{"id":3122,"date":"2018-11-27T14:22:41","date_gmt":"2018-11-27T17:22:41","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3122"},"modified":"2018-11-27T14:22:41","modified_gmt":"2018-11-27T17:22:41","slug":"a-terapia-cognitivo-comportamental-tcc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/11\/a-terapia-cognitivo-comportamental-tcc\/","title":{"rendered":"A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)"},"content":{"rendered":"<p>Valter Pereira da Costa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rio de janeiro, 2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resumo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) baseia-se na hip\u00f3tese de vulnerabilidade cognitiva como um modelo de transtorno emocional. Seu princ\u00edpio b\u00e1sico, que reflete uma postura construtivista. Determinam nossas respostas emocionais e comportamentais. Nossas cogni\u00e7\u00f5es ou interpreta\u00e7\u00f5es, as quais refletem formas idiossincr\u00e1ticas de processar informa\u00e7\u00e3o e representar o real, constituiriam a base dos transtornos emocionais, os quais seriam definidos, em TCC, mais propriamente como transtornos de processamento de informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fundamentada no princ\u00edpio b\u00e1sico da TCC e, em particular, na hip\u00f3tese de primazia das cogni\u00e7\u00f5es sobre as emo\u00e7\u00f5es e comportamentos, em TCC busca-se a reestrutura\u00e7\u00e3o cognitiva, a partir de uma conceitua\u00e7\u00e3o cognitiva do paciente e de seus problemas. Inicialmente, objetiva devolver ao paciente a flexibilidade cognitiva, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o sobre as suas cogni\u00e7\u00f5es, a fim de promover mudan\u00e7as nas emo\u00e7\u00f5es e comportamentos que as acompanham. Ao longo do processo terap\u00eautico, no entanto, atua diretamente sobre o sistema de esquemas e cren\u00e7as do paciente a fim de promover sua reestrutura\u00e7\u00e3o. Em paralelo \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o cognitiva, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A TCC reflete aspectos interessantes em sua praxis. Baseia-se na no\u00e7\u00e3o de esquemas, constru\u00eddos ao longo do desenvolvimento, cujo conjunto resume as percep\u00e7\u00f5es pelo indiv\u00edduo de regularidades do real com base em suas experi\u00eancias hist\u00f3ricas relevantes. Esquemas s\u00e3o definidos como superestruturas cognitivas que, em uma rela\u00e7\u00e3o circular, organizam nossas experi\u00eancias do real e s\u00e3o atualizados por elas, ao mesmo tempo em que guiam o foco de nossa aten\u00e7\u00e3o. Objetiva n\u00e3o apenas a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas imediatos do paciente, mas, atrav\u00e9s da reestrutura\u00e7\u00e3o cognitiva, busca dot\u00e1-lo de um novo conjunto de t\u00e9cnicas e estrat\u00e9gias cognitivas para, a partir da\u00ed, processar e responder ao real de forma funcional, sendo o funcional definido como formas que concorrem para a realiza\u00e7\u00e3o de suas metas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas que a distinguem de outras formas de psicoterapia s\u00e3o o tempo curto e limitado e a efic\u00e1cia comprovada atrav\u00e9s de estudos emp\u00edricos, em v\u00e1rias \u00e1reas de transtornos emocionais, como depress\u00e3o, transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, fobias, p\u00e2nico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), depend\u00eancia qu\u00edmica, transtornos alimentares, dificuldades interpessoais (terapia de casal e de fam\u00edlia), transtornos psiqui\u00e1tricos, etc., para adultos, crian\u00e7as e adolescentes, nas modalidades individual e em grupo. Sua utiliza\u00e7\u00e3o no tratamento de psicoses apresenta resultados encorajadores. TCC ainda \u00e9 indicada como coadjuvante no tratamento de transtornos org\u00e2nicos, e em interven\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00f5es e esportes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavra Chave: Uma alternativa do TCC para tratamento com pacientes com alguma co-morbidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TCC COMO TRATAR DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA EM TCC<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Ernani Luz j\u00fanior,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>terapia cognitivo-comportamental, da qual Aaron Beck \u00e9 um dos pioneiros com seus trabalhos sobre depress\u00e3o, teve seu uso rapidamente estendido para diversas outras patologias, entre elas a<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>depend\u00eancia qu\u00edmica. Mas foi s\u00f3 a partir de 1993, com a publica\u00e7\u00e3o de <em>Cognitive<\/em> <em>Therapy of Substance Abuse<\/em>, por Beck e colaboradores, que a utiliza\u00e7\u00e3o da terapia cognitiva das depend\u00eancias qu\u00edmicas se expandiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com dependentes qu\u00edmicos, a TCC vem sendo aplicada como psicoterapia individual, psicoterapia de grupo, terapia familiar e, tamb\u00e9m, por ambientes cognitivamente orientados (unidades hospitalares, escolas terap\u00eauticas, hospitais-dia, comunidades terap\u00eauticas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sendo uma forma de tratamento complementar, pode e vem sendo utilizada em associa\u00e7\u00e3o com outros m\u00e9todos terap\u00eauticos, tais como: a terapia dos doze passos, os grupos de auto-ajuda, as terapias psicodin\u00e2micas o tratlamento farmacol\u00f3gico das depend\u00eancias qu\u00edmicas e o tratamento das co-morbidades psiqui\u00e1tricas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O MODELO COGNITIVO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O modelo cognitivo do uso de subst\u00e2ncias em 1993, Beck apresenta seu modelo cognitivo do uso de subst\u00e2ncias, tamb\u00e9m denominado Modelo Cognitivo de Reca\u00edda (Figura 17.1)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 \u2013 Situa\u00e7\u00e3o \u2013 ou situa\u00e7\u00f5es \u2013 atuam como est\u00edmulos de alto risco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Est\u00edmulos (internos ou externos) ativam cren\u00e7as centrais sobre o indiv\u00edduo, o mundo e o futuro e as cren\u00e7as sobre o uso de drogas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><em>As cr<\/em>en\u00e7as ativadas, geralmente n\u00e3o-conscientes, levam ao surgimento de pensamentos autom\u00e1ticos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Os pensamentos autom\u00e1ticos desencadeiam o surgimento de sinais e sintomas fisiol\u00f3gicos interpretados ou reconhecidos como fissura <em>(craving).<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><em>Surg<\/em>em cren\u00e7as permissivas, facilitadoras.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Regido pelo <em>craving<\/em> e autorizado pelas cren\u00e7as facilitadoras, o indiv\u00edduo planeja e providencia o acesso \u00e0 droga e inicia seu uso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>O uso da subst\u00e2ncia desencadeia uma situa\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria: desejo de continuar o uso por um lado, e sentimentos de culpa e fracasso, por outro (classicamente denominado efeito de viola\u00e7\u00e3o da abstin\u00eancia \u2013 EVA).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>O desconforto psicol\u00f3gico ativa mais cren\u00e7as disfuncionais e o uso da droga tem continuidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um modelo etiol\u00f3gico, pois <em>n\u00e3o explica a o<\/em>rigem e o desenvolvimento das depend\u00eancias qu\u00edmicas, mas permite compreender o que contribui para a manuten\u00e7\u00e3o do uso de subst\u00e2ncias psicoativas e para a tend\u00eancia a reca\u00eddas, assim como identificar e definir as \u00e1reas \u00e0s quais dirigir as interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A FORMULA\u00c7\u00c3O COGNITIVA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o efetivo tratamento de um caso, <em>\u00e9<\/em> necess\u00e1ria uma formula\u00e7\u00e3o cognitiva abrangente, isto \u00e9, a coleta, integra\u00e7\u00e3o e s\u00edntese de dados sobre o paciente, que permita fazer hip\u00f3teses sobre a etiologia de suas cren\u00e7as disfuncionais e de seus principais sintomas, bem como planejar o tratamento dessas cren\u00e7as disfuncionais e sintomas do paciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dados coletados incluem: identidade, informa\u00e7\u00f5es relevantes de sua hist\u00f3ria pessoal, o problema atual, sua lista de problemas, seu diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico (utilizando C1D-10 ou DSM-IV), seu desenvolvimento e o \u201cperfil cognitivo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No in\u00edcio do atendimento \u00e9 feita uma formula\u00e7\u00e3o cognitiva inicial, que permite as primeiras interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas, mas essa formula\u00e7\u00e3o vai sendo corrigida e completada at\u00e9 o final do tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Judith Beck lista as sete quest\u00f5es que essa formula\u00e7\u00e3o deve procurar responder:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o diagn\u00f3stico do paciente?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o seus problemas atuais, como esses problemas se desenvolveram e como s\u00e3o mantidos? Que pensamentos e cren\u00e7as disfuncionais est\u00e3o associados aos problemas? Quais rea\u00e7\u00f5es (emocionais, fisiol\u00f3gicas e comportamentais) est\u00e3o associadas ao seu pensamento? Que aprendizagens e experi\u00eancias antigas (e talvez predisposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas) contribuem hoje para seus problemas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o suas cren\u00e7as subjacentes (incluindo atitudes, expectativas e regras) e pensamentos? Como ele enfrentou suas cren\u00e7as disfuncionais?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que mecanismos cognitivos, afetivos e comportamentais, positivos e negativos, ele desenvolveu para enfrentar suas cren\u00e7as disfuncionais?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como ele via (e v\u00ea) a si mesmo, os outros, seu mundo pessoal, seu futuro? Que estressores contribu\u00edram para seus problemas psicol\u00f3gicos ou interferiram em sua habilidade para resolver esses problemas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AS INTERVEN\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em grupo ou isoladamente, a reca\u00edda ser\u00e1 sempre um processo solit\u00e1rio de repetidas tomadas de decis\u00e3o. O que a TCC procura \u00e9, modificando as situa\u00e7\u00f5es e a interpreta\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo de situa\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos, ou atenuando suas cren\u00e7as disfuncionais mais importantes sobre o uso de drogas, treinar o paciente a desafiar seus pensamentos autom\u00e1ticos, a elaborar pensamentos e cren\u00e7as alternativas no manejo de suas fissuras e no desafio das cren\u00e7as permissivas a que mais frequentemente costuma recorrer, para habilit\u00e1-lo a desenvolver um estilo de vida<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>sem drogas e a tomar, repetidamente, decis\u00f5es que modifiquem o funcionamento do processo adictivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma forma did\u00e1tica de apresentarmos a TCC do dependente qu\u00edmico \u00e9, considerando as sete fases do modelo cognitivo, examinar as interven\u00e7\u00f5es voltadas para cada uma delas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 1 \u2013 Os est\u00edmulos de alto risco<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00edmulos externos e internos podem ativar cren\u00e7as disfuncionais sobre o uso de drogas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pessoas, lugares e objetos relacionados com o uso da droga funcionam como est\u00edmulos externos. Por exemplo: ex-companheiros de uso, fornecedores, locais onde usava, objetos que utilizava para se drogar, objetos semelhantes \u00e0 droga (p\u00f3s, l\u00edquidos, cigarros), comerciais de r\u00e1dio e TV, m\u00fasicas que descrevem ou exaltam o uso de drogas, filmes que mostram rituais de drogas, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como est\u00edmulos internos podem funcionar: as lembran\u00e7as e os estados psicol\u00f3gicos de desconforto (depress\u00e3o, ansiedade, irritac\u00e3o, frustra\u00e7\u00e3o) ou de bem-estar (euforia, experi\u00eancias sexuais, experi\u00eancias m\u00edsticas) que tenham sido alterados ou produzidos pelo uso de drogas e que estimulem cren\u00e7as antecipat\u00f3rias ou cren\u00e7as de al\u00edvio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esses est\u00edmulos internos e externos que podem ativar o processo de reca\u00edda s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de situa\u00e7\u00f5es de alto risco. A identifica\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es de risco que sejam relevantes para determinado paciente, \u00e9 sem d\u00favida, indispens\u00e1vel no processo de sua TCC. Tal identifica\u00e7\u00e3o pode ser feita pelo trabalho cl\u00ednico: estudo detalhado de reca\u00eddas anteriors, dos momentos em que apresentou fissura nas fases de abstin\u00eancia, estudo de seu dia-a-dia. Outro recurso para essa identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso de invent\u00e1rios e question\u00e1rios. T\u00e9cnicas de dramatiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o utilizadas nesta fase.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 2 \u2013 As cren\u00e7as ativadas sobre o uso de drogas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cren\u00e7as que facilitam o uso de drogas s\u00e3o as chamadas cren\u00e7as adictivas e s\u00e3o descritas em tr\u00eas categorias:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cren\u00e7as antecipat\u00f3rias: <\/em>expectativa de que o uso da droga produzir\u00e1 recompensa, gratifica\u00e7\u00e3o ou prazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cren\u00e7as de al\u00edvio: <\/em>expectativa de que o uso da droga aliviar\u00e1 ou afastar\u00e1 algum desconforto ou sofrimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cren\u00e7as permissivas ou facilitadoras<\/em>: consideram<em> o <\/em>uso da droga aceit\u00e1vel, apesar das consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Beck preconiza que as cren\u00e7as adictivas giram em torno da busca de prazer, da solu\u00e7\u00e3o de problemas e do al\u00edvio do desconforto e variam de pessoa para pessoa e com o tipo de droga preferida. Entre as cren\u00e7as adictivas, cita:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga \u00e9 necess\u00e1ria para manter o equil\u00edbrio psicol\u00f3gico ou emocional;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga melhorar\u00e1 o funcionamento social e intelectual;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga trar\u00e1 prazer e excita\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga fornecer\u00e1 for\u00e7a e poder;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga ter\u00e1 efeito calmante;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a droga trar\u00e1 al\u00edvio para a monotonia, ansiedade, tens\u00e3o e depress\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>sem o uso da droga, o <em>craving<\/em> <em>\u2013<\/em> fissura \u2013 continuar\u00e1, indefinidamente e cada vez mais forte.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s cren\u00e7as adictivas, os pacientes apresentam <em>cren\u00e7as de<\/em> <em>controle, <\/em>aquelas que diminuem a possibilidade do uso e abuso de subst\u00e2ncias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dependentes lidam com situa\u00e7\u00f5es mistas, ou seja, convivem com a coexist\u00eancia de cren\u00e7as adictivas e cren\u00e7as de controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Identificadas as cren\u00e7as adictivas mais relevantes no comportamento do paciente, o campo dos esfor\u00e7os terap\u00eauticos est\u00e1 balizado. No entanto as cren\u00e7as adictivas \u2013 desenvolvidas e superapreendidas ao longo do tempo \u2013 foram refor\u00e7adas por in\u00fameras experi\u00eancias de uso da droga. Al\u00e9m disso, todos os frustrados esfor\u00e7o si anteriores de abandonar o uso da droga refor\u00e7aram as cren\u00e7as adictivas e desenvolvera a cren\u00e7a de que \u00e9 in\u00fatil tentar contolar a adic\u00e7\u00e3o. Modificar cren\u00e7as adictivas, portanto, \u00e9 tarefa bastante dif\u00edcil, porque elas s\u00e3o profundas e extremamente resistentes \u00e0 mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 3 \u2013 Os pensamentos autom\u00e1ticos (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o (mais que a situa\u00e7\u00e3o em si) influencia a resposta do indiv\u00edduo. Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 muitas vezes expressa por um pensamento autom\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pensamentos autom\u00e1ticos s\u00e3o pensamentos, id\u00e9ias ou imagens que coexistem com o fluxo mais manifesto do pensamento; s\u00e3o pouco conscientes, n\u00e3o s\u00e3o questionados, parecem surgir automaticamente e geralmente s\u00e3o tomados como verdadeiros. Costumam preceder e determinar altera\u00e7\u00f5es importantes no humor, no comportamento e no estado psi-cofisiol\u00f3gico do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O treinamento do paciente em identificar seus pensamentos autom\u00e1ticos \u2013 testando sua realidade e utilidade \u2013 \u00e9 uma das ferramentas mais utilizadas na TCC. A investiga\u00e7\u00e3o dos pensamentos autom\u00e1ticos pela t\u00e9cnica da seta descendente \u00e9 o caminho mais usado para a identifica\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as centrais. Evidentemente, no tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica, o foco s\u00e3o os pensamentos autom\u00e1ticos (id\u00e9ias, pensamentos, imagens) que precedem o surgimento da vontade de usar drogas e da fissura. Freq\u00fcentemente esses pensamentos s\u00e3o muito simples e repetitivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na TCC dos dependentes qu\u00edmicos, os pacientes necessitam se tornar <em>experts<\/em> em monitorar esses pensamentos. Devem, imediatamente ap\u00f3s o surgimento da fissura, iniciar a investiga\u00e7\u00e3o, procurando identificar o(s) pensamento(s) autom\u00e1tico(s), desafi\u00e1-lo(s), examinar sua validade e utilidade e trabalhar em<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>sua modifica\u00e7\u00e3o, reconhecendo <em>os<\/em> efeitos desses PA em suas sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e na vontade de usar a droga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para facilitar essa tarefa, o paciente em tratamento, seja em consult\u00f3rio ou em regime de interna\u00e7\u00e3o, deve ser treinado a fazer um registro do pensamento disfuncional \u2013 RPD -e de suas fissuras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta fase, as t\u00e9cnicas mais utilizadas s\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e questionamento de PA;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>RPD;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3) seta descendente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 4 \u2013 A fissura <em>(craving)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O desejo muito intenso de utilizar a droga e as sensa\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas concomitantes constituem o conjunto que os pacientes costumam identificar como \u201cfissura\u201d, e que torna t\u00e3o dif\u00edcil evitar o uso da droga. \u00c9 importante que o paciente aprenda como lidar com suas fissuras, sendo essa uma das metas mais importantes no tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica. Geralmente o paciente ignora fatos e mant\u00e9m uma s\u00e9rie de cren\u00e7as disfuncionais a respeito da fissura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A TCC no manejo da fissura volta-se para:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>aumentar o conhecimento do paciente sobre fissuras; identificar e corrigir cren\u00e7as disfuncionais sobre fissuras; identificar e refor\u00e7ar as t\u00e9cnicas que o paciente utiliza espontaneamente e com \u00eaxito para o manejo das fissuras; treinar o paciente em t\u00e9cnicas cognitivas e comportamentais para o enfrentamento das fissuras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fissura pode ser provocada, inadvertidamente, mesmo por atividade que tenha objetivo terap\u00eautico. O simples relato de fatos relacionados com o uso da subst\u00e2ncia pode \u201cfissurar\u201d o paciente ou outro componente de um grupo, por exemplo. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel provocar a fissura intencionalmente, para treinar atividades de tratamento. Assim, \u00e9 importante que no programa de tratamento as \u00faltimas atividades do dia ou da sess\u00e3o n\u00e3o sejam potencialmente acionadoras de fissura, mas sim atividades de relaxamento ou t\u00e9cnicas de distra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>fundamental que o paciente seja esclarecido sobre a fissura: quando e por que ocorre, quanto tempo dura, quais s\u00e3o seus sintomas, seus desencadeantes, os tipos, etc. A identifica\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as disfuncionais sobre fissura, relevantes para o paciente, pode ser feita no trabalho cl\u00ednico e tamb\u00e9m por meio de invent\u00e1rios. Fred Wright, j\u00e1 citado anteriormente, elaborou um invent\u00e1rio para esse objetivo (em anexo).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho com as cren\u00e7as identificadas requer os mesmos passos citados na<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fase 2:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>identificar as cren\u00e7as disfuncionais sobre fissura e avaliar sua import\u00e2ncia para o paciente; familiarizar o paciente com o modelo cognitivo; examinar e testar a cren\u00e7a disfuncional, sua veracidade, sua utilidade, as evid\u00eancias pr\u00f3 e contra; desenvolver cren\u00e7as alternativas \u2013 de controle; testar e praticar as cren\u00e7as de controle desenvolvidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o enfrentamento das fissuras concomitante ao trabalho voltado para as cren\u00e7as disfuncionais, o paciente tem que ser treinado em diversas t\u00e9cnicas cognitivas e comportamentais. Partindo de manejos que o dependente j\u00e1 utilizava \u2013 com algum \u00eaxito -, as diversas t\u00e9cnicas podem ser apreendidas (por meio de dramatiza\u00e7\u00f5es), cabendo ao paciente eleger duas ou tr\u00eas que pare\u00e7am mais \u00fateis para s\u00ed, treinando-as e refor\u00e7ando-as. As t\u00e9cnicas mais utilizadas s\u00e3o: distra\u00e7\u00e3o, cart\u00f5es de enfrentamento, assertividade, t\u00e9cnicas de visualiza\u00e7\u00e3o, refocaliza\u00e7\u00e3o, relaxamento e dramatiza\u00e7\u00e3o (descritas mais adiante).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 5 \u2013 As cren\u00e7as permissivas ativadas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pacientes, quando n\u00e3o est\u00e3o experimentando a fissura, geralmente s\u00e3o capazes de reconhecer as consequ\u00eancias prejudiciais do uso da droga e a necessidade de evit\u00e1-la. Com a intensifica\u00e7\u00e3o do <em>craving,<\/em> s\u00e3o ativadas cren\u00e7as de que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es fortes o suficiente para n\u00e3o usar ou de que h\u00e1 raz\u00f5es que justificam o uso, apesar das consequ\u00eancias: s\u00e3o as cren\u00e7as permissivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelo estudo das fissuras e das reca\u00eddas vivenciadas pelo paciente e por meio de dramatiza\u00e7\u00f5es, pode-se auxili\u00e1-lo a identificar os pensamentos autom\u00e1ticos e as cren\u00e7as permissivas a que mais freq\u00fcentemente recorre. Ele necessita ser treinado a monitorar o surgimento de suas cren\u00e7as permissivas, questionando-as, testando-as e modificando-as. As dramatiza\u00e7\u00f5es em ambiente protegido, sem acesso a drogas s\u00e3o indicadas para esse trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho cognitivo a ser feito com as cren\u00e7as permissivas segue os mesmos passos citados nas cren\u00e7as adictivas e nas cren\u00e7as sobre fissura. Al\u00e9m disso, conv\u00e9m lembrar que as cren\u00e7as de controle desenvolvidas podem utilizadas como conte\u00fado de cart\u00f5es de enfrentamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 6 \u2013 O plano de a\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta fase inclui o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de passos e provid\u00eancias necess\u00e1rios para o uso da subst\u00e2ncia: como conseguir dinheiro, como adquirir a droga, como ultrapassar os obst\u00e1culos, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo de fissuras e de reca\u00eddas pr\u00e9vias e a utiliza\u00e7\u00e3o de dramatiza\u00e7\u00f5es permitem identificar \u2013 com o paciente \u2013 quais os caminhos, quais as caracter\u00edsticas, quais os passos que costuma percorrer nesta fase. Isso pode facilitar o reagendamento das atividades do paciente e a reorganiza\u00e7\u00e3o de seu estilo de vida, afastando elementos e tornando menos prov\u00e1vel a reca\u00edda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Planos de a\u00e7\u00e3o alternativos podem e devem ser elaborados e testados. Assim, para preparar o paciente para enfrentar esta fase, ele deve ser treinado em:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 identificar os planos de a\u00e7\u00e3o e os m\u00e9todos padronizados que utiliza em suas reca\u00eddas;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 elaborar planos de a\u00e7\u00e3o e comportamentos alternativos;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 afastar fatores que facilitem a reca\u00edda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fase 7 \u2013 O uso continuado<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O reinicio do uso da subst\u00e2ncia, al\u00e9m de reativar os mecanismos bioqu\u00edmicos da depend\u00eancia (mais ou menos intensos de acordo com a droga envolvida, as<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>caracter\u00edsticas do paciente e a severidade e fase de sua adic\u00e7\u00e3o), costuma desencadear sentimentos importantes de culpa, fracasso, auto-recrimina\u00e7\u00e3o. Nesta fase, reativam-se in\u00fameras cren\u00e7as adictivas (Fase 2) que levam ao surgimento de pensamentos autom\u00e1ticos (Fase 3) e \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o do processo de adic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na continua\u00e7\u00e3o do uso, menor vai ficando a possibilidade de o paciente deter o processo, mais fortalecidas v\u00e3o se tornando as cren\u00e7as adictivas e mais d\u00e9beis as cren\u00e7as de controle. Muitas vezes o tratamento do dependente qu\u00edmico tem in\u00edcio nesta fase. Al\u00e9m disso, a reca\u00edda \u00e9 intercorr\u00eancia frequente no curso do tratamento. Portanto, \u00e9 \u00fatil \u2013 e fundamental \u2013 n\u00e3o encarar o uso da subst\u00e2ncia como um fen\u00f4meno sem meios-termos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta fase \u00e9 importante avaliar a motiva\u00e7\u00e3o do paciente. Para isso, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, existem question\u00e1rios espec\u00edficos. Um dos mais utilizados \u00e9 o URICA <em>(University of Rhode Island Change Assesment),<\/em> que avalia a motiva\u00e7\u00e3o do paciente, classificando-o de acordo com os \u201cest\u00e1gios de motiva\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a\u201d estabelecidos por Prochaska e Di Clemente. Essa classifica\u00e7\u00e3o localiza o paciente como predominantemente em <em>pr\u00e9-contempla\u00e7\u00e3o<\/em> (nem pensa em interromper o uso, fazer qualquer mudan\u00e7a), em <em>contempla\u00e7\u00e3o<\/em> (est\u00e1 ambivalente, pensa em modificar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"215\">seu\u00a0 h\u00e1bito\u00a0 mas\u00a0 tamb\u00e9m\u00a0 em<\/td>\n<td colspan=\"5\" width=\"257\">conserv\u00e1-lo),\u00a0 em <em>determina\u00e7\u00e3o<\/em> (est\u00e1<\/td>\n<td width=\"59\">decidido<\/td>\n<td width=\"17\">a<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"192\">modificar\u00a0\u00a0 seus\u00a0\u00a0 h\u00e1bitos),<\/td>\n<td colspan=\"4\" width=\"169\">em <em>prepara\u00e7\u00e3o<\/em> (elabora<\/td>\n<td width=\"75\">estrat\u00e9gias<\/td>\n<td width=\"36\">de<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"76\">mudan\u00e7a),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"192\">em <em>a\u00e7\u00e3o<\/em> (est\u00e1\u00a0 engajado\u00a0 em<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"55\">a\u00e7\u00f5es<\/td>\n<td width=\"73\">espec\u00edficas<\/td>\n<td width=\"41\">para<\/td>\n<td width=\"75\">chegar\u00a0 a<\/td>\n<td width=\"36\">uma<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"76\">mudan\u00e7a),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"215\">em <em>manuten\u00e7\u00e3o<\/em> (est\u00e1\u00a0\u00a0 engajado<\/td>\n<td width=\"32\">em<\/td>\n<td width=\"73\">manter<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"116\">a\u00a0\u00a0 modifica\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"95\">conseguida)<\/td>\n<td width=\"17\">ou<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"6\" width=\"436\">em <em>reca\u00edda<\/em> (retorno ao uso dependente da droga) (Figura 17.2).<\/td>\n<td width=\"36\"><\/td>\n<td width=\"59\"><\/td>\n<td width=\"17\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"192\"><\/td>\n<td width=\"23\"><\/td>\n<td width=\"32\"><\/td>\n<td width=\"73\"><\/td>\n<td width=\"41\"><\/td>\n<td width=\"75\"><\/td>\n<td width=\"36\"><\/td>\n<td width=\"59\"><\/td>\n<td width=\"17\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Visando a preparar o paciente para enfrentar esta fase, pode-se utilizar dramatiza\u00e7\u00f5es (de lapsos, reca\u00eddas, situa\u00e7\u00f5es passadas) com os pacientes que estejam em abstin\u00eancia. Com os que est\u00e3o em fase de uso continuado da droga, para refor\u00e7ar sua motiva\u00e7\u00e3o, utiliza-se a an\u00e1lise de vantagens e desvantagens (do uso e da abstin\u00eancia) e o exame da congru\u00eancia ante os objetivos a longo prazo e o uso da droga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Objetivos<\/strong>:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>identificar cren\u00e7as adictivas e avaliar sua real import\u00e2ncia na vida do paciente; familiarizar o paciente com o modelo cognitivo de reca\u00edda; examinar e testar as cren\u00e7as adictivas; desenvolver cren\u00e7as de controle; testar e praticar cren\u00e7as de controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AS T\u00c9CNICAS UTILIZADAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas mais usadas na TCC do dependente qu\u00edmico, embora sejam de uso comum nas terapias cognitivas em geral, ser\u00e3o sucintamente descritas a seguir:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o de pensamentos autom\u00e1ticos (PA) Avalia\u00e7\u00e3o e questionamento de PA Registro di\u00e1rio de pensamentos autom\u00e1ticos disfuncionais (RPD) Identifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as Avalia\u00e7\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as Seta descendente Solu\u00e7\u00e3o de problemas Exame das vantagens e desvantagens Distra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agendamento e monitoriza\u00e7\u00e3o Exposi\u00e7\u00e3o gradual e dificuldade crescente Experimentos comportamentais Cart\u00f5es de enfrentamento Relaxamento Exerc\u00edcio f\u00edsico Dramatiza\u00e7\u00e3o Treinamento de assertividade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o de pensamentos autom\u00e1ticos (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s uma importante modifica\u00e7\u00e3o de humor ou o surgimento de forte vontade de usar a droga, o terapeuta, ou o pr\u00f3prio paciente, deve investigar: o que voc\u00ea estava pensando naquele momento, naquela situa\u00e7\u00e3o? Que pensamento voc\u00ea acha que lhe passou pela cabe\u00e7a?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outras perguntas podem auxiliar a i certifica\u00e7\u00e3o do pensamento autom\u00e1tico:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que voc\u00ea acha que estava pensando naquela situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que pensamento lhe passou pela cabe\u00e7a?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poderia estar pensando\u2026\u2026.. ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ou\u2026\u2026\u2026\u2026 ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que essa situa\u00e7\u00e3o significou para voc\u00ea?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que voc\u00ea pensou\u2026\u2026\u2026\u2026 ? (O terapeuta prop\u00f5e um pensamento neutro ou<\/p>\n<p>oposto ao esperado.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o e questionamento de PA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de um ou mais pensamentos autom\u00e1ticos, o terapeuta vai auxiliar o paciente a avaliar sua veracidade, utilidade e consequ\u00eancias. Usa, para isso, o m\u00e9todo do questionamento socr\u00e1tico, guiando o paciente para chegar \u00e0s suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es, mas tamb\u00e9m treinando-o para realizar esse exerc\u00edcio sozinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O paciente deve avaliar, de O a 10, o quanto acredita em seu pensamento \u2013 e depois question\u00e1-lo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As perguntas b\u00e1sicas do questionamento socr\u00e1tico s\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quais as evid\u00eancias reais <em>a favor<\/em> deste pensamento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quais as evid\u00eancias reais <em>contra<\/em> este pensamento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poderia haver outra explica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra hip\u00f3tese?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o PA for verdadeiro, o que de pior poderia acontecer? Voc\u00ea conseguiria superar isto? O que de melhor poderia acontecer?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual o resultado mais prov\u00e1vel?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que voc\u00ea deveria fazer a esse respeito?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual a consequ\u00eancia de voc\u00ea acreditar neste pensamento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que poderia fazer para modificar este pensamento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que voc\u00ea diria para um amigo ou parente que estivesse nessa situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>\u00f3bvio que nem sempre todas as perguntas ser\u00e3o formuladas e, muitas vezes, ter\u00e3o que ser adaptadas. Ap\u00f3s o questionamento e ser reavaliado o quanto o paciente ainda acredita no PA.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Registro Di\u00e1rio de Pensamentos Disfuncionais (RPD)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Treinar o paciente e solicitar que ele registre seus pensamentos disfuncionais, no final do dia, de prefer\u00eancia, ainda na vig\u00eancia do desconforto psicol\u00f3gico, \u00e9 t\u00e9cnica muito utilizada na TCC. No tratamento dos dependentes qu\u00edmicos, o mesmo \u00e9 feito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fissuras. Os usu\u00e1rios tendem a seguir usando drogas em fun\u00e7\u00e3o de seus pensamentos autom\u00e1ticos e cren\u00e7as disfuncionais e das emo\u00e7\u00f5es negativas resultantes. O preenchimento do RPD ainda durante a fissura ocupa um tempo no qual pode ocorrer a diminui\u00e7\u00e3o da mesma. Al\u00e9m disso, o exame da adequa\u00e7\u00e3o e da veracidade dos PA pode levar \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da intensidade da fissura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O preenchimento do RPD como tarefa de casa, no intervalo das sess\u00f5es, oportuniza ao paciente seguir identificando, avaliando e questionando seus pensamentos autom\u00e1ticos. E permite ao terapeuta ter uma ideia do que realmente ocorre com seu paciente entre as sess\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cren\u00e7as sobre drogas, sobre fissuras e as cren\u00e7as intermedi\u00e1rias e centrais do paciente podem ser identificadas pelo uso das mesmas t\u00e9cnicas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>observando quando um pensamento autom\u00e1tico expressa uma cren\u00e7a; usando a t\u00e9cnica da seta descendente a partir de um PA; examinando diversos PA e encontrando uma tem\u00e1tica comum; pin\u00e7ando uma suposi\u00e7\u00e3o do paciente e explorando-a; aplicando invent\u00e1rios de cren\u00e7as sobre uso de drogas e sobre fissuras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o e a modifica\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as \u00e9 uma atividade central na terapia cognitiva em geral. Na TCC dos dependentes qu\u00edmicos, isso se repete.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cren\u00e7as centrais e cren\u00e7as intermedi\u00e1rias identificadas, muitas vezes relacionadas com a co-morbidade apresentada pelo paciente (frequentemente transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e da personalidade), precisam ser modificadas, para que seja obtida melhora mais duradoura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cren\u00e7as adictivas identificadas, sejam antecipat\u00f3rias, de al\u00edvio ou permissivas, devem ser modificadas, e cren\u00e7as de controle devem ser refor\u00e7adas, elaboradas e testadas. Para isso, podem ser usados:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>o questionamento socr\u00e1tico (t\u00e9cnica 2); o exame das vantagens e desvantagens de acreditar na cren\u00e7a (t\u00e9cnica 8); o experimento comportamental (t\u00e9cnica 12); a dramatiza\u00e7\u00e3o (t\u00e9cnica 16).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Seta descendente<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>uma t\u00e9cnica usada, com frequ\u00eancia, para atingirmos uma cren\u00e7a a partir da identifica\u00e7\u00e3o de um PA. Parte-se do PA questionando: se isto \u00e9 verdadeiro, significa o qu\u00ea? E se isto \u00e9 verdadeiro, significa o qu\u00ea? de maneira repetitiva, at\u00e9 que muitas vezes chega-se a uma cren\u00e7a central. Exemplo:<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pensamento autom\u00e1tico: \u201cN\u00e3o d\u00e1 para ir a uma festa e n\u00e3o beber\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se isto \u00e9 verdade, significa o qu\u00ea?: \u201cQue eu n\u00e3o consigo me divertir se n\u00e3o beber\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E n\u00e3o se divertir na festa, significa o qu\u00ea?: \u201cN\u00e3o vou poder falar com ningu\u00e9m, dan\u00e7ar\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E se for assim, significa o qu\u00ea?: \u201cQue eu sou uma porcaria, n\u00e3o sou de nada\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ser uma porcaria, n\u00e3o ser de nada, significa o qu\u00ea?: \u201cQue eu sou um incapaz, um fracasso\u201d \u2013 a cren\u00e7a central subjacente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de problemas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>t\u00e9cnica b\u00e1sica na TCC e pode ser treinada e utilizada desde o in\u00edcio da terapia. Ela visa a auxiliar o paciente a:<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>identificar e delimitar o problema; pensar nas diversas solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis (tempestade de id\u00e9ias); examinar os pr\u00f3s e os contras para cada solu\u00e7\u00e3o pensada; escolher a melhor solu\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel; coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica; avaliar a efetividade e a adequa\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o escolhida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exame das vantagens e desvantagens<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>uma t\u00e9cnica utilizada para auxiliar os pacientes na tomada de decis\u00f5es. O paciente \u00e9 estimulado a escrever as vantagens e desvantagens de determinada decis\u00e3o ou comportamento e examin\u00e1-las e, ent\u00e3o, tomar sua decis\u00e3o. Pode ser utilizada, tamb\u00e9m, na an\u00e1lise sobre a conveni\u00eancia de manter determinada cren\u00e7a ou de aceitar uma cren\u00e7a nova.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na TCC das depend\u00eancias qu\u00edmicas, ela pode ser usada para examinar as vantagens e desvantagens do uso da droga e da abstin\u00eancia na motiva\u00e7\u00e3o do paciente, no trabalho de modifica\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as adictivas e na elabora\u00e7\u00e3o de novas cren\u00e7as de controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os usu\u00e1rios de drogas, tipicamente, mant\u00eam cren\u00e7as que minimizam as desvantagens do uso e maximizam suas vantagens. Os pacientes s\u00e3o orientados a preencher uma matriz, com quatro \u00e1reas, nas quais listar\u00e3o as vantagens de usar, as desvantagens do uso, as vantagens e as desvantagens da abstin\u00eancia (em anexo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma t\u00e9cnica importante no manejo da ansiedade e da fissura. Nestas condi\u00e7\u00f5es, ansiosa e fissurada, a pessoa tende a concentrar sua aten\u00e7\u00e3o nas v\u00e1rias sensa\u00e7\u00f5es corporais e nos pensamentos autom\u00e1ticos concomitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u201cdistra\u00e7\u00e3o\u201d consiste no esfor\u00e7o para mudar o foco da aten\u00e7\u00e3o do mundo interno para o ambiente externo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como exemplos de distra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>retirar-se do ambiente, se nele est\u00e1 presente o desencadeante da ansiedade e da fissura; descrever detalhes do meio ambiente (carros, cores, contagens de objetos); envolver-se em di\u00e1logo sobre outro tema com pessoa dispon\u00edvel (amigo, familiar, consultor, terapeuta); envolver-se em atividade pr\u00e1tica, como tarefa dom\u00e9stica, arruma\u00e7\u00e3o de arquivo, organiza\u00e7\u00e3o de livros, banho; lembrar e executar poema, ora\u00e7\u00e3o ou m\u00fasica de seu agrado, silenciosamente ou em bom som; envolver-se em<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>atividade l\u00fadica e que requeira aten\u00e7\u00e3o: jogos de carta, videogames, palavras cruzadas, quebra-cabe\u00e7as, jogos de computador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Agendamento e monitoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>um m\u00e9todo simples e direto. O paciente, concordando em utiliz\u00e1-lo, recebe uma grade com os sete dias da semana, divididos em intervalos de meia ou uma hora, para registrar \u2013 monitorar \u2013 as atividades realizadas, o grau de satisfa\u00e7\u00e3o e de compet\u00eancia percebidos em cada atividade e o estado de humor. Esta t\u00e9cnica visa a:<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>tornar claro o dia-a-dia do paciente, suas atividades reais durante a semana e como elas relacionam com suas fissuras e com seu uso de drogas; Programar atividades futuras \u2013 agendamento partindo do registro das atividades semanais (monitora\u00e7\u00e3o) e planejando atividades que o afastem do uso de drogas; Acompanhar o cumprimento das atividades agendadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a interrup\u00e7\u00e3o do uso de drogas, pode-se sobrar muito tempo livre na vida do paciente, e \u00e9 poss\u00edvel que sua rede social esteja composta exclusivamente por usu\u00e1rios. Esta monitora\u00e7\u00e3o servir\u00e1 como uma linha basal, inicial, para introduzir ou resgatar atividades prazerosas ou gratificantes, assim como planejar, progressivamente, atividades relacionadas com drogas, o que levar\u00e1 o paciente, a m\u00e9dio prazo, a criar uma nova rede social e a organizar um novo estilo de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este \u00e9 um m\u00e9todo simples, mas pode ser de dif\u00edcil implementa\u00e7\u00e3o, pois exige uma s\u00e9rie de habilidades que o paciente talvez nunca tenha desenvolvido. \u00c9previs\u00edvel o surgimento de resist\u00eancias, sabotagens, evita\u00e7\u00e3o passiva, al\u00e9m de sentimentos de desesperan\u00e7a, baixa auto-estima, frustra\u00e7\u00e3o. Cada obst\u00e1culo, e os PA com ele relacionados, devem ser abordados \u00e0 medida que novos passos forem programados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A busca da vida em abstin\u00eancia obriga o paciente a algumas tarefas sentidas como muito grandes, muito dif\u00edceis e, por isso, desanimadoras. Esta t\u00e9cnica consiste em auxiliar o paciente a dividir esta (grande) tarefa em diversas etapas e acompanh\u00e1-lo no planejamento e na execu\u00e7\u00e3o de cada passo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exemplo: Paciente cocain\u00f4mano, cujos amigos atuais todos usam a mesma droga, pode decidir (e ser apoiado a) realizar uma tarefa simples, como ir ao cinema com um vizinho ou colega de servi\u00e7o que n\u00e3o use droga. Ap\u00f3s o cumprimento da tarefa, examinado seu sucesso (ou n\u00e3o) e os PA relacionados com sua execu\u00e7\u00e3o, \u00e9 decidida a nova tarefa, de maior dificuldade e exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Experimentos comportamentais<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o usados para testar tanto a validade de pensamentos e cren\u00e7as sobre o uso de drogas como as cren\u00e7as centrais do paciente. Este escolhe o pensamento ou a cren\u00e7a que quer testar (por sua import\u00e2ncia), planeja seu experimento cuidadosamente e o implementa. Posteriormente, examina seus resultados e a possibilidade de modificar sua cren\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exemplo: Um paciente pode ter a cren\u00e7a de que jamais conseguir\u00e1 se divertir em uma festa sem \u00e1lcool e coca\u00edna. Programa cuidadosamente sua ida a uma festa de n\u00e3o-usu\u00e1rios de coca\u00edna, planeja abster-se de \u00e1lcool na festa e, posteriormente, avalia os resultados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um outro paciente pode ter a cren\u00e7a de que perderia todos os seus amigos se parasse de usar maconha. Poderia planejar uma reuni\u00e3o com seus amigos para lhes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>comunicar que parou de usar a droga e convid\u00e1-los a continuarem companheiros em atividades sem drogas. Ap\u00f3s algum tempo, seriam examinados os resultados. Quanto aos amigos que perdesse, ele seria estimulado a examinar o significado dessas amizades pr\u00e9-abstin\u00eancia. Os amigos que conservasse estariam corrigindo sua cren\u00e7a de que perderia todos os amigos se n\u00e3o usasse maconha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cart\u00f5es de enfrentamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o cart\u00f5es com lembretes que o paciente pode carregar consigo ou afixar em locais frequentemente vis\u00edveis (espelho do banheiro, porta da geladeira, agenda, painel do carro).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os lembretes podem ser elaborados na sess\u00e3o ou pelo paciente, como tarefa de casa. Normalmente constituem:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>respostas funcionais a pensamentos autom\u00e1ticos disfuncionais ou a cren\u00e7as sobre drogas (cren\u00e7as de controle); estrat\u00e9gias de enfrentamento da fissura; pensamentos ou cren\u00e7as que fortale\u00e7am a motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os cart\u00f5es de enfrentamento s\u00e3o instrumentos importantes no enfrentamento das fissuras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Relaxamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos usu\u00e1rios de drogas, com frequ\u00eancia, a ansiedade \u00e9 um sintoma importante. Alcoolistas e tabagistas muitas vezes relacionam o uso de drogas com sua necessidade de relaxar. Como sintoma de abstin\u00eancia e na fissura de diversas subst\u00e2ncias, a ansiedade se destaca. Por isso, as t\u00e9cnicas de relaxamento, provendo aos pacientes instrumentos de redu\u00e7\u00e3o da ansiedade, s\u00e3o \u00fateis no tratamento das depend\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As principais t\u00e9cnicas de relaxamento s\u00e3o de dois tipos: exerc\u00edcios respirat\u00f3rios e relaxamento muscular progressivo. Ambas s\u00e3o t\u00e9cnicas nas quais h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o importante da ansiedade, sendo, portanto, \u00fateis nas depend\u00eancias e no manejo da fissura. O relaxamento, durante a fissura, al\u00e9m de reduzir a ansiedade, fornece ao paciente um intervalo de tempo durante o qual a intensidade da fissura pode diminuir. Al\u00e9m disso, o relaxamento pode permitir ao paciente a elabora\u00e7\u00e3o e confirma\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as de que ele est\u00e1 no controle e de que \u00e9 capaz de lidar com sua fissura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exerc\u00edcio f\u00edsico<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Geralmente os usu\u00e1rios de drogas est\u00e3o afastados da pr\u00e1tica de esportes e de atividades f\u00edsicas sadias. A introdu\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios f\u00edsicos no tratamento desses pacientes \u00e9 importante por tr\u00eas aspectos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos \u00e9 um importante passo no desenvolvimento de um estilo de vida sem drogas;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><em>\u00e9 <\/em>instrumento importante no manejo de emo\u00e7\u00f5es negativas como ansiedade, inseguran\u00e7a <em>e<\/em> irritabilidade;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>contribui na forma\u00e7\u00e3o de uma nova a imagem, mais sadia, confirmando cren\u00e7as mais positivas do paciente a respeito de si mesmo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dramatiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dramatiza\u00e7\u00e3o <em>(roleplay,<\/em> encena\u00e7\u00e3o) \u00e9 um recurso que pode ser utilizado nas interven\u00e7\u00f5es de tratamento das sete fases do modelo adictivo, porque se presta aos mais diversos prop\u00f3sitos: obter um PA, provocar rea\u00e7\u00f5es emocionais, provocar fissura e treinar o seu manejo, questionar PA, avaliar cren\u00e7as, modific\u00e1-las e testar novas cren\u00e7as, treinar habilidades, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O paciente deve ser estimulado e treinado a utilizar a dramatiza\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 muito facilitado pela participa\u00e7\u00e3o ativa do terapeuta na sess\u00e3o, assumindo o papel dos \u201coutros\u201d (patr\u00e3o, c\u00f4njuge, amigo, etc.), bem como o do pr\u00f3prio paciente, quando cabe a este trocar de papel. As t\u00e9cnicas de dramatiza\u00e7\u00e3o podem, com mais facilidade, ser utilizadas em tratamentos em grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Treinamento de assertividade<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Espera-se que o indiv\u00edduo seja capaz de expressar e defender com clareza e firmeza suas decis\u00f5es. A fim de capacit\u00e1-lo para isso, utilizam-se diversas t\u00e9cnicas: dramatiza\u00e7\u00e3o, solu\u00e7\u00e3o de problemas, exposi\u00e7\u00e3o gradual, experimentos comportamentais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A assertividade deve ser dirigida n\u00e3o apenas \u00e0 capacidade do paciente de \u201cdizer n\u00e3o\u201d \u00e1s drogas, mas tamb\u00e9m \u00e0s diversas da sua vida \u2013 familiar, afetiva, profissional \u2013 nas quais o paciente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O reinicio do uso da droga pode e deve ser encarado como um \u201clapso\u201d, um \u201cescorreg\u00e3o\u201d, momento no qual alguma coisa ainda pode ser feita para impedir o desenvolvimento completo da reca\u00edda. Mesmo o uso dependente pode ser encarado como um processo no qual o uso da dose seguinte, ou o uso do dia seguinte, \u00e9 visto como a tomada de uma nova decis\u00e3o, que pode ser abordada cognitivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAdmitir que por si mesmo, que \u00e9 incapaz de vencer sua depend\u00eancia e que perdeu o controle sobre sua vida\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pedir ajuda e aceitar que \u00e9 um dependente qu\u00edmico .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.itcbr.com\/oque.shtml\">http:\/\/www.itcbr.com\/oque.shtml<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cetcc.com.br\/artigos\/como-tratar-dependencia-quimica-em-tcc\">https:\/\/www.cetcc.com.br\/artigos\/como-tratar-dependencia-quimica-em-tcc<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rbp\/v26s1\/a09v26s1.pdf\">http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rbp\/v26s1\/a09v26s1.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valter Pereira da Costa &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Rio de janeiro, 2018 &nbsp; &nbsp; &nbsp; Resumo: &nbsp; Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) baseia-se na hip\u00f3tese de vulnerabilidade cognitiva como<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":401,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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#3 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(348): WP_Hook-&gt;apply_filters(NULL, Array)
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#5 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/load.php(1304): do_action('shutdown')
#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
