{"id":3012,"date":"2018-11-21T06:59:46","date_gmt":"2018-11-21T09:59:46","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3012"},"modified":"2018-11-21T06:59:46","modified_gmt":"2018-11-21T09:59:46","slug":"principais-efeitos-da-nicotina-em-nosso-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/11\/principais-efeitos-da-nicotina-em-nosso-corpo\/","title":{"rendered":"Principais efeitos da nicotina em nosso corpo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aluna: Cristine Pereira Rebou\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00cdNDICE<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;03<\/li>\n<li>Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.03<\/li>\n<li>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..04<\/li>\n<li>Os efeitos devastadores da nicotina&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.06<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..06<\/li>\n<li>Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Perif\u00e9rico&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;06<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>O mecanismo de adi\u00e7\u00e3o da nicotina&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..07<\/li>\n<li>Benef\u00edcios da aus\u00eancia de nicotina no corpo&#8230;&#8230;07-09<\/li>\n<li>Tipos de tratamento&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;10<\/li>\n<li>Outras terapias recomendadas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..11-12<\/li>\n<li>Conclus\u00e3o&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.13-14<\/li>\n<li>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..14-15<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>O presente artigo tem o objetivo de mostrar os efeitos, devastadores na vida das pessoas que fumam. E o impacto da droga &#8220;nicotina&#8221; no organismo humano e suas consequ\u00eancias, al\u00e9m de apontar para os benef\u00edcios de se parar de fumar e tratamentos adequados para quem toma a decis\u00e3o s\u00e1bia de parar com esse v\u00edcio mortal.<\/p>\n<p><em>Palavras Chave: tabagismo, drogas, doen\u00e7as, nicotina, tratamentos e benef\u00edcios.<\/em><\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>icotiana tabacum \u00e9 origin\u00e1ria da Am\u00e9rica do Sul. Por v\u00e1rios s\u00e9culos, antes da chegada de Colombo, era cultivada pela popula\u00e7\u00e3o nativa que fumava as folhas durante v\u00e1rios rituais. O extrato das folhas da planta era utilizado para matar parasitas dentro e fora do corpo, como inseticida (Longenecker, 2002).<\/p>\n<p>A viagem de Colombo ao Novo Mundo trouxe a possibilidade dos colonizadores europeus observarem \u00edndios fumando rolos feitos de folhas (Valle et al., 2007).<\/p>\n<p>O cultivo, o ato de mascar e de fumar tabaco eram costumes ind\u00edgenas antigos em todo o subcontinente americano e tamb\u00e9m no australiano, quando os exploradores europeus visitaram pela primeira vez estes lugares. O ato de fumar se espalhou por toda a Europa durante o s\u00e9culo XVI, vindo para a Inglaterra principalmente como resultado de sua entusi\u00e1stica ado\u00e7\u00e3o por Raleigh, na corte da Rainha Elizabeth I. James I desaprovou severamente Raleigh e o tabaco, e iniciou a primeira campanha antitabagista no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII com o respaldo do Royal College of Physicians. O parlamento respondeu impondo um imposto substancial sobre o tabaco, instalando o dilema de fornecer ao estado um interesse econ\u00f4mico na persist\u00eancia do tabagismo, ao mesmo tempo que seus consultores oficiais faziam advert\u00eancias enf\u00e1ticas acerca de seus perigos (Rang et al.,2004).<\/p>\n<p>Os termos tabacum e tabaco v\u00eam do nome de um tipo de junco vazado que era usado pelos nativos americanos para inalar o fumo. Nicotiana vem do nome de um m\u00e9dico franc\u00eas, Jean Nicot (1530-1600), que introduziu a planta com sucesso na Fran\u00e7a. Nicot estudou a fundo os efeitos da nicotina e a recomendava como uma subst\u00e2ncia que \u201ccurava-tudo\u201d (Longenecker, 2002). Jean Nicot remeteu \u00e0 Europa sementes e a planta, acreditando que a erva usada pelos \u00edndios fosse dotada de propriedades curativas (Valle et al., 2007). Da Europa, a pr\u00e1tica de fumar o tabaco expandiu-se rapidamente para todo o mundo.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cigarros come\u00e7ou no fim do s\u00e9culo XIX e agora os cigarros s\u00e3o os respons\u00e1veis por mais de 90% do consumo de tabaco( Rang et al., 2004).<\/p>\n<p>A primeira expans\u00e3o do uso de cigarros ocorreu por volta da Primeira Guerra Mundial, tendo crescido ainda mais depois da Segunda Guerra Mundial (Valle et al., 2007).<\/p>\n<p><strong>DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>O fumo \u00e9 a causa mais importante de morte e doen\u00e7a previn\u00edveis. \u00c9 respons\u00e1vel por 20% de todas as mortes nos EUA sendo que 45% dos fumantes morrer\u00e3o de uma causa induzida pelo fumo. O percentual de fumantes no Brasil \u00e9 considerado alto quando comparado com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. V\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e sistemas sofrem os efeitos farmacol\u00f3gicos da nicotina.<\/p>\n<p>Os sintomas de abstin\u00eancia a nicotina come\u00e7am em poucas horas, com pico em\u00a0 24-48\u00a0 horas,\u00a0 com\u00a0 dura\u00e7\u00e3o\u00a0 media\u00a0 de\u00a0 4\u00a0 semanas.\u00a0 A\u00a0 severidade\u00a0 dos\u00a0 sintomas varia de paciente para paciente.<\/p>\n<p>Sintomas:\u00a0 fissura\u00a0 (craving)\u00a0 ,humor\u00a0 disf\u00f3rico,\u00a0 ins\u00f4nia\u00a0 ou\u00a0 hipersonia,\u00a0 irritabilidade, ansiedade,\u00a0\u00a0 dificuldade\u00a0\u00a0 em\u00a0\u00a0 se\u00a0\u00a0 concentrar,\u00a0\u00a0 inquieta\u00e7\u00e3o,\u00a0\u00a0 bradicardia,\u00a0\u00a0 cefal\u00e9ia, obstipa\u00e7\u00e3o\u00a0 intestinal,\u00a0 aumento\u00a0 de\u00a0 apetite.\u00a0 A\u00a0 fissura\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 irritabilidade\u00a0 podem perdurar por 6 meses ou mais<\/p>\n<p>.A\u00a0 depend\u00eancia\u00a0\u00a0\u00a0 e\u00a0 abstin\u00eancia\u00a0 a\u00a0 nicotina\u00a0 podem\u00a0 desenvolver-se\u00a0 com\u00a0 todas\u00a0 as formas\u00a0 de\u00a0 uso\u00a0 do\u00a0 tabaco\u00a0 (\u00a0 cigarros,\u00a0 cachimbos,\u00a0 charutos,\u00a0 e\u00a0 fumo\u00a0 mascado).\u00a0 A capacidade de estes produtos induzirem ou manterem a depend\u00eancia e abstin\u00eancia aumenta\u00a0 com\u00a0 a\u00a0 rapidez\u00a0 de absor\u00e7\u00e3o\u00a0 ,\u00a0 a\u00a0 dose\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 disponibilidade\u00a0 da\u00a0 nicotina.\u00a0 A severidade da depend\u00eancia a nicotina pode ser ilustrada com o fato de que apenas 33% das pessoas que deixam de fumar sozinhas permanecem abstinentes por um per\u00edodo superior a 2 dias., e menos de 5% mant\u00e9m-se abstinentes por mais de 1 ano. Segundo\u00a0\u00a0 o\u00a0\u00a0 IV\u00a0\u00a0 Manual\u00a0\u00a0 Diagn\u00f3stico\u00a0\u00a0 Estat\u00edstico\u00a0\u00a0 da\u00a0\u00a0 Associa\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 Psiqui\u00e1trica Americana,\u00a0 os\u00a0 crit\u00e9rios\u00a0 para\u00a0 depend\u00eancia\u00a0 de\u00a0 subst\u00e2ncias\u00a0 psicoativas,\u00a0 que\u00a0 s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 nicotina s\u00e3o:<\/p>\n<p>1.Usar a subst\u00e2ncia em quantidades maiores ou por um per\u00edodo de tempo maior do que o pretendido.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Tentativas ou desejo persistente em reduzir ou parar de usar a subst\u00e2ncia.<\/li>\n<li>Gastar muito tempo para obten\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia.<\/li>\n<li>Preju\u00edzo das atividades sociais, ocupacionais ou recreacionais por causa do uso da subst\u00e2ncia.<\/li>\n<li>Persist\u00eancia no\u00a0 uso\u00a0 da\u00a0 subst\u00e2ncia\u00a0 a\u00a0 despeito\u00a0 do\u00a0 conhecimento\u00a0 de\u00a0 que\u00a0 est\u00e1 causando preju\u00edzo f\u00edsico ou psicol\u00f3gico.<\/li>\n<li>Desenvolvimento de\u00a0 toler\u00e2ncia,\u00a0 o\u00a0 que\u00a0 significa\u00a0 que\u00a0 a\u00a0 mesma\u00a0 dose\u00a0 torna-se menos eficaz com o uso continuado.<\/li>\n<li>Presen\u00e7a de\u00a0 sintomas\u00a0 de\u00a0 abstin\u00eancia.\u00a0 No\u00a0 caso\u00a0 da\u00a0 nicotina:\u00a0 irritabilidade, ansiedade,\u00a0 depress\u00e3o;\u00a0 diminui\u00e7\u00e3o\u00a0 da\u00a0 concentra\u00e7\u00e3o:\u00a0\u00a0\u00a0 inquieta\u00e7\u00e3o;\u00a0\u00a0\u00a0 ins\u00f4nia\u00a0 ou hipers\u00f4nia;\u00a0 aumento de apetite ou de peso; diminui\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos; e diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>OS EFEITOS DEVASTADORES DA NICOTINA<\/strong><\/p>\n<p>A nicotina \u00e9 absorvida rapidamente do cigarro fumado, ao entrar na circula\u00e7\u00e3o arterial \u00e9 rapidamente distribu\u00eddo pelos tecidos do corpo, atingindo o c\u00e9rebro num intervalo de 10 e 19 segundos (Henningfield et al., 1993). A nicotina \u00e9 imediatamente absorvida pelo trato respirat\u00f3rio, mucosas orais e pele. Por ser uma base relativamente forte, sua absor\u00e7\u00e3o pelo est\u00f4mago \u00e9 limitada, exceto se o pH intrag\u00e1strico for elevado. A absor\u00e7\u00e3o intestinal \u00e9 muito mais eficiente. A nicotina no tabaco para mascar, pode ser absorvida mais lentamente do que a nicotina inalada, possuindo ent\u00e3o, uma maior dura\u00e7\u00e3o de efeitos (Benowitz et al., 1998).<\/p>\n<p>A fuma\u00e7a do cigarro cont\u00eam mais de 4 mil subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, muitas das quais podem contribuir para os efeitos refor\u00e7adores positivos do tabaco. Contudo, a maioria dos estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos e cl\u00ednicos demonstra que a nicotina \u00e9 o principal agente respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da dep\u00eandia ao tabaco (Stolerman &amp; Jarvis, 1995). A fuma\u00e7a do cigarro \u00e9 composta de duas fases: a particulada (condensada) e a fase gasosa (Longenecker, 2002).<\/p>\n<p>Entre os componentes da fase gasosa que produzem efeitos indesej\u00e1veis est\u00e3o o mon\u00f3xido de carbono, di\u00f3xido de carbono, \u00f3xidos de nitrog\u00eanio, am\u00f4nia, nitrosamidas vol\u00e1teis, cianeto de hidrog\u00eanio, compostos vol\u00e1teis,, contendo enxofre, hidrocarbonetos vol\u00e1teis, \u00e1lcoois, alde\u00eddos e cetonas. Algumas das \u00faltimas subst\u00e2ncias citadas s\u00e3o potentes inibidoras do movimento ciliar. A fase particulada cont\u00e9m nicotina, \u00e1gua e alcatr\u00e3o (Goodman &amp; Gilman, 2005).<\/p>\n<p><strong>Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central<\/strong><\/p>\n<p>Wise e Bozarth (1987), propuseram que todas as drogas que induzem \u00e0 depend\u00eancia t\u00eam em comum a propriedade de causar efeitos euforizantes ou prazerosos e, dessa forma, atuariam como refor\u00e7adores positivos. Segundo eles, o efeito refor\u00e7ador positivo das drogas \u00e9 decorrente da ativa\u00e7\u00e3o do sistema dopamin\u00e9rgico meso-corticol\u00edmbico. Esse sistema \u00e9 parte do sistema de recompensa e tem como principais componentes a \u00e1rea tegumental ventral (s\u00edtio de corpos celulares de neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos) e suas proje\u00e7\u00f5es para regi\u00f5es do sistema l\u00edmbico incluindo o n\u00facleo accumbens, o tub\u00e9rculo olfativo, a am\u00edgdala e o c\u00f3rtex frontal e l\u00edmbico (Koob &amp; Le Moal, 2001).<\/p>\n<p>A nicotina aumenta as concentra\u00e7\u00f5es de dopamina, preferencialmente no n\u00facleo ccumbens (Di Chiara, 2000).<\/p>\n<p><strong>Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Perif\u00e9rico<\/strong><\/p>\n<p>A nicotina \u00e9 conhecida por seus efeitos sobre a fun\u00e7\u00e3o cardiovascular via estimula\u00e7\u00e3o simp\u00e1tica neural. Efeitos simpaticomim\u00e9ticos da nicotina s\u00e3o mediados por v\u00e1rios mecanismos, podendo ocorrer pela ativa\u00e7\u00e3o de quimiorreceptores perif\u00e9ricos e efeitos diretos no tronco cerebral, resultando em aumento da freq\u00fc\u00eancia card\u00edaca, da contra\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, vasoconstri\u00e7\u00e3o coron\u00e1ria e da press\u00e3o arterial, tamb\u00e9m causa secre\u00e7\u00e3o de adrenalina e noradrenalina pela medula adrenal (Benowitz, 1996). Segundo Rang et al (2004), isso contribui para os efeitos cardiovasculares, pela libera\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio antidiur\u00e9tico pela hip\u00f3fise posterior causando diminui\u00e7\u00e3o do fluxo urin\u00e1rio e aumento da concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica de \u00e1cidos graxos livres.<\/p>\n<p>Enfim, fica claro que o ato de fumar n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o inofensivo assim. Este v\u00edcio acaba com a vida do fumante e de quem est\u00e1 perto.<\/p>\n<p>Fumar cigarro causa c\u00e2ncer de\u00a0\u00a0 pulm\u00e3o,\u00a0\u00a0 cavidade\u00a0\u00a0 oral,\u00a0\u00a0 laringe,\u00a0\u00a0 bexiga,\u00a0\u00a0 rins,\u00a0\u00a0 colo\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 \u00fatero,\u00a0\u00a0 doen\u00e7a cardiovascular,\u00a0 doen\u00e7a pulmonar\u00a0 cr\u00f4nica\u00a0 obstrutiva,\u00a0 ulcera\u00a0 p\u00e9ptica,\u00a0 dist\u00farbios gastrointestinais\u00a0 e\u00a0 complica\u00e7\u00f5es\u00a0 materno-fetais,\u00a0 entre\u00a0 outras.\u00a0 \u00c9\u00a0 respons\u00e1vel\u00a0 por 90%\u00a0 dos\u00a0 c\u00e2nceres\u00a0 de\u00a0 pulm\u00e3o.\u00a0 Fumo\u00a0 passivo\u00a0 causa\u00a0 a\u00a0 morte\u00a0 de\u00a0 milhares\u00a0 de\u00a0 n\u00e3o fumantes e maior morbidade nos filhos e c\u00f4njuges de fumantes.<\/p>\n<p>O mecanismo de adi\u00e7\u00e3o da nicotina<\/p>\n<p>A grande maioria dos fumantes que fazem uso do cigarro regularmente, tornam-se aditos da nicotina. Adi\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizada pela procura e uso compulsivo da droga, mesmo com o usu\u00e1rio ciente das conseq\u00fc\u00eancias negativas para sa\u00fade (Volkow, 2006). A depend\u00eancia do tabaco \u00e9 revelada por estimativas. Nos Estados Unidos, 80% dos fumantes regulares desejam parar de fumar, desses apenas 35% tentam de fato e menos de 5% s\u00e3o bem-sucedidos e abandonam o tabaco sem ajuda especializada (Planeta &amp; Cruz, 2005).<\/p>\n<p>Alguns fumantes revelam que fumar ajuda a aliviar o estresse e a depress\u00e3o. Os efeitos neuroqu\u00edmicos da nicotina incluem a libera\u00e7\u00e3o de dopamina, noradrenalina e serotonina, semelhantes aos efeitos de alguns antidepressivos (Jones &amp; Benowitz, 2002). Muitos pacientes que fizeram uso de cigarro por um longo per\u00edodo apresentam um severo quadro de depress\u00e3o quando tentam parar de fumar, agravando ainda mais o ato de parar de fumar (Volkow, 2006).<\/p>\n<p>A nicotina tamb\u00e9m inibe a enzima monoamino oxidase (MAO) A e B em humanos, enzima respons\u00e1vel pela degrada\u00e7\u00e3o da dopamina, consequentemente aumentando os n\u00edveis de dopamina em fumantes, contribuindo para o aumento dos efeitos refor\u00e7adores da nicotina (Fowler et al., 1996).<\/p>\n<p>UMA BOA NOT\u00cdCIA PARA QUEM DECIDE PARAR DE FUMAR &#8230;&#8230;parar de morrer lentamente.<\/p>\n<p><strong>BENEF\u00cdCIOS DA AUS\u00caNCIA DE NICOTINA NO CORPO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que benef\u00edcios o corpo sente quando o cigarro \u00e9 abandonado?<\/strong><\/p>\n<p><em>Sua sa\u00fade come\u00e7a a agradecer pela dist\u00e2ncia do tabagismo em menos de meia hora.<\/em><\/p>\n<p>O fumo \u00e9 um v\u00edcio que n\u00e3o traz benef\u00edcio nenhum: o tabagismo \u00e9 o principal respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, os elementos qu\u00edmicos dos cigarros deixam dentes e unhas amarelados, o simples cheiro que fica impregnado nas roupas dos fumantes \u00e9 capaz de piorar quadros de asma e de bronquite de pessoas com quem eles convivam. Para as mulheres que fumam, h\u00e1 no horizonte um quadro pouco animador: um estudo publicado na revista Cancer Research deste m\u00eas indica que at\u00e9 2030 mulheres de todo o mundo ter\u00e3o 43% mais riscos de morrer de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o do que de c\u00e2ncer de mama. Nos EUA, de acordo com a publica\u00e7\u00e3o, atualmente o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o j\u00e1 \u00e9 a principal causa de morte por c\u00e2ncer no sexo feminino. Mesmo assim, sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil abandonar o fumo, j\u00e1 que se trata de um v\u00edcio f\u00edsico e mental. \u00c9 preciso ter acompanhamento m\u00e9dico multidisciplinar, com pneumologista, psic\u00f3logo e, em muitos casos, terapeuta ocupacional.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Sem cigarro, a press\u00e3o arterial e a frequ\u00eancia card\u00edaca se normalizam<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>O tabaco e outros componentes qu\u00edmicos dos cigarros elevam a press\u00e3o arterial j\u00e1 na primeira tragada. Quando se deixa de fumar, a press\u00e3o se estabiliza em 20 minutos. Claro que, se a press\u00e3o original for alta, a simples aus\u00eancia de cigarros n\u00e3o vai lev\u00e1-la ao desej\u00e1vel n\u00edvel de 12 por 8; apenas far\u00e1 com que ela fique menos alta e menos perigosa. \u00c9 preciso consultar um cardiologista para cuidar disso, combinado? A frequ\u00eancia card\u00edaca tamb\u00e9m se estabiliza em menos de meia hora quando n\u00e3o h\u00e1 cigarro sendo consumido. Para uma mulher adulta m\u00e9dia, o normal \u00e9 que o cora\u00e7\u00e3o chegue a algo em torno dos 60 batimentos por minuto.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A oxigena\u00e7\u00e3o do sangue aumenta em 8 horas sem cigarro<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>O que leva a uma circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea melhor e \u00f3rg\u00e3os internos mais bem servidos das subst\u00e2ncias de que necessitam para funcionarem adequadamente. Uma consequ\u00eancia interessante disso \u00e9 que a temperatura dos p\u00e9s e das m\u00e3os se estabiliza \u2013 nunca mais membros frios por causa do cigarro!<\/p>\n<ul>\n<li><strong>O risco de infarto diminui quando voc\u00ea deixa de fumar<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em apenas 24 horas. Isso mesmo: em um dia, os acidentes card\u00edacos relacionados ao fumo j\u00e1 ficam mais longe de voc\u00ea.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Cigarros longe, olfato e paladar mais potentes<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Pode perguntar a qualquer ex-fumante, e voc\u00ea ficar\u00e1 sabendo que, sem o cigarro no dia a dia, ele ou ela come\u00e7ou a sentir melhor o gosto dos alimentos e os cheiros em geral. Isso come\u00e7a a ocorrer apenas 48 horas depois de abandonar o fumo, e \u00e9 causado pela recupera\u00e7\u00e3o das termina\u00e7\u00f5es nervosas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A fun\u00e7\u00e3o pulmonar \u00e9 melhor sem cigarros<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Com a melhora da circula\u00e7\u00e3o de que falamos l\u00e1 em cima, os pulm\u00f5es passam a funcionar 30% melhor em um per\u00edodo de duas semanas a tr\u00eas meses. Isso \u00e9 f\u00e1cil de notar no dia a dia, j\u00e1 que o f\u00f4lego melhora e caminhar e subir escadas, por exemplo, fica muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A sa\u00fade bucal melhora muito quando n\u00e3o h\u00e1 tabagismo<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Porta de entrada para todos os males que os cigarros causam no organismo, a boca sente de forma muito intensa os efeitos do tabagismo. A placa bacteriana \u00e9 uma constante, os tecidos bucais e as gengivas vivem irritados, os tecidos das gengivas s\u00e3o prejudicados pela vasodilata\u00e7\u00e3o baixa e h\u00e1 um risco enorme de perda \u00f3ssea, o que pode levar ao amolecimento e at\u00e9 \u00e0 queda dos dentes. Tr\u00eas meses depois de parar de fumar, a pessoa j\u00e1 nota a diminui\u00e7\u00e3o da placa bacteriana e uma melhora na sensibilidade geral da boca. Sem contar que \u00e9 poss\u00edvel fazer um clareamento dental no consult\u00f3rio odontol\u00f3gico para eliminar o amarelado dos dentes e saber que eles permanecer\u00e3o branquinhos e brilhantes.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A \u201ctosse de fumante\u201d some em menos de um ano longe do cigarro<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Aquele pigarro caracter\u00edstico de quem fuma vai gradativamente diminuindo depois que a pessoa abandona os cigarros, e em nove meses tende a desaparecer. Isso porque os c\u00edlios de defesa dos br\u00f4nquios conseguem voltar a funcionar \u2013 os elementos qu\u00edmicos do cigarro os paralisam \u2013 e, assim, aumentar a capacidade de eliminar muco e limpar os pulm\u00f5es.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Os riscos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e de mama caem pela metade<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em dez anos, uma pessoa ex-fumante tem 50% menos risco de ter c\u00e2ncer de pulm\u00e3o ou c\u00e2ncer de mama do que tinha quando fumava.<\/p>\n<p>Tipos de tratamento<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Terapia de reposi\u00e7\u00e3o da nicotina<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A terapia de reposi\u00e7\u00e3o da nicotina (TRN) consiste no tratamento de primeira linha para auxiliar os fumantes a abandonar o v\u00edcio, aliviando a s\u00edndrome de retirada f\u00edsica e psicol\u00f3gica. Esse tratamento pode ser aplicado por qualquer profissional de sa\u00fade em pacientes que fumam mais de dez cigarros por dia, principalmente por ser um tratamento seguro e menos dispendioso (Marques et al., 2001).<\/p>\n<p>A TRN reduz o desconforto da retirada da nicotina, mantendo os n\u00edveis de nicotina relativamente est\u00e1veis no c\u00e9rebro e facilitando a dessensibiliza\u00e7\u00e3o dos receptores nicot\u00ednicos (Jones &amp; Benowitz, 2002). Esse tratamento apresenta quatro formas de apresenta\u00e7\u00e3o do produto com nicotina: a goma de mascar, o sistema transd\u00e9rmico, o spray nasal e o vaporizador oral. No Brasil est\u00e3o dispon\u00edveis apenas a goma de mascar e o adesivo transd\u00e9rmico. Essas prepara\u00e7\u00f5es s\u00e3o contraindicadas para mulheres gr\u00e1vidas, para menores de 18 anos e para portadores de doen\u00e7as cardiovasculares inst\u00e1veis, como infarto do mioc\u00e1rdio recente, angina inst\u00e1vel ou determinadas arritimias (marques et al., 2001). Os principais efeitos colaterias consistem em n\u00e1usea, c\u00f3licas gastrintestinais, tosse, ins\u00f4nia e dores musculares (Jones &amp; Benowitz, 2002).<\/p>\n<p>O sistema de nicotina transd\u00e9rmica apresenta adesivos dispon\u00edveis de 7 mg, 14 mg e 21 mg, trocados a cada 16 ou 24 horas. Essa forma de reposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais indicada, pois apresenta um in\u00edcio de libera\u00e7\u00e3o lenta que se mant\u00eam constante ao longo do dia, reduzindo os efeitos colaterais. O tratamento recomendado consiste de doze semanas, sendo as primeiras quatro semanas com o adesivo de 21 mg, reduzindo gradualmente para os de 14 mg e 7 mg nas semanas restantes (Benowitz, 1996).<\/p>\n<p>A goma de mascar cont\u00e9m 2 mg de nicotina ativa por unidade, sendo a m\u00e9dia de consumo de aproximadamente 10 gomas por dia. Os principais efeitos colaterais s\u00e3o irrita\u00e7\u00f5es na l\u00edngua e na cavidade oral (Marques et al., 2001). O tratamento recomendado \u00e9 de um tablete de goma a cada 1 ou 2 horas por 4 semanas, aumentando-se esse intervalo nas semanas seguintes at\u00e9 a total retirada em 3 meses. A absor\u00e7\u00e3o bucal \u00e9 lenta e ocorre em meio preferencialmente b\u00e1sico, por isso deve se evitar a ingest\u00e3o de bebidas e alimentos \u00e1cidos 15 minutos antes da mastiga\u00e7\u00e3o (Benowitz, 1996).<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o de outras subst\u00e2ncias, como antidepressivos, ou o tratamento com duas formas de apresenta\u00e7\u00f5es diferentes da nicotina, mostrou uma melhor efic\u00e1cia no tratamento da depend\u00eancia para fumantes compulsivos (Jones &amp; Benowitz, 2002). \u2013<\/p>\n<p><strong>O melhor tratamento para o paciente<\/strong><br \/>\nFumantes diferentes fumam por raz\u00f5es diferentes, consomem quantidades diferentes de nicotina, experimentam sintomas de abstin\u00eancia diferentes e s\u00e3o diferentes em outros aspectos como idade, presen\u00e7a de comorbidades cl\u00ednicas ou psiqui\u00e1tricas, educa\u00e7\u00e3o, classe socioecon\u00f4mica etc. N\u00e3o seria de se espantar que necessitassem de tratamentos individualizados. Os m\u00e9dicos devem saber prescrever e monitorar corretamente as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas acima descritas. Depois, alguns questionamentos devem ser feitos antes de escolher um m\u00e9todo:<\/p>\n<ul>\n<li>O que o paciente deseja que lhe seja prescrito?\u00a0\u00c9 fundamental para o sucesso do tratamento que o paciente tenha expectativas adequadas. Antes de tudo, pergunte que m\u00e9todos o fumante tentou antes de lhe procurar e o que funcionou ou n\u00e3o. N\u00e3o repita tratamentos que j\u00e1 fracassaram. Depois, deve-se mostrar para ele todas as op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas dispon\u00edveis, com suas vantagens e desvantagens, e deixar que ele escolha seu tratamento. Isso aumenta o investimento do indiv\u00edduo em seu processo de parada.<\/li>\n<li>O paciente j\u00e1 teve algum efeito colateral s\u00e9rio com algum m\u00e9todo?<\/li>\n<li>Qu\u00e3o eficaz \u00e9 a medica\u00e7\u00e3o sozinha ou em combina\u00e7\u00e3o com outras?<\/li>\n<li>Qu\u00e3o dependente de nicotina \u00e9 o paciente?\u00a0Como j\u00e1 foi dito, pacientes mais dependentes podem precisar de doses maiores de nicotina e, talvez, de tratamentos mais longos. Aqui est\u00e3o as caracter\u00edsticas dos fumantes mais dependentes e de mais dif\u00edcil tratamento:<\/li>\n<li>fumam mais de 20 cigarros\/dia;<\/li>\n<li>fumam logo ap\u00f3s acordar;<\/li>\n<li>queixam-se de sintomas de abstin\u00eancia significativos na \u00faltima tentativa de parar;<\/li>\n<li>tem hist\u00f3ria atual ou pregressa de depress\u00e3o ou esquizofrenia;<\/li>\n<li>tem hist\u00f3ria de alcoolismo ou est\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O fumante deve ser corretamente instru\u00eddo no uso apropriado da op\u00e7\u00e3o escolhida e as doses devem ser ajustadas de acordo com a percep\u00e7\u00e3o do paciente de al\u00edvio dos sintomas da abstin\u00eancia e com o perfil de efeitos colaterais. O conforto do paciente deve orientar tamb\u00e9m a dura\u00e7\u00e3o do uso da medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deve-se solicitar que o paciente retorne duas semanas ap\u00f3s a primeira consulta para reajuste da medica\u00e7\u00e3o. Caso isso n\u00e3o seja poss\u00edvel, solicite que o mesmo lhe telefone.<\/p>\n<p>Caso a abstin\u00eancia n\u00e3o tenha sido atingida ao t\u00e9rmino dessas duas semanas, deve-se investigar a motiva\u00e7\u00e3o do paciente e o regime medicamentoso. Pode-se ter que aumentar a dose da TRN ou adicionar outra TRN. Caso n\u00e3o se tenha atingido a abstin\u00eancia ap\u00f3s quatro semanas, deve-se suspender a medica\u00e7\u00e3o e reavaliar o tratamento. Nesse caso pode-se encaminhar o paciente para uma cl\u00ednica especializada.<\/p>\n<p>Pacientes com hist\u00f3ria atual de depress\u00e3o maior talvez se beneficiem mais da bupropiona, por ser ela mesma um antidepressivo. Tamb\u00e9m pacientes com hist\u00f3ria pregressa de depress\u00e3o maior podem necessitar de tratamentos mais prolongados com os TRN.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS TERAPIAS RECOMENDADAS<\/strong><\/p>\n<p>A bupropiona \u00e9 um antidepressivo muito utilizado no Brasil para o tratamento da depend\u00eancia ao tabagismo, consistindo num tratamento de primeira linha (Marques et al., 2001). O mecanismo de a\u00e7\u00e3o desse f\u00e1rmaco envolve a inibi\u00e7\u00e3o da recapta\u00e7\u00e3o de noradrenalina e dopamina, aumentando a atividade dopamin\u00e9rgica no n\u00facleo accumbens e ,conseq\u00fcentemente, diminuindo a vontade de fumar e os sintomas da s\u00edndrome de abstin\u00eancia (Benowitz, 1996).<\/p>\n<p>A bupropiona \u00e9 indicada para adultos que consomem 15 cigarros ou mais por dia e principalmente para fumantes com depress\u00e3o. A bupropiona \u00e9 administrada a pacientes uma semana antes da cessa\u00e7\u00e3o, sendo a dose inicial de 150 mg por dia at\u00e9 o terceiro dia, passando para 300 mg por 7 a 12 semanas. As principais\u00a0 \u00a0contra-indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o: condi\u00e7\u00f5es que impliquem risco de convuls\u00f5es, traumatismo cranioencef\u00e1lico, retirada recente de \u00e1lcool, transtorno bul\u00edmico ou anorexia nervosa, uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase. Estudos mostram tamb\u00e9m resultados bastante favor\u00e1veis de redu\u00e7\u00e3o dos sintomas de abstin\u00eancia quando se faz o tratamento de bupropiona mais a terapia de reposi\u00e7\u00e3o da nicotina (Marques et al., 2001).<\/p>\n<p>A nortriptilina \u00e9 um antidepressivo bastante utilizado como tratamento de segunda linha, por\u00e9m, a sua efetividade tem sido comparada a bupropiona32, pois tamb\u00e9m inibe a recapta\u00e7\u00e3o de noradrenalina e dopamina na pr\u00e9-sinapse, aumentando sua concentra\u00e7\u00e3o na fenda sin\u00e1ptica. O tratamento deve ser iniciado com um comprimido de 25 mg, e a dose deve ser aumentada em 25 mg a cada 2 dias. Deva-se aguardar 4 semanas at\u00e9 que se atinjam n\u00edveis plasm\u00e1ticos constantes. S\u00f3 ent\u00e3o se deve parar de fumar (Hall et al., 1998). A nortriptilina mostrou-se eficaz atrav\u00e9s de estudos cl\u00ednicos como tratamento alternativo ao tabagismo, apesar dos seguintes efeitos colaterais: boca seca, tremores, vis\u00e3o turva e seda\u00e7\u00e3o; por\u00e9m, tem menos efeitos anticolin\u00e9rgicos se comparada aos outros tric\u00edclicos, al\u00e9m de um menor risco de provocar convuls\u00f5es e ainda possui um custo mais acess\u00edvel que a bupropiona (Da Costa et al., 2002).<\/p>\n<p>A clonidina, um agonista do receptor \u03b12- adren\u00e9rgico pr\u00e9-sin\u00e1ptico, que quando ativado reduz a libera\u00e7\u00e3o de noradrenalina (Rang et al., 2004), atenuando os efeitos da abstin\u00eancia, como ansiedade e irritabilidade. A clonidina tem sido utilizada na dose de 0,1 mg at\u00e9 0,75 mg ao dia (Marques et al., 2001), atualmente, muito pouco utilizada devido aos efeitos colaterias como boca seca, hipotens\u00e3o ortost\u00e1tica e seda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do que a suspens\u00e3o abrupta pode induzir quadros de crises hipertensivas (Jones &amp; Benowitz, 2002). Estudos cl\u00ednicos com a clonidina para o tratamento do tabagismo mostraram redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia ao cigarro em fumantes regulares (Siu &amp; Tyndale, 2007), por\u00e9m, devido aos efeitos adversos, ela s\u00f3 \u00e9 utilizada em indiv\u00edduos que n\u00e3o podem ou n\u00e3o desejam se submeter \u00e0 terapia de reposi\u00e7\u00e3o da nicotina, bupropiona ou nortriptilina (Roddy, 2004).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com esse estudo conclu\u00edmos que o tabagismo n\u00e3o tem nada de ben\u00e9fico. A nicotina \u00e9 uma droga prejudicial \u00e0 sa\u00fade, como as demais drogas de abuso, exerce a\u00e7\u00f5es epec\u00edficas sobre outros sistemas neurotransmissores, que d\u00e3o origem a s\u00edndrome de abstin\u00eancia.<\/p>\n<p>O tabagismo est\u00e1 associado a um aumento no desenvolvimento de uma s\u00e9rie de patologias, como c\u00e2ncer, doen\u00e7as coron\u00e1rias, pulmonares, dentre outras. A nicotina \u00e9 respons\u00e1vel direta ou indiretamente por milh\u00f5es de mortes anualmente no mundo, sendo um problema preocupante visto que \u00e9 uma droga licita comercializada em todo o mundo e com tend\u00eancia ao aumento do mercado de consumo.<\/p>\n<p>Os efeitos devastadores da nicotina no Sistema Nervoso Central e no Sistema Nervoso Perif\u00e9rico s\u00e3o reais e assustadores. Em contra partida a decis\u00e3o de parar de fumar tr\u00e1s benef\u00edcios imediatos para todo o organismo. Entendemos com isso que todo o fumante tem a possibilidade com esfor\u00e7o e for\u00e7a de vontade buscar tratamento e ajuda. Ningu\u00e9m pecisa ficar\u00a0 ref\u00e9m do tabagismo, porque com certeza: Tabagismo \u00e9 um v\u00edcio mortal.<\/p>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>BENOWITZ NL; PORCHET H; SHEINER L; JACOB P. Nicotine absorption and cardiovascular effects with smokeless tobacco use: comparison with cigarettes and nicotine gum. Clin. Pharmacol. Ther. 44(1): 23-8, 1998.<\/li>\n<li>DI CHIARA G- Role of Dopamine in the Behavioural Actions of Nicotine Related to Addiction. Eur. J. Pharmacol. 30: 393(1-3): 295- 314, 2000.<\/li>\n<li>HENNINGFIELD JE; STAPLETON JM; BENOWITZ NL; GRAYSON RF;<\/li>\n<\/ol>\n<p>LONDON ED. Higher levels of nicotine in arterial than in venous blood after cigarette smoking. Drug Alcohol Depend. 33:23-29, 1993.<\/p>\n<ol start=\"15\">\n<li>JONES, RT &amp; BENOWITZ, NL. Therapeutics for nicotine addiction. 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BMJ. 328: 509-511, 2004.<\/p>\n<p>SIU eck &amp; TYNDALE, RF. Non-nicotinc therapies for smoking cessation. Annu. Rev. Pharmacol. Toxicol. 47:564,2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><u>\u00a0<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluna: Cristine Pereira Rebou\u00e7as \u00cdNDICE &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;03 Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.03 &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..04 Os efeitos devastadores da nicotina&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.06 Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..06 Efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Perif\u00e9rico&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;06 O mecanismo de adi\u00e7\u00e3o da nicotina&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..07 Benef\u00edcios da aus\u00eancia de nicotina no corpo&#8230;&#8230;07-09<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":398,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3012","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
