{"id":3135,"date":"2018-11-28T08:45:58","date_gmt":"2018-11-28T11:45:58","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3135"},"modified":"2018-11-28T08:45:58","modified_gmt":"2018-11-28T11:45:58","slug":"as-implicacoes-do-alcoolismo-na-vida-social-e-familiar-do-individuo-dependente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/11\/as-implicacoes-do-alcoolismo-na-vida-social-e-familiar-do-individuo-dependente\/","title":{"rendered":"As implica\u00e7\u00f5es do alcoolismo na vida social e familiar do indiv\u00edduo dependente"},"content":{"rendered":"<p><em>Cristina Bessa de Mendon\u00e7a<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presente artigo tem por objetivo descrever as implica\u00e7\u00f5es do alcoolismo na vida social e familiar do indiv\u00edduo, conceituando a doen\u00e7a Alcoolismo, assim classificada no CID 10, e em seguida relatando segundo os achados na literatura, onde o alcoolista se torna mais vulner\u00e1vel, em quais cen\u00e1rios a doen\u00e7a o prejudica, bem como as consequ\u00eancias de ser um bebedor compulsivo na sociedade e no seio familiar. Para a pesquisa bibliogr\u00e1fica, buscou-se atrav\u00e9s de artigos publicados no meio eletr\u00f4nico, entre os mais atuais que se referem ao tema Alcoolismo, utilizando basicamente as palavras-chave. Escolhidos cerca de vinte artigos recentes e mais citados. Ao final deste trabalho concluiu-se que, socialmente in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es decorrem do alcoolismo, como viol\u00eancia, dire\u00e7\u00e3o perigosa de ve\u00edculos automotores, absente\u00edsmo no trabalho, dificuldades financeiras. Todas essas situa\u00e7\u00f5es afetam diretamente a vida familiar causando ainda traumas e desafetos nas crian\u00e7as, adolescentes, al\u00e9m do aumento de separa\u00e7\u00f5es conjugais. Sem aceita\u00e7\u00e3o pela sociedade, sem uma fam\u00edlia estruturada e sem trabalho, a depend\u00eancia vai se tornando uma bola de neve e ficando cada vez pior. O apoio familiar, mesmo que seja dif\u00edcil aceitar, ainda \u00e9 o ponto que se deve priorizar no tratamento eficaz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>Alcoolismo, Vida Social , Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este artigo descreve as implica\u00e7\u00f5es do alcoolismo na vida social e familiar do indiv\u00edduo, atrav\u00e9s de pesquisas feitas em sites eletr\u00f4nicos acad\u00eamicos, Google e Scielo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Basicamente, os efeitos do alcoolismo na vida do indiv\u00edduo s\u00e3o comuns, onde est\u00e3o as dificuldades de relacionamentos entre pais e filhos e at\u00e9 conjugal o que leva a separa\u00e7\u00e3o e rompimentos. Decorrem diversas quest\u00f5es, como financeiras, absente\u00edsmo no trabalho e falta de emprego, aumento dos gastos dom\u00e9sticos, pelo valor do produto em si priorizando suas compras em torno da bebida alco\u00f3lica. Socialmente, al\u00e9m dos citados, embriaguez ao volante, dire\u00e7\u00e3o perigosa, multas e apreens\u00f5es, viol\u00eancias dom\u00e9sticas, no tr\u00e2nsito e pessoais levam o alcoolista a n\u00e3o conseguir dar conta de sua vida social e familiar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, por maior sofrimento que esta doen\u00e7a traga \u00e0s fam\u00edlias, observa-se que o h\u00e1bito de beber geralmente se inicia no seio familiar e \u00e9 na pr\u00f3pria fam\u00edlia onde deve estar o ponto forte para o tratamento, seja ele qual for o escolhido. O apoio familiar \u00e9 a parte mais dif\u00edcil e a mais necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00e1lcool \u00e9 muito utilizado por seus efeitos desinibidores, antidepressivo e de f\u00e1cil acesso,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>tornando-se um dos maiores problemas de sa\u00fade p\u00fablica que afetam homens e mulheres em<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>todas as idades e classes sociais, o alcoolismo, descrito por (Mansur, 2004) est\u00e1 associado ao<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>forte desejo de beber e dificuldade em controlar o consumo e a utiliza\u00e7\u00e3o insistente apesar das<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>consequ\u00eancias negativas que o \u00e1lcool produz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Laranjeira, I., &amp; M. (2007), no Brasil um estudo aponta que 65% dos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>homens adultos e 41% das mulheres adultas bebem pelo menos uma vez ao ano, resultando<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>em 52% da popula\u00e7\u00e3o brasileira maior de 18 anos de idade. No primeiro grupo, 11% bebem<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>todos os dias e 28% de tr\u00eas a quatro vezes por semana. Em n\u00fameros absolutos, 3% da<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>popula\u00e7\u00e3o brasileira maior de 18 anos fazem uso nocivo de \u00e1lcool e 9% \u00e9 dependente dessa substancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ingest\u00e3o de maneira abusiva do \u00e1lcool est\u00e1 relacionada a causar diversas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>patologias e transtornos como os mentais em geral, cirrose hep\u00e1tica, pancreatite, c\u00e2ncer, al\u00e9m de estar associado \u00e0 ocorr\u00eancia de acidentes de transito e homic\u00eddios (Filzola, Tagliaferro, Andrade, Pavarini, &amp; Ferreira, 2009) Aproximadamente 5,2 milh\u00f5es de mortes por acidentes ocorrem todos os anos, destas, 1,8 milh\u00f5es est\u00e3o associadas ao consumo de bebidas alco\u00f3licas (Malta, Mascarenhas, &amp; Porto, 2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do ponto de vista da sa\u00fade o alcoolismo \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, com aspectos comportamentais e socioecon\u00f4micos, caracterizada pelo consumo compulsivo de \u00e1lcool, na qual o usu\u00e1rio se torna progressivamente tolerante \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstin\u00eancia, quando a mesma \u00e9 retirada. (Varella, 2011) O alcoolismo, se comparado os outros problemas de sa\u00fade, \u00e9 respons\u00e1vel por<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>gerar tr\u00eas vezes mais licen\u00e7as m\u00e9dicas, aumentar em cinco vezes as chances de acidentes de trabalho, aumentar em oito vezes a utiliza\u00e7\u00e3o de di\u00e1rias hospitalares e levar as fam\u00edlias recorrerem tr\u00eas vezes mais as assist\u00eancias m\u00e9dica e social. Visto que o aumento de consumo de \u00e1lcool eleva tamb\u00e9m a gravidade dos problemas decorrentes, consequentemente o custo social ser\u00e1 maior. Os investimentos realizados n\u00e3o est\u00e3o conseguindo reduzir os problemas decorrentes tais como criminalidade, acidentes, viol\u00eancia dom\u00e9stica, absente\u00edsmo, desemprego (Moraes, Campos, Figlie, Laranjeira, &amp; Ferraz, 2006)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o aguda podem variar de pessoa para pessoa, como<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>euforia, perda das inibi\u00e7\u00f5es sociais, comportamento expansivo, geralmente inadequado para o ambiente e emotividade exagerada, desenvolve maior agressividade ou, ao contr\u00e1rio sentem-se sonolentas e entorpecidas, mesmo que tenham bebido moderadamente. (Moraes, Campos,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figlie, Laranjeira, &amp; Ferraz, 2006)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a continuidade de ingest\u00e3o da droga e seu aumento na concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>sangu\u00ednea o c\u00e9rebro come\u00e7a a demonstrar sinais de deteriora\u00e7\u00e3o, provocando desequil\u00edbrio, altera\u00e7\u00e3o da capacidade cognitiva, dificuldade crescente para a articula\u00e7\u00e3o das palavras, falta de coordena\u00e7\u00e3o motora, movimentos vagarosos e irregulares dos olhos, vis\u00e3o dupla, rubor facial e taquicardia. O pensamento fica desconexo e a percep\u00e7\u00e3o da realidade se desorganiza. Mais tarde ainda surgem letargia, diminui\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia card\u00edaca, queda da press\u00e3o arterial, depress\u00e3o respirat\u00f3ria e v\u00f4mitos, que podem eventualmente ser aspirados e chegar aos pulm\u00f5es provocando pneumonia ou outros efeitos colaterais perigosos. Para concluir, pode acontecer estupor e coma, depress\u00e3o respirat\u00f3ria severa, hipotens\u00e3o e morte. (Moraes, Campos, Figlie, Laranjeira, &amp; Ferraz, 2006)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1976 surge o conceito da S\u00edndrome de Depend\u00eancia de \u00e1lcool (SDA), mas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>somente na segunda metade do s\u00e9culo XX, o alcoolismo passa a ser considerado doen\u00e7a, quando o usu\u00e1rio apresenta toler\u00e2ncia, abstin\u00eancia e perda de controle. Onde toler\u00e2ncia se caracteriza como a necessidade de doses cada vez maiores para se produzir o mesmo efeito, abstin\u00eancia como o surgimento de sintomas de desconforto f\u00edsico e\/ou ps\u00edquicos na diminui\u00e7\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o do consumo et\u00edlico. (Santana, Oliveira Neto, Capattil, Moreira, &amp; Silva, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O alcoolismo est\u00e1 relacionado ao consumo excessivo e prolongado de \u00e1lcool e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>pode ser entendido como o v\u00edcio de ingest\u00e3o excessiva e regular de bebidas alco\u00f3licas e suas consequ\u00eancias decorrentes. \u00c9, portanto, um conjunto de diagn\u00f3sticos, pois traz consigo a depend\u00eancia, abstin\u00eancia, abuso e intoxica\u00e7\u00e3o por \u00e1lcool, s\u00edndrome amn\u00e9sica, dem\u00eancia alucinat\u00f3ria delirante de humor, assim como dist\u00farbios sexuais, do sono, de ansiedade e outros dist\u00farbios n\u00e3o espec\u00edficos e n\u00e3o menos importantes. (Santana, Oliveira Neto, Capattil,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Moreira, &amp; Silva, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00e1lcool faz v\u00edtimas em todas as classes sociais, por ser uma droga de f\u00e1cil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>acesso, j\u00e1 que se trata de uma droga l\u00edcita, muitas vezes \u00e9 de baixo valor comercial, da\u00ed ser considerada por Lazo (2008) como sendo uma droga bastante poderosa e que mata mais pessoas que todas as drogas juntas (exceto o cigarro).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carvalho (2003) pontua como o consumo assumido de substancias com a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>psicotr\u00f3pica tem evolu\u00eddo com as civiliza\u00e7\u00f5es e que, embora num primeiro momento atue causando euforia, est\u00edmulos, oferecer efeito anest\u00e9sico e inebriante, num segundo momento induz em depend\u00eancia e toler\u00e2ncia, apresentando elevados riscos biopsicossociais imediatos. Considerado por muito tempo como falta de car\u00e1ter da pessoa, um problema<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>moral, com o passar dos tempos percebeu-se o alcoolismo como uma doen\u00e7a, partindo do pressuposto que os dependentes t\u00eam caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e de personalidade, diferentes dos filhos de pais que n\u00e3o fazem uso do \u00e1lcool. (Santana, Oliveira Neto, Capattil, Moreira, &amp; Silva, 2012). Assim a defini\u00e7\u00e3o de alcoolismo adotada em CID-10 e DSM-IV passou a privilegiar tamb\u00e9m os padr\u00f5es de consumo e n\u00e3o s\u00f3 os resultados da ingest\u00e3o excessiva de \u00e1lcool. Complementado por Oliveira (2009) a magnitude do problema do uso indevido do<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00e1lcool, verificado nas \u00faltimas d\u00e9cadas ganhou propor\u00e7\u00f5es t\u00e3o graves que hoje \u00e9 uma quest\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds. Ressalta-se que seus efeitos s\u00e3o sentidos nos demais segmentos da<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>sociedade por sua rela\u00e7\u00e3o comprovada com os agravos sociais como os acidentes de transito e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>de trabalho, os casos de viol\u00eancia familiar e crescimento da criminalidade, frequentemente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>relacionados com abuso de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Percebe-se que os problemas relacionados com o \u00e1lcool n\u00e3o resultam apenas do<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>exagerar na quantidade consumida, mas da aus\u00eancia de controle da forma de consumo, como, quando e onde. Por isso o abuso de \u00e1lcool gera depend\u00eancia, depress\u00e3o e instabilidade de<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>personalidade. (Oliveira, 2009)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ara\u00fajo (2007) destaca que \u201co alcoolismo \u00e9 a reinvindica\u00e7\u00e3o de um gozo infinito\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O alcoolista procura a possibilidade do gozo e deseja ser reconhecido e respeitado como sujeito. \u00c9 algu\u00e9m que n\u00e3o tem receios, n\u00e3o para diante de barreiras ou limite est\u00e1 disposto a ir at\u00e9 o fim na busca do prazer\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Completam Santana, Oliveira Neto, Capattil, Moreira, &amp; Silva (2012) que, um<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>estudo apontado por Nascimento e Justo (2000) aborda outras causas do alcoolismo, constatou-se o uso abusivo do \u00e1lcool como forma de esquecer os problemas, fortalecer a coragem e minimizar os transtornos causados por conflitos afetivos, especialmente a infidelidade conjugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Santana, Oliveira Neto, Capattil, Moreira, &amp; Silva (2012) pontuam que o \u00e1lcool<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>tem posi\u00e7\u00e3o elevada entre as causas de v\u00e1rias doen\u00e7as e afeta toda a fam\u00edlia e suas rela\u00e7\u00f5es, acarretando s\u00e9rias repercuss\u00f5es sobre os filhos. O alcoolismo atinge tanto o usu\u00e1rio de \u00e1lcool quanto pelo menos mais um membro da fam\u00edlia, que acaba reconhecendo que toda a fam\u00edlia adoece. S\u00e3o, portanto, not\u00f3rios os problemas de ordem biopsicossociais decorrentes do abuso e\/ou depend\u00eancia alco\u00f3lica, que afetam tanto o pr\u00f3prio usu\u00e1rio quanto seus familiares. Fam\u00edlia \u00e9 um sistema, um conjunto de elementos que interagem entre si e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>possuem caracter\u00edsticas comuns, ligados por intera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas cujos atributos podem ser expressos com rela\u00e7\u00e3o aos papeis ou fun\u00e7\u00f5es que desempenham. N\u00e3o se refere necessariamente a fam\u00edlia nuclear, ou a fam\u00edlia cujos membros vivem juntos, mas aquela composta por indiv\u00edduos que interagem intensamente. (Oliveira, 2009)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fam\u00edlia tem grande responsabilidade com o contato inicial da crian\u00e7a com o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00e1lcool, pois estudos cient\u00edficos apontam que, seu uso come\u00e7a na inf\u00e2ncia. \u00c9 comprovado, segundo Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato (2011) que, as fam\u00edlias que n\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>vivenciam situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia dom\u00e9stica, onde existe di\u00e1logo sobre os problemas do dia a dia e onde h\u00e1 interesse dos pais pelos filhos, a probabilidade de existir o uso de \u00e1lcool, \u00e9 muito menor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por ser uma droga l\u00edcita, e, portanto, de f\u00e1cil acesso, o que motiva gradualmente o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>aumento do consumo, o \u00e1lcool representa alto risco para o usu\u00e1rio e consequentemente para sua fam\u00edlia, que, n\u00e3o raro estimula a primeira experi\u00eancia como forma de lazer ou h\u00e1bito cultural dos pr\u00f3prios pais. Na medida em que atinge a fam\u00edlia no seu todo, o alcoolismo deixa de ser um problema individual e passa a ser uma doen\u00e7a familiar, uma vez que o sofrimento \u00e9 de todos e n\u00e3o s\u00f3 do dependente. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato, 2011) Seguindo este pensamento, Oliveira (2009) enfatiza que principalmente as<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o afetadas e podem ter seu desenvolvimento ps\u00edquico, social e emocional negativamente afetado devido ao grande estresse emocional vivenciado em seu dia a dia, por presenciar e tamb\u00e9m serem v\u00edtimas constantemente de viol\u00eancia, brigas, maus tratos, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Oliveira (2009) relata que na Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da crian\u00e7a em<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>20\/11\/1989, os Estados partes declararam-se \u201cconvencidos de que a fam\u00edlia, como elemento Oliveira (2009) ainda enaltece a relev\u00e2ncia da estrutura familiar para o equil\u00edbrio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>dos adolescentes e jovens: \u201cuma fam\u00edlia estruturada, harm\u00f4nica e equilibrada produz, quase sempre, jovens equilibrados e estruturados. A falta dos pais \u00e9 sentida de forma substancial pelo jovem, sendo causa maior de fragilidade emocional\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando existe um alcoolista na fam\u00edlia, esta demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com a<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>quest\u00e3o, mas procura n\u00e3o falar sobre isso, e assim come\u00e7a a desordem familiar, a troca de papeis, desenvolvendo um desgaste emocional de todos os membros da fam\u00edlia, determinando afastamento entre eles. Muitas t\u00eam dificuldades para admitir o problema, inclusive por<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>vergonha, e demoram para procurar ajuda profissional, fato que corrobora por agravar a situa\u00e7\u00e3o. (Oliveira, 2009)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o alcoolista for o chefe da fam\u00edlia, o provedor dos meios de subsist\u00eancia, ent\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>os outros integrantes ter\u00e3o que se organizar de forma a cuidar deste membro al\u00e9m de desempenhar as fun\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o atribu\u00eddas a ele. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato (2011) defendem que uma<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>pessoa consome \u00e1lcool abusivamente por diversos motivos, podendo-se citar alguns exemplos como a necessidade de \u00e1lcool para aceitar a realidade, a tend\u00eancia a fugir \u00e0s responsabilidades, a ang\u00fastia, agressividade, m\u00e1 resist\u00eancia \u00e0s frustra\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es; o n\u00edvel de consci\u00eancia tende a lev\u00e1-lo a uma conduta impulsiva, negligente perante a fam\u00edlia, frequentes perdas de emprego, problemas financeiros, agressividade perante a sociedade. Poder\u00e1 haver algum contributo gen\u00e9tico que facilite a depend\u00eancia do \u00e1lcool, mas fatores culturais s\u00e3o, sem d\u00favida, os mais importantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as consequ\u00eancias individuais e sociais do consumo de \u00e1lcool, al\u00e9m da embriaguez, pois seu consumo abusivo \u00e9 respons\u00e1vel por muitos \u00f3bitos e incapacidades (devido aos acidentes e doen\u00e7as que provoca), falta de produtividade no trabalho e viol\u00eancia familiar e criminal. Todos esses fatores, aliados ao fato de provocar grande depend\u00eancia f\u00edsica e ps\u00edquica e ser das poucas substancias que causam les\u00f5es irrevers\u00edveis (Mello, 1981)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, criminalidade, acidentes de transito ocasionados por indiv\u00edduos alcoolizados n\u00e3o deixam d\u00favida que o alcoolismo \u00e9 tamb\u00e9m uma doen\u00e7a cujos sintomas sociais devem ser alertados e prevenidos. Isso d\u00e1 margem muitas vezes para que a sociedade trate o indiv\u00edduo de forma a exclu\u00ed-lo de seu meio, o que faz com que o alcoolista tenha dificuldades para se reconhecer como doente. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Liberato, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O processo de aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 longo e tem como objetivo atingir a abstin\u00eancia, que s\u00f3 come\u00e7a com a aceita\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o do alcoolista. O tratamento tamb\u00e9m est\u00e1 direcionado \u00e0 fam\u00edlia, pois o alcoolismo n\u00e3o acarreta preju\u00edzos somente em n\u00edvel individual, ele tamb\u00e9m coloca em risco todas as pessoas que convivem com o alcoolista. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Oliveira (2009) a maioria dos tratamentos procura ajudar pessoas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a diminuir o consumo de \u00e1lcool, seguindo-se por mudan\u00e7a de h\u00e1bitos ou suporte social de modo que ajude a pessoa em resistir ao consumi-lo. Como o alcoolismo envolve m\u00faltiplos fatores que incentivam a pessoa a beber, todos esses fatores devem ser suprimidos para que se previnam com sucesso os casos de reca\u00eddas. O aconselhamento em grupo atrav\u00e9s de ajuda m\u00fatua \u00e9 um dos meios mais comuns de ajudar os alco\u00f3licos a manter a sobriedade. Martins &amp; Farias Junior (2012) ressaltam que ao se olhar a fam\u00edlia pelo vi\u00e9s<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>hist\u00f3rico de sua forma\u00e7\u00e3o, observa-se que certos padr\u00f5es de comportamento de seus membros se repetem, se acentuam ou diminuem em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento de seus antepassados. Tais repeti\u00e7\u00f5es poder\u00e3o acontecer em maior ou menor n\u00edvel, mas de maneira geral, alteradas conforme a vivencia e experi\u00eancia pessoal de cada indiv\u00edduo. Portanto, existe a possibilidade de alterar, a partir de conte\u00fados particulares, a heran\u00e7a do conte\u00fado ps\u00edquico das gera\u00e7\u00f5es anteriores ou, simplesmente as repetir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, na forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia influenciam heran\u00e7as gen\u00e9ticas,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ps\u00edquicas, e o alcoolismo, visto como um problema familiar \u00e9 inserido neste contexto, no qual cada membro da fam\u00edlia participa, ao mesmo tempo com sua individualidade e sua heran\u00e7a de gera\u00e7\u00f5es anteriores. (BRASIL, 2004)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um estudo apresentado pelos autores Mello, Barrias &amp; Breda (2001) apontado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>por Martins &amp; Farias Junior (2012), constatou-se que o alcoolismo \u00e9 uma patologia e que, na maioria das vezes, seus sintomas se restringem apenas a fatores f\u00edsicos; no geral, o indiv\u00edduo acaba buscando ajuda m\u00e9dica apenas baseado em sintomas que s\u00e3o decorrentes do uso abusivo de \u00e1lcool e sem se preocupar muitas vezes com a causa do problema de depend\u00eancia de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Martins &amp; Farias Junior (2012) apontam um padr\u00e3o sequencial da maioria das<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>mulheres casadas com alcoolistas, com base nos fatores mais recorrentes, de in\u00edcio vem \u00e0 nega\u00e7\u00e3o do problema, em seguida, tentativas de controlar ou impedir o comportamento problem\u00e1tico de seu esposo, a fam\u00edlia vai se isolando dos contatos sociais, permanecendo a maior parte do tempo em casa. Mais tarde, a esposa come\u00e7a a perceber que suas tentativas e estrat\u00e9gias para que o comportamento problem\u00e1tico de seu esposo desapare\u00e7a n\u00e3o est\u00e3o funcionando. Possivelmente neste momento come\u00e7a a temer pela pr\u00f3pria sanidade por vezes se sentindo desesperan\u00e7ada frente ao caos familiar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O relacionamento sexual diminui ou cessa, e paira uma sensa\u00e7\u00e3o geral e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>continuada de dist\u00e2ncia, medo ou raiva. Neste momento, a esposa geralmente aconselha o marido a procurar ajuda e, se ele n\u00e3o o faz, \u00e9 grande a chance de o casamento chegar ao fim ou, se continuar, entrar numa fase caracterizada por estrat\u00e9gias de impedimento. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O uso de \u00e1lcool e outras drogas surgem com cada vez maior frequ\u00eancia entre as<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>mulheres, relacionado \u00e0 tentativa de se automedicar, eliminando a dor e o mal-estar resultante das situa\u00e7\u00f5es violentas e traum\u00e1ticas no lar. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os problemas que afetam a esposa de ordem tanto emocional quanto pr\u00e1ticas, ou<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>seja, emocionalmente a vida da mulher pode passar por momentos de ansiedade, medo, desgosto, decep\u00e7\u00e3o, d\u00favida, raiva, sentimento de culpa, sensa\u00e7\u00e3o de fracasso, car\u00eancia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>emocional, baixa autoestima, etc. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os problemas podem estar vinculados aos aspectos financeiros, como falta do pagamento do aluguel, escola dos filhos, despesas cotidianas relacionadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, transporte etc. Como os danos f\u00edsicos que podem ser causados por atitudes violentas, transtornos com a vizinhan\u00e7a em fun\u00e7\u00e3o dos desajustes de conduta, aus\u00eancias constantes e crises de ci\u00fames. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por si s\u00f3, o ato de beber \u00e9 muito dispendioso, mas, tal como acontece com os<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>problemas da habita\u00e7\u00e3o, o indiv\u00edduo estar\u00e1 protegido por um per\u00edodo de tempo maior quanto mais possibilidades econ\u00f4micas tiver. Isso pode lev\u00e1-lo a procurar um segundo emprego, a vender bens pessoais, hipotecar a casa, entre outros. A fam\u00edlia pode ent\u00e3o, vivenciar um caos financeiro, motivo de novas preocupa\u00e7\u00f5es. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Juntamente com esses problemas, o alco\u00f3lico pode tamb\u00e9m deparar-se com a infra\u00e7\u00e3o de in\u00fameras leis e normas n\u00e3o s\u00f3 sociais como jur\u00eddicas. A rela\u00e7\u00e3o \u00e1lcool-crime apresenta in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es sendo raro encontrar delitos que n\u00e3o tenham sido, pelo menos uma vez, relacionados com o consumo excessivo de \u00e1lcool. Condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos sob efeitos de \u00e1lcool, pequenos roubos, passar cheques sem provis\u00e3o, viol\u00eancia dom\u00e9stica, entre outros. (Oliveira, 2009)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os mesmos autores citam que estat\u00edsticas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de \u00c1lcool e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Drogas (ABEAD) relatam que a associa\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por 75% dos acidentes de transito com mortes; 39% das ocorr\u00eancias policiais e constitui-se a 3\u00aa causa de absente\u00edsmo, respondendo por 40% das consultas psiqui\u00e1tricas no Brasil. Al\u00e9m disso, dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade demonstram que os transtornos mentais s\u00e3o a 4\u00aa causa de interna\u00e7\u00e3o hospitalar, sendo suplantada apenas pelas interna\u00e7\u00f5es por problemas respirat\u00f3rios, circulat\u00f3rios e dos partos, sendo o \u00e1lcool a raz\u00e3o principal em 20,6% dos casos. (Oliveira,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2009)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A interface entre o consumo de bebidas alco\u00f3licas e o comportamento violento ou agressivo tem sido muito estudada por meio de pesquisas em todo o mundo. Embora a associa\u00e7\u00e3o direta seja dif\u00edcil, \u00e9 poss\u00edvel sugerir que o consumo inadequado de bebidas alco\u00f3licas esteja relacionado a crimes violentos, tais como aqueles relacionados \u00e0 condu\u00e7\u00e3o perigosa de ve\u00edculos automotores. Pesquisas mostraram que os acidentes de transporte com ve\u00edculos motorizados, ap\u00f3s o consumo de \u00e1lcool matam uma pessoa a cada trinta minutos e ferem algu\u00e9m a cada dois minutos. (Gon\u00e7alves &amp; Santos, 2014)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o brasileira a respeito do uso do \u00e1lcool e o transito<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>aconteceu em 20 de junho de 2008, quando foi promulgada a Lei 11.705 \u2013 popularmente referida como \u201cLei seca\u201d \u2013 que alterou o c\u00f3digo de transito brasileiro e estabeleceu o que foi divulgado como toler\u00e2ncia zero, quanto \u00e0 pr\u00e1tica de dirigir sob efeito de \u00e1lcool. V\u00e1rios estudos t\u00eam apontado que, ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da Lei seca houve diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados. (Gon\u00e7alves &amp; Santos, 2014) Referem Gon\u00e7alves &amp; Santos (2014) que o uso do \u00e1lcool compromete as fun\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>para a condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo tais como: sistema motor ocular, vis\u00e3o perif\u00e9rica, processamento de informa\u00e7\u00f5es, mem\u00f3ria, performance, fun\u00e7\u00e3o vestibular e controle postural, o que certamente propicia a ocorr\u00eancia de acidentes. Pode-se afirmar que quanto mais grave o acidente automobil\u00edstico, maior \u00e9 o envolvimento com o consumo de bebidas alco\u00f3licas. Outros dados s\u00e3o apontados por Zilberman &amp; Blume (2005) o uso de substancias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>pode estar envolvido em at\u00e9 92% dos casos relatados de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Citando v\u00e1rios estudos, os autores relatam que foram encontradas taxas de alcoolismo entre 67% e 93% nos casos de maridos que j\u00e1 praticaram algum tipo de viol\u00eancia f\u00edsica contra suas esposas. A viol\u00eancia intrafamiliar apesar de conter muitos elementos da viol\u00eancia dom\u00e9stica, est\u00e1 mais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ligada ao contexto relacional da fam\u00edlia. Para Martins &amp; Farias Junior (2012), \u201cas rela\u00e7\u00f5es e os comportamentos entre os membros da fam\u00edlia ter\u00e3o na viol\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 uma inspira\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a pedra sobre a qual ser\u00e3o constru\u00eddos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em fam\u00edlias onde h\u00e1 um membro alcoolista, os filhos podem ter seu<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>desenvolvimento afetado pela situa\u00e7\u00e3o a qual est\u00e3o expostos. (Tiba, 2007) Filhos de pais alcoolistas s\u00e3o muito mais pass\u00edveis de se tornarem alcoolistas, os riscos destes na idade adulta \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que aqueles cujos pais n\u00e3o s\u00e3o alcoolistas. (Martins &amp; Farias Junior, 2012)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel citar problemas de baixa autoestima, ansiedade, depress\u00e3o, transtorno<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>de conduta e fobia social, dificuldades de aprendizagem, evas\u00e3o escolar. Entre o casal ocorrem fatores como: falta de disciplina, falta de intimidade no relacionamento entre pais e filhos e dificuldades de educar os filhos conjuntamente. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma outra tend\u00eancia identificada em fam\u00edlias com indiv\u00edduos dependentes prende-se com os estilos educacionais. Verifica-se uma inconsist\u00eancia disciplinar resultante quer da fraca defini\u00e7\u00e3o de regras, quer da excessiva rigidez de limites comportamentais, ou ainda, do tipo de disciplina usado \u2013 demasiado permissivo, autorit\u00e1rio ou os dois em simult\u00e2neo. Assim muitas vezes pais e filhos evitam situa\u00e7\u00f5es de responsabilidade, ou seja, fogem a situa\u00e7\u00f5es de stress refugiando-se no consumo de \u00e1lcool ou drogas, apresentando-se como modelos de evitar responsabilidade para os seus filhos que, quando crescerem tendem a adotar o mesmo padr\u00e3o de comportamento. (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp; Liberato, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como influencia, t\u00eam-se ainda as caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas dos progenitores do consumidor e o tipo de rela\u00e7\u00e3o entre o casal, (Barbosa, Barreiro, Santos, Veneziani, &amp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Liberato, 2011) referem que a m\u00e3e do alcoolista \u00e9 muitas vezes retratada como uma figura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>dominante, conflituosa, emocionalmente imatura e ambivalente quanto ao papel a<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>desempenhar na fam\u00edlia, enquanto o pai aparece como uma figura ausente emocional ou<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>fisicamente. O autor verifica tamb\u00e9m, que quando casado, o consumidor tem tend\u00eancia para<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>repetir a din\u00e2mica relacional da sua fam\u00edlia de origem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O alcoolismo \u00e9 um conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo de \u00e1lcool que afeta o indiv\u00edduo e a fam\u00edlia como um todo, causando adoecimento psicol\u00f3gico, emocional, espiritual e desagrega\u00e7\u00e3o no sistema familiar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No decorrer da hist\u00f3ria, a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o \u00e1lcool mudou, o que \u201calegra\u201d, tamb\u00e9m estimula a agressividade. A disc\u00f3rdia e a dor, rompendo la\u00e7os de fam\u00edlia, amizade e de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O indiv\u00edduo bebedor compulsivo sofre diversas exclus\u00f5es sociais, pois perde sua identidade social, perde sua autoestima, autoconfian\u00e7a, de perspectivas de futuro, de motiva\u00e7\u00f5es e sonhos. Afeta econ\u00f4mica, psicol\u00f3gica, familiar e socialmente n\u00e3o s\u00f3 os doentes, mas tamb\u00e9m aqueles que os rodeiam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais que uma doen\u00e7a do indiv\u00edduo, suas implica\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias na vida social e familiar, acima de tudo \u00e9 uma doen\u00e7a social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ara\u00fajo, I. D. 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Acesso em 10 de maio de 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristina Bessa de Mendon\u00e7a &nbsp; &nbsp; &nbsp; RESUMO &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O presente artigo tem por objetivo descrever as implica\u00e7\u00f5es do alcoolismo na vida social e familiar do indiv\u00edduo, conceituando a doen\u00e7a Alcoolismo, assim classificada no CID 10, e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":399,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>As implica\u00e7\u00f5es do alcoolismo na vida social e familiar do indiv\u00edduo dependente - Cl\u00ednica Jorge 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