{"id":3172,"date":"2018-12-13T08:25:46","date_gmt":"2018-12-13T11:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3172"},"modified":"2018-12-13T08:26:24","modified_gmt":"2018-12-13T11:26:24","slug":"as-dimensoes-basics-do-papel-do-terapeuta-em-dependencia-quimica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/as-dimensoes-basics-do-papel-do-terapeuta-em-dependencia-quimica\/","title":{"rendered":"As dimens\u00f5es b\u00e1sicas do papel do terapeuta em depend\u00eancia qu\u00edmica"},"content":{"rendered":"<p>Raphael Gomes de Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa busca apresentar e discutir a validade do modelo de tratamento de Minnesota, criado nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1950. Suas abordagens serviram para desenvolver programas de reabilita\u00e7\u00e3o para alcoolismo e outras drogas no mundo. Esses modelos estruturam a atmosfera terap\u00eautica para oferecer apoio profissional e orienta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para alcan\u00e7ar os objetivos do tratamento. \u00c9 uma abordagem integral e multidisciplinar, orientada para a abstin\u00eancia e baseada nos princ\u00edpios dos Doze Passos. O princ\u00edpios de Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA) e Narc\u00f3ticos An\u00f4nimos (NA) s\u00e3o inspirados no modelo. O modelo defende o conceito de doen\u00e7a sem cura, mas com recupera\u00e7\u00e3o, contanto que o paciente adira \u00e0s propostas do programa. O objetivo geral do presente projeto \u00e9 discutir o modelo de Minnesota e sua aplicabilidade no AA.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Alcoolismo. Usu\u00e1rio. \u00c1lcool. Sa\u00fade Mental. Patologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O interesse em tornar o M\u00e9todo de Minnesota conhecido \u00e9 devido \u00e0 total ignor\u00e2ncia do M\u00e9todo no campo do tratamento medicamentoso usado no pa\u00eds, quando, no entanto, \u00e9 geralmente usado em muitos pa\u00edses ao redor do mundo desde a d\u00e9cada de 1950 (HAZELDEN FOUDATION; 1993).<\/p>\n<p>O objetivo geral \u00e9 explicar e informar com base em pesquisa e documenta\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, fornecer dados para ajudar na luta para encontrar solu\u00e7\u00f5es para a ang\u00fastia particular daqueles que sofrem com a escravid\u00e3o \u00e0s drogas.<\/p>\n<p>Os objetivos espec\u00edficos s\u00e3o descrever o m\u00e9todo e discutir a sua aplicabilidade terap\u00eautica.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para tornar este m\u00e9todo conhecido baseiam-se na cren\u00e7a e na confirma\u00e7\u00e3o de sua efic\u00e1cia. Para come\u00e7ar, por causa da natureza integral do tratamento, que \u00e9 algo que n\u00e3o existe no atual ambiente de pesquisa em depend\u00eancia de drogas. A falta de coordena\u00e7\u00e3o entre os recursos para ajudar a luta contra o v\u00edcio desumaniza o que deveria ser um tratamento individual e cont\u00ednuo e claramente personalizado. Esta lacuna que pode ser vista \u00e9 dada, principalmente por raz\u00f5es econ\u00f4micas que n\u00e3o permitem a constru\u00e7\u00e3o de sinergias entre setores, que \u00a0acusam a papelada como perda de tempo, sendo na verdade o registro t\u00e3o importante para as oportunidades de quem espera receber um tratamento para deixar medicamentos (HAZELDEN FOUDATION; 1993).<\/p>\n<p>\u00c9 um fato comprovado que aqueles que t\u00eam o poder econ\u00f4mico para ir a um centro privado se beneficiam dos resultados positivos de sua aplica\u00e7\u00e3o, enquanto muitos t\u00eam que renunciar a eles devido \u00e0 falta de recursos suficientes. A precariedade de recursos sociais torna dif\u00edcil a aplica\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo como este nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, mas seria bom para estabelecer uma padroniza\u00e7\u00e3o do tratamento de dependentes de \u00e1lcool para o m\u00e9todo Minnesota.<\/p>\n<p>Com este prop\u00f3sito procedemos \u00e0 descri\u00e7\u00e3o do mesmo. Diferentes aspectos cl\u00ednicos do atendimento terap\u00eautico com pacientes dependentes do uso de subst\u00e2ncias s\u00e3o apresentados ao longo do trabalho. Refere-se ao trabalho em cl\u00ednicas especializadas de tratamento, a interven\u00e7\u00f5es psicoterap\u00eauticas individuais e em grupo, ao modelo assistencial de Minnesota e aos diferentes n\u00edveis terap\u00eauticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 TRAJET\u00d3RIA HIST\u00d3RICA <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes da d\u00e9cada de 1950, havia apenas um breve per\u00edodo de desintoxica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e \/ ou interna\u00e7\u00e3o em um hospital psiqui\u00e1trico como atendimento ao alco\u00f3latra. Al\u00e9m disso, faltavam recursos materiais, havia poucos profissionais que queriam trabalhar e poucos eram treinados para ajudar alco\u00f3latras. O modelo de tratamento surgiu da chamada &#8220;Experi\u00eancia de Minnesota&#8221;. \u00c9 a apar\u00eancia, entre 1948 e 1950 de tr\u00eas centros de tratamento pioneiro para o alcoolismo no estado de Minnesota, EUA: Pioneer House, Hazelden e Hospital Estadual de Willmar, que continua com um trabalho cl\u00ednico constante para desenvolver e avaliar este modelo abrangente de aten\u00e7\u00e3o ao viciado (EDWARDS; MARSHALL; COOK, 2015).<\/p>\n<p>A <em>Hazelden Foundation<\/em> distingue-se pela divulga\u00e7\u00e3o de pesquisas e observa\u00e7\u00f5es do trabalho cl\u00ednico, e pelo ensino e publica\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o relevante no campo dos v\u00edcios. A &#8220;Experi\u00eancia de Minnesota&#8221; foi baseada em conceitos novos e revolucion\u00e1rios, criando uma verdadeira filosofia de interven\u00e7\u00e3o, radical, controversa naquela \u00e9poca (HAZELDEN FOUDATION; 1993).<\/p>\n<p>O modelo de reabilita\u00e7\u00e3o Minnesota \u00e9 intensivo, de curta dura\u00e7\u00e3o, e est\u00e1 na vanguarda em termos de conhecimento atual para tratamentos de todos os tipos de doen\u00e7as viciantes. O modelo permite que o paciente n\u00e3o saia de seu ambiente, bem como a incorpora\u00e7\u00e3o precoce \u00e0s suas atividades em um curto espa\u00e7o de tempo, caracter\u00edsticas que s\u00e3o de grande benef\u00edcio para o usu\u00e1rio, sua fam\u00edlia e a sociedade.<\/p>\n<p>No momento em que o modelo come\u00e7a, apesar de n\u00e3o ser capaz de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edcio e condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou psiqui\u00e1trica, foi sugerido que deve haver consist\u00eancia entre considerar o alcoolismo uma doen\u00e7a e n\u00e3o a pessoa respons\u00e1vel por isso (HAZELDEN FOUDATION; 1993).<\/p>\n<p>A implica\u00e7\u00e3o de que o paciente n\u00e3o \u00e9 culpado e sua consequ\u00eancia terap\u00eautica tem sido fundamental para o modelo de Minnesota. Para os precursores do m\u00e9todo, \u00e9 essencial trabalhar primeiro com o v\u00edcio. Caso contr\u00e1rio, a recupera\u00e7\u00e3o de transtornos psiqui\u00e1tricos ou a modifica\u00e7\u00e3o bem-sucedida de problemas sociais e \/ ou f\u00edsicos \u00e9 perdida. Por outro lado, ajudar algu\u00e9m a aceitar e enfrentar honestamente o v\u00edcio e n\u00e3o ajud\u00e1-lo a lidar com outros problemas incapacitantes da vida resultaria em fracasso (EDWARDS; MARSHALL; COOK, 2015).<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias associadas ao v\u00edcio foram agrupadas em multifacetadas, f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, sociais e espirituais, sendo o tratamento a interven\u00e7\u00e3o direta no processo prim\u00e1rio. Essa era a ideia radicalmente nova, especialmente para profissionais que aprenderam que o v\u00edcio sempre foi um sintoma de alguma situa\u00e7\u00e3o subjacente (EDWARDS; MARSHALL; COOK, 2015).<\/p>\n<p>O modelo concentra-se no crescimento espiritual, na dignidade da pessoa e defende o conceito de doen\u00e7a sem cura, com cuidados cont\u00ednuos na recupera\u00e7\u00e3o. Os objetivos que se prop\u00f5e alcan\u00e7ar s\u00e3o: recuperar o adicto para reinseri-lo na sociedade, em vez de envolv\u00ea-los ou ignor\u00e1-los; trate-os com dignidade e ajudar a recuperar-se fisicamente, mentalmente e espiritualmente (FERN\u00c1NDEZ-LLIM\u00d3S; FAUS, 2005).<\/p>\n<p>Para o modelo, o conceito de doen\u00e7a \u00e9 defens\u00e1vel do ponto de vista l\u00f3gico e \u00fatil no n\u00edvel terap\u00eautico. A anatomia do viciado pode ser comparada com a de outras doen\u00e7as &#8220;leg\u00edtimas&#8221;. Tamb\u00e9m trata a depend\u00eancia qu\u00edmica como uma doen\u00e7a porque faz sentido cl\u00ednico: defende o tratamento humanit\u00e1rio para pessoas dependentes, melhora o acesso ao tratamento e promove a abstin\u00eancia (FERN\u00c1NDEZ-LLIM\u00d3S; FAUS, 2005).<\/p>\n<p>A depend\u00eancia qu\u00edmica deve ser tratada como uma doen\u00e7a prim\u00e1ria. Prim\u00e1rio refere-se \u00e0 natureza do v\u00edcio como uma entidade patol\u00f3gica separada de outros estados fisiopatol\u00f3gicos que podem estar associados. Prim\u00e1rio refere-se \u00e0 depend\u00eancia qu\u00edmica n\u00e3o \u00e9 um sintoma de outro processo patol\u00f3gico subjacente. O modelo visa atingir dois objetivos de longo prazo, de um lado, o de abstin\u00eancia total das drogas e o segundo, de uma melhor qualidade de vida. Para atingir objetivos de longo prazo, trabalhamos com os objetivos de curto prazo que s\u00e3o ajudar a pessoa viciada e sua fam\u00edlia a reconhecer a doen\u00e7a e as conseq\u00fc\u00eancias que ela traz (JABER FILHO; ANDRE, 2002).<\/p>\n<p>Ajudar a pessoa a admitir que est\u00e1 doente e precisa de ajuda, e se convencer de que pode viver uma vida construtiva com a realidade de uma doen\u00e7a que n\u00e3o tem cura. Ajudar a pessoa a identificar quais s\u00e3o os comportamentos e \/ ou defeitos que ela tem que modificar para ter uma melhor qualidade de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3 PRESSUPOSTOS B\u00c1SICOS DO M\u00c9TODO DE MINNESOTA <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.1 Sinais E Sintomas Do Alcoolismo <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 comum a nega\u00e7\u00e3o do alcoolismo entre os pr\u00f3prios alco\u00f3latras, m\u00e9dicos, amigos e familiares, pelo menos por um per\u00edodo prolongado. E isso \u00e9 um problema em si. Para identificar o problema, existem sinais e sintomas quase id\u00eanticos, independentemente da origem demogr\u00e1fica, da personalidade e da heterogeneidade sociocultural das pessoas. Pensou-se que os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos tinham que ser unificados e foi apontado que todos os alco\u00f3latras bebem excessivamente, independentemente da forma de beber, da periodicidade ou da classe social a que pertencem (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o \u00e1lcool \u00e9 prejudicado por todas as pessoas e a maioria das pessoas continua a beber por anos, mesmo que sua vida se torne complicada e perca a qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4 A ESTRUTURA DO PROGRAMA DE TRATAMENTO <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1950 n\u00e3o havia um programa estruturado, mas um procedimento curto com protocolos m\u00e9dicos de desintoxica\u00e7\u00e3o. A ideia desenvolveu que o tratamento deveria ter um programa progressivo, assim como o alcoolismo era considerado uma doen\u00e7a progressiva e cr\u00f4nica com diferentes fases. Decidiu-se que o foco do modelo seria o cuidado e n\u00e3o a cura. O objetivo: ajudar o viciado a aprender a viver com sua condi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica. A filosofia b\u00e1sica do programa adotou os conceitos do Programa dos Doze Passos de Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA). A confian\u00e7a no valor do AA veio principalmente de uma s\u00e9rie de visitas informais a membros da comunidade e proeminentes l\u00edderes do AA no estado de Minnesota (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d).<\/p>\n<p>Profissionais n\u00e3o viciados queriam conhecer e aprender com os membros de AA para acessar sua maneira de pensar e personalidade do viciado. Esta facilidade de acesso foi dada pela experi\u00eancia de profissionais que conheciam os ex-viciados tenham vivido no seu corpo o que sentiram e este lhes proporcionou maior capacidade de empatia.<\/p>\n<p>Pensou-se que para alcan\u00e7ar objetivos terap\u00eauticos, seria melhor se os pacientes vivessem em um espa\u00e7o cl\u00ednico. Decidiu-se criar um ambiente estruturado com uma s\u00e9rie de atividades organizadas para que os pacientes estimulassem mudan\u00e7as comportamentais. O tratamento foi pensado para ser curto e intensivo para produzir uma mudan\u00e7a r\u00e1pida. O objetivo seria desenvolver estrat\u00e9gias para ajudar cada adicto a modificar o estilo de vida viciante (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d).<\/p>\n<p>A equipe em que se pensava tinha que ser multidisciplinar. Tudo come\u00e7ou com um grupo de equipamentos psiqui\u00e1trico hospital, m\u00e9dicos, assistentes sociais, psic\u00f3logos, enfermeiros, sacerdotes e alguns alco\u00f3licos em recupera\u00e7\u00e3o foram inclu\u00eddos. Estes \u00faltimos foram integrados para atuar como &#8220;conselheiros&#8221;. Sua tarefa era aproximar e escoltar os pacientes, comunicar a filosofia do AA e ser um modelo de recupera\u00e7\u00e3o a seguir pelos pacientes. A influ\u00eancia das estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o nos grupos e conselhos de AA foi fundamental no desenvolvimento do programa.<\/p>\n<p>Conselheiros em recupera\u00e7\u00e3o serviram para liderar grupos baseados em tarefas. Identificando-se com os pacientes, eles puderam obter sua confian\u00e7a para que pudessem dar respostas honestas. O objetivo das reuni\u00f5es do grupo era ajudar a resolver problemas pessoais relacionados ao alcoolismo. Foi em um ambiente de grupo, altamente estruturado e orientado para a tarefa, alguns pacientes podem escapar \u00e0 sua principal problema muito tempo (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d).<\/p>\n<p>Pronto foi que alguns pacientes foram capazes de ajudar uns aos outros. Informalmente, pequenos grupos n\u00e3o estruturados s\u00e3o formados, sem um l\u00edder. Surpreendia o fato de pessoas doentes poderem se ajudar em alguns aspectos, sem ajuda profissional. O paciente foi emancipado de uma tradicional rela\u00e7\u00e3o passivo-dependente com o profissional.<\/p>\n<p>Sem a influ\u00eancia de administra\u00e7\u00e3o de AA eu n\u00e3o tinha encontrado que quando um grupo de companheiros de sofrimento se re\u00fanem em uma estruturada para compartilhar seu ambiente cr\u00f4nica e problemas comuns, ocorrem mudan\u00e7as positivas.<\/p>\n<p>Pessoas que n\u00e3o podem ajudar a si mesmos, \u00e0s vezes, podem se ajudar mutuamente. Outra de influ\u00eancias ben\u00e9ficas de AA era aprender o procedimento das suas reuni\u00f5es em seus aspectos did\u00e1ticos. Nos grupos de autoajuda, os antigos membros ensinam os novos. Eles v\u00e3o assistir e ouvir palestras curtas e explica\u00e7\u00f5es sobre compreens\u00e3o e experi\u00eancia pessoal dos Doze Passos do A. A (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d).<\/p>\n<p>Como resultado desta descoberta, uma s\u00e9rie de palestras para pacientes foi desenvolvida. De fato, as confer\u00eancias se tornaram a espinha dorsal do programa. Uma raz\u00e3o para a efic\u00e1cia desta abordagem educativa pode ser associada com o anonimato de prote\u00e7\u00e3o de palestras em sala de aula. Neste ambiente, os pacientes podem reconceitualizar sua pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o sem medo de exposi\u00e7\u00e3o a outros pacientes ou equipe profissional e, especialmente, sem medo de ter de fazer revela\u00e7\u00f5es pessoais ou embara\u00e7osas porque uma das regras \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 diz que n\u00e3o transcenda esse espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4 FASES FUNDAMENTAIS DO TRATAMENTO <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tratamento pode ser resumido em termos de um processo din\u00e2mico sequencial ou como um programa de tr\u00eas fases sistem\u00e1ticas relacionadas (ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS, s-d):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Aceite impot\u00eancia sobre drogas: O primeiro objetivo do tratamento, uma vez que o processo de desintoxica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stico \u00e9 para ajudar o paciente a admitir e aceitar que \u00e9 impotente perante o \u00e1lcool ou outras drogas que alteram o humor. Nesta fase, ele ajuda a aceitar o fato de que a vida se tornou incontrol\u00e1vel por causa do v\u00edcio. \u00c9 o primeiro dos Doze Passos da filosofia de AA e \u00e9 uma tentativa de quebrar a nega\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Reconhecer a necessidade de mudan\u00e7a: Agora o paciente \u00e9 ajudado a reconhecer que \u00e9 vital para mudar seu comportamento para a sobreviv\u00eancia. Devemos transmitir a ele que ele tem a capacidade de fazer mudan\u00e7as. Outro aspecto importante \u00e9 ajudar o paciente a ver que a estrutura do programa, a rotina b\u00e1sica para realiz\u00e1-lo, \u00e9 o ve\u00edculo para, em seguida, fa\u00e7a as altera\u00e7\u00f5es. O per\u00edodo de deten\u00e7\u00e3o \u00e9 o tratamento, a recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada depois de colocar em pr\u00e1tica o que foi aprendido no programa. O paciente \u00e9 introduzido no SHG, AA ou NA, como uma ferramenta essencial para o trabalho para executar a recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Plano para agir: O terceiro objetivo do tratamento \u00e9 ajudar o paciente a agir, tomar decis\u00f5es e alterar os comportamentos que precisam mudar. O objetivo \u00e9 apoiar o paciente. Ele come\u00e7a a visualizar o que vai precisar e ser capaz de fazer mudan\u00e7as em seu estilo de vida.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5 CUIDADOS CONT\u00cdNUOS <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Modelo de Minnesota tornou-se parte integrante do grau em que foi capaz de estabelecer uma rede de servi\u00e7os essenciais, onde o tratamento faz parte dos cuidados continuados. O paciente deixa o tratamento preparado para a pr\u00f3xima fase, com um plano para trabalhar em sua recupera\u00e7\u00e3o. Fica em contato para receber apoio de uma rede de atendimento organizada pelo centro de tratamento. A maioria dos pacientes retorna diretamente ao ambiente anterior, com a recomenda\u00e7\u00e3o de se juntar ao grupo AA ou NA em sua localidade ou outro grupo de refer\u00eancia (JABER FILHO; ANDRE, 2002).<\/p>\n<p>Outros transferem-se para uma &#8220;casa intermedi\u00e1ria&#8221;, onde continuam a receber tratamento, integram-se em sua vida profissional e transferem-se para cuidados psicol\u00f3gicos ou m\u00e9dicos especializados. Em Minnesota, foi poss\u00edvel verificar que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de pessoas recuperadas e o desenvolvimento da extens\u00e3o da rede de aten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua (JABER FILHO; ANDRE, 2002).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6 CRIT\u00c9RIOS DE INDICA\u00c7\u00c3O DE COMUNIDADE TERAP\u00caUTICA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assist\u00eancia a toxicodependentes \u00e9 relativamente ampla, variada e bem conhecida. A escolha do contexto e da modalidade de interven\u00e7\u00e3o deve basear-se nas demandas de um plano de tratamento, nas necessidades do paciente e nas caracter\u00edsticas dos servi\u00e7os dispon\u00edveis. A priori, os pacientes devem ser tratados no ambiente menos restritivo poss\u00edvel com rela\u00e7\u00e3o ao acesso a subst\u00e2ncias e outros comportamentos de risco, que t\u00eam a maior probabilidade de serem seguros e eficazes. As decis\u00f5es sobre o local de tratamento devem levar em considera\u00e7\u00e3o (JABER FILHO; ANDRE, 2002):<\/p>\n<p>&#8211; Desejo e capacidade do paciente de cooperar e se beneficiar do tratamento.<\/p>\n<p>&#8211; Sua necessidade de estrutura, apoio e supervis\u00e3o para se manter seguro e longe de atividades e ambientes que promovam o uso e abuso de subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>&#8211; A necessidade espec\u00edfica de tratamentos para comorbidades m\u00e9dico-psiqui\u00e1tricas.<\/p>\n<p>&#8211; Necessidade de tratamentos espec\u00edficos ou uma intensidade de tratamento dispon\u00edvel em ambientes espec\u00edficos e<\/p>\n<p>&#8211; A prefer\u00eancia por um dado tratamento.<\/p>\n<p>Os pacientes devem ser encaminhados de um n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o para outro com base nesses crit\u00e9rios e na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da disposi\u00e7\u00e3o do paciente e na possibilidade de se beneficiar de um n\u00edvel mais baixo de assist\u00eancia.<\/p>\n<p>Estudos comparando os benef\u00edcios relativos de diferentes modalidades de tratamento apresentam v\u00e1rios problemas metodol\u00f3gicos derivados da heterogeneidade das amostras e tipos de programas, altas taxas de abandono, diferentes resultados, etc. No entanto, alguns crit\u00e9rios podem definir a indica\u00e7\u00e3o de tratamento em uma comunidade terap\u00eautica para problemas de abuso ou depend\u00eancia de drogas (JABER FILHO; ANDRE, 2002).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de ex-dependentes dos terapeutas \u00e9 positivamente valorizada. A toxicodepend\u00eancia \u00e9 reconhecida como uma doen\u00e7a. A terapia \u00e9 importante pra o tratamento. O envolvimento da fam\u00edlia no tratamento \u00e9 fundamental. \u00c9 muito importante a localiza\u00e7\u00e3o no mesmo centro de todos os processos do tratamento. A mudan\u00e7a de h\u00e1bitos \u00e9 fundamental para a reabilita\u00e7\u00e3o e o acompanhamento no centro ap\u00f3s o tratamento evita reca\u00eddas. A abstin\u00eancia \u00e9 o objetivo de acabar com o v\u00edcio e todos os pacientes experimentam uma mudan\u00e7a positiva e radical e recomendam o tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>ALCO\u00d3LICOS AN\u00d4NIMOS. <strong>Sobriedade<\/strong>. [Vers\u00e3o\u00a0 electr\u00f4nica]\u00a0 Retirado de\u00a0 http:\/\/www.aasobriedade.org\/modules.php?name=Conteudo&amp;pid=7. Acesso em novembro de 2018.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>EDWARDS, G., MARSHALL, E., COOK, C. <strong>O tratamento do Alcoolismo<\/strong>: Um guia para profissionais da Sa\u00fade. S\u00e3o Paulo\ua789 Editora Artmed, 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FERN\u00c1NDEZ-LLIM\u00d3S F, FAUS MJ. From drug-related problems to \u201cnegative clinical outcomes. <strong>Am J Health Syst Pharm<\/strong> 2005; 62(22): 2348-50.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HAZELDEN FOUDATION. <strong>The Evolution of the Multidisciplinary Approach to Addiction Recovery <\/strong>\u2013 The Minnesota Model. Minessota\ua789 Jerry Spicer, 1993.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>JABER FILHO, Jorge A. , ANDRE, Charles. <strong>Alcoolismo<\/strong>. Editora Revinter, 2002.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raphael Gomes de Souza &nbsp; RESUMO A pesquisa busca apresentar e discutir a validade do modelo de tratamento de Minnesota, criado nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1950. 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#3 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/class-wp-hook.php(365): WP_Hook-&gt;apply_filters(NULL, Array)
#4 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/plugin.php(522): WP_Hook-&gt;do_action(Array)
#5 /home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-includes/load.php(1308): do_action('shutdown')
#6 [internal function]: shutdown_action_hook()
#7 {main}
  thrown in <b>/home/clinicajorgejaber/www/novo/wp-content/plugins/anyfont/lib/class.admin.php</b> on line <b>375</b><br />
