{"id":3170,"date":"2018-12-13T08:23:59","date_gmt":"2018-12-13T11:23:59","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3170"},"modified":"2018-12-13T08:23:59","modified_gmt":"2018-12-13T11:23:59","slug":"relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania"},"content":{"rendered":"<p>Raphael Gomes de Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>A presente pesquisa discute a rela\u00e7\u00e3o entre toxicomania e a rela\u00e7\u00e3o do dependente com sua fam\u00edlia. Pretende-se responder \u00e0 problem\u00e1tica\ua789 \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a toxicomania e a neurose? O objetivo geral da presente pesquisa \u00e9 buscar evid\u00eancias cient\u00edficas que relacionem \u00e0 neurose \u00e0 predisposi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de toxicomania. Os objetivos espec\u00edficos s\u00e3o definir toxicomania, definir neurose e discutir se indiv\u00edduos com caracter\u00edsticas de neurose possuem maior\u00a0 predisposi\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da toxicomania, por meio de uma revis\u00e3o de literatura. Conclui-se que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre toxicomania e neurose na medida em que indiv\u00edduos com problemas familiares, sob o ponto de vista da psican\u00e1lise, s\u00e3o mais propensos ao desenvolvimento de v\u00edcios.<\/p>\n<p>Palavras-chave\ua789 Toxicomania, neurose, revis\u00e3o de literatura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O conhecimento neurobiol\u00f3gico de v\u00edcios sugere que ap\u00f3s o uso cr\u00f4nico desse tipo de subst\u00e2ncia ocorrem algumas mudan\u00e7as no c\u00e9rebro em longo prazo que poderiam explicar muito dos comportamentos associados com o v\u00edcio, como o consumo compulsivo ou concentra\u00e7\u00e3o do interesse em torno do consumo e o abandono de outras \u00e1reas (VOLKOW E LI, 2004).<\/p>\n<p>Estudos recentes de neuroimagem cerebral revelaram uma ruptura subjacente em regi\u00f5es que s\u00e3o importantes para os processos de motiva\u00e7\u00e3o, recompensa e controle inibit\u00f3rio. Anormalidades no c\u00f3rtex orbitofrontal (regi\u00e3o do c\u00e9rebro associada com comportamento compulsivo) poderiam estar por tr\u00e1s da natureza compulsiva dos viciados em drogas ou a sua incapacidade para controlar os desejos de consumir quando eles s\u00e3o expostos a drogas (VOLKOW E LI, 2004).<\/p>\n<p>Assim, embora inicialmente a experimenta\u00e7\u00e3o e o uso recreativo de drogas sejam volunt\u00e1rios, uma vez estabelecido o v\u00edcio, esse controle \u00e9 significativamente afetado.<\/p>\n<p>Para a depend\u00eancia se desenvolver \u00e9 necess\u00e1ria a exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica \u00e0 subst\u00e2ncia e envolve intera\u00e7\u00f5es complexas entre fatores biol\u00f3gicos e ambientais, o que poderia explicar por que algumas pessoas tornam-se viciadas e outras n\u00e3o, e o fracasso de modelos puramente biol\u00f3gicos ou puramente ambientais ao tentar entender esses dist\u00farbios (DODES, 2014).<\/p>\n<p>Existem importantes descobertas sobre como os medicamentos afetam a express\u00e3o g\u00eanica, os produtos proteicos e os circuitos neuronais, e como esses fatores biol\u00f3gicos podem afetar o comportamento humano. V\u00e1rios comportamentos normais durante a adolesc\u00eancia, tais como assumir riscos, encontrar novidades ou responder \u00e0 press\u00e3o dos pares aumentam a propens\u00e3o a experimentar drogas ilegais ou legais, o que pode ser um reflexo de um desenvolvimento incompleto de certas \u00e1reas do c\u00e9rebro (por ex. a mieliniza\u00e7\u00e3o em algumas regi\u00f5es do lobo frontal) envolvidas nos processos executivos e de controle (DODES, 2014).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o seria por que h\u00e1 indiv\u00edduos que n\u00e3o sucumbem \u00e0 press\u00e3o dos colegas, ou est\u00e3o cientes dos riscos envolvidos em certas situa\u00e7\u00f5es, assumindo o controle sobre do que eles querem ou n\u00e3o querem experimentar?<\/p>\n<p>Seguindo processos neurobiol\u00f3gicos, sabemos que aumenta a dopamina (um neurotransmissor associado com a previs\u00e3o de recompensa e a relev\u00e2ncia, esta definida como a capacidade para produzir uma ativa\u00e7\u00e3o ou desencadeamento uma mudan\u00e7a comportamental) induzida por drogas facilita a aprendizagem condicionada, portanto, os est\u00edmulos neutros que est\u00e3o associados \u00e0 droga s\u00e3o condicionados, por exemplo, encontros com certas pessoas, lugares como discotecas, etc (DODES, 2014).<\/p>\n<p>Uma vez que esses eventos s\u00e3o condicionados, pode-se aumentar a dopamina e desencadear o desejo de usar, o que explicaria o risco em pessoas com o v\u00edcio terem uma reca\u00edda quando expostas a um ambiente no qual ele usou drogas no passado, configurando o que Ingelmo et al (2000) chamam de &#8220;contexto drogado&#8221; e a teoria do incentivo.<\/p>\n<p>Nesse contexto emerge a problem\u00e1tica\ua789 \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a toxicomania e a neurose?<\/p>\n<p>O objetivo geral da presente pesquisa \u00e9 buscar evid\u00eancias cient\u00edficas que relacionem \u00e0 neurose \u00e0 predisposi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de toxicomania.<\/p>\n<p>Os objetivos espec\u00edficos s\u00e3o definir toxicomania, definir neurose e discutir se indiv\u00edduos com caracter\u00edsticas de neurose possuem maior\u00a0 predisposi\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da toxicomania, por meio de uma revis\u00e3o de literatura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 VIS\u00c3O HIST\u00d3RICA DA TOXICOMANIA<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria da humanidade e do seu desenvolvimento cultural, constatou-se que uma das formas de explicar o funcionamento do universo era atrav\u00e9s do consumo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que alteravam a percep\u00e7\u00e3o linear da realidade, o consumo de as drogas t\u00eam estado presentes por raz\u00f5es sociais e religiosas, dentro de rituais xam\u00e2nicos, m\u00e9dicos, divinat\u00f3rios ou festivos que eram controlados pelos homens que governavam a tribo, a comunidade e assim viviam em equil\u00edbrio com o universo (INGELMO et al, 2000).<\/p>\n<p>Pode ser visto em uma r\u00e1pida jornada hist\u00f3rica que as drogas acompanharam o homem ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o. A busca por novas experi\u00eancias sensoriais e a altera\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia s\u00e3o observadas em antigos registros arqueol\u00f3gicos. No entanto, at\u00e9 a era contempor\u00e2nea, eles n\u00e3o apareceram como um problema para diferentes culturas. \u00c9 no s\u00e9culo XIX, quando o uso de drogas colocar\u00e1 um problema social para as sociedades ocidentais, o consumo manifesta para muitos o perigo do que n\u00e3o \u00e9 mais regulado por rituais coletivos, vai al\u00e9m da l\u00f3gica do culturalmente estabelecido, do socialmente regulamentado. Por outro lado, cria para os outros uma atra\u00e7\u00e3o por um modo de vida que \u00e9 gerenciado a partir de outro sistema de valores. Este sistema \u00e9 constru\u00eddo do lado de fora, ao lado e, muitas vezes, contra valores socialmente aceitos (INGELMO et al, 2000).<\/p>\n<p>Tal como definido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) droga \u00e9 qualquer subst\u00e2ncia que, quando introduzida num organismo vivo por qualquer via (por inala\u00e7\u00e3o, ingest\u00e3o, intramuscular, intravenosa), \u00e9 capaz de atuar sobre o sistema nervoso central, causando uma altera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e \/ ou psicol\u00f3gica, a experimenta\u00e7\u00e3o de novas sensa\u00e7\u00f5es ou a modifica\u00e7\u00e3o de um estado ps\u00edquico, isto \u00e9, capaz de mudar o comportamento da pessoa, e que possui a capacidade de gerar depend\u00eancia e toler\u00e2ncia em seus consumidores.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a caracter\u00edstica que diferencia as drogas de outras subst\u00e2ncias existentes \u00e9 que ela afeta o sistema nervoso central, produzindo depend\u00eancia f\u00edsica e \/ ou psicol\u00f3gica de uma subst\u00e2ncia, entendendo que o dependente qu\u00edmico n\u00e3o consegue parar de consumir para desenvolver sua vida normal.<\/p>\n<p>A origem, depois das drogas, \u00e9 o come\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o, porque as drogas n\u00e3o s\u00e3o para intoxica\u00e7\u00e3o. A identidade que articula a pessoa com o contexto social, constitui o ponto de encontro antes de dois elementos complementares: a hist\u00f3ria da vida do indiv\u00edduo e a hist\u00f3ria da sociedade. Isso quer dizer que o problema se desenvolve a partir da rela\u00e7\u00e3o que a pessoa estabelece com a droga, o tipo de droga, a forma de uso em determinado contexto (INGELMO et al, 2000).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da toxicodepend\u00eancia \u00e9 muito extensa, o que tamb\u00e9m toca aspectos da nossa cultura, de onde foram feitos esfor\u00e7os para compreender o fen\u00f4meno do consumo de drogas. Hoje h\u00e1 uma variedade de ofertas para tratar a depend\u00eancia de drogas, a partir do tratamento ambulatorial, que \u00e9 feito externamente, a condi\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e9 que a pessoa n\u00e3o est\u00e1 muito envolvida na depend\u00eancia, a remodela\u00e7\u00e3o cognitiva \u00e9 usada dependendo da habilidade do terapeuta (DODES, 2014).<\/p>\n<p>Por outro lado, existe o modelo m\u00e9dico, que \u00e9 realizado em hospitais psiqui\u00e1tricos, onde o atendimento \u00e9 puramente m\u00e9dico com administra\u00e7\u00e3o de medicamentos (antidepressivos, ansiol\u00edticos); ent\u00e3o v\u00eam as comunidades terap\u00eauticas, baseadas em um modelo cient\u00edfico onde basicamente se modificam comportamentos, h\u00e1bitos, responsabilidades, tudo com a interven\u00e7\u00e3o de um psic\u00f3logo e de um assistente social (DODES, 2014).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3 A TOXICOMANIA PELO OLHAR NEUROL\u00d3GICO<\/strong><\/p>\n<p>Ingelmo et al (2000) tentam localizar o impulso de consumir drogas nas vias mesotelencef\u00e1licas da dopamina cerebral, uma vez que aumentam sua neurotransmiss\u00e3o. Uma fun\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica desse sistema neural \u00e9 atribuir um car\u00e1ter de incentivo \u00e0 percep\u00e7\u00e3o e \u00e0 representa\u00e7\u00e3o mental dos eventos associados \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>O uso repetitivo de drogas que causam depend\u00eancia produz modifica\u00e7\u00f5es graduais nesse sistema neural, tornando-o cada vez mais sens\u00edvel a elas e aos est\u00edmulos relacionados. Essa sensibiliza\u00e7\u00e3o ao incentivo transforma o desejo comum em &#8220;desejo compulsivo&#8221;. Depois de bastante exposi\u00e7\u00e3o, o prazer de comportamento viciante se torna irrelevante porque o sistema neural \u00e9 constru\u00eddo para estimular o corpo para alcan\u00e7ar um objetivo, ent\u00e3o o que se segue \u00e9 o uso compulsivo de drogas apesar dos efeitos adversos fortes, como mal estar, problemas sociais, perda de emprego, dificuldades em estabelecer uma rotina. Isso explicaria o fen\u00f4meno cl\u00ednico comum que os pacientes dizem que eles n\u00e3o &#8220;como&#8221; fumar cigarros ou usando coca\u00edna ao sentir desejos intensos que podem, aparentemente, apenas ser satisfeitos por meio do consumo de drogas.<\/p>\n<p>Isso conduz a uma reflex\u00e3o sobre as diferen\u00e7as interindividuais na vulnerabilidade desse sistema, a vulnerabilidade interindividual que, por sua vez, seria desde o in\u00edcio em intera\u00e7\u00e3o com o ambiente. O v\u00edcio como intoler\u00e2ncia \u00e0s afei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Khantzian (2014) levanta a hip\u00f3tese de que a prefer\u00eancia por um medicamento sup\u00f5e algum grau de especificidade psicofarmacol\u00f3gica. Os opi\u00f3ides atenuam sentimentos de raiva ou viol\u00eancia, \u00e1lcool e depressores aliviam a sensa\u00e7\u00e3o de isolamento, v\u00e1cuo e ansiedade e estimulantes (anfetamina, coca\u00edna, etc) melhoram a hipotonia, aliviam a depress\u00e3o ou neutralizam e hiperatividade e os d\u00e9ficits de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Khantzian localiza as origens da incapacidade de regular as emo\u00e7\u00f5es na primeira inf\u00e2ncia e uma falha da internaliza\u00e7\u00e3o da capacidade de auto-atendimento dos pais. Essa capacidade \u00e9 desenvolvida a partir dos cuidados e prote\u00e7\u00e3o dispensados \u200b\u200bpelos pais desde a primeira inf\u00e2ncia (conceitos de apoio, m\u00e3e suficientemente boa, etc.) e, mais tarde, pelas intera\u00e7\u00f5es entre a crian\u00e7a e seus pais.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o possu\u00edrem essas internaliza\u00e7\u00f5es, as pessoas dependentes apresentam dificuldade para regular a autoestima ou os relacionamentos, e cuidar de si mesmas. Essa \u00eanfase em afetar a intoler\u00e2ncia relacionada ao fracasso inicial no desenvolvimento \u00e9 semelhante \u00e0 de Zinberg (1975) e krystal (1988, 1995).<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que Khantzian considera a auto medica\u00e7\u00e3o como um defeito de si, como uma fun\u00e7\u00e3o que nunca se desenvolveu, enquanto Cristal considera a auto medica\u00e7\u00e3o como tendo sido consequ\u00eancia de uma figura parental excessivamente controladora, (assim na origem tamb\u00e9m seria o fracasso de cuidadores) formaria indiv\u00edduos dependentes que n\u00e3o seriam plenamente capazes de cuidar de si, mas que acreditam que, se assumirem o controle de sua vida ou fun\u00e7\u00f5es afetivas, que acreditam que pertencem \u00e0 m\u00e3e, teriam cometido uma transgress\u00e3o pun\u00edvel com um destino pior que a morte (KRYSTAL, 1995 p.85).<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese da automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 constantemente confirmada quando se escutam os relatos dos pacientes sobre como respondem a estados afetivos intoler\u00e1veis \u200b\u200bpor meio do uso de drogas.<\/p>\n<p>Dodes (2014) sugere que as pessoas dependentes t\u00eam uma vulnerabilidade narcisista de se sentirem sobrecarregadas por experi\u00eancias de impot\u00eancia \/ desamparo. O papel central da impot\u00eancia \/ desamparo na cria\u00e7\u00e3o do trauma ps\u00edquico \u00e9 citado por Freud (1926, pp. 166-177).<\/p>\n<p>Dodes (2014) acredita que a coloca\u00e7\u00e3o em funcionamento do comportamento aditivo serve para restaurar um sentimento de poder contra a experi\u00eancia de desamparo. Tamb\u00e9m sugere que os v\u00edcios s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es de compromisso id\u00eanticas \u00e0s compuls\u00f5es. Atrav\u00e9s do comportamento aditivo, um sentimento de poder \u00e9 restaurado como um substituto para a reafirma\u00e7\u00e3o do poder no mundo real.<\/p>\n<p>Para Dodes (2014), a compreens\u00e3o emp\u00e1tica que os pacientes foram traumatizados pela impot\u00eancia e est\u00e3o respondendo de forma desorientada que permite fazer interven\u00e7\u00f5es que permitam avaliar o ritmo sem encorajar comportamento:<\/p>\n<ul>\n<li>unidade agressiva para controlar a pr\u00f3pria exist\u00eancia com integridade n\u00e3o \u00e9 nada para se envergonhar;<\/li>\n<li>o paciente precisa lutar para estar ciente do que realmente quer, em vez de continuar dominado pelas respostas viciantes;<\/li>\n<li>conflitos e vulnerabilidades em rela\u00e7\u00e3o a reafirma\u00e7\u00e3o do Eu e a dificuldade de tolerar desamparo quando seria necess\u00e1rio faz\u00ea-lo t\u00eam suas origens em experi\u00eancias de inf\u00e2ncia que precisam ser lembradas e tratamento elaborado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o original de Winnicott do objeto transicional (1951) descreveu isso como um v\u00edcio. Kernberg (1975) descreve v\u00e1rias din\u00e2micas de objetos no v\u00edcio: pode substituir uma imagem parental na depress\u00e3o, ou a bondade da m\u00e3e em uma resson\u00e2ncia lim\u00edtrofe, ou pode alimentar um grande sentimento do ser no narcisismo. Tudo depender\u00e1 da hist\u00f3ria pregressa do paciente, sempre relacionada ao tipo de rela\u00e7\u00f5es, elos que ele estabeleceu com sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Wurmser (1981) inclui a din\u00e2mica da dificuldade de internalizar intera\u00e7\u00f5es com os pais como parte do funcionamento eficaz do superego, o que resulta em alternando entre a apresenta\u00e7\u00e3o de proibi\u00e7\u00f5es internas e n\u00e3o razo\u00e1veis comportamentos rebeldes viciantes e completamente desordenados por outro.<\/p>\n<p>A nega\u00e7\u00e3o do v\u00edcio tem a fun\u00e7\u00e3o de proteger o relacionamento com o v\u00edcio. A nega\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da fisiopatologia da doen\u00e7a (Johnson e Clark, 1989). Indiv\u00edduos viciados n\u00e3o s\u00e3o capazes de satisfazer suas necessidades de depend\u00eancia adequadamente em um relacionamento humano e n\u00e3o s\u00e3o capazes de tolerar ficarem sozinhos; sua necessidade de perman\u00eancia do objeto \u00e9 fornecida por qualquer das atividades compulsivas escolhidas.<\/p>\n<p>O uso de um v\u00edcio \u00e9 semelhante aos transtornos de personalidade borderline ou narcisista de Kernberg (1975). Em narcisismo, a incapacidade de tolerar o isolamento \u00e9 alcan\u00e7ada pela depend\u00eancia de um conjunto organizado de fantasias idealizadas internamente que permitem que o indiv\u00edduo seja indiferente para as entradas e sa\u00eddas das rela\u00e7\u00f5es reais.<\/p>\n<p>Em um indiv\u00edduo com personalidade lim\u00edtrofe, a instabilidade afetiva ativa uma necessidade constante e desesperada de ser consolada e tranquilizada por uma pessoa idealizada. Al\u00e9m disso, a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 com fantasias internas idealizadas ou com pessoas idealizadas, mas sim com um comportamento aditivo idealizado. O indiv\u00edduo se apega ao comportamento aditivo como um meio de evitar a experi\u00eancia interna de abandono. Aspectos comuns dos tr\u00eas pontos de vista anteriores (DODES, 2013).<\/p>\n<p>Os trabalhos desses autores consideram completamente err\u00f4nea qualquer sugest\u00e3o de que o v\u00edcio \u00e9 impulsionado por um desejo de prazer. O modelo de sensibiliza\u00e7\u00e3o ao incentivo sugere que o caminho mesotelencef\u00e1lico leva ao desejo compulsivo e que o prazer logo se torna um fator irrelevante no uso aditivo do medicamento. O modelo de intoler\u00e2ncia aos afetos afirma que a falta de habilidade para lidar com estados afetivos resulta no fugaz recuo para os estados alterados produzidos pela droga (DODES, 2013).<\/p>\n<p>De acordo com o modelo de depend\u00eancia como substituto do objeto, a falta de capacidade de usar rela\u00e7\u00f5es internas ou externas resulta na necessidade constante de comportamentos aditivos como objetos transicionais. A impot\u00eancia \/ desamparo \u00e9 considerada um estado afetivo fundamental nos modelos psicanal\u00edticos (DODES, 2013).<\/p>\n<p>Dodes (2013) sugere que a impot\u00eancia intoler\u00e1vel \u00e9 o resultado do trauma ps\u00edquico de sentir-se sobrecarregado por qualquer estado afetivo que cada indiv\u00edduo considere mais problem\u00e1tico.<\/p>\n<p>Assim, como Khantzian sugere, em seu modelo de automedica\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o das drogas \u00e9 evitar certos efeitos intoler\u00e1veis. A pessoa viciada enfrenta a escolha entre a submiss\u00e3o impotente \u00e0 autoridade interna ou externa ou rebeli\u00e3o desafiadora contra ela, uma vez que ele \u00e9 incapaz de lidar com as afei\u00e7\u00f5es de qualquer outra forma. Essas tr\u00eas perspectivas s\u00e3o frequentemente explica\u00e7\u00f5es coincidentes e complementares, uma vez que uma ou outra dessas din\u00e2micas pode aparecer mais proeminentemente como uma for\u00e7a motivacional.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Com base nas discuss\u00f5es realizadas \u00e9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com a fam\u00edlia e a sua tend\u00eancia ao consumo de drogas, embora essa rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja determin\u00edstica. N\u00e3o significa que todo indiv\u00edduo que tem problemas familiares vai utilizar drogas, mas que indiv\u00edduos que possuem alguma fragilidade em suas rela\u00e7\u00f5es familiares, sobretudo maternas, possuem uma maior predisposi\u00e7\u00e3o ao consumo de drogas, sejam elas medicamentos ou drogas il\u00edcitas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BENETI, A. Toxicomania e supl\u00eancia. In. BENTES, L. e GOMES, R. <strong>O brilho da inFelicidade<\/strong>. Kalimeros \u2013 Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 1998. p. 219-226<\/p>\n<p>BIRMAN, J. (2000). Mal-estar na atualidade: a psican\u00e1lise e as novas formas de subjetiva\u00e7\u00e3o. 5\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o brasileira, 2005. 304p.<\/p>\n<p>DODES, L.M. Addiction, helplessness, andnarcissisticrage. <strong>Psychoanalytic Quarterly<\/strong>. 59:398-419, 1990.<\/p>\n<p>DODES, L.M. Compulsion and addiction. <strong>Journal of the American Psychoanalytic Association<\/strong>. 44:815-835, 1996.<\/p>\n<p>DOR, J. Estruturas e cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Rio de Janeiro: Taurus-Timbre, 1991.<\/p>\n<p>FREDA, H. O toxic\u00f4mano faz a droga. In. Confer\u00eancias Fasc\u00edculo n. 4, CMTFHEMIG. Belo Horizonte (m\u00edmeo), 1987.<\/p>\n<p>INGELMO, J. et al. El enfoque Modular-Transformacional de lapsicopatolog\u00eda: suaplicaci\u00f3n al problema de ladependencia de drogas. <strong>Aperturas Psicoanal\u00edticas<\/strong>, 5, 2000.<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o te\u00f3rica \u00e0s fun\u00e7\u00f5es da psican\u00e1lise em criminologia. (1950). In. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. (pp.127-151).<\/p>\n<p>JOHNSON, B. &amp; CLARK, W. Alcoholism: A challenging physicianpatientencouter. <strong>Journalof General Internal Medicine<\/strong>. 4:445-452, 1989.<\/p>\n<p>JULIEN, P. Psicose, pervers\u00e3o, neurose. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2002. 205p.<\/p>\n<p>KERNBERG, O. <strong>Borderline Conditions and Pathological Narcissism<\/strong>. New York: Aronson, 1975.<\/p>\n<p>KHANTZIAN, E. J. The self-medication hipotesis of addict disorders: focus on heroin and cocaine dependence. <strong>American Journal of Psychiatry<\/strong>, Arlington, Virginia, USA, v. 142, n. 11, p. 1259- 1264, Nov. 1985.<\/p>\n<p>KHANTZIAN, E. J. The self-medication hypothesis of addictive disorders: focus on heroin and cocaine dependence. <strong>American JournalofPsychiatry<\/strong>, 142, 1259-64, 1985.<\/p>\n<p>KLEIN, M.\u00a0<strong>A psican\u00e1lise de crian\u00e7as.\u00a0<\/strong>(L. P. Chaves, trad.). Rio de Janeiro: Imago, 1997.<\/p>\n<p>MELMAN, C. (1992). Alcoolismo, delinq\u00fc\u00eancia e toxicomania: Uma outra forma de gozar. S\u00e3o Paulo: Escuta. 164p, 2000.<\/p>\n<p>PULS\u00d5ES E SEUSDESTINOS &#8211; FREUD<\/p>\n<p>REED, Andrew. Foucault e o discurso sobre drogas. Intratextos. Rio de Janeiro, vol. 1, n. 1 p. 162-179, 2013.<\/p>\n<p>VOLKOW, N. D. &amp; LI, T.-K. Drugs and alcohol: Treating and preventing abuse, addiction and their medical consequences. <strong>Pharmacology &amp; Therapeutics<\/strong>, 108, 3-17, 2005.<\/p>\n<p>ZINBERG, N. E. <strong>Drug, set and setting<\/strong>: the basis for controlled intoxicant use. New Haven: Yale University Press, 1984.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raphael Gomes de Souza &nbsp; RESUMO A presente pesquisa discute a rela\u00e7\u00e3o entre toxicomania e a rela\u00e7\u00e3o do dependente com sua fam\u00edlia. Pretende-se responder \u00e0 problem\u00e1tica\ua789 \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a toxicomania e a neurose? O objetivo geral<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":401,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Raphael Gomes de Souza &nbsp; RESUMO A presente pesquisa discute a rela\u00e7\u00e3o entre toxicomania e a rela\u00e7\u00e3o do dependente com sua fam\u00edlia. Pretende-se responder \u00e0 problem\u00e1tica\ua789 \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a toxicomania e a neurose? O objetivo geral\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-12-13T11:23:59+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2560\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1704\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab\"},\"headline\":\"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania\",\"datePublished\":\"2018-12-13T11:23:59+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/\"},\"wordCount\":3101,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo5-scaled.jpg\",\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/\",\"name\":\"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo5-scaled.jpg\",\"datePublished\":\"2018-12-13T11:23:59+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo5-scaled.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/artigo5-scaled.jpg\",\"width\":2560,\"height\":1704},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/2018\\\/12\\\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\",\"name\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"description\":\"A Cl\u00ednica Jorge Jaber, filiada \u00e0 World Federation for Mental Health (WFMH), atua na preven\u00e7\u00e3o e tratamento da sa\u00fade mental\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#organization\",\"name\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/logo_nova_site.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/04\\\/logo_nova_site.png\",\"width\":283,\"height\":100,\"caption\":\"Cl\u00ednica Jorge Jaber\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/clinicajorgejaber.com.br\\\/novo\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber","og_description":"Raphael Gomes de Souza &nbsp; RESUMO A presente pesquisa discute a rela\u00e7\u00e3o entre toxicomania e a rela\u00e7\u00e3o do dependente com sua fam\u00edlia. Pretende-se responder \u00e0 problem\u00e1tica\ua789 \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre a toxicomania e a neurose? O objetivo geral","og_url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/","og_site_name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","article_published_time":"2018-12-13T11:23:59+00:00","og_image":[{"width":2560,"height":1704,"url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/person\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab"},"headline":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania","datePublished":"2018-12-13T11:23:59+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/"},"wordCount":3101,"publisher":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg","articleSection":["Artigos"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/","name":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania - Cl\u00ednica Jorge Jaber","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg","datePublished":"2018-12-13T11:23:59+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#primaryimage","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg","contentUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo5-scaled.jpg","width":2560,"height":1704},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/relacao-entre-relacoes-familiares-e-toxicomania\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Rela\u00e7\u00e3o entre rela\u00e7\u00f5es familiares e toxicomania"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#website","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/","name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","description":"A Cl\u00ednica Jorge Jaber, filiada \u00e0 World Federation for Mental Health (WFMH), atua na preven\u00e7\u00e3o e tratamento da sa\u00fade mental","publisher":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#organization","name":"Cl\u00ednica Jorge Jaber","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/logo_nova_site.png","contentUrl":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/logo_nova_site.png","width":283,"height":100,"caption":"Cl\u00ednica Jorge Jaber"},"image":{"@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/#\/schema\/person\/3b782cef316ed56a3ce9f2db5ff7c2ab","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f900938d8915cf3edadbe070463187c8d24dac3f0fd84a2b2591ce7055814304?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3171,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions\/3171"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/401"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<br />
<b>Fatal error</b>:  Uncaught ArgumentCountError: mktime() expects at least 1 argument, 0 given in /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php:375
Stack trace:
#0 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php(375): mktime()
#1 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/anyfont.php(1508): anyfontAdmin-&gt;checkKey('return')
#2 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(341): anyfont_insert_free_account_footer('')
#3 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(365): WP_Hook-&gt;apply_filters(NULL, Array)
#4 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/plugin.php(522): WP_Hook-&gt;do_action(Array)
#5 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/load.php(1308): do_action('shutdown')
#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
