{"id":3180,"date":"2018-12-13T08:28:48","date_gmt":"2018-12-13T11:28:48","guid":{"rendered":"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/?p=3180"},"modified":"2018-12-13T08:28:48","modified_gmt":"2018-12-13T11:28:48","slug":"uso-de-drogas-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/12\/uso-de-drogas-na-adolescencia\/","title":{"rendered":"Uso de drogas na adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nome: Bianca de Fran\u00e7a Ribeiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia pode ser considerada como um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o d\u00e1 inf\u00e2ncia para a idade adulta, passando por um estado de intensa depend\u00eancia para uma condi\u00e7\u00e3o de autonomia pessoal, e de uma condi\u00e7\u00e3o de necessidade de controle externo para o autocontrole, onde as habilidades cognitivas e as experi\u00eancias pessoais se tornam mais complexas.<\/p>\n<p>A experimenta\u00e7\u00e3o de novos pap\u00e9is sociais e de novos valores \u00e9 uma forte caracter\u00edstica da transitoriedade dessa fase, segundo (Breinbauer,2008). A tentativa de se tornar independente em rela\u00e7\u00e3o aos pais, faz com que o adolescente passe mais tempo com amigos, dividindo com eles as dificuldades, d\u00favidas e ang\u00fastias. Essa necessidade de autonomia, tanto emocional quanto social, facilita a separa\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia e gera consequentes conflitos dentro de casa. Esses conflitos podem gerar rebeldia, sentimentos de raiva, rivalidade e competi\u00e7\u00e3o. Tais sentimentos n\u00e3o devem ser vistos somente como pontos negativos. Tendo um equil\u00edbrio entre os sentimentos de afei\u00e7\u00e3o e empatia, os sentimentos negativos servem para que o adolescente tenha um senso de si mesmo e determine seus pontos fortes e fracos.<\/p>\n<p>Comumente, o adolescer \u00e9 compreendido com um per\u00edodo de pura mudan\u00e7a \u00e9 inquietude. Marcada pelos impulsos do crescimento corporal, pelas mudan\u00e7as do desenvolvimento emocional, mental e social, al\u00e9m de ser um per\u00edodo no qual o indiv\u00edduo lan\u00e7a m\u00e3o de intensos esfor\u00e7os para alcan\u00e7ar objetivos referentes \u00e0 sociedade e de seu grupo familiar.<\/p>\n<p>Vimos que viver e atravessar a etapa da adolesc\u00eancia \u00e9 uma experi\u00eancia vital que, inevitavelmente envolve sofrimento ps\u00edquico. O modo de ser do adolescente \u00e9 doloroso. \u201cEle poder\u00e1 procurar evitar a dor refugiando-se na nega\u00e7\u00e3o e na sublima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por viverem a instabilidade de um corpo e mente em constante transforma\u00e7\u00e3o, o que provoca maior ou menor sofrimento ps\u00edquico, os adolescentes constituem um grupo de risco em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de drogas. Os adolescentes procuram com os pares (amigos, turma, \u201cgalera\u201d) a dose necess\u00e1ria de aconchego, solidariedade e compreens\u00e3o, o que faz parte de uma adolesc\u00eancia considerada normal. Nesta etapa, os<br \/>\nadolescentes querem ser diferentes dos adultos e, ao mesmo tempo, pertencer a<br \/>\num grupo. Ent\u00e3o, \u00e9 esperado que questionem e duvidem de verdades prontas e<br \/>\nrebelem-se, expressando, assim, toda sua energia e criatividade. Mas, esta energia<br \/>\ntamb\u00e9m pode ser canalizada para atividades de risco ou lesivas ao pr\u00f3prio<br \/>\nbem-estar. \u00c9 neste momento que as drogas, l\u00edcitas e il\u00edcitas, t\u00eam a perversa capacidade de desviar o curso de vida dos jovens, por vezes, de maneira irrevers\u00edvel. Sem distin\u00e7\u00e3o de classe social ou n\u00edvel intelectual, assuntos relacionados \u00e0s drogas destacam-se em praticamente todos os campos de debates. Muito embora nos espa\u00e7os acad\u00eamicos essa discuss\u00e3o j\u00e1 seja considerada superada, pelo menos as duas vertentes: favor\u00e1veis \u00e0 libera\u00e7\u00e3o e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o j\u00e1<br \/>\nconstru\u00edram, de forma s\u00f3lida, seus argumentos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>Esta pesquisa foi bibliogr\u00e1fica descritiva. A amostra se deu a partir dos dados consultados em livros, artigos, revistas e fontes examinadas em Internet.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Objetivo Geral<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho em quest\u00e3o discute a tem\u00e1tica drogas na adolesc\u00eancia, sendo de<br \/>\ngrande relev\u00e2ncia para estudo na sa\u00fade p\u00fablica, e analisar os principais motivos que levam o jovem a usar drogas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alcool e tabaco<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente o adolescente come\u00e7a com uso de drogas consideradas l\u00edcitas, podendo ampliar sistemicamente para o uso das drogas il\u00edcitas.<\/p>\n<p>Segundo o Psiquiatra Jorge Jaber (2002), 30% dos indiv\u00edduos que experimentam bebidas alco\u00f3licas desenvolver\u00e3o problemas relacionados a esse consumo, sendo destes, 20% por uso abusivo e 10% por depend\u00eancia.\u00a0 Em boa parte, esses indiv\u00edduos constituir\u00e3o uma grande popula\u00e7\u00e3o de \u201cbebedores-problemas\u201d, preenchendo os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos para abuso de drogas. Muitas vezes esse uso abusivo de \u00e1lcool pode constituir um problema tempor\u00e1rio, por exemplo, na adolesc\u00eancia e na presen\u00e7a de luto ou depress\u00e3o. \u00c9 porem essa popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel ao desenvolvimento futuro de crit\u00e9rios de depend\u00eancia alc\u00f3olica.<\/p>\n<p>De acordo com Pechansky, Szobot e Scivoletto, (2004), por ser facilmente obtida e comumente propagada, a experimenta\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool e do tabaco vem a ser precoce e disseminada entre os adolescentes. O primeiro contato costuma ser em um ambiente de amigos. O adolescente, normalmente tem amigos que j\u00e1 fazem o uso de drogas, o que gera uma press\u00e3o do grupo para que ele experimente. O consumo de subst\u00e2ncias psicoativas pelos adolescentes tem aceita\u00e7\u00e3o cultural em diferentes sociedades, o que dificulta a promo\u00e7\u00e3o de abstin\u00eancia nesse grupo et\u00e1rio. O \u00e1lcool \u00e9 o tipo de droga que os adolescentes mais se identificam e essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 intimamente ligada a atos de viol\u00eancia. Isso se reflete nos altos \u00edndices de mortes de jovens, por acidentes automobil\u00edsticos, (Aquino, 1998).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia o consumo de \u00e1lcool traz preju\u00edzos significativos para os jovens e, por isso, s\u00e3o protegidos pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente: No caso da adolesc\u00eancia o uso de \u00e1lcool se torna mais complexo porque o organismo em forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem resist\u00eancia. Um copo de cerveja \u00e9 o bastante para fazer com que o indiv\u00edduo perca o senso de julgamento e a coordena\u00e7\u00e3o motora seja afetada. Psicologicamente o jovem sob influ\u00eancia do \u00e1lcool ou outras drogas sofre transforma\u00e7\u00f5es no temperamento e na personalidade (Silva, 2000, p.39).<\/p>\n<p>Uma vez que o uso de \u00e1lcool e tabaco por adolescentes \u00e9 difuso e necessita da aceita\u00e7\u00e3o da sociedade em geral, promover a abstin\u00eancia de \u00e1lcool e do tabaco entre adolescentes n\u00e3o \u00e9 uma meta que se consiga alcan\u00e7ar com facilidade.<\/p>\n<p>Ainda que o tabaco e o \u00e1lcool ocasionam mais mortes e afli\u00e7\u00e3o que todas as outras drogas ilegais acopladas, tanto uma quanto outra s\u00e3o evidenciadas pela m\u00eddia nas publicidades, com opini\u00f5es de pessoas bem-sucedidas, comumente artistas populares de import\u00e2ncia, como por<br \/>\nexemplo de glamour, solicitando a sociabilidade e a incita\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Os cigarros passaram a ter cores, cheiro e at\u00e9 sabores diferentes, como menta e chocolate, e com isso atra\u00edram principalmente os jovens. Mas a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) adverte que os aditivos que d\u00e3o essa nova cara ao produto tamb\u00e9m aumentam o seu potencial t\u00f3xico.<\/p>\n<p>O tabaco \u00e9 uma droga que muitas vezes est\u00e1 ligada a outras drogas, Jovens fumantes quando comparados aos n\u00e3o fumantes, consomem 3 vezes mais \u00e1lcool, usam 8 vezes mais maconha, 22 vezes mais coca\u00edna e ainda apresentam comportamentos de risco como sexo sem prote\u00e7\u00e3o e agress\u00e3o f\u00edsica (WHO, 2011).<\/p>\n<p>Por isso, pais, outros adultos e programas de preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o a sa\u00fade devem trabalhar em conjunto para oferecer maneiras de abordar e lidar com situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 disponibilidade de bebida alco\u00f3lica para a classe jovem.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O adolescente e o uso de drogas<\/strong><\/p>\n<p>A maturidade e o desenvolvimento do adolescente v\u00e3o depender de diversos<br \/>\nfatores em que o adolescente est\u00e1 inserido, tais como sociais, culturais e hist\u00f3ricos.<br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) definiu como per\u00edodo cronol\u00f3gico de idade<br \/>\ndos adolescentes de 10 aos 19 anos.<\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia passou a ser vista com olhar anal\u00edtico al\u00e9m do que ela representava no passado, que seria somente um momento de transforma\u00e7\u00f5es, pois os adolescentes est\u00e3o cada vez mais em busca de novas sensa\u00e7\u00f5es (LIMA, NASCIMENTO, ALCHIERI, 2015).<\/p>\n<p>A idade de inicia\u00e7\u00e3o ao uso de drogas \u00e9 cada vez mais precoce. Estudo brasileiro mostrou que<br \/>\no uso de drogas por adolescente do sexo feminino e masculino se d\u00e1 por volta dos 12,5 e 12,8<br \/>\nanos para o \u00e1lcool e tabaco, respectivamente; com rela\u00e7\u00e3o a maconha, a coca\u00edna, o crack ,os<br \/>\n13,1 anos para os adolescentes e 14,4 anos para as adolescentes.<br \/>\nNeste caso, \u00e9 de suma import\u00e2ncia fazer o reconhecimento do grupo dos<br \/>\nadolescentes de risco associado ao uso de drogas e \u00e1lcool (PECHANSKY et.al., 2014).<\/p>\n<p>O adolescente, quando tem sua primeira experi\u00eancia com a droga, o est\u00e1gio<br \/>\nde consumo e de subst\u00e2ncias como outras drogas aumenta com rapidez, por\u00e9m, na<br \/>\nvida adulta, h\u00e1 uma queda consider\u00e1vel por conta dos compromissos, como a<br \/>\nsustentabilidade de sua fam\u00edlia (PESHANSCKY et. al., 2014).<\/p>\n<p>Segundo \u201ca organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) aponta o \u00e1lcool como<br \/>\nsendo a subst\u00e2ncia psicoativa mais consumida por crian\u00e7as e adolescentes. A<br \/>\nm\u00e9dia de idade, no Brasil, para o primeiro uso de \u00e1lcool \u00e9 de 12,5 anos\u201d<br \/>\n(PECHANSKY et. al., 2014, p. 68).<\/p>\n<p>De acordo com dados epidemiol\u00f3gicos, o in\u00edcio da ingest\u00e3o de \u00e1lcool, cigarro e outras drogas acontecem principalmente na adolesc\u00eancia. O mecanismo de a\u00e7\u00e3o de determinadas drogas certamente causar\u00e1 sociabilidade e amplia\u00e7\u00e3o do apetite sexual, que predisp\u00f5e ao adolescente a praticar o ato sexual inseguro (PECHANSKY et. al., 2014).<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o do uso de subst\u00e2ncia qu\u00edmica e o adolescente \u00e9 a realidade do nosso pa\u00eds. \u00c9 na faixa et\u00e1ria de transi\u00e7\u00e3o entre a inf\u00e2ncia e a vida adulta que, contemporaneamente, as subst\u00e2ncias entorpecentes exercem maior poder de atra\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de um problema meramente individual daqueles envolvidos na dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o drogas e juventude, o assunto j\u00e1 se tornou uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica e com consequ\u00eancias sociais de longo alcance.<\/p>\n<p>Observa-se que o consumo de drogas por adolescentes \u00e9 uma realidade em todo mundo, que tem se ampliado em todas as sociedades, um fen\u00f4meno complexo, pois \u00e9 na adolesc\u00eancia que o uso de entorpecentes pode causar danos por toda sua vida. O uso de drogas por adolescentes se constitui em um problema psicossocial, problem\u00e1tica que n\u00e3o est\u00e1 inserida apenas em nossa atualidade e sim vem sendo discutida h\u00e1 algum tempo, sendo necess\u00e1rio refletir sobre esse problema, objetivando solu\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>Maconha<\/strong><\/p>\n<p>A cannabis sativa \u00e9 considerada uma droga il\u00edcita, podendo causar<br \/>\ndepend\u00eancia. A depend\u00eancia \u00e9 definida pela OMS como \u201cum estado de intoxica\u00e7\u00e3o<br \/>\ncr\u00f4nica peri\u00f3dica ou produzido pelo consumo repetido de uma droga natural ou<br \/>\nsint\u00e9tica, caracterizado pelo desejo dominante em utilizar a droga e para obter por<br \/>\nqualquer meio\u201d. Alguns autores t\u00eam proposto que a maconha n\u00e3o induz<br \/>\ndepend\u00eancia f\u00edsica em humanos, enquanto outros descrevem o aparecimento de<br \/>\nalguns sinais de abstin\u00eancia em usu\u00e1rios cr\u00f4nicos. Estes sinais incluem<br \/>\nirritabilidade, agita\u00e7\u00e3o, nervosismo, perda de apetite, perda de peso, ins\u00f4nia, tremor<br \/>\ne aumento da temperatura corporal.<\/p>\n<p>Seu uso pode afetar significativamente a mente, alterando as fun\u00e7\u00f5es normais do c\u00e9rebro e interferindo em todas as \u00e1reas da vida humana. Partindo do princ\u00edpio de que o adolescente cres\u00e7a sofrendo esses males e consequ\u00eancias, sua personalidade ser\u00e1 formada por sentimentos negativos, dificuldades para o desenvolvimento e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, ao relacionamento afetivo e ao ambiente de trabalho, podendo at\u00e9 mesmo n\u00e3o chegar \u00e0 idade adulta, uma vez que uma das consequ\u00eancias do uso da cannabis Sativa leva \u00e0 depress\u00e3o e comportamentos suicidas.<\/p>\n<p>O abuso de maconha entre adolescentes dos pa\u00edses desenvolvidos vem aumentando significativamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Uma das poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para esse fato \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de que a maconha \u00e9 uma \u201cdroga leve\u201d, sem muitas consequ\u00eancias para a sa\u00fade do indiv\u00edduo, em contraste com outras drogas il\u00edcitas. Na popula\u00e7\u00e3o brasileira, recente pesquisa da SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) demonstrou que 9% dos adolescentes j\u00e1 utilizaram maconha pelo menos uma vez. Esse conceito, no entanto, tem sido contestado por recentes estudos longitudinais realizados na Europa e na Nova Zel\u00e2ndia, que demonstraram uma associa\u00e7\u00e3o positiva, numa curva de dose-efeito, entre o uso de maconha durante a adolesc\u00eancia e um risco aumentado do diagn\u00f3stico de esquizofrenia no futuro. Isso nos alerta para o fato de que o uso \u201cinocente\u201d de drogas durante a adolesc\u00eancia pode estar associado a importantes efeitos adversos a longo prazo.<\/p>\n<p>\u00c9 um fato bem estabelecido que pacientes esquizofr\u00eanicos tendem a fazer uso abusivo de drogas, o que tem sido relacionado a uma necessidade de automedica\u00e7\u00e3o para sintomas t\u00e3o perturbadores. O que se observa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maconha, contudo, \u00e9 que muitas vezes o in\u00edcio do uso precede o aparecimento de sintomas esquizofr\u00eanicos. Isso levou alguns investigadores a hipotetizar que possivelmente o abuso de maconha funcionaria como um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas esquizofr\u00eanicos em indiv\u00edduos vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Esses achados foram replicados em outros dois estudos realizados na Holanda e na Nova Zel\u00e2ndia. O primeiro estudo, tamb\u00e9m longitudinal, foi realizado numa popula\u00e7\u00e3o de 4.045 adolescentes e demonstrou um aumento de quase tr\u00eas vezes no risco de sintomas psic\u00f3ticos em adolescentes que relataram uso frequente de maconha.\u00a0No segundo estudo, com desenho de coorte com mais de mil adolescentes seguidos desde o nascimento, os jovens que relataram uso de maconha apresentaram uma chance quatro vezes maior de serem diagnosticados como portadores de transtorno esquizofreniforme aos 26 anos de idade.<\/p>\n<p>Iniciativas com o objetivo de reduzir o uso de maconha entre os jovens poderiam, portanto, ter um impacto positivo na preven\u00e7\u00e3o de futuros casos de esquizofrenia. Campanhas que possam esclarecer esses achados para jovens, particularmente quando desenvolvidas de uma maneira criativa e envolvendo outros jovens, s\u00e3o necess\u00e1rias e relevantes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Coca\u00edna e Crack<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com tiba (1998), as crian\u00e7as e os adolescentes s\u00e3o mais vulner\u00e1veis que os adultos aos efeitos da droga, justamente por estarem em desenvolvimento. Portanto v\u00ea-se que a puberdade \u00e9 um dos per\u00edodos mais vulner\u00e1veis por que passa o ser humano, pois nesse per\u00edodo manifestam-se suas caracter\u00edsticas sexuais secund\u00e1rias, sendo grande o movimento de horm\u00f4nios, de crescimento celular com consequente matura\u00e7\u00e3o de muitos \u00f3rg\u00e3os e estruturas cerebrais neurol\u00f3gicas e corporais. Tendo em vista estas quest\u00f5es, toda essa movimenta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica torna a puberdade muito suscet\u00edvel aos efeitos prejudiciais da droga.<\/p>\n<p>Partindo do princ\u00edpio e do entendimento de que o adolescente chegue \u00e0 maioridade sofrendo os males e as consequ\u00eancias do uso da coca\u00edna, este ter\u00e1 sua personalidade formada com sentimentos negativos, al\u00e9m de baixa estima e experi\u00eancias emocionais negativas, poder\u00e3o ter dificuldades para o desenvolvimento e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, ao relacionamento afetivo e ao ambiente de trabalho, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo.<\/p>\n<p>O consumo de coca\u00edna pode comprometer fun\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de um modo muito mais agressivo entre os que come\u00e7aram a consumir a droga ainda na adolesc\u00eancia do que entre aqueles que passaram a us\u00e1-la mais tarde, j\u00e1 na fase adulta. A conclus\u00e3o, apresentada em um artigo publicado na revista\u00a0Addictive Behaviors, \u00e9 de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP). Sob coordena\u00e7\u00e3o do neuropsic\u00f3logo Paulo Jannuzzi Cunha, pesquisador do Laborat\u00f3rio de Neuroimagem do Departamento de Psiquiatria da faculdade, eles avaliaram 103 dependentes da subst\u00e2ncia, todos da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o abuso de drogas, em especial do crack, por adolescentes est\u00e1 vinculado ao crime e a pobreza, evidenciando que fatores econ\u00f4micos implicam ao consumo de drogas.<\/p>\n<p>O crack causa depend\u00eancia em curto per\u00edodo de consumo e tem um efeito devastador; \u00e9 a droga que mais est\u00e1 relacionada com a criminalidade, pois quanto mais se fuma o crack, mais se tem a necessidade de consumi-la. Esse entorpecente \u00e9 muito utilizado por adolescentes moradores de rua, seu uso faz com que muitos passem a cometer atos infracionais como forma de sustentar o v\u00edcio.<\/p>\n<p>Diante do que foi explicitado, podem-se confirmar as graves consequ\u00eancias atrav\u00e9s do uso da coca\u00edna e do crack na constru\u00e7\u00e3o da identidade do adolescente, sejam elas consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas ou sociais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias do uso de drogas na adolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A falta de conhecimento sobre o uso de drogas e suas consequ\u00eancias pode vir a propiciar o<br \/>\naumento desordenado no n\u00famero de usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Caso contr\u00e1rio, se medidas urgentes n\u00e3o forem tomadas, consequ\u00eancias dr\u00e1sticas podem vir a acontecer, uma vez que o adolescente pode vir a sofrer preju\u00edzo em seu desempenho escolar e ferindo sua autoestima, afetando suas rela\u00e7\u00f5es afetivas e sociais, influenciando-o \u00e0 criminalidade, e nos casos mais graves, ocasionando quadros graves de transtornos ps\u00edquicos, f\u00edsicos e\/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem preju\u00edzos irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores bem reconhecidos como de risco ao uso problem\u00e1tico de drogas, entretanto alguns parecem ter maior peso do que os outros.<\/p>\n<p>Diante do exposto, \u00e9 cada vez mais preocupante o uso de drogas na adolesc\u00eancia e suas consequ\u00eancias, uma vez que \u00e9 nesta fase da vida que envolve amadurecimento, riscos, medos e instabilidades. Com isso, tamb\u00e9m se faz necess\u00e1rio uma a\u00e7\u00e3o conjunta entre a fam\u00edlia, governo e a sociedade como um todo, que podem atuar no \u00e2mbito da interven\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo, uma vez que a falta de conhecimento sobre a droga, sua exist\u00eancia, seu funcionamento e suas consequ\u00eancias podem vir a propiciar o aumento desordenado no n\u00famero de usu\u00e1rios, e, principalmente, na gravidade de novos casos, expondo-nos a situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas isoladas ou coletivas que de alguma forma poderiam ser evitadas.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia e adolescente<\/strong><\/p>\n<p>Na conjuntura familiar que se divulgam os sentimentos (amor, \u00f3dio, inveja, gratid\u00e3o), que a crian\u00e7a aprende a reconhecer-se como \u00fanica (identidade) e como parte do grupo (sentido de pertencer, o sentido do n\u00f3s). \u201cAt\u00e9 agora n\u00e3o foi descoberta outra forma de ensinar gente a ser gente.\u201d (MIOTO,2010, p. 120.<br \/>\nHouve v\u00e1rias mudan\u00e7as com a fam\u00edlia na contemporaneidade que tiveram profundas implica\u00e7\u00f5es na configura\u00e7\u00e3o familiar originando v\u00e1rios modelos de fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A fase da adolesc\u00eancia tem sido percebida como um momento \u201ccr\u00edtico\u201d, per\u00edodo de significa\u00e7\u00f5es da identidade sexual, profissional, de apegos e sujeito a crises, muitas vezes tratadas como patol\u00f3gicas, ou at\u00e9 mesmo demarcadas num quadro t\u00edpico de adolesc\u00eancia, sugerido por SAITO, 2000, p. 9) como uma \u201cs\u00edndrome da adolesc\u00eancia normal\u201d. Esta s\u00edndrome da adolesc\u00eancia fala da procura de si mesmo e da identifica\u00e7\u00e3o adulta, separa\u00e7\u00e3o progressiva dos pais, tend\u00eancia grupal, obriga\u00e7\u00e3o de intelectualizar e fantasiar, evolu\u00e7\u00e3o da sexualidade, viv\u00eancia temporal particular atitude social reivindicat\u00f3ria e invari\u00e1veis altera\u00e7\u00f5es de humor.<br \/>\nH\u00e1 dificuldade de determina\u00e7\u00e3o de limites precisos quanto ao t\u00e9rmino da adolesc\u00eancia. Existe a tend\u00eancia de prolongamento desta fase devido a uma s\u00e9rie de fatores de natureza s\u00f3cio-cultural como identidade sexual, rela\u00e7\u00f5es afetivas est\u00e1veis, capacidade de assumir compromissos profissionais e manter-se economicamente, valores pessoais e rela\u00e7\u00f5es com os pais.<br \/>\nOs jovens passaram a difundir em seu meio social a ideia de que voc\u00ea precisa descobrir por voc\u00ea mesmo o barato de usar ou n\u00e3o drogas, e isso significa experimentar\u201d. O resultado \u00e9 que, durante a \u00faltima d\u00e9cada, ap\u00f3s experimentarem drogas, gostam delas, continuaram a us\u00e1-las e estimularem os amigos a fazer o mesmo.<br \/>\nO uso de drogas pode acender confus\u00f5es agudas (intoxica\u00e7\u00e3o ou overdose) e cr\u00f4nicas, com agita\u00e7\u00f5es duradouras ou at\u00e9 irrevers\u00edveis. Outros riscos ainda s\u00e3o considerados ao tratar-se de adolescentes, j\u00e1 que todas as subst\u00e2ncias psicoativas, quando empregadas de forma abusiva, majoram o risco de acidentes e de agress\u00e3o por determinarem os cuidados de \u00a0autopreserva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 vulner\u00e1veis entre os adolescentes (FILHO et al , 2007).<\/p>\n<p>O autor citado acima ainda alerta para esta presen\u00e7a quase que cotidiana das drogas, pois na vida em sociedade torna o tema drogas bastante complexo de ser tratado, porque, se por um lado, se identificam discursos que tentam construir uma imagem negativa da droga, por outro, existem v\u00e1rios outros que a erguem de forma positiva. Em se tratando de drogas l\u00edcitas, os meios de comunica\u00e7\u00e3o adjudicam imagens pr\u00f3prias ao seu uso.<\/p>\n<p>Por ser uma fase conflituosa, o adolescente precisa de apoio por parte da fam\u00edlia para enfrentar mudan\u00e7as que ocorrem no comportamento, no corpo e nas rela\u00e7\u00f5es sociais. \u00c9 uma fase onde o jovem se encontra mais vulner\u00e1vel \u00e1s influ\u00eancias diversas e se n\u00e3o estiver bem orientado, com uma base s\u00f3lida, pode optar por caminhos de fuga, alienando-se de uma realidade que n\u00e3o consegue enfrentar. Em muitos casos pode tornar-se presa f\u00e1cil para o caminho das drogas, as drogas est\u00e3o presentes na sociedade e t\u00eam sido alvo da aten\u00e7\u00e3o de muitas fam\u00edlias, seja pela preocupa\u00e7\u00e3o com aqueles que n\u00e3o usam, pararam de usar, ou com os que fazem uso. O caminho das drogas pode mudar todo o curso normal de desenvolvimento do jovem, pois as drogas comprometem a sa\u00fade, interferindo na mem\u00f3ria e na aprendizagem; causam grandes transtornos n\u00e3o s\u00f3 para os usu\u00e1rios, mas para a fam\u00edlia ou quem est\u00e1 pr\u00f3ximo convivendo no mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Se o adolescente come\u00e7a a fazer uso de drogas o seu rendimento escolar fica comprometido e tamb\u00e9m o relacionamento com os seus familiares e amigos.<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Novas Drogas<\/strong><\/p>\n<p>Uma droga que vem se popularizando entre os adolescentes e o Lean uma bebida que mistura\u00a0<strong>code\u00edna<\/strong>, refrigerante e balas de goma.<\/p>\n<p>Criada nos Estados Unidos, durante a cena do\u00a0\u00a0<em>blues,<\/em>\u00a0em 1960, \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como\u00a0<em><strong>purple drank<\/strong><\/em><strong>\u00a0<\/strong>,\u00a0<em><strong>sizzurpe<\/strong><\/em><strong>\u00a0<\/strong>e\u00a0<em><strong>syrup<\/strong><\/em><strong>\u00a0<\/strong>, e pode levar pessoas \u00e0 s\u00edndrome de abstin\u00eancia e at\u00e9 mesmo \u00e0 morte.<\/p>\n<p>No Brasil, o\u00a0<strong>lean<\/strong>\u00a0se tornou famoso em 2015, e vem\u00a0ganhando pot\u00eancia\u00a0por sua predominante apari\u00e7\u00e3o em clipes de\u00a0<em>trap<\/em>\u00a0norte-americanos, em que\u00a0\u00a0<em>rappers<\/em>\u00a0aparecem com copos de isopor brancos cheios de gelo e, claro, a \u201cbebida roxa\u201d. Em sua composi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da code\u00edna, que \u00e9 um derivado do \u00f3pio usado como anest\u00e9sico contra dores moderadas e graves e em tratamentos oncol\u00f3gicos, usa-se prometazina, um antial\u00e9rgico que aumenta o efeito de seda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento realizado pelo site americano\u00a0<em>Motherboard<\/em>\u00a0, o consumo de\u00a0<em><strong>purple drank<\/strong><\/em><strong>\u00a0<\/strong>chamou a aten\u00e7\u00e3o do governo dos EUA depois de registros numerosos de mortes por overdose. Segundo o relat\u00f3rio oficial da comiss\u00e3o presidencial, cerca de 142 pessoas v\u00eam a \u00f3bito por dia devido ao uso de opioides, o que se igualaria \u00e0 quantidade de mortos nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 a cada tr\u00eas semanas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS.<\/strong><br \/>\nO papel da droga na vida do adolescente \u00e9 o de trazer uma autossufici\u00eancia moment\u00e2nea que transmite uma falsa esperan\u00e7a de futuro. Vive num mundo paralelo em que o amanh\u00e3 n\u00e3o tem muita import\u00e2ncia, devido desilus\u00f5es, decep\u00e7\u00f5es morais, afetivas e etc. Passa por frustra\u00e7\u00f5es intensas e n\u00e3o sabe como lidar com estas, por causa da imaturidade, mudan\u00e7as em seus ideais e forma\u00e7\u00e3o de conceitos. Nesse momento, j\u00e1 existe o abandono dos estudos, pois a mente j\u00e1 afetada pelas drogas faz com que ele se sinta acima dos valores morais, sociais, familiares e religiosos, levando-o a pensar apenas no momento em que vive quando est\u00e1 sob o efeito das subst\u00e2ncias psicoativas.<br \/>\nA tem\u00e1tica das drogas na vida dos adolescentes necessita ser compreendida dentro de um contexto de vida familiar e cotidiano, que vai muito al\u00e9m das hip\u00f3teses sobre o que acontece com indiv\u00edduos individualmente. Neste contexto o que se compreende \u00e9 que se reproduz uma pr\u00e1tica de culpabiliza\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o, que recai sobre os adolescentes usu\u00e1rios, tornando-os os \u00fanicos respons\u00e1veis pela sua condi\u00e7\u00e3o. As experi\u00eancias dos adolescentes usu\u00e1rios de drogas n\u00e3o s\u00e3o cometidas de forma solit\u00e1ria ou voluntariamente. Eles as<br \/>\nconcretizam no cerne de uma hist\u00f3ria, de um contexto socioecon\u00f4mico, mergulhados em momentos socioculturais, ligados a sistemas familiares e submetidos pela manipula\u00e7\u00e3o e apelo da sociedade na qual vivem.<br \/>\nPercebe-se nitidamente a falta de habilidade e a fragilidade por parte dos familiares em lidar com a problem\u00e1tica da depend\u00eancia qu\u00edmica e isto reflete de forma negativa sobre a composi\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria sa\u00fade da fam\u00edlia, compreendendo que quando procura ajuda para o adolescente a mesma j\u00e1 demonstra um quadro de desgaste e descr\u00e9dito em fun\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio com o adolescente dependente.<br \/>\nO atendimento \u00e0s fam\u00edlias necessita de uma abordagem multidisciplinar para suprir a defici\u00eancia da din\u00e2mica complexa que atravessa este sistema, o trabalho referente ao tratamento \u00e9 o de sobrepor os preconceitos e estigmas com o qual s\u00e3o submetidos os dependentes qu\u00edmicos e familiares. Atrav\u00e9s da pr\u00e1tica cr\u00edtica, investigativa e da capacidade de decifrar a realidade, o profissional poder\u00e1 contribuir para a transforma\u00e7\u00e3o desta condi\u00e7\u00e3o de sofrimento por parte dos adolescentes usu\u00e1rios de drogas e desenvolver estrat\u00e9gias para um agir profissional competente e comprometido com esta popula\u00e7\u00e3o usu\u00e1ria, em particular as classes populares.<br \/>\nEspera-se que o tema em tese n\u00e3o finalize aqui, que o mesmo sirva de canal para novos estudos no campo da depend\u00eancia qu\u00edmica, apoiados como de outros profissionais por meio de um trabalho multidisciplinar, desenvolvendo estrat\u00e9gias para bloquear a a\u00e7\u00e3o das drogas na adolesc\u00eancia, n\u00e3o esquecendo, al\u00e9m disso, da import\u00e2ncia da influ\u00eancia familiar, que \u00e9 uma \u00e1rea com grande car\u00eancia e que demanda um olhar diferenciado por parte da sociedade, principalmente no que fere ao resgate do adolescente usu\u00e1rio de drogas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As hip\u00f3teses constru\u00eddas a partir do objetivo geral deste trabalho foram de que os adolescentes utilizam drogas, devido a quest\u00f5es particulares, s\u00e3o em sua grande maioria de classes menos favorecidas e necessitam de aten\u00e7\u00e3o familiar e de orienta\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>ABEAD &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos de \u00c1lcool e outras Drogas. Coca\u00edna: estimulante, natural e il\u00edcita. Folheto 7: Prefeitura Municipal de Santos &#8211; UNIAD: SP, 2011. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.abead.com.br\/. Consulta realizada em 10\/11\/2018.<\/p>\n<p>ALCOOLISMO \u2013 Jorge A. Jaber Filho\/Charles Andr\u00e9 \u2013 Editora Revinter, 2002<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/05\/adolescencia-e-uso-de-drogas-a-luz-da-psicanalise\/\">http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/05\/adolescencia-e-uso-de-drogas-a-luz-da-psicanalise\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/10\/vulnerabilidade-da-adolescencia-para-o-uso-de-alcool-e-tabaco\/\">http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/10\/vulnerabilidade-da-adolescencia-para-o-uso-de-alcool-e-tabaco\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/06\/suicidio-e-maconha-na-adolescencia\/\">http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2017\/06\/suicidio-e-maconha-na-adolescencia\/<\/a><\/p>\n<p>Iara\u00e7u Teixeira dos Santos\u00a0<a href=\"http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/transtornos-decorrentes-o-uso-da-cannabis-na-adolescencia\/\">http:\/\/clinicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/07\/transtornos-decorrentes-o-uso-da-cannabis-na-adolescencia\/<\/a><\/p>\n<p>M\u00e1rcio Francisco Ribeiro. Drogas na adolesc\u00eancia. Artigo. 2017 Dispon\u00edvel em :<br \/>\nhttp:\/\/cl\u00ednicajorgejaber.com.br\/novo\/2018\/17\/drogas-na-adolescencia\/ acesso em<br \/>\n19\/07\/2018.<\/p>\n<p>Pechansky F, Szobot CM, Scivoletto S. Uso de \u00e1lcool entre adolescentes: conceitos, caracter\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas e fatores etiopatog\u00eanicos. Rev Bras Psiquiatr 2004; 26 (1): 14-7.<\/p>\n<p>PINSKY, I. &amp; BESSA, M. Adolesc\u00eancia e drogas. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2004<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/saude.ig.com.br\/2018-03-02\/consumo-de-lean-cresce-no-brasil.html\">Sa\u00fade &#8211; iG<\/a>\u00a0@\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.ig.com.br\/2018-03-02\/consumo-de-lean-cresce-no-brasil.html\">https:\/\/saude.ig.com.br\/2018-03-02\/consumo-de-lean-cresce-no-brasil.html<\/a><\/p>\n<p>TIBA, I\u00e7ami. As fun\u00e7\u00f5es dos pais quando o filho \u00e9 drogado. Dispon\u00edvel em: . Acesso realizado em 29\/10\/2018.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/adolescent-mental-health\">http:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/adolescent-mental-health<\/a> Acesso realizado em 10\/11\/2018.<\/p>\n<p>UNODC. World Drug Report 2018 (United Nations publication, Sales No. E.18.XI.9)<\/p>\n<p>Revista.oswaldocruz.br\/Content\/pdf\/Edicao_07_Ant\u00f4nio_lima.pdf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome: Bianca de Fran\u00e7a Ribeiro &nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o A adolesc\u00eancia pode ser considerada como um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o d\u00e1 inf\u00e2ncia para a idade adulta, passando por um estado de intensa depend\u00eancia para uma condi\u00e7\u00e3o de autonomia pessoal, e de uma condi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":400,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Uso de drogas na adolesc\u00eancia - 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Stack trace:
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