e9 impercept\u00edvel ou confuso entender como se dar essa constru\u00e7\u00e3o. Acredita-se que supostamente o comportamento codependente exista desde o in\u00edcio dos relacionamentos humanos, pois desde o in\u00edcio da humanidade as pessoas j\u00e1 tinham problemas e se preocupavam com os problemas dos outros.<\/p>\n<p>A codepend\u00eancia se apresenta como uma condi\u00e7\u00e3o complexa e cr\u00f4nica, que \u00e9 dif\u00edcil delinear suas ra\u00edzes e seus efeitos na vida do codependente. Padr\u00f5es de comportamentos, pensamentos e sentimentos, s\u00e3o observados em todas as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, por\u00e9m o codependente n\u00e3o os percebe e acaba prejudicando a si mesmo e aos outros que ele quer tanto ajudar.<\/p>\n<p>Como qualquer outro indiv\u00edduo que apresenta e vive um comportamento disfuncional, n\u00e3o tem consci\u00eancia de sua codepend\u00eancia e, quando essa disfuncionalidade se mostra, ele op\u00f5e-se em aceitar. Tais autores concordam que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil tomar consci\u00eancia de que se pode est\u00e1 vivendo de forma errada, pois muitas vezes, pode at\u00e9 parecer correto para quem est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o, apesar de causar sofrimento, quem est\u00e1 passando por isso n\u00e3o consegue compreender o real cen\u00e1rio em que se encontra.<\/p>\n<p>Infelizmente, quem convive com um codependente n\u00e3o consegue perceber esse estado emocional, visto que, ele se dedica fielmente para demonstrar que est\u00e1 tudo ocorrendo bem, que est\u00e1 sempre dispon\u00edvel para aquilo, que \u00e9 confi\u00e1vel e seguro. Vale destacar que uma grande dificuldade em tratar indiv\u00edduos com esse perfil \u00e9 exatamente esse, a falta de consci\u00eancia do problema por parte da popula\u00e7\u00e3o e dos pr\u00f3prios profissionais. Assim, o indiv\u00edduo tende a procurar psicoterapia apenas quando o relacionamento acaba e com a finalidade de parar de sofrer por aquilo, chegando at\u00e9 a acreditar que pode voltar \u00e0 rela\u00e7\u00e3o e mudar algo. Muitas vezes, quando o paciente busca ajuda de outros profissionais, a queixa \u00e9 normalmente abafada ou h\u00e1 um desleixo, j\u00e1 que alguns entendem que a codepend\u00eancia faz parte de qualquer relacionamento afetivo.<\/p>\n<p>Para auxiliar nessa manifesta\u00e7\u00e3o, Beattie cita alguns comportamentos t\u00edpicos de codependentes, como: considerar-se e sentir-se respons\u00e1vel por outras pessoas, pelos sentimentos, pensamentos, a\u00e7\u00f5es escolhas, desejos, necessidades, bem-estar, falta de bem-estar e at\u00e9 pelo destino dessas pessoas. Sentem ansiedade, pena e culpa quando a outra pessoa tem um problema. Se acham compelidos, quase for\u00e7ados a ajudar aquela pessoa a resolver o problema, seja dando conselhos que n\u00e3o pedidos, oferecendo uma s\u00e9rie de sugest\u00f5es ou equilibrando emo\u00e7\u00f5es, sentem raiva quando sua ajuda n\u00e3o \u00e9 eficiente, comprometem-se demais, culpam outras pessoas pela situa\u00e7\u00e3o em que ele mesmo est\u00e1, dizem que outras pessoas fazem\u00a0 com que ele se sinta da maneira que se sente, acham que a outra pessoa est\u00e1 deixando ele louco, sentem raiva, acham que est\u00e3o sendo usados e que n\u00e3o est\u00e3o sendo reconhecidos, acham que n\u00e3o s\u00e3o bons o bastante e contentam-se apenas em ser necess\u00e1rio aos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.3 A din\u00e2mica familiar e o relacionamento conjugal<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria para na compreens\u00e3o deste estudo levantar alguns conceitos de din\u00e2mica familiar, visto que a fam\u00edlia pode estar diretamente ligada a apego e afeto, de diversas particularidades.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 uma rede complexa de emo\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de ser pensadas como instrumentos criados para o estudo dos indiv\u00edduos isolados. \u00a0O sistema familiar \u00e9 um todo, uma globalidade, em que o todo \u00e9 mais do que a soma das suas partes. A fam\u00edlia \u00e9 um sistema, \u00e0 semelhan\u00e7a de um organismo vivo e por isso deve ser analisada como um todo onde cada membro \u00e9 o que \u00e9 por si mesmo e pelas rela\u00e7\u00f5es que estabelece com os outros. Os membros procuram definir para si e para os outros membros da fam\u00edlia significados, o poder, a forma\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de afetos<\/p>\n<p>A entidade familiar nuclear \u00e9 constitu\u00edda pela figura do marido e da mulher. Depois se amplia com o surgimento da prole. Sob outros prismas, a fam\u00edlia cresce ainda mais: ao se casarem, os filhos n\u00e3o rompem o v\u00ednculo familiar com seus pais e estes continuam fazendo parte da fam\u00edlia, os irm\u00e3os tamb\u00e9m continuam, e, por seu turno, casam-se e trazem os seus filhos para o seio familiar. A fam\u00edlia \u00e9 uma sociedade natural formada por indiv\u00edduos, unidos por la\u00e7o de sangue ou de afinidade. Os la\u00e7os de sangue resultam da descend\u00eancia. A afinidade se d\u00e1 com a entrada dos c\u00f4njuges e seus parentes que se agregam \u00e0 entidade familiar pelo casamento. A fam\u00edlia se define em um conjunto de normas, pr\u00e1ticas e valores que t\u00eam seu lugar, seu tempo e uma hist\u00f3ria. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o social, que vivenciamos.<\/p>\n<p>A teoria sist\u00eamica afirma que, todas as pessoas que comp\u00f5em a unidade familiar t\u00eam um papel na maneira como funciona a fam\u00edlia, como se relacionam os membros entre si e na forma como o sintoma aparece. A fam\u00edlia do dependente qu\u00edmico geralmente apresentam essas caracter\u00edsticas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel<\/li>\n<li>Ambiente sem regras e sem limites<\/li>\n<li>As pessoas se relacionam com ressentimentos<\/li>\n<li>S\u00e3o ansiosas<\/li>\n<li>N\u00e3o suportam a press\u00e3o<\/li>\n<li>Podem deprimir<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m apresentam:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>NEGA\u00c7\u00c3O: Ocorre tens\u00e3o e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem.<\/li>\n<li>EXTREMA PREOCUPA\u00c7\u00c3O: Tentam controlar o uso da droga e as consequ\u00eancias f\u00edsicas e emocionais. A regra \u00e9 n\u00e3o falar do assunto.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.4 Padr\u00f5es e Pap\u00e9is assumidos na rela\u00e7\u00e3o conjugal de codependentes <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Perante a interfer\u00eancia de condutas estabelecidas para caracterizar um codependente \u00e9 pertinente apresentar alguns padr\u00f5es e papeis assumidos dentro da rela\u00e7\u00e3o conjugal. Os Codependentes An\u00f4nimos, CODA, que \u00e9 um programa de recupera\u00e7\u00e3o de codependentes apresenta uma cartilha com os seguintes padr\u00f5es e caracter\u00edsticas como ferramenta para auxilio de se perceber um codependente. S\u00e3o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Padr\u00f5es de Nega\u00e7\u00e3o: Apresenta dificuldade em identificar o que sente, minimizando, alterando ou negando como realmente se sente. Se percebe sem ego\u00edsmo algum e se dedica ao bem estar dos outros. Falta empatia pelos sentimentos e necessidades de outros. Rotula os outros com seus tra\u00e7os negativos. Cuida de si sem precisar de nenhuma ajuda dos outros. Mascara sua dor de v\u00e1rias formas como raiva, depress\u00e3o e isolamento. Expressa negatividade ou agress\u00e3o de forma indireta e passiva. N\u00e3o reconhece que outros pelos quais se sente atra\u00eddo possam n\u00e3o estar dispon\u00edveis.<\/li>\n<li>Padr\u00f5es de baixa autoestima: Tem dificuldades em tomar decis\u00f5es. Julga tudo o que pensa ou diz duramente, como se nunca fosse bom o suficiente. Fica envergonhado ao receber reconhecimentos, elogios ou presentes. Nunca pede aos outros que reconhe\u00e7am seus desejos ou necessidades. Valoriza mais a opini\u00e3o dos outros do que a sua sobre o que pensa, sente e como age. N\u00e3o se ver como algu\u00e9m que mere\u00e7a amor ou aten\u00e7\u00e3o. Constantemente busca reconhecimento que acha que merece. Tem dificuldades em admitir que errou. Tem que parecer correto aos olhos dos outros e at\u00e9 mente para parecer melhor. Acha que \u00e9 superior aos outros. Precisa de outros para me sentir seguro. Tem dificuldades em come\u00e7ar atividades, completar prazos e projetos. Tem dificuldades em estabelecer prioridades mais saud\u00e1veis.<\/li>\n<li>Padr\u00f5es de Evitamento: Age de forma convidativa a outros para se rejeitar. Julga duramente o que os outros pensam, sentem, falam e fazem. Evita intimidade emocional, f\u00edsica ou sexual como forma de se distanciar. Permite que suas depend\u00eancias a pessoas, lugares e coisas se distraiam de atingir real intimidade nos relacionamentos. Usa comunica\u00e7\u00e3o indireta e evasiva para evitar conflitos ou confronta\u00e7\u00f5es. Atrai as pessoas, mas quando elas est\u00e3o pr\u00f3ximas, as evita. Acredita que demonstra\u00e7\u00f5es de emo\u00e7\u00e3o s\u00e3o sinais de fraqueza.<\/li>\n<li>Padr\u00f5es de cumplicidade: Compromete seus pr\u00f3prios valores e integridade para evitar rejei\u00e7\u00e3o por parte de outros. \u00c9 muito sens\u00edvel com os outros e espera que eles sejam o mesmo \u00c9 extremamente leal, permanecendo em situa\u00e7\u00f5es danosas por muito tempo. Valoriza mais a opini\u00e3o dos outros do que a pr\u00f3pria e tem medo de expressar opini\u00f5es, cren\u00e7as e sentimentos diferentes. Deixa de lado seus pr\u00f3prios interesses e hobbies para fazer o que os outros querem. Aceita sexo ou aten\u00e7\u00e3o sexual quando procura amor. Toma decis\u00f5es sem pensar nas consequ\u00eancias.<\/li>\n<li>Padr\u00f5es de Controle: Acredita que a maioria das pessoas \u00e9 incapaz de cuidar de si mesma. Diz aos outros sobre o que &#8220;deveriam&#8221; sentir ou pensar. Fica ressentido quando os outros n\u00e3o se deixam ajud\u00e1-los. Oferece conselhos abertamente, sem ter sido convidado a isso. Gasta com presentes luxuosos e favores para aqueles que s\u00e3o importantes. Utiliza o sexo para ganhar aprova\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o dos outros. Necessita que &#8220;precisem&#8221; dele para se relacionar com outros. Exige que suas necessidades sejam acolhidas pelos outros. Usa seu charme e carisma para convencer os outros da sua capacidade de compaix\u00e3o e cuidado. Usa culpa e vergonha para explorar emocionalmente os outros. Recusa-se a cooperar, comprometer ou negociar. Adota uma atitude de indiferen\u00e7a, desesperan\u00e7a, autoridade ou raiva para manipular resultados. Finge concordar<\/li>\n<\/ul>\n<p>com outros para conseguir o que quer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.5.Est\u00e1gios do Familiar <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>DESORGANIZA\u00c7\u00c3O: \u00c9 comum ocorrer uma invers\u00e3o de pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es. Seus membros servem de facilitadores.<\/li>\n<li>EXAUST\u00c3O EMOCIONAL: Podem surgir graves dist\u00farbios de comportamento e de sa\u00fade em todos os membros. A situa\u00e7\u00e3o fica insuport\u00e1vel gerando desestrutura\u00e7\u00e3o familiar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.6. Tipos de tratamento<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante que o codependente fa\u00e7a algum tipo de acompanhamento: \u00a0Psicol\u00f3gico: situa\u00e7\u00e3o que envolve grande sofrimento e muito dif\u00edcil de ser resolvida sem ajuda; Psiqui\u00e1trico: em alguns casos tamb\u00e9m \u00e9 recomendado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Grupos de M\u00fatua-ajuda<\/li>\n<li>Terapia de Grupo Familiar<\/li>\n<li>Terapia Individual<\/li>\n<li>Acompanhamento psiqui\u00e1trico<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ante ao exposto pode-se concluir que a codepend\u00eancia tem cura, por\u00e9m codependente precisa procurar aux\u00edlio e orienta\u00e7\u00e3o para a sua pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o; \u00a0evitar fazer o papel de coadjuvante; compreender que a DQ \u00e9 uma doen\u00e7a progressiva, incur\u00e1vel e de termina\u00e7\u00e3o fatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BEATTIE M. <strong>Co-depend\u00eancia nunca mais.<\/strong> 10\u00aa ed. Rio de Janeiro: Nova Era; 2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>JABER, Jorge. <strong>Codepend\u00eancia.<\/strong> Dispon\u00edvel em http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jun_23.pdf acesso em 06 de set. 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ZAMPIERI MAJ. <strong>Padr\u00e3o de Co-depend\u00eancia e Preval\u00eancia de Sintomas Psicossom\u00e1ticos<\/strong>. S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto [disserta\u00e7\u00e3o]. S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto: Faculdade de Medicina de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto; 2004<\/p>\n<p>http:\/\/psiquiatriaetoxicodependencia.blogspot.com.br\/2011\/06\/dependencia-emocional-e-codependencia.html acesso em 06 de set. 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Ros\u00e2ngela Suisso RESUMO &nbsp; O presente artigo consiste no estudo sobre o relacionamento familiar e a codepend\u00eancia. 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Stack trace:
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